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NotíciasTranscrição
00:00Olá! Você sente dores nos ossos? Sabe como é o tratamento para reconstrução e alongamento ósseo?
00:08Qual o tênis ideal para cada atividade física, hein?
00:11No dia a dia, será que a rasteirinha e o chinelo são aconselháveis?
00:17Também tem um alerta sobre as doenças após o carnaval. Como tratá-las?
00:22A Escola Unidos de Barreiros da Série Ouro, ano que vem, desfila no Grupo Especial.
00:28E o TN Especial começa agora!
00:40Ossos saudáveis, reconstrução, alongamento ósseo.
00:44Quem vai nos esclarecer é o ortopedista doutor Diego Faria, que já está aqui no estúdio do TN Especial.
00:51Olá, doutor Diego! Muito bem-vindo!
00:53Obrigado por me receber aqui super bem!
00:55Doutor, é um assunto que chama muita atenção, né?
00:59Primeiro, alongamento ósseo. Como que é esse tratamento?
01:03Tem que ser na adolescência, já tem um acompanhamento ou qualquer idade?
01:08O alongamento ósseo em si é uma técnica ortopédica que a gente realiza o alongamento de estruturas ósseas
01:16para fins terapêuticos ou estéticos.
01:19E ela é basicamente indicada para pacientes de baixa estatura, né?
01:26Para pessoas que estão abaixo do percentil normal da sociedade
01:30ou para pacientes que têm incômodo, que afeta o bem-estar delas, ter baixa estatura.
01:36Apesar de ela estar dentro do padrão que a gente fala sobre o padrão da sociedade, padrão de normalidade da
01:46sociedade.
01:46Em média, quantos centímetros é possível a pessoa aumentar?
01:51A gente com segurança consegue alongar cerca de 10% do segmento ósseo a ser alongado.
01:56Por exemplo, uma moça da perna tem por volta dos seus 34 centímetros, 35 centímetros.
02:02Então a gente consegue com segurança 10%, vai dar mais ou menos, um pouco mais, uns 4 centímetros com segurança.
02:09O femur, a gente tem uma estimativa de uns 44, 45 centímetros.
02:14Então a gente consegue extrapolar para uns 5 centímetros de alongamento.
02:16A gente consegue totalizar com segurança 10 centímetros do membro.
02:21Então quem tem 1,50 ou 1,60 pode chegar a 1,70.
02:26E antes da cirurgia, inclusive, a pessoa na adolescência já detecta ali que tem uma baixa, uma estatura baixa.
02:34E adolescente, às vezes ele quer crescer, ter uma estatura maior. Qual a orientação?
02:39A gente sempre calcula, analisa a estatura dos pais e a gente preenche um gráfico
02:47para saber se essa criança está dentro do padrão de normalidade ou não.
02:52Saber a hora de indicar um alongamento ou alguma terapia, a gente tem que utilizar esse gráfico.
02:58Para saber se ele está abaixo do percentil adequado para a idade,
03:02a gente tem algumas ferramentas que podem estimular o crescimento dessa criança nessa faixa etária.
03:08Tratamento hormonal?
03:09É, que inclui orientações como atividade física ou uso de medicamentos.
03:17Algum arsenal terapêutico que a gente tem à disposição para estimular o crescimento da criança.
03:21E teria uma atividade física ideal?
03:24Olha, a gente estimula as atividades em que exercem o efeito de distração da cartilagem de crescimento.
03:32Então, as crianças ou adoracentes que têm essa cartilagem de crescimento ainda aberta,
03:36a gente consegue estimular através de algumas atividades físicas,
03:38principalmente as que estimulam salto, menos impacto.
03:44Então, tudo que a gente consegue estimular de distração, por exemplo, vôlei, basquete, estimula o crescimento.
03:50E essa cirurgia, ela pode ser feita na adolescência ou tem que esperar só na fase adulta?
03:55Então, tem suas indicações, a cirurgia de alongamento ósseo.
04:00Geralmente, na infância, são para deformidades, crianças ou adolescentes que têm deformidades associadas.
04:08Não só o baixo estatura, mas deformidades junto.
04:12Então, é uma técnica que a gente utiliza, um arsenal que a gente utiliza cirúrgico
04:15para fazer o alongamento dessas pessoas, desses pacientes.
04:19E como que é a recuperação desse paciente?
04:21Depois ele pode fazer atividade física normal, como correr, por exemplo?
04:26O tratamento, a gente consegue alongar um milímetro de osso por dia.
