Agentes infiltrados e vestidos com fantasias no meio dos blocos de rua conseguiram prender em flagrante quatro criminosos especializados em furtos de dispositivos móveis.
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/OMnk07JGIUs
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#3em1
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/OMnk07JGIUs
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#3em1
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Já que o Paulo falou sobre segurança pública, em mais uma operação especial aqui de carnaval,
00:07policiais fantasiados de personagens como dos Minions, prenderam quatro pessoas.
00:12A gente vai receber aqui a repórter Thalita Souza com as últimas informações.
00:16Como é que foi essa ação aqui em São Paulo? Thalita, boa noite, bem-vinda.
00:23Obrigada, Tiago.
00:24É, essa operação, chamada Operação Carnaval da Polícia Civil de São Paulo, já prendeu aí mais de 47 pessoas
00:32e já teve pelo menos 70 celulares apreendidos.
00:37Esses números são resultados de uma nova estratégia que a Polícia Civil tem utilizado, que é de disfarce, né?
00:43Então, os policiais aí, ao longo do carnaval, vêm se disfarçando de personagens
00:48para capturar ali quem tenta se aproveitar das multidões na folia para roubar celulares.
00:56O que chamou a atenção nessa segunda-feira foram, então, essas imagens, né?
01:00Dos policiais, dos agentes da Polícia Civil fantasiados de personagens do filme Meu Malvado Favorito.
01:09Estratégia essa que já resultou em quatro prisões entre domingo à noite e segunda-feira.
01:16Na segunda-feira, foram duas mulheres presas na região da República, aqui em São Paulo,
01:22logo após furtarem alguns celulares ali na folia entre os foliões, né?
01:27Uma delas, um dos celulares, foi logo identificado e devolvido para o dono,
01:34enquanto outro foi encaminhado para a perícia porque o dono não tinha sido identificado.
01:40Já na segunda-feira, uma mulher foi presa no bairro Santa Cecília com pelo menos dez celulares
01:49e os proprietários desses celulares não foram identificados, então, né?
01:54A pessoa ali que estava furtando foi presa e os celulares foram também encaminhados para a perícia.
02:01Já logo depois, ontem à tarde, segunda-feira à tarde, mais uma pessoa, um homem dessa vez,
02:07foi preso no Ibirapuera, né?
02:10Uma região que também concentra vários blocos e trios de carnaval, dessa vez por tráfico de drogas.
02:17Bom, esses são os números mais atualizados aí dessa nova estratégia para a segurança na Operação Carnaval
02:23aqui na capital paulista.
02:25Tiago.
02:26Tá certo, Thalita Souza com as informações aqui de São Paulo e já de volta para a nossa rede de
02:31rádios também,
02:32falando sobre essa ação da polícia aqui em São Paulo para coibir crimes durante o carnaval,
02:37pessoas vestidas de personagens como Chaves e aqui os Minions,
02:42para pegar as pessoas que se infiltram no meio dos blocos.
02:46Ah, vou perguntar para o delegado Palumbo.
02:49A gente fala muito, né, Palumbo, sobre a tecnologia, mas não é nunca demais uma certa dose de criatividade nesse
02:58caso, né?
03:00É verdade, né?
03:01Essas operações são importantíssimas, tem que ser feita pela polícia civil, que é uma polícia investigativa,
03:07é uma polícia que não é ostensiva, não é uma polícia que tem que ficar aparecendo,
03:12as pessoas não têm que saber quem são os investigadores, os agentes,
03:16e é muito importante ser esse tipo de operação.
03:19O que é ruim é que a maioria dessas pessoas presas, elas acabam saindo, muito delas,
03:25na audiência de custódia, porque vão responder pelo crime de furto.
03:30Antigamente, quando não se tinha audiência de custódia,
03:33e eu cheguei a comandar uma operação mais ou menos nesse sentido,
03:36nos quebra-vidros da 23 de maio, para quem conhece São Paulo,
03:39ali tem muito quebra-vidro, ali na Radial Leste, que dá acesso à Radial Leste,
03:43e nós colocamos skatistas, um carro branco como se fosse um táxi, ambulantes,
03:48e acabamos fazendo a prisão de mais de 30 indivíduos que não saíram na audiência de custódia,
03:52porque não tinha audiência de custódia.
