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A CPMI do INSS antecipou para segunda-feira (23) o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O anúncio foi feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana. O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da autorização dos aposentados.

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Transcrição
00:00O depoimento do empresário Daniel Vorcar, o dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira, 4 da
00:07tarde, no Senado.
00:08O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, o senador Carlos Viana, do
00:16Podemos de Minas Gerais.
00:17O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master
00:23que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados.
00:31Segundo Viana, o depoimento de Vorcar, o inicialmente previsto para a próxima quinta-feira,
00:36foi remarcado com o objetivo de garantir prioridade aos trabalhos da CPMI.
00:43Dávila, quando nós falávamos da fraude do INSS, você sempre gostava de destacar.
00:49Olha, se juntarmos o que foi desviado dos consignados, talvez nós encontremos o caso mais escabroso de corrupção da história,
01:02não é isso?
01:04Exatamente, Caniato.
01:05Nós estamos falando acima de 90 bilhões de reais, os valores estimados,
01:11quando se soma o desconto indevido do consignado com mais os descontos indevidos para os sindicatos.
01:20Ou seja, é uma roubalheira sem fim e nós precisamos apurar isso.
01:26Isso são pessoas humildes que vivem dessa aposentadoria,
01:30que tiveram esses descontos indevidos e nesse esquema fraudulento.
01:35E aí o Bruno sempre cita aqui, Reag, e Reag tem ligação com dinheiro, lavagem de dinheiro, crime organizado.
01:43Olha, isso aí é uma sujeira que não tem mais fim e é preciso investigar,
01:49porque fraude no INSS, Caniato, é recorrente, como nós sempre dissemos aqui.
01:56Começou lá em 1992 com a Jorginha de Freitas, toda vez tem uma fraude no INSS.
02:02Então nós precisamos apurar isso para acabar com esse mecanismo nefasto
02:08de assaltar o bolso do brasileiro e, nesse caso, de brasileiros aposentados.
02:14E todo mundo está nesse esquema, não é possível.
02:17Não pode ter um desconto de 90 bilhões sem ter político poderoso envolvido,
02:22sem ter banqueiro que faz rol.
02:23Não tem como.
02:25Isso é um grande esquema.
02:26E daí o medo desse vazamento de telefone, celular do Vorcaro e de outros dados
02:35que começam a fazer com que nós possamos ligar os pontos e as conexões políticas.
02:43E aí envolve dinheiro de previdência, roubo do INSS, liberação de precatórios,
02:50especificamente para o banco que tem bom contato com o político.
02:54Não podemos mais tolerar isso.
02:57É hora de dar um basta neste assalto ao bolso do brasileiro.
03:03Pois é, falamos já muito do esquema de corrupção, o esquema de desvio no INSS.
03:10Muitos sindicatos, muitas associações envolvidas, aqueles descontos associativos.
03:16Muitas vezes alguém, um idoso, aposentado já há muito tempo,
03:20recebia ali no contra-cheque um desconto de uma associação
03:25que em tese prestaria algum tipo de serviço a ele.
03:28E muitas vezes um desconto de, sei lá, 30, 40, 60, 70 reais.
03:33Só que de uma base de milhões de aposentados e pensionistas.
03:37Por essa razão é que essas associações movimentaram cifras absurdas.
03:42E aí, Mota, a CPMI abre um novo flanco da investigação,
03:47quando trata dos empréstimos consignados.
03:50E aí, abre-se muitas janelas,
03:53porque tem muitas instituições financeiras que têm muito a explicar.
03:58Inclusive o Banco Master, Mota.
04:01É, o escândalo do INSS se juntando ao escândalo do Banco Master
04:07vai formar um Master Escândalo.
04:09A pergunta é, Caniato, qual é a novidade nisso?
04:13Existe alguma coisa aí que a gente já não sabia?
04:16Porque a gente já sabia que boa parte desses consignados,
04:21empréstimos para aposentados,
04:23não tinha comprovação da concordância dos aposentados.
04:27Isso não é nenhuma novidade.
04:29Segundo o próprio presidente do INSS,
04:33em relação aos contratos do Banco Master,
04:37de 324 mil contratos com aposentados,
04:42251 mil não tinham os documentos necessários.
