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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, divulgou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira (18) para esclarecer a destinação dos lucros de sua empresa familiar, o Instituto Iter.

De acordo o magistrado, que também é pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, ele e sua esposa decidiram que 10% de qualquer resultado financeiro da instituição serão destinados ao dízimo, enquanto os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação. Mendonça classificou a medida como um "compromisso de bom testemunho" perante a sociedade e a igreja.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/0yq1M8VpAa8

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Transcrição
00:00O ministro André Mendonça argumenta que os lucros e dividendos da empresa dele, o Instituto
00:06ITER, são utilizados para o custeio de obras sociais e pagamento do dízimo à igreja.
00:13Voltando à Brasília, Janaína Camelo, o que mais o ministro falou, como é que ele
00:18detalhou sobre o funcionamento desses recursos?
00:21Janaína.
00:25Tiago, o ministro André Mendonça disse que o que vier de lucro dessa empresa não
00:29vai ficar com nada, que ele vai separar 10% para entregar para o dízimo e 90% para investir
00:36em obras sociais e também para a educação.
00:40Essa declaração, Tiago, aconteceu dias atrás, antes dele virar relator do caso do Banco
00:45Master, foi quando estava toda uma discussão no STF sobre a criação de um código de conduta,
00:50sobre a questão de ministros serem sócios de empresas.
00:54Naquela ocasião, inclusive, durante uma sessão, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli
01:00defenderam que ministros sejam, sim, sócios, que podem ser sócios de empresas, citando
01:08o que diz a lei orgânica da magistratura, que permite que juízes podem ser sócios de
01:13empresas.
01:14empresas, foi antes também do ministro Dias Toffoli admitir que é sócio de uma empresa
01:19com dois irmãos, que tinha uma participação num resort lá no Paraná, que acabou sendo
01:26vendida essa participação para um fundo ligado ao Banco Master.
01:29Enfim, essa declaração aconteceu durante um culto na igreja presbiteriana de Pinheiros,
01:35que fica em São Paulo, e esse momento foi, inclusive, julgado nas redes sociais do ministro
01:40André Mendonça.
01:41A gente separou um trecho para ver agora.
01:44Eu, com a minha esposa, e sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte
01:54do Instituto Ita será a consagração de um altar a Deus.
02:00Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado.
02:05Eu vou separar 10% por dízimo e os 90% restante que será investido em obras sociais e educação.
02:19Essa empresa, Tiago, ITER, oferece cursos na área jurídica.
02:24E um levantamento do jornal Folha de São Paulo, recente, mostrou que dos 10 ministros do STF
02:29hoje, 9 têm empresas com familiares.
02:32E a maioria dessas empresas no ramo de educação jurídica ou de escritório de advocacia e também
02:40no ramo imobiliário, viu?
02:42Tiago.
02:43Bom, a fala do ministro André Mendonça em um culto sobre essa história de empresas
02:48num momento em que o Supremo continua nos holofotes.
02:52Será que há pouquinho, Janaína?
02:54Dora Kramer.
02:55A tecla SAP da política em cima disso, hein, Dora?
02:59Pois é.
03:00Aí é muito lindo, né?
03:03Muito edificante essa ironia, sério.
03:06Tô falando sério.
03:07Essa manifestação.
03:09Só que não é disso que se trata.
03:10Não é disso que a gente tá falando.
03:12Pra onde os ministros aplicam eventualmente seus lucros.
03:17Estamos falando se é pra ficar no campo dos negócios, é com quem essas empresas fazem
03:23negócios e se essas pessoas com as quais eles fazem negócios são pessoas que podem
03:28figurar em processos que venham eventualmente a ser julgados pelo STF.
03:34E se for esse o caso, o ministro envolvido e que tenha qualquer ligação comercial ou de
03:41amizade, que se declare suspeito para julgar.
03:47Impedido.
03:47Melhor dizendo, impedido.
03:49É mais suave, né?
03:51Do que suspeito.
03:52Parece uma coisa, assim, acusatória.
03:54Mas não é a respeito do que disse o ministro Mendonça no culto que estamos falando.
04:01A cobrança que se faz e que envolve principalmente os ministros Toffoli e Alexandre de Moraes é outra.
04:10Não tem nada a ver com doação pra cá ou pra lá e destinação de dinheiro pra essa ou aquela
04:17finalidade.
04:18Ô, Vilela, a gente aí volta à história do Código de Ética, o Código de Conduta do Supremo.
04:23No mundo ideal, o ministro do Supremo não deveria ter empresa, concorda?
04:28Claro, né?
04:30Exatamente.
04:30No mundo ideal, não deveria.
04:33Agora, o fato é que tendo, e a partir do momento em que é permitido, que não é vedado
04:38ser sócio de uma empresa, de um fundo, o que é proibido efetivamente é administrar
04:44essas empresas, mas ter cotas de sociedade, ter cotas de participação não é proibido.
04:49E a partir do momento que é existente, é importante que fique claro até pra evitar
04:54ilações que sejam inadequadas.
04:57Então, eu vejo que nesse sentido, a fala do ministro André Mendonça, ela é adequada
05:01no sentido de expor, expor à sociedade a existência de alguma empresa de caráter familiar
05:08e demonstrando claramente a forma como ele vai empregar esses valores
05:12até pra evitar alguma ilação, algo que possa eventualmente prejudicá-lo num segundo momento.
05:19Nesse sentido, eu vejo que transparência de mais é melhor do que transparência de menos.
05:25Agora, Odora, talvez essa fala venha a reboque de toda essa história do Banco Master,
05:30ele assumindo a relatoria?
05:33Claro, ela foi feita antes, mas já foi feita.
05:37Claro que ele fez isso num contexto, num contexto de cobranças que estão sendo feitas
05:44em cima do Supremo Tribunal Federal.
05:46Há essa pressão, e é uma pressão que não veio do nada, né, gente?
05:50Vamos combinar.
05:50Os ministros, e não só o Toffoli e o Alexandre de Moraes, mas outros também,
05:56fizeram por merecer e agora estão enfrentando essa situação.
06:02Mas ela vem a calhar agora mais ainda pelo fato dele ser o relator.
06:08Agora, de novo, não é sobre isso que estamos falando.
06:12Tchau, tchau.
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