03:54Então, esses indivíduos ficaram guardadinhos pelo menos cinco, seis meses,
03:58que é o que deveria acontecer.
04:00Muitos desses criminosos saem da audiência de custódia, vão para outro bloco de carnaval,
04:05e a polícia fica, literalmente, enxugando gelo.
04:09O que tem que ser feito são mais operações como essa, mais enrijecer as leis,
04:13e, se possível, acabar com essa porcaria chamada audiência de custódia.
04:17A polícia civil, não só a polícia civil, a polícia civil, a polícia militar de Estado de São Paulo,
04:23a polícia penal e a científica, elas fazem muito, muito mesmo,
04:27com os pouquíssimos recursos que são ofertados pelo governo.
04:32Pode ter certeza aí que essas fantasias, né, ou foram compradas pelos policiais,
04:39ou então foram emprestadas por alguém, porque o Estado dá muito pouco, né,
04:43exige muito, mas dá muito pouco.
04:45O chão de fábrica trabalha muito, mas tem muito poucos recursos.
04:50E, para quem não acredita em mim, dá uma chegadinha no departamento que investiga o crime organizado,
04:55e olha o estado das viaturas, né, um estado deplorável.
04:58A gente vê blazer velha, né, andando literalmente pelas ruas, correndo atrás de criminosos.
05:04Então, parabéns aí à polícia civil, a todos os envolvidos.
05:08Esses policiais são, salvo engano, do departamento de homicídios.
05:12Alguns deles eu conheço, lógico que eu não vou revelar o nome deles aqui.
05:15São excelentes policiais que fazem, e fazem com muito e muito com amor mesmo.
05:20Não é pelo salário que é desse tamanzinho, e nem pelos poucos recursos que recebe do Estado,
05:25que são realmente pífio no estado mais rico da federação.
05:29Ô Dávila, aí ampliando essa nossa discussão sobre a segurança pública,
05:33saiu inclusive uma informação nesses dias aqui de carnaval,
05:36que os foliões estão levando para os blocos, não os celulares.
05:41Eles deixam os celulares em casa, mas levam aquelas mais ou menos antigas máquinas digitais,
05:47fotográficas, ou até mesmo as polaroides, né,
05:49para fazer as selfies e tirar as fotos durante o bloco.
05:53E essa é uma chave que o Brasil não consegue combater, que é o roubo aos celulares.
05:58Já pensando em eleição, já pensando sobre política, de que forma essa discussão,
06:03que pode ser entre essas uma discussão simples, né,
06:05a pessoa ser roubada e tem o celular furtado ou roubado,
06:10mas de qualquer forma é uma discussão que é preciso que o Brasil faça,
06:13e de uma certa forma mais ampla,
06:16e para que se acabe com muita demagogia da política em relação a isso.
06:22Porque a gente falava ontem aqui, inclusive,
06:24tivemos a mega-operação lá no Rio de Janeiro,
06:26e hoje ninguém fala mais nada sobre isso.
06:30Bom, o delegado Palumbo tocou no ponto fundamental.
06:33Eu espero que essa PEC da segurança seja aprovada,
06:36e que acabe esse negócio de audiência de custódia,
06:38cumprir só um sexto da pena, esses absurdos que criam impunidade.
06:42O delegado Palumbo tocou no ponto correto aqui.
06:44Então, essa é a primeira coisa.
06:45A segunda coisa, e o delegado Palumbo sabe melhor do que ninguém,
06:49porque é especialista no assunto, tem que atacar os receptores.
06:54Todo mundo sabe onde é que esses telefones estão indo.
06:56Tem que ir lá para prender esses caras.
06:58Não é possível.
06:59A gente sabe qual é o endereço.
07:00Tem endereço, a gente sabe qual é o endereço.
07:02Como é que não vai lá no endereço e acaba com o receptor de celular?