04:47Ainda segundo o presidente do INSS,
04:50prestem atenção nessa informação,
04:53esses contratos não tinham os elementos mínimos,
04:57como o valor emprestado e a taxa de juros.
05:01Que tal isso, Bruno?
05:02Um contrato que não diz quanto foi o empréstimo,
05:06nem qual é o juros a ser pago.
05:09Imagine um contrato como esse.
05:11E aí eu vou dar uma sugestão, Caniato.
05:14Um serviço de utilidade pública do Pingos nos INSS.
05:18Aí está uma excelente ideia
05:21para enredo de escola de samba
05:24no carnaval do ano que vem.
05:27Boa ideia, hein, Mota?
05:29Você, Bruno Musa,
05:30o esquema de empréstimos consignados
05:34sem autorização,
05:36CPMI do INSS,
05:38vai antecipar, inclusive,
05:39o depoimento de Daniel Vorcaro.
05:41Fico imaginando os parlamentares
05:43com uma vontade
05:44de fazer perguntas relacionadas
05:46a outra investigação.
05:48Mas vão ter que segurar a vontade
05:51e perguntar somente
05:52em relação aos descontos do INSS.
05:55O que acontece, Bruno?
05:56Pois é, baita contrato, hein, Mota?
05:59Onde eu assino um desse aí?
06:01Sem saber a taxa.
06:02Se quiser, dá um papel em branco aí
06:03que a gente assina, pô.
06:05Os burocratas estão lá do outro lado.
06:06Quem não confia, não é mesmo?
06:08Pois é, no Brasil, então, infelizmente,
06:10essas pessoas são aqueles
06:11que mais sentem o dia a dia
06:12dessa política irresponsável fiscal
06:16e principalmente dos impostos.
06:18Porque por mais que você tente
06:19fazer algum tipo de populismo
06:21e consiga o populismo de um lado,
06:23é gás de graça, de graça, entre aspas.
06:26São taxas, são preços controlados
06:29de combustíveis, de energia.
06:31No fundo, tudo isso é repassado
06:34via preços mais altos
06:37que aqueles mais pobres
06:39acabam sentindo
06:40de maneira direta e indireta.
06:43E além de toda essa obrigação
06:46que eles acabam tendo
06:48para sustentar todo esse sistema
06:51que diz trabalhar para eles,
06:52me refiro aqui aos mais pobres,
06:54essas pessoas agora também
06:56passaram a ter a obrigatoriedade
06:58sem saber de tomar empréstimos
07:00consignados porque alguém tem que ganhar
07:02alguns poucos reais
07:03de milhões e milhões de brasileiros
07:05que não têm a menor ideia.
07:07Que tomou um empréstimo,
07:08muitas vezes não querem um empréstimo
07:09e agora o que o Mota falou,
07:11não tem prazo ou taxa
07:12definida com relação a isso.
07:15Para além da parte econômica,
07:18eu acho que a discussão aqui no Brasil
07:20ela passou a ser moral.
07:21Que tipo de ser humano
07:23começa a pegar de pessoas aposentadas?
07:25Que tipo de seres humanos
07:26começam a tomar empréstimo
07:28de outras pessoas
07:29que já têm hoje na média
07:30o brasileiro 30% da sua renda
07:32comprometida com empréstimos?
07:35Aonde essas pessoas querem chegar?
07:37Não há limite moral
07:38para absolutamente nada?
07:40Chegou o momento, de verdade,
07:42eu acredito que a maioria das pessoas
07:44não são assim.
07:44de botarmos um fim nessas aberrações.
07:48Um país não consegue prosperar
07:50e não falo economicamente,
07:51não consegue prosperar moralmente
07:53quando as cabeças que comandam
07:55grande parte das instituições
07:57permitem ou participam
07:58desse tipo de ação.
08:00Pois é, deixa eu passar
08:01uma discussão importante
08:04quando a gente fala
08:05dessa investigação que acontece
08:08no Congresso Nacional.
08:09Davila, quando nós falávamos
08:11dos descontos associativos,
08:12vocês diziam o seguinte aqui,
08:15não há o menor cabimento
08:17em um aposentado
08:19fazer uma contratação
08:21ou, ainda que ele queira,
08:24isso vir diretamente
08:25no contra-cheque do aposentado.
08:28Deveria a prestadora de serviço,
08:32a associação ou o sindicato
08:34enviar um boleto
08:35para esse beneficiário,
08:37para esse aposentado ou pensionista.