04:31A gente diz no nosso meio que o alongamento das partes ósseas é o mais fácil de cuidar.
04:37O que está em volta do alongamento ósseo é o que dá trabalho,
04:40que é encurtamento de tendão, estímulo de nervos sensoriais,
04:48desenvolvimento de massa muscular,
04:49que a gente tem que levar em consideração que não é só o osso que cresce,
04:52mas toda a estrutura de parcimólios que abraçam o osso.
04:55E demora o que para voltar à vida normal?
04:58Quanto tempo, mais ou menos, de recuperação?
05:00Olha, para voltar à vida normal, a gente bota uma estimativa de um ano
05:04entre a cirurgia e a reabilitação um ano.
05:07E tem uma média...
05:08Depende do objetivo do paciente.
05:10E tem... eu sei que é complicado, cada caso é um caso,
05:12mas tem uma média de valor?
05:14Um mínimo, um valor mínimo, um valor máximo?
05:16Então, a gente consegue...
05:18Plano no cobre, né?
05:19Alguns cobrem, mas a imensa maioria não.
05:24A gente está falando uma média de 100, 150 mil reais.
05:28Por aí.
05:30É uma vontade que o investimento, mas a pessoa também vai ficar ali,
05:33talvez, realizada.
05:35É, são sonhos, realização de sonhos.
05:38Tanto da parte estética, quanto da parte funcional.
05:42E falando ainda de cirurgia, da sua especialidade,
05:45tem uma imagem, né, que a gente vai mostrar aí de um paciente
05:48que ficou muito feliz com o resultado.
05:50Qual que é aquele problema que dá, que a pessoa foi com o pé totalmente torto, doutor?
05:53É, a gente tem...
05:56Dentro da nossa especialidade, a gente cuida de muitas má-formações congentes, né?
06:01Pessoas que nascem com má-formações dos membros.
06:03A gente lida com sequelas de traumas graves.
06:07Então, nesse caso em específico, é um paciente que nasceu com o pé ator.
06:13E a história dele envolve dificuldade de acesso ao sistema público de saúde,
06:22dificuldade de acesso a profissionais gabaritados para poder fazer esse tratamento dele.
06:28E, geralmente, é um tratamento que você faz na infância.
06:31Então, na primeira infância, a gente detecta logo após o nascimento
06:36a deformidade nos pés, que a gente chama de pé torto.
06:40E aí, quando chega esse pé torto na fase adulta,
06:45a gente chama de pé torto congento e inveterado.
06:48Ou seja, é o pé que passou a fase de tratar na infância
06:52e acomete o adulto.
06:54Aí, quando é na fase adulta, é um pouco mais complexo de cuidado que na criança.
06:59E na criança também tem aquelas botinhas ainda?
07:02É, nas crianças a gente costuma utilizar o tratamento de Ponsetix, que é o gesso seriado.
07:07Que são trocas semanais de gesso com técnicas ortopédicas para correção das deformidades.
07:14Existe essa mesma técnica também para pacientes adultos,
07:18mas é um pouco mais dificultoso por ser...
07:23Diferença anatômica entre um osso adulto e um osso pediátrico.
07:26E quem tem a perna, não só o pé, mas a perna torta, também tem essa cirurgia?
07:31Tem, tem. A gente consegue realizar a correção das deformidades utilizando fixadores externos
07:39que são personalizados para aquela deficiência.
07:44Hoje a gente tem tecnologia em cima disso, a gente consegue utilizar ferramentas de software
07:50para guiar as correções, a gente chama de fixadores externos hexapodais.
07:53E tem revolucionado o tratamento de pacientes, ditos assim, sequelados ou aleijados.
08:05Então a gente está conseguindo eliminar essa estigmatização da sociedade.
08:09Até quem tem também diabetes tem uma novidade, né?
08:12Sim, sim. A gente, dentro da reconstrução óssea,
08:16a gente está utilizando a ferramenta dos fixadores externos para evitar algumas amputações.
08:22Então pacientes, por exemplo, que têm diabetes de difícil controle
08:27e que já passaram por cirurgias vasculares para desobstrução de artérias,
08:33a gente tem uma nova ferramenta para poder evitar amputações.
08:38Isso tudo induzindo a formação de vasos sanguíneos novos no membro do paciente
08:42através de estimulação de tecido ósseo.
08:44Então usando os fixadores externos como ferramentas para estimulação de tecidos novos,
08:50tecidos sadios novos.
08:52Interessante. E o doutor Diego também é especialista em dor, dor nos ossos.