07:04É uma vergonha.
07:06E se acabar com o receptor, diminui muito o crime.
07:09A gente não tinha isso nos desmanches de carro?
07:12Tem que fazer igual.
07:13Eu não sei porque a gente não faz isso.
07:16Eu até gostei de escutar o delegado Palumbo.
07:18É uma coisa tão óbvia, que se você combater os receptores,
07:22você vai reduzir muito o furto de telefone celular.
07:25Eu não sei porque a gente não tem uma ação específica para isso.
07:28E ó, nós acabamos com a Cracolândia agora,
07:31que era um negócio que todo mundo falava que era impossível acabar em São Paulo.
07:34Mas por que a gente não gosta de acabar com o receptor de telefone celular?
07:38Pode falar, Palumbo.
07:40Bom, vamos lá, né?
07:42Eu tenho certeza que muitos dos nossos telespectadores,
07:45dos ouvintes da rádio Jovem Pan,
07:47estão com a mesma dúvida que você, Davila.
07:49A maioria desses furtos aqui na área central
07:51vai bater ali na Guaianazes com a aurora.
07:55A maioria vai bater ali.
07:57Aí perguntam, mas por que não vai lá?
07:58Porque lá são prédios e tem 200 apartamentos.
08:03A polícia não pode simplesmente chegar lá e meter o pé.
08:06Agora, o que poderia ser feito?
08:08Poderia ter mais policiamento, mais patrulhamento.
08:11E aí a gente volta no déficit de policiais militares.
08:15Falou um déficit de 20 mil policiais militares.
08:17Aí você pega um bairro extremamente populoso,
08:20como Perdizes, Pompeia, Vila Romana, Lapa.
08:24Aí a população pensa assim,
08:25nossa, vai ter 10 viaturas patrulhando.
08:27Se tiver 3, é muito.
08:29E aí você vai no 23DP, neste horário, feriadão, fechado,
08:33o policial está servindo de zelador.
08:35Ah, então eu vou fazer um boletim lá no sétimo DP.
08:38Fechado, o policial está servindo de zelador.
08:39Vou fazer um boletim de ocorrência lá no quarto DP, na área central.
08:43Fechado, o policial está servindo de zelador.
08:45Daqui a pouco vai ter uma nova categoria.
08:46Policial civil, zelador.
08:48E não é culpa do chão de fábrica.
08:50É porque as pessoas não se interessam mais em ser policiais.
08:54Salário pequeno, muita pressão, escala de trabalho horrorosa, 12 por 36.
08:59O policial militar não tem um final de semana de folga.
09:01Ele tem que implorar para o seu comandante, muitas das vezes,
09:04para ter um sábado e um domingo de folga.
09:06Então as pessoas não estão mais se interessando.
09:08Poderia se resolver isso com uma escala mais tranquila.
09:1112 por 48.
09:12Tem projeto de lei lá em Brasília.
09:13Estou tentando, junto com o sargento de Portugal,
09:15que é um deputado do Rio de Janeiro, implementar isso daí.
09:18Então as pessoas não estão mais interessadas.
09:20Receptação.
09:21Você falou no roubo de carro.
09:22Por que que não se acaba com isso?
09:25Quantas vezes e quantas vezes nós fechamos o desmanche?
09:28E aí você leva o bandido preso, a peça do carro,
09:33e o desmanche continua lá vendendo peças roubadas.
09:36Quem tem que fiscalizar isso é o Detran,
09:37que deveria vir com tolerância zero.
09:40Tirar todos.
09:41Foi preso um receptador aqui dentro?
09:43Retira todas as peças.
09:44Você vai ser proibido de trabalhar no ramo.
09:47Está lacrado a loja.
09:48Mas tem que lacrar mesmo.
09:49Não adianta lacrar a boca das motos, por exemplo.
09:52E depois eu fui lá e comprovei com a minha equipe
09:54que eles estavam vendendo com a porta semiaberta.
09:57Tem que ter a fiscalização.
09:58Tem que ter tolerância zero.
10:00Quanto à Cracolândia, Dávila.