08:40E aí ele faz o pagamento
08:41na rede bancária.
08:42E aí, de fato,
08:43o Congresso Nacional
08:44avançou com um projeto
08:46que proibia o desconto associativo
08:49diretamente no contra-cheque
08:51do aposentado e pensionista.
08:53Enfim, ponto para o Congresso Nacional,
08:56que conseguiu avançar rapidamente
08:57para proteger aposentados
08:59e pensionistas.
09:00E no caso dos consignados,
09:03hein, Dávila?
09:03Aí a gente acaba...
09:06nos deparamos com uma situação
09:08talvez mais difícil, né?
09:09Porque muitos precisam do empréstimo,
09:11se utilizam dessa ferramenta
09:13e os bancos, por vezes,
09:15querem também emprestar o recurso.
09:17E aí, qual é o meio termo?
09:20É, Caniato,
09:21essa história,
09:22ela é muito enrolada
09:24e começa lá atrás.
09:26A gente não pode esquecer
09:27que esses descontos indevidos
09:29começaram quando a reforma
09:30trabalhista foi aprovada
09:32e acabou a tal da contribuição
09:34obrigatória para os sindicatos.
09:36Os sindicatos ficaram sem
09:38aquela continha
09:40que todo mês caía lá
09:41que era o desconto obrigatório.
09:43Aí começaram a buscar dinheiro.
09:45Aí apareceu a tal da história
09:48do desconto do INSS.
09:51E depois dali,
09:53para dar um pulo para o consignado,
09:55é fácil.
09:56E aí toda a tentativa
09:59de moralização
10:00para acabar com essa história,
10:01aliás,
10:02foi um projeto,
10:04naquela época,
10:05fruto do secretário da Previdência
10:07do governo Bolsonaro,
10:07que era o senador Rogério Marinho,
10:09que apresentou um projeto de lei
10:11para acabar com descontos indevidos.
10:14E, coincidentemente,
10:16o projeto foi derrubado
10:20no Congresso
10:20e justamente pelo PT
10:23e os partidos de esquerda
10:25que organizaram
10:27um boicote
10:28para derrotar
10:29a medida provisória
10:30que moralizava
10:32as doações
10:33e exigia
10:35este reconhecimento
10:37oficial
10:37de que haveria autorização.
10:39E aí, como nós sabemos,
10:40mais de 90%
10:42desses descontos
10:43foram feitos
10:43sem autorização.
10:44Então, Caniato,
10:47como eu disse,
10:47é um esquema
10:48que está incrustado
10:49no Estado brasileiro
10:50há muito tempo
10:52e as tentativas
10:53de moralizar
10:56este desmando
10:57no INSS
10:58por meio de leis,
11:00medidas rigorosas,
11:02foi negligenciada
11:04e foi negligenciada
11:05porque tem muito político
11:06poderoso
11:07com o rabo preso
11:08nesse esquema.
11:09Esse é o ponto.
11:10por isso que nós temos
11:11de afundo
11:12nessa investigação.
11:13Seja por meio
11:14do Congresso,
11:15Ministério Público,
11:16CPI,
11:17o que for,
11:19o que nós não podemos
11:20é varrer o problema
11:22para debaixo do tapete
11:24e daqui
11:25alguns anos
11:27voltará
11:28à tona
11:28o mesmo esquema
11:30com outros personagens,
11:32mas repetindo
11:33a mesma fraude.
11:34Isto é inaceitável.
11:36e é por isso
11:37tão importante
11:38aproveitar este caso
11:40de Banco Master
11:41e de descontos
11:42indevidos
11:43para tentar sanar
11:45de uma vez por todas
11:46esse grande problema.
11:47Pois é,
11:48mas esse problema
11:49é muito maior
11:50do que nós imaginamos.
11:52Claro que a gente torce
11:53para que a CPMI avance,
11:55identifique todos os gargalos,
11:57as figuras que têm
11:57participação,
11:58mas Mota,
12:00presta atenção
12:00nessa mensagem
12:01que a Cátia enviou.
12:02Meu pai se aposentou
12:04no ano passado.
12:05O nome dele
12:05entrou no sistema
12:06do INSS
12:07no dia 5 de maio.