08:57Qual a maior queixa hoje? Como evitar essas dores?
09:01Sabemos aí do uso de telas, né? Inevitável.
09:04Tem jovens, mais jovens hoje com dor? Te surpreende alguma coisa?
09:08Ah, olha, de longe, disparado, dor nas costas é o que mais...
09:13volume de tratamento de dor crônica no consultório é isso.
09:17Dor lombar, dor cervical, agora com essa febre de...
09:25celular e mídias, a gente vê muito má postura, principalmente nos mais jovens.
09:31Qual a orientação que você dá para evitar essa dor na coluna?
09:35Principalmente exercício físico. A gente vê muito ainda resistência a exercício físico e é a pedra basal,
09:45o básico básico para você ter uma qualidade de vida melhor.
09:48Mas quem fica muito no computador? Tem que se preocupar com a cadeira?
09:52Ergonomia. A gente está falando de ergonomia.
09:54A gente precisa... quem depende de trabalhar sentado ou...
10:01de atividade que necessite dele estar à frente do computador, precisa de ergonomia.
10:05Então, respeitar as regras de posicionamento da tela, conforto da cadeira, posicionamento da braçadeira.
10:16Então, uma série de questões que a gente precisa levar em consideração sobre a ergonomia no trabalho.
10:22Alongamento também é importante?
10:23Alongamento é importantíssimo e está muito associado também à atividade física.
10:28Na verdade, um está atrelado ao outro.
10:32É importantíssimo você ter uma atividade física regular e estar fazendo o processo de alongamento junto.
10:40É importante para a nossa saúde articular.
10:44De quanto tempo esse alongamento para quem fica muito sentado ali na frente do computador?
10:49O ideal é a gente interromper as nossas atividades a cada uma hora, uma hora e meia ou duas horas
10:58para poder fazer o alongamento e tratar as retrações musculares.
11:02Principalmente quem está digitando.
11:03Quem está digitando fica em processo de contratura de flexores.
11:07Na mão mesmo? Como que seria?
11:09Estimular, fazer a contratividade da função que você está exercendo naquele momento.
11:15Então, se você está fazendo a atividade de flexão de falanges, de dedos, desculpa,
11:19você tem que fazer os exercícios de alongamento antagonistas, a gente chama, né?
11:24Estimular os músculos antagonistas.
11:25E você falou muito de atividade física, né, doutor?
11:29Então, falando de atividade física, existe um tênis específico para cada atividade.
11:34Não dá para usar o mesmo tênis para correr e fazer musculação, por exemplo.
11:37Exatamente.
11:38Qual a orientação?
11:39Olha, a gente, para falar sobre tênis, a gente precisa primeiro avaliar a pessoa que necessita desse tênis.
11:48Por exemplo, eu tenho que avaliar se a pessoa quer realizar uma atividade física específica e ela tem uma deformidade
11:57no pé.
11:58Então, uma pisada que a gente chama de pronada, uma pisada supinada e ela quer exercer uma atividade de corrida,
12:06por exemplo.
12:07Então, a gente tem que adequar o tênis à pisada e à função que ela quer exercer, à atividade física
12:15que ela quer exercer.
12:15Então, é um tema um pouco complexo, que precisa da avaliação médica para entender a necessidade do paciente.
12:24E saber indicar o melhor calçado para alteração anatômica que ele tem ou não.
12:30Isso vale também para quem gosta de rasteirinha, de chinelo?
12:33Isso vale para quem usa rasteirinha, usa chinelo.
12:36É importante o médico avaliar.
12:38É, porque esses calçados que a gente tem disponíveis no mercado, eles não são personalizados.
12:46Eles são estruturados de uma maneira em que atenda a maior parte da população, mas ele não é personalizado para
12:51aquela pessoa.
12:52Se a pessoa tem a intenção de fazer alguma atividade física específica e que gosta daquilo e que não consegue
12:58exercer por alguma dificuldade física,
13:01a gente precisa dar uma avaliação prévia para indicar o melhor calçado para aquela pessoa.
13:04Existem, existe um aparelho chamado baropodometria.
13:09A gente coloca o paciente em cima da máquina e a gente consegue avaliar, fazer a leitura dos pontos de
13:16pressão.
13:16E adaptar e indicar o calçado para melhor para aquela pessoa.
13:22Ah, interessante.
13:23E doutor, é muito assunto, né?
13:25Muito.
13:27Para quem faz atividade física também ou não, desde a adolescência até quem está mais velho, qual a suplementação indicada,
13:37alimentação, tipo de atividade física, o calço, o ômega 3?