10:02Eu fico feliz que acabou a Cracolândia aqui na área central.
10:05Mas o povo da Zona Leste, o povo de Guarulhos,
10:09o povo da Zona Oeste, de alguns bairros, não estão felizes.
10:12Porque o usuário não para de ser usuário
10:15porque acabou aquele ponto de venda de drogas.
10:18Eles migram para outras regiões.
10:21Então foi espalhado a Cracolândia para Moca,
10:24para a Zona Leste, para a Zona Oeste, para Guarulhos.
10:27E aí a gente vai, Jundiaí, inclusive,
10:29a gente vê um fluxo gigantesco de usuário
10:31que antigamente não se tinha.
10:33Tem que continuar com essa tolerância zero.
10:36Mas agora também tem que abrir os olhos, né?
10:39Abrir o horizonte para essas zonas
10:41onde essas pequenas Cracolândias estão se instalando
10:44e acabar com esse mal na raiz.
10:46Porque senão, ao invés de uma Cracolândia
10:48como a gente tinha aqui em São Paulo,
10:50hoje já se conta com mais de 70 Cracolândias,
10:52pequenas Cracolândias espalhadas.
10:54Isso tem que ser combatido também.
10:56Ô, Krigner, e dentro dessa discussão,
10:58se você fosse policial, você se vestiria do quê
11:00para prender os criminosos no meio do bloquinho, hein?
11:04Olha, eu acho que eu me vestiria de político, viu, Tiago?
11:10Porque esse aí consegue tirar o celular,
11:14consegue tirar dinheiro do bolso sem ninguém nem perceber.
11:17Eu acho que talvez essa seja a fantasia mais adequada.
11:21E em relação à própria segurança pública,
11:24isso está no radar da política de que maneira?
11:26Como isso entra na eleição?
11:29É a pauta principal, Tiago.
11:30A gente tem falado bastante aqui quantas vezes nós...
11:35E, na verdade, isso é um assunto até inédito,
11:38porque sempre foi uma preocupação do brasileiro, né?
11:40Faz muitos anos aí, eu estou falando de décadas,
11:43que o Brasil foi um país seguro,
11:47onde as pessoas tinham essa tranquilidade absoluta.
11:50Já não é mais há muito tempo.
11:52Mas surgir como surgiu nesse ano,
11:55eu posso estar errado aqui,
11:56mas eu, pelo menos, não me lembro
11:58de ter uma pauta tão prioritária assim.
12:02E eu diria que é a pauta número um dos brasileiros nessas eleições.
12:06O governo patina nessa pauta,
12:09porque, vamos falar a verdade aqui,
12:11nunca foi uma pauta amplamente trabalhada e defendida pela esquerda,
12:15nunca conseguiram olhar para a segurança pública
12:16como uma pauta de interesse nacional, né?
12:19Pensavam que era só uma pauta de direitista, de conservador,
12:24e ficavam falando da questão dos direitos humanos,
12:27dos bandidos, o que é verdade.
12:29Eu acho que a gente tem que respeitar que todo mundo tem os direitos humanos,
12:33mas tem que lembrar que a vítima também tem direitos humanos,
12:36que foram violados por esses,
12:38que agora eles tanto dependem aí a manutenção dos direitos humanos.
12:41Aí a vítima fica como?
12:42Então, a gente tem esse ponto.
12:44A esquerda não consegue,
12:45o governo federal também, por consequência,
12:48não consegue elaborar uma abordagem sólida e eficaz
12:51na questão da segurança pública.
12:54Haja vista aí, os piores indicadores que nós temos
12:57são nos estados tradicionalmente governados
13:00por governantes aí de esquerda, né?
13:03E agora surgiu com essa prioridade.
13:06Mas não é só a segurança,
13:08na sensação de segurança,
13:09É também a segurança na questão do combate ao tráfico de drogas,
13:14ao crime organizado.
13:16Nós estamos falando aí de altos níveis de crime, né?