12:10No dia 6,
12:12empresas,
12:12associações
12:13e sindicatos
12:14já estavam ligando
12:16para ele
12:16oferecendo
12:17os tais serviços.
12:18Ou seja,
12:19como é que
12:19as informações
12:20que em tese
12:22são garantidas
12:24por lei,
12:25por conta da
12:26LGPD
12:27deveriam ser
12:29guardadas
12:29a sete chaves
12:30acabam sendo
12:31compartilhadas
12:32assim com tanta gente.
12:34No dia seguinte
12:34já tinha empresa,
12:36banco,
12:37financeira,
12:38já ligando
12:38para o pai dela
12:39querendo vender
12:40esses serviços,
12:41Mota.
12:41Tem muita coisa
12:42errada, hein?
12:44Muita.
12:44Essa experiência
12:45é comum,
12:46Carinhato.
12:46Eu conheço
12:47uma senhora
12:48que no dia seguinte
12:50que se aposentou,
12:51começou a receber
12:52essas ligações
12:53e as ligações
12:55eram
12:55a senhora
12:57tem direito
12:57a receber
12:58uma quantia.
12:59A senhora
13:00sabia disso?
13:00Não foi explicando
13:02que era um empréstimo.
13:03É dizendo
13:04que a pessoa
13:05tinha direito
13:06a receber um dinheiro.
13:07Obviamente,
13:08essa pessoa
13:09foi convencida
13:10a assinar
13:11um contrato
13:12de empréstimos
13:12e quando se deu conta
13:14isso já era
13:15um fato consumado.
13:16Eu acho que
13:17o mais impressionante
13:18disso,
13:19Carinhato,
13:19quando a gente
13:19dá um passo
13:21para trás
13:21e olha
13:23para isso tudo,
13:24eu acho muito importante
13:25para que a gente
13:26entenda
13:27o que aconteceu
13:28e não alimente
13:30esperanças
13:31vãs.
13:33O que aconteceu
13:35é o seguinte,
13:36uma das poucas
13:38coisas
13:39que justifica
13:41a existência
13:42da máquina estatal
13:43que é o pagamento
13:45de aposentadoria
13:46e assistência social,
13:48isso foi
13:49transformado
13:51em uma forma
13:52de roubar
13:53o cidadão.
13:55Isso deveria ser
13:56uma coisa sagrada,
13:58o dinheiro
13:59das pessoas,
14:00o dinheiro
14:01dos trabalhadores,
14:03num país
14:04que é cheio
14:05de gente
14:05que quer falar
14:06em nome
14:07de trabalhadores,
14:09cheio de sindicalistas,
14:11alguns se tornam
14:12políticos famosos,
14:14um país
14:15onde há partidos
14:16que se dizem
14:17partidos dos trabalhadores,
14:19um país como esse,
14:21o último refúgio
14:23do trabalhador,
14:25o último refúgio
14:25do cidadão
14:26que trabalhou a vida
14:28inteira
14:28para sustentar
14:30esses super salários
14:31aí de 250 mil reais
14:33por ano,
14:34a pessoa consegue
14:35se aposentar
14:36e receber
14:37o mínimo necessário
14:38para não cair
14:39na miséria,
14:41esse dinheiro
14:42foi transformado
14:44em uma máquina
14:45de fraude
14:47justamente
14:48pelas pessoas
14:50que deveriam
14:51ser responsáveis
14:52por cuidar
14:53desse dinheiro.
14:54A gente nunca
14:55deve esquecer
14:57o que está acontecendo
14:59nesse caso
15:00do INSS,
15:01porque senão,
15:02carinhato,
15:02nós vamos alimentar
15:03a esperança
15:05de que as pessoas
15:06que permitiram
15:07que isso acontecesse
15:08ou até que
15:09participaram disso,
15:11a gente vai agora
15:12esperar que elas
15:13corrijam isso,
15:14que elas tomem
15:15medidas
15:16para que daqui
15:16por diante
15:17isso não aconteça mais.
15:19Infelizmente,
15:20como o Dávila
15:20muito bem lembrou,
15:21eu lembro do escândalo
15:22da Georgina,
15:24se a gente for forçar
15:25a memória e pesquisar,
15:26a gente vai lembrar
15:27de coisas
15:27muito mais antigas
15:28do que isso.
15:29Isso é a regra,
15:31não é a exceção.