13:41Então a gente tem que levar em consideração a idade do paciente, antes de tudo.
13:44A idade do paciente e o que ele quer exercer de atividade.
13:51Então a reposição ou a suplementação é baseada no objetivo daquela pessoa naquele momento.
13:59Então, por exemplo, o paciente idoso que tem, a gente chama de sarcopenia.
14:04Sarcopenia é a perda de massa muscular esperada para a idade.
14:07Então se a gente espera o desenvolvimento de massa muscular no idoso, para que ele se desenvolva a saúde óssea
14:13e muscular,
14:14a gente estimula a suplementação com magnésio, a gente suplementa com whey protein, com creatina.
14:25Ou vamos supor, a gente tem uma pessoa com uma doença específica que tem o sonho de realizar uma atividade
14:33física específica.
14:34Então o que eu posso proporcionar para essa pessoa de suplementação que leve a um desempenho melhor?
14:40Então é muito individualizado essa questão de qual o suplemento melhor a indicar.
14:46E no geral, mesmo quem faz ou quem não faz atividade física, um alerta, uma dica, uma orientação básica para
14:55tentar ter uma saúde óssea boa, né?
14:58O que você diria? Fazendo um resumo.
15:00Olha, um resumo, eu diria que alimentação adequada e atividade física é o pilar da saúde básica humana.
15:10Sem isso a gente não consegue partir para novas perspectivas.
15:19A gente tem que começar pelo básico.
15:20Então o básico é alimentação e exercício físico.
15:22E não interessa o que você quer fazer, comece.
15:25Tem que começar.
15:27Então o sedentarismo eu acho que é o grande problema da sociedade hoje.
15:34Tá bom, tem razão.
15:36Muito obrigada.
15:36Nada, que isso.
15:37Sou o Diego Faria pelas informações.
15:39Seu Instagram está na tela também.
15:41Quem quiser te procurar pode entrar ali, né?
15:43Obrigado.
15:43Muito obrigada aí pelas informações.
15:45Um rápido intervalo.
15:46Daqui a pouquinho tem o especial de volta.
16:12Tênis especial de volta.
16:14Após o carnaval surgem algumas doenças.
16:17Devido à aglomeração, o beijo na boca.
16:21O infectologista, doutor Paulo Pissanha, explica pra gente.
16:25Aquelas pessoas que estão no carnaval se expõem no aglomerado do carnaval.
16:30E mesmo quem não está no carnaval, que vai pra praia, fica muito tempo no sol, pega aquelas comidinhas de
16:36praia.
16:37Tudo isso são exposições que têm um tempo de incubação.
16:42O vírus, a bactéria fica incubada e a doença surge a seguir.
16:46As infecções respiratórias são as mais comuns.
16:49Porque no ambiente aglomerado, as pessoas próximas umas das outras e falando muito perto, porque tem barulho.
16:57Então, pra ser ouvido, você tem que se aproximar das pessoas.
17:01Então, as infecções respiratórias aumentam nesse período.
17:04E o período que elas ficam entre a infecção, o contato e o início da doença, às vezes é dois,
17:12três, quatro dias.
17:13E por isso a doença vem depois.
17:16As doenças relacionadas à contaminação do aparelho digestivo, pela via oral, elas também você acaba adquirindo com comidas, às vezes
17:29não bem acondicionadas.
17:31Depois, uns cuidados importantes que nós precisamos ter é manter uma boa hidratação, hidratar bem, se alimentar.
17:40Já que passou a folia, se alimentar de forma mais equilibrada.
17:47Na verdade, nesses feriados fica tudo muito irregular.
17:50A ingesta de líquido, alimentação fora de hora, dormindo fora de hora.
17:57Quer dizer, tudo isso deixa o corpo mais vulnerável.
18:00É preciso que a gente retorne à rotina.
18:02Se precisar, qualquer sintoma, seja um sintoma respiratório, seja um sintoma digestivo, seja uma dor de cabeça que não melhora.
18:13Quaisquer desses sintomas, você deve procurar um médico se eles persistirem.
18:21E a Unidos de Barreiros foi a campeã da série Ouro.
18:25A gremiação que representa as comunidades de São Cristóvão e Joana d'Arc está de volta à elite do Carnaval
18:32Capixaba depois de 10 anos.
18:34Vamos ver.
18:34Gritos de alegria, mãos erguidas e corações acelerados a cada nota máxima anunciada.