13:19O crime organizado,
13:20a questão do tráfico transnacional de drogas,
13:24todos esses assuntos e elementos entraram na pauta do cidadão,
13:28e eu creio que isso vai ser prioritário na decisão,
13:31sendo seguido logo pela questão econômica também,
13:34que está doendo no bolso de qualquer brasileiro.
13:36Não tem só um, a não ser os amigos do rei,
13:39mas não tem um brasileiro que esteja feliz,
13:42satisfeito com a situação econômica.
13:43Não importa o quanto que o governo queira colocar na internet,
13:47nas redes sociais, de que está tudo bem,
13:49que os números são maravilhosos,
13:50e que a gente está indo muito bem, obrigado.
13:53Não, o cidadão sabe muito bem qual é a realidade,
13:56a dificuldade cada vez mais latente de fechar o mês,
13:59de conseguir fazer as compras,
14:01nem falar de investimento em melhoria para casa,
14:04a melhoria de troca de carro, enfim.
14:07As pessoas não estão conseguindo nem pagar com as questões
14:09que seriam básicas para que elas pudessem progredir com a sua carreira.
14:12Então, eu acho que a questão da segurança pública vem em prioridade,
14:16e em segundo lugar, a questão econômica também para essas eleições, Thiago.
14:20Quero te ouvir também, Dávila,
14:21mas não vai escapar da pergunta, não.
14:23Você se vestiria do quê para atuar nos bloquinhos, hein?
14:27Olha, eu acho que talvez uma fantasia hoje boa é do presidente Lula,
14:32não está fazendo tanto sucesso no carnaval aí, pô.
14:35Nós vamos botar uma barbinha branca,
14:37meu cabelo já está branco aqui,
14:38a gente sai aí pelo bloco,
14:40vamos ver o que dá, né, pô.
14:42Quem sabe eu recebo também mais de um milhão do governo aí
14:45para fazer o meu bloquinho,
14:46o meu enredo de samba, né?
14:48Ou cinco milhões,
14:49que você recebeu de outros, da Embratura e outros.
14:52Olha, o Brasil virou um grande carnaval,
14:56é um negócio inacreditável.
14:59E, Palumbo, só para a gente ter uma informação para esclarecer,
15:03você falou que muitas vezes o próprio agente compra a fantasia
15:07porque não recebe qualquer tipo de verba.
15:09Qual que é o critério de escolha?
15:11E eles que escolhem, fica ao critério de quem quiser?
15:16É assim que funciona, né?
15:18Isso já vem de muitos anos acontecendo na segurança pública.
15:21do estado de São Paulo.
15:22Me lembro que certa vez eu fui buscar um pedófilo,
15:26médico pedófilo, na cidade de Araçatuba,
15:29e não tinha verba para pagar o hotel.
15:31Então fui eu, mais dois investigadores,
15:34me deram uma viatura e eu falei para o meu diretor na época,
15:37pode deixar que eu banco o hotel dos policiais,
15:39a gente vai porque eu quero prender esse pedófilo, né?
15:42Eu não gosto de pedófilo e só o senhor me autorizar.
15:44Ele me autorizou, a gente encheu o tanque aqui em São Paulo,
15:46encheu o tanque para voltar em Araçatuba,
15:48500 quilômetros, já morei até lá na rua Cuncide Almeida,
15:51ficamos ali um, dois dias, prendemos e voltamos para cá.
15:54Não tem verba, né?
15:55E não é só a verba de viagem, não.
15:58É verba para tudo.
15:58Às vezes falta papel, falta água, falta papel higiênico,
16:01falta serviço de limpeza, falta absolutamente tudo.
16:04E quem está no chão de fábrica mesmo,
16:06que são o soldado, o cabo, o sargento,
16:09o tenente que está ali na rua,
16:10junto com a sua tropa, o sargento,
16:12o escrivão, eles sofrem demais.
16:13Só que poucas pessoas pensam no chão de fábrica.
16:16E esses que estão passando agora aí na telinha aí da Jovem Pan,
16:22são policiais que arriscam a vida por causa de um salário curto
16:25e muitas vezes eles bancam, inclusive, manutenção de viatura,
16:29eles bancam o próprio equipamento,
16:31banca o próprio treinamento,
16:34banca absolutamente tudo.