15:33É importante
15:34esse desabafo
15:36do Mota,
15:37mas eu preciso
15:38fazer a pergunta
15:38para você,
15:39Musa,
15:40de vez em quando
15:40em algumas pautas
15:41o Mota se coloca
15:43como uma figura
15:44mais pessimista
15:45e o Dávila
15:45como mais otimista.
15:47Mas quando a gente
15:47olha para essas
15:48investigações
15:49que acontecem
15:50no âmbito também
15:52do legislativo,
15:53o que particularmente
15:54você espera,
15:56Musa?
15:56Tem muita gente
15:57grande,
15:58muita gente importante,
15:59nem todos os nomes
16:00vieram à tona.
16:01Há quem diga
16:02que haveria um contingente
16:04importante de políticos
16:05com algum tipo
16:06de conexão,
16:07de envolvimento.
16:09Você tem grandes
16:09expectativas
16:10para que esse caso,
16:12esse emaranhado
16:13de esquemas,
16:15que isso seja
16:15esclarecido, Bruno?
16:19Veja,
16:20eu realmente,
16:21eu não sei definir
16:23o centro,
16:24eu não sei o que é
16:24e não acredito nele.
16:26Então,
16:26eu gosto de quem
16:27se posiciona.
16:29E eu me posiciono
16:30respeitando o lado oposto,
16:32mas eu sempre me posiciono.
16:33Mas nesse caso,
16:34entre o Mota pessimista
16:36e o Dávila otimista,
16:37talvez seja o único ponto
16:38que eu me coloque
16:39no centro.
16:40Porque eu realmente
16:41não sei se é,
16:43como fala minha mãe,
16:44com o Brasil,
16:46tenha expectativas,
16:48perdão,
16:48tenha esperanças,
16:49mas não expectativas,
16:50porque a expectativa
16:51te frustra.
16:53E, no fundo,
16:54eu sou um pessimista
16:56com o Brasil.
16:57Mas, ao mesmo tempo,
16:58eu sou um torcedor.
16:59Então, eu não sei se
17:00o que me deixa
17:01em cima do muro
17:01é a torcida
17:03de querer ver
17:04algum lugar melhor
17:05para os meus filhos,
17:06com tamanha indignação
17:08pela imoralidade
17:09que acontece
17:10debaixo de nossos olhos,
17:11mas, ao mesmo tempo,
17:13pessimista,
17:13porque,
17:14ao olhar racionalmente
17:16quem comanda
17:17as instituições,
17:18normalmente está dentro
17:19de todo esse esquema.
17:21Mas aqui desperta,
17:22talvez,
17:23um lado a mais
17:24do torcedor
17:24que começa
17:25a me dar um sorrisinho
17:27não irônico,
17:28mas de felicidade
17:29de que algo pode acontecer.
17:30Eu não acho
17:31que a paz,
17:32entre aspas,
17:33aqui virá
17:33de uma maneira
17:34mais tranquila.
17:36O Brasil vai ter que
17:37passar por alguma ruptura
17:39e essa ruptura
17:40passa por uma
17:41ruptura institucional mesmo,
17:43como a gente está vendo já.
17:44As instituições,
17:45muitas delas
17:46estão caindo por dentro
17:47e muitas delas
17:49caindo de podre.
17:50Então,
17:51chega um momento
17:52que não se sustenta mais,
17:53os seus principais membros
17:56começam a discussão
17:57entre eles
17:57de todas as instituições
17:58e isso na história acontece.
18:00E aí começa
18:01a despertar
18:02esse meu lado
18:03torcedor,
18:04digamos,
18:05esperançoso
18:05de alguma coisa.
18:06Quando a briga
18:07começa a ficar
18:07muito grande
18:08e eles brigarem
18:09entre eles
18:10e aceitarem,
18:11darem determinados
18:12depoimentos
18:13para se defenderem
18:15e para isso
18:16precisam culpar
18:17os outros,
18:18a coisa começa
18:19a gerar
18:19uma certa esperança.
18:21Ao mesmo tempo
18:21isso aconteceu
18:22na Lava Jato
18:23e aí depois
18:23nós vimos
18:24que todas as provas
18:25foram canceladas.
18:27Então,
18:27eu infelizmente
18:28nesse ponto,
18:29apesar de não acreditar
18:30no centro,
18:31fico um pé lá
18:32e um pé cá.
