00:00O que me trouxe a ideia é a situação do resíduo sólido no estado do Pará.
00:04Como na maioria dos estados do Norte, são todos muitos parecidos.
00:09Hoje no estado do Pará, que tem aproximadamente 150 municípios,
00:13acho que tem 8 milhões de pessoas,
00:16e tem um ateu, que eu estou falando ultimamente,
00:20que esse ateu está no TI respirando por aparelho.
00:23Ele já está encerrando e não tem outro ateu ainda para atender a região metropolitana.
00:29Então, estamos aguardando fazer outro ateu aqui,
00:32talvez seja o Bajuru e o Acará, o Bujaru,
00:40mas não sabemos qual ainda, com o processo de licenciamento,
00:44e o resto do estado.
00:45Então, esse projeto que a gente chama de encerramento humanizado de missões,
00:51junto com o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Cidade,
00:53e junto com o Tribunal de Contas e o Ministério Público,
00:56nós estamos fazendo isso em vários estados do Brasil.
00:59Olha, o que nós estamos fazendo?
01:02Regionalizando, a gente faz um mapeamento do estado,
01:05pega a região, pelo menos uma cidade principal ali,
01:08para fazer uma terra ali, e aquela região em volta,
01:10geralmente a gente tem um número cabalístico,
01:13que é de 100 km, um raio de 100 km,
01:15é uma realidade econômica, que o custo de transporte não fica tão caro,
01:19e levar o seu resíduo para aquele ateu.
01:21É isso que nós estamos nos calcone,
01:24e é isso que nós vamos oferecer às entidades daqui,
01:26tanto o Ministério Público, como o Tribunal de Contas,
01:28como a Secretaria do Meio Ambiente.
01:30Hoje eu estive com o secretário do Meio Ambiente aqui no estado do Pará,
01:33e eles já têm um estudo sobre isso,
01:34eles já estão trabalhando um pouco sobre isso,
01:36e nós temos que juntar os nossos técnicos
01:39para avançar nessa questão toda.
01:41E aí, trazendo o Ministério Público e o Tribunal de Contas.
01:44Em primeiro lugar, o Brasil tem 3 mil lixões.
01:47É um negócio absurdo, por isso que eu costumo dizer o seguinte,
01:49eu começo o meu dia na época medieval,
01:51eu fico cuidando de encerramento de lixões,
01:55e termino meu dia discutindo hidrogênio B,
01:58biometano, biocai, CDR, aí vai no século XXI.
02:01Mas o grande problema hoje é você sensibilizar os gestores municipais
02:05que ele tem que dar uma destinação ambientalmente correta para o seu resíduo.
02:10É muito cômodo, sempre foi muito cômodo,
02:12e até é um negócio meio cultural nosso,
02:14você bota o resíduo, o lixo, na porta da tua casa,
02:17e você não quer saber o que é que acontece com ele.
02:19E geralmente os prefeitos levam e põem no lixão.
02:22Mas, segundo ele, é mais barato, facilita,
02:25ele nunca tem dinheiro para fazer um aterro.
02:27Um aterro para uma cidade só realmente não tem viabilidade,
02:31ele tem que ser um aterro regionalizado,
02:33daí o grande empercínio que os prefeitos encontraram,
02:36e é mais cômodo levar para um lixão.
02:38Ele não sabe que ele, tendo um lixão na cidade dele,
02:41ele aumenta muito a despesa dele na saúde,
02:43no tratamento de água, por quê?
02:46Porque um lixão traz muita doença,
02:48e o churume contamina o pessoal ferrático.
02:51Então, tudo isso, ele tem que levar em conta
02:54que ele encerrando esse lixão na cidade dele,
02:56ele vai ter um ganho indireto, e até direto,
03:00nas despesas da saúde e do tratamento de água.
03:03Hoje, o investimento é feito hoje,
03:0695% dos aterros da entrada no Brasil é da iniciativa privada.
03:11O poder público praticamente não tem raríssimas exceções,
03:15e aqueles que tiveram, só para que você tenha uma ideia,
03:17acho que foi no governo Fernando Henrique Cardoso,
03:19onde eles fizeram um programa de fazer 3 mil aterros sanitários no Brasil,
03:25saíram dando dinheiro para a prefeitura fazer,
03:28e daram 3 mil lixões.
03:30Por quê?
03:30Porque o caro não é fazer o aterro,
03:33o caro é a operação,
03:34o caro é manter,
03:35eu costumo comparar com o hospital,
03:37não é caro construir um hospital,
03:39agora manter um hospital funcionando com o médico,
03:42com o remédio, com tudo,
03:43isso é que é caro.
03:44A mesma coisa é o aterro sanitário,
03:46a operação,
03:47eu sou economista,
03:49a gente chama o CAPEX,
03:50que é o investimento,
03:51não é tão problemático,
03:52o problema é o OPEX,
03:54que é a defesa operacional,
03:56esse é que inviabiliza,
03:57por isso que ele tem que ser regional,
03:59o município só não tem condições,
04:01por isso que faz a região,
04:02a regional,
04:03para atender 20, 30 cidades,
04:05que diminui o seu custo,
04:07e diminui também a tarifa que o prefeito terá que pagar,
04:10para destinar para esse aterro.
04:11Olha,
04:12o ganho ambiental é muito grande,
04:15hoje a questão do clima,
04:17do gás efeito estufa,
04:19um lixão,
04:20ele emite muito metano,
04:23e o metano,
04:23ele polui 28 vezes mais do que qualquer outro gás,
04:28então é o seguinte,
04:28no aterro sanitário,
04:31esse metano é capturado e transformado em biogás,
04:33e o biogás transformado em biometano,
04:36e o biometano o que que é?
04:37É combustível,
04:39você pode botar no caminhão,
04:40no táxi,
04:41no fogão,
04:42a gás da dona de casa,
04:44da dona Maria,
04:45e nas indústrias,
04:46os fornos das indústrias,
04:48movida biometano,
04:49isso caracteriza o seguinte,
04:51ajuda a gente a cumprir nossas metas,
04:53que foi feita na Corpo de Paris,
04:55na descarbonização da economia,
04:57então tem um efeito tupro,
05:00você captar,
05:01já não deixar emitir o gás,
05:02e ao mesmo tempo você pega esse gás
05:04e ele substitui um combustível fóssil,
05:07que no caso o óleo diesel,
05:09a gasolina,
05:10então tem dois ganhos aí,
05:11importantes para o nosso meio ambiente.
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