18:41Na mesa da apuração, cada décimo lido parecia pesar toneladas para quem passou o ano inteiro preparando o desfile.
18:48A gente tenta fazer mais, né?
18:50A gente sempre quer mais, mas no planejamento saiu assim, acho que 99,9% que a gente faz ideia
18:56que a gente veio do enredo.
18:58Mãos entrelaçadas e olhos fixos nas planilhas quando os décimos faziam diferença.
19:03Porque ali não se julgava só o desfile, se julgava o esforço de comunidades inteiras.
19:09A nossa comunidade está muito satisfeita com o que a gente apresentou na avenida, o que a gente entregou para
19:15eles, entendeu?
19:16E a expectativa, como eu te falei, é a melhor possível.
19:19Por trás das fantasias e do brilho, existe uma realidade de desafios.
19:23São escolas que enfrentam falta de recursos, problemas estruturais, mas que ainda assim conseguem transformar a avenida em verdadeiro espelhado.
19:31A apuração vai mostrar qual delas vai conseguir transformar a superação em conta suficiente para subir a um grupo especial.
19:40As escolas de samba do grupo de acesso, elas fazem milagre, porque o recurso é pequeno e tem que ter
19:46a criatividade.
19:47Mas não adianta você ter criatividade, você tem que ter recurso para você poder contratar bons profissionais, para você fazer
19:54um grande carnaval.
19:54Mas eu acredito que nós fizemos um grande carnaval e eu estou na expectativa muito boa.
19:59A Independentes de São Torquato começou a leitura já penalizada, perdendo 3,1 pontos pelo desfile incompleto.
20:06Quase todas as notas foram zeradas, mas quando surgiu o 9,8 da bateria, a primeira pontuação da escola, o
20:14aplauso foi geral.
20:15Um gesto de solidariedade entre quem conhece de perto a dureza de colocar o samba na avenida.
20:20Sofrido, assim, com muita dificuldade, com muita luta, a gente conseguiu botar o carnaval na rua e torcer para dar
20:29tudo certo.
20:30A gente foi campeão em 2019, a gente quer voltar ao grupo especial.
20:35Nas arquibancadas, a animação era mais contida.
20:38Mesmo assim, a atenção crescia a cada nova nota.
20:42Nove quesitos iriam definir a primeira colocada.
20:45Na metade da apuração, os números já apontavam.
20:48A Unidos de Barreiros assumia a liderança.
20:51E a cada nota máxima, crescia a esperança da vitória.
20:55Quando a última nota foi lida, não restou dúvida.
20:58Unidos de Barreiros, vai, muito bom.
21:08Israel, majeste, vai, muito bom.
21:13Com 179,4 pontos, a Unidos de Barreiros confirmou o título da Série Ouro.
21:20A Barreiros de volta no grupo especial, que nós estamos fora de lá desde 2016.
21:24E viemos, e não vão cair não.
21:26Nós vamos para ficar.
21:27Uma vitória construída na persistência, na criatividade e no trabalho coletivo.
21:32E que agora garante à escola o retorno ao grupo especial do Carnaval Capixaba.
21:37A Barreiros, ela veio iluminada com a historiografia, os carros alegóricos.
21:43Então, a Barreiros para a comissão e para todo o jeito da comunidade é resistência, força, é luta.
21:50E ela merece, o presidente merece.
21:53Parabéns à escola Unidos de Barreiros.
21:55E também à Mug, que foi a campeã de 2026 do grupo especial.
22:01E uma brincadeira de criança com fósforos quase acaba em tragédia.
22:06Um menino de 4 anos acabou colocando fogo na casa.
22:10Por sorte, ninguém ficou ferido.
22:12Eu e meu amigo, o cinegrafista Alex Aguiar, nós fomos até a casa dessa família.
22:17Acompanhe conosco.
22:18Após ter a casa incendiada, Mariângela gravou esse vídeo.
22:23Essa parede aqui, ó, está condenada, tá?
22:30A gente precisa de reconstruir isso aqui.
22:34Não sobrou nada.
22:36Aqui estava a roupa das crianças, material escolar, os documentos pessoais.
22:41A gravação chegou a vários moradores do bairro Piranema, em Cariacica.
22:46Sensibilizados, criaram o grupo Amigo Anjo para conseguir doações.
22:51Tem como, né, a gente não se comover, a gente não se colocar no lugar do próximo.
22:55E de imediato a gente já criamos um grupo.
22:57E foi onde que esse grupo, as pessoas foram querendo entrar, participar.