18:33Tem muitos brasileiros
18:35assim,
18:36brasileiros que
18:36beiram naquela
18:38quase uma esquizofrenia,
18:41de um lado
18:41a esperança,
18:43acreditam
18:43que as coisas
18:44vão dar certo,
18:45mas na maior parte
18:47das vezes
18:47acabam se decepcionando
18:48e dizendo
18:49o filme vai se repetir.
18:51Davi lá,
18:52nós temos
18:52dois minutos e meio
18:53para chamar a rede,
18:55vou pedir sua análise.
18:57dois minutos e meio
18:58para o meu otimismo.
18:59O meu otimismo
19:01é baseado
19:02em anos
19:03de trabalho
19:04com liderança
19:04pública,
19:05por meio
19:05do centro
19:05de liderança
19:06pública
19:06e vendo
19:08como tem
19:09gente boa,
19:10patriota
19:11na máquina
19:12pública,
19:12como tem
19:13juiz sério,
19:14bom professor
19:14que não aceita
19:15essa doutrinação
19:17na sala de aula,
19:18bons médicos
19:19que atendem
19:20gente com maior rigor
19:21no SUS,
19:22nós temos
19:23essas pessoas,
19:24o que essas pessoas
19:25precisam começar
19:26a fazer
19:27e é isso
19:27que eu venho
19:27instigando
19:28é falar,
19:29é se manifestar,
19:31é não calar.
19:32Tem um livro
19:33fantástico
19:34do Veclav Havel
19:35que chamava
19:36O Poder
19:36dos Sem Poderes
19:37que ele dizia assim
19:38o comunismo
19:38começou a cair
19:39quando as pessoas
19:40começaram a denunciar
19:42que aquilo
19:42era tudo mentira.
19:43Só de você
19:44falar a verdade,
19:46reiterar a verdade,
19:47isso começa
19:48a tomar escala,
19:50vulto,
19:50inspirar outras pessoas
19:51e uma hora
19:52a casa cai.
19:53eu acho
19:54que o Brasil
19:54está quase
19:55nesse ponto
19:56de não retorno.
19:57Esses desmandos
19:59toda,
19:59essa corrupção
20:00toda,
20:01esse excesso
20:02de poder arbitrário
20:03e autoritarismo
20:04está fazendo
20:05com que as pessoas
20:05não aguentem mais.
20:06Então,
20:07essas pessoas
20:08de bem,
20:08esse bom juiz,
20:10esse bom professor,
20:11esse bom médico,
20:12esse bom funcionário
20:13público,
20:13esses precisam
20:15começar a entender
20:16que a hora
20:17está chegando
20:18e é preciso
20:19colocar a boca
20:20no torumbone
20:20para acabar
20:21com essa malandragem,
20:23essa república
20:24do rabo preso
20:25que todo mundo
20:26tem um favor
20:27com o outro
20:27e um encobre o outro.
20:29Precisa acabar
20:30com isso.
20:30E essas pessoas
20:31de bem
20:32são maioria.
20:34Essa é a boa notícia.
20:36Agora,
20:37é isso mesmo,
20:38não tem que ter medo não,
20:38tem que falar
20:39como a gente fala
20:40aqui toda noite.
20:41É assim que nós
20:42vamos mudar o país.
20:44O que não pode
20:45é calar-se,
20:46manter-se cínico
20:47e essa apatia cívica.
20:50Isso é que não pode.
20:51Por isso,
20:52está na hora
20:53e está chegando
20:54este ponto
20:55do ponto
20:55de não retorno
20:56e aí sim
20:57nós vamos ter
20:58uma chacoalhada
21:00nesse Brasil
21:00para recuperar
21:02o Brasil
21:03que queremos.
21:04Pois é,
21:04é claro que a gente
21:05vai seguir acompanhando
21:06e acho que esse é um tema
21:07que naturalmente
21:10estimula a gente
21:11a fazer uma série
21:12de reflexões
21:13e vamos aguardar
21:14como será
21:15o depoimento
21:16de Daniel Vorcaro
21:17na CPMI
21:18do INSS.
21:19Agora,
21:20eu preciso me despedir
21:21de parte
21:22da rede
21:22que ficará
21:23com a sua
21:24programação local.
21:26Seguimos aqui
21:27com os nossos comentaristas.
21:28Eu não sei
21:28se o Roberto Mota
21:29pediu a palavra.
21:30Mota,
21:30você queria fazer
21:31uma última parte
21:33em relação
21:33a essa discussão
21:35porque
21:35quando a gente
21:36fala do otimismo
21:38versus pessimismo,
21:40você por diversas vezes
21:41menciona o seu pessimismo
21:43em relação
21:43a coisas
21:44da nossa
21:45da nossa república,
21:47mas também
21:48por vezes você diz,
21:49bom,
21:49não há mal
21:50que dure para sempre,
21:51né?
21:51Uma hora as coisas
21:52vão virar,
21:52né, Mota?
21:54É,
21:54eu queria fazer a defesa,
21:56não é do meu
21:58pessimismo,
21:58é do meu
22:00realismo,
22:01é do meu
22:03ceticismo.
22:03Eu sempre digo aqui,
22:05eu tenho a mesma esperança
22:06que o Bruno,
22:07de que o Brasil
22:08vai dar certo.
22:09Eu só não sei como.
22:11e eu também
22:12sei como
22:13não vai ser,
22:14não vai ser
22:15fazendo as mesmas
22:17coisas que a gente
22:18fez até hoje.
22:19Não adianta,
22:20meus amigos,
22:21se a gente tem
22:22uma história
22:23do Brasil
22:24marcada por grupos
22:26que se apropriam
22:27do poder
22:27para explorar
22:28a população,
22:30a gente não pode
22:31acreditar que
22:32essas coisas
22:32são acidentes
22:33de percurso.
22:34A gente não pode
22:36acreditar que
22:37um escândalo
22:38a cada dois meses
22:39ou três meses
22:40só acontece
22:41porque as instituições
22:43ainda não estão
22:44perfeitas,
22:45que se a gente
22:46fizer uma melhoria
22:47tudo vai se encaixar
22:49no seu lugar.
22:49Não vai.
22:51Essa não é a resposta.
22:53Continuar fazendo
22:54as mesmas coisas
22:56do mesmo jeito
22:57que elas forem
22:58feitas até hoje
22:59só vai gerar
23:00novos escândalos.
23:01Isso quer dizer
23:02que eu acho
23:03que o Brasil
23:03não tem solução?
23:04Não.
23:05Eu acho
23:06que deve ter
23:06uma solução
23:07em algum lugar.
23:08e nós precisamos
23:09descobrir qual é
23:10essa solução.
23:11A solução
23:12não é esse modelo
23:13político
23:13que a gente
23:14tem hoje
23:15que é um modelo
23:16maluco
23:16montado com peças
23:18de outros sistemas
23:19e colocado
23:21na mão
23:22de pessoas
23:22que primeiro
23:24cuidam de si,
23:25segundo de si,
23:26terceiro de si.
23:27É isso que a gente
23:27vê hoje.
23:29A gente está falando
23:30de escândalo
23:30do INSS.
23:32Há pouco tempo
23:32a gente falou
23:33dos super salários.
23:35Na próxima notícia
23:36que nós vamos comentar
23:37vai ser algum outro
23:38absurdo
23:39envolvendo o Estado
23:40brasileiro.
23:41Mas será que
23:42essas coisas
23:43todas são isoladas?
23:45E se a gente
23:46fizer uma investigação,
23:48se a CPI
23:49for dura,
23:50se nas próximas eleições
23:52nós elegermos
23:54gente melhor,
23:55é o que a gente
23:55sempre espera
23:56e nunca acontece.
23:58Acontece em
23:59novos escândalos.
24:00Então a mensagem
24:01do Mota
24:01é o seguinte,
24:02se a gente quer
24:03um país diferente,
24:05a gente tem que fazer
24:06as coisas
24:07de forma diferente,
24:09com pessoas diferentes.
24:10Porque se a gente
24:11continuar fazendo
24:12as mesmas coisas,
24:13com as mesmas pessoas,
24:15com as mesmas regras,
24:16nós vamos continuar
24:17tendo o mesmo resultado.
24:19Não vai faltar
24:19pauta
24:20para o Pingo
24:20nos índios.
24:21E talvez
24:22este seja
24:23o único ponto
24:24positivo do Brasil.