23:02Que eu falo que é um amigo anjo, a gente não precisa de saber quem é que está ajudando.
23:06E aí as pessoas foram falando, eu tenho isso, eu tenho aquilo.
23:10E eu tenho certeza que através também da reportagem a gente vai conseguir muito mais.
23:15Porque além dela tem as crianças, as mochilas, o material.
23:19Então ela perdeu tudo.
23:20Então a gente sabe quanto que é difícil a gente começar do zero.
23:22A pessoa que não pode ajudar com uma lajota, dou um pix, que não pode dar um pix, dou outra
23:27coisa.
23:28Vem, ajuda também na mão de obra.
23:30E é um ajudando o outro.
23:31Juntos somos mais fortes, né.
23:33E além de lido comunitário, nós somos primo.
23:36A gente fica muito, assim, triste, né, pelo fato que aconteceu.
23:41Que a gente vê acontecendo em tantos bairros, em tantos lugares distantes.
23:45E a gente nunca pensa que vai acontecer do nosso lado, né.
23:47Os vizinhos ajudaram a apagar as chamas até a chegada do corpo de bombeiros.
23:53Um descuido, né.
23:54Criança brincando, botou fogo.
23:56Quando eu fui ver já estavam os vizinhos que me ajudaram a botar.
23:59A atirar, né, a apagar o fogo.
24:02Porque eu entrei dentro aqui, não consegui salvar nada.
24:06Ouvido tocou em cima de mim, entendeu.
24:09Mas aí, tá tudo aí, ó.
24:11Cheio do que tá, né.
24:13Mas também, graças a Deus e meus vizinhos.
24:16Se não fossem meus vizinhos, tinha queimado tudo.
24:20A casa tem cinco cômodos.
24:22O quarto dos fundos e a cozinha foram os mais prejudicados.
24:27Móveis, documentos, quase tudo destruído.
24:30Mariângela mora aqui na residência com a filha mais velha de 24 anos,
24:34as duas mais novas de 6 e 4 anos e também o neto, que tem 4 anos de idade.
24:40E segundo Mariângela, o netinho estava sozinho aqui no quarto brincando.
24:45E ele pegou uma caixa de fósforos.
24:47Foi a partir daí que as chamas começaram na coberta, que estava em cima da cama.
24:53Rapidamente, o fogo se alastrou, os móveis, as roupas, tudo que estava aqui foi destruído.
25:00Inclusive, as mochilas das meninas que estão aqui no chão ainda.
25:05Além das mochilas, os livros, todo o material escolar.
25:10Preciso de bastante coisa.
25:11Majota, cimento, quem puder ajudar.
25:14O material escolar das minhas meninas queimou tudo.
25:16As mochilas, queimou todos os meus documentos, o documento delas.
25:20Perdi tudo, tudo.
25:22Coberta de cama, perdi tudo.
25:23Não tenho nada.
25:24Estou dormindo na casa dos outros porque eu não tenho onde dormir.
25:27Mariângela, conhecida como Tutinha, tem 42 anos.
25:31E foi criada na residência que a mãe construiu e já em vida deixou para a filha.
25:37No quarto da frente, a Bíblia intacta.
25:40Um lar com saudades, histórias.
25:43Que a Mariângela, ou melhor, a Tutinha, sonha em reconstruir com a família.
25:49Meu sonho é minha casa de volta.
25:51Meu sonho é ter minha casinha de volta, poder cuidar das minhas filhas, do meu neto.
25:56Aquela minha casa.
25:58Meu maior sonho é ter minha casa de volta, ter minhas coisas.
26:01Aprendi em tudo.
26:03Tudo, tudo, tudo.
26:04Nada.
26:05Só tenho a minha vida.
26:06Agradecer a Deus que eu tenho a minha vida e a vida das minhas filhas.
26:09Só agradecer a Deus.
26:11É por tudo.
26:12Tudo que aconteceu, tem que agradecer a Deus, meus amigos.
26:17Que não fosse por eles, minha casa tinha queimado mais ainda.
26:22O Tutinha tinha explodido.
26:24Então, graças a Deus.
26:25Reforçando, quem puder ajudar essa família, o ponto de coleta das doações é a padaria Padoca,
26:31em frente à quadra de Piranema, em Cariacica.
26:34E tem um telefone, 027-999-0043-34.
26:41E a gente fica por aqui.
26:43O Tênis Especial volta no próximo sábado.
26:46Um beijo e eu já te espero, hein?
26:47Um beijo e eu já te espero, hein?
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