24:26A gente
24:26todo dia
24:27vai ter uma pauta
24:28maravilhosa,
24:28mas talvez fosse melhor
24:30a gente ter uma pauta
24:31chata,
24:33tediosa
24:34e viver
24:35num país
24:35mais tranquilo.
24:37Pois é,
24:38o Bruno
24:38quer fazer um complemento?
24:39Bruno,
24:40em 30 segundos
24:41a rede volta,
24:42eu só quero aproveitar
24:43esses 30 segundos
24:44e convidar
24:45as pessoas
24:46a participar
24:47da enquete do dia.
24:48Todo dia
24:49a gente publica
24:49uma pergunta,
24:50sobre algum assunto
24:52do noticiário.
24:53Hoje a gente vai falar
24:54sobre a adoção
24:56de um novo tom,
24:58talvez um Flávio Bolsonaro
24:59moderado,
25:00a gente vai trazer
25:00essa notícia daqui a pouco.
25:02Vote na enquete do dia
25:03no portal da Jovem Pan
25:05ou no nosso YouTube,
25:06YouTube de
25:07Os Pingos nos Is,
25:08não de Jovem Pan News.
25:09Recebendo a rede
25:10Jovem Pan,
25:11reforço o convite
25:12para que todos participem
25:14da enquete do dia,
25:15uma pergunta que trata
25:16de um possível ajuste
25:19da narrativa
25:20do tom adotado
25:21por Flávio Bolsonaro
25:22na pré-campanha
25:24e possivelmente
25:25na campanha.
25:26Muitos entendem
25:27que veremos um
25:28Flávio Bolsonaro
25:29paz e amor,
25:30mais moderado,
25:32mais ao centro,
25:32daqui a pouco
25:33a gente vai trazer
25:33essa notícia.
25:34Mas falávamos
25:36sobre o Brasil,
25:37né?
25:37A virada de página,
25:39quando vamos mudar?
25:41E aí há sempre
25:43uma esperança
25:43de que dias melhores
25:44virão.
25:45Os nossos comentaristas
25:46fizeram algumas reflexões.
25:47quer fechar você,
25:48Bruno,
25:49por favor.
25:51Eu estava ouvindo
25:52hoje um podcast
25:53de grande alcance
25:54vindo para o escritório,
25:56indo de manhã,
25:57em que um gestor,
25:58que eu posso falar o nome,
25:59porque ele falou publicamente,
26:00o Walter Maciel,
26:01de uma gestora,
26:02de uma das maiores gestoras
26:04do Brasil,
26:05a qual eu tenho
26:06um enorme apreço,
26:07amizade,
26:08admiração,
26:09e ele falou uma coisa
26:10extremamente importante
26:11sobre a hipocrisia
26:12de grandes pessoas
26:13de dentro do mercado
26:14em falar que
26:15um eventual
26:17Lula 4
26:19seria simplesmente
26:21tranquilo,
26:22digamos assim,
26:22já que sobrevivemos
26:23até agora,
26:24que não teria
26:24nada demais.
26:25E por que eu estou
26:26falando isso?
26:27Porque eu liguei
26:28para ele e falei
26:29parabéns por você
26:30se expor dessa maneira,
26:31e é muito do que
26:32o Davila falou.
26:33Eu acho que a gente
26:34tem que passar a mensagem
26:35no momento de
26:35não nos calarmos.
26:37Não nos calarmos
26:38com a indignação
26:39que estamos vivendo.
26:40Não significa faltar
26:41com o respeito,
26:42mas sim pontuarmos,
26:44mostrarmos
26:45às determinadas pessoas
26:46o que de fato
26:46está acontecendo
26:47no Brasil hoje.
26:48Não tem a ver
26:49com esquerda ou direita,
26:50tem a ver com moralidade,
26:52tem a ver com respeito,
26:53tem a ver com não roubar,
26:55por exemplo,
26:56de ninguém nem muito menos
26:57de velhinhos aposentados.
26:58Então,
26:59que essa esperança
27:00surja da gente
27:01em algum momento
27:02de simplesmente
27:03sabermos com respeito,
27:05nos posicionarmos
27:06e não termos medo
27:07de falarmos aquilo
27:08que os dados,
27:09os fatos e os números
27:10mostram debaixo
27:11de nossos olhos.
27:12Obrigado.
27:12Obrigado.
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