16:35E depois, quando aparece uma operação exitosa
16:38e nós temos que bater palma para essas operações,
16:40quem é que leva a fama?
16:42O governo.
16:43E não é justo isso.
16:45Não é nada justo, porque a gente sabe, né?
16:46Eu sei o tanto que eles sofrem,
16:49que é o verdadeiro chão de fábrica
16:51que carrega todas as instituições nas costas.
16:54E aí quem que aparece?
16:55O governo.
16:57Ô, Paulo, aproveitando que você está falando sobre isso,
16:59na eleição aqui de São Paulo,
17:00claro que o governador Tarcísio,
17:03ao que tudo indica, pelo menos nas pesquisas,
17:06está caminhando para uma reeleição,
17:08mas é claro que depende também
17:09dos adversários,
17:11se vem Fernando Haddad,
17:12se vem Simone Tebet, enfim.
17:14Essa discussão sobre a estrutura policial
17:17aqui de São Paulo
17:18deve ser feita de que forma na eleição?
17:21Você quer começar a valorizar uma profissão,
17:24você dá um salário digno para esse profissional.
17:27Quem carrega a segurança nas costas
17:29foi o que eu acabei de falar agora.
17:31É o escrivão, o agente, o delegado de plantão,
17:33o sargento, o cabo.
17:35E não adianta a gente estar no estado mais rico da federação
17:38e a gente está recebendo,
17:39a gente que eu digo que são os policiais.
17:41Lá embaixo, não adianta.
17:43Eles têm que pagar bem esse policial.
17:45O policial fala,
17:46ah, hoje tem ação delegada.
17:48O que é ação delegada?
17:48É o bico oficial.
17:49Quando esse policial descansa,
17:52nunca.
17:52Ele sai do plantão,
17:53bico, quando não está na ação delegada,
17:55ele vai para o bico que ele arruma
17:56para ganhar um dinheirinho honesto.
17:57É assim que sobrevive o policial honesto.
17:59E no interior, a situação está muito pior.
18:01Se tirar a ação delegada de algumas cidades,
18:04literalmente não vai ter policial nas ruas.
18:07Ribeirão Preto, conheço bem Ribeirão Preto.
18:09Cidade que tem 800 mil habitantes.
18:12Como eu já acabei de falar.
18:14Às vezes tem meia dúzia de viatura
18:15para atender a região inteira.
18:18Aquele rádio de patrulha.
18:19Aí você conta um pouquinho a mais
18:20que tem o BAEP, algumas coisas especiais.
18:22Mas não dá.
18:23Entendeu?
18:23Então, se você quer fortalecer a segurança pública,
18:26o ponto fundamental é dar um bom salário
18:29para aquele operador da segurança pública.
18:32Porque senão, você pode abrir concurso,
18:33como tem aberto os concursos.
18:35Só que de 540 deputados,
18:3730 saíram na academia de polícia.
18:39Porque é um concurso extremamente difícil.
18:41E ele vai prestar concurso para promotor,
18:43que ganha três vezes mais.
18:44Ou para juiz, que ganha quatro, cinco vezes mais.
18:46É isso que ele vai fazer.
18:48Não fica.
18:48Não fica.
18:50Fica quem é apaixonado.
18:51Aqueles que amam a profissão.
18:53Eu mesmo, eu sempre prestei concurso para delegada.
18:55Eu não queria ser promotor,
18:56eu não queria ser juiz,
18:57eu queria ser delegado.
18:58Mas enquanto o promotor está ganhando cinco vezes,
19:00cinco vezes mais do que eu,
19:02que eu estava ganhando,
19:03eu estava lá,
19:03trabalhando sábado, domingo, feriado.
19:05Estava no plantão do 47DP,
19:07capão redondo,
19:08ganhando um salário desse tamanho.
19:09Então, os policiais,
19:11eles precisam de salário.
19:15Salário.
19:15A viatura é muito legal.
19:16A viatura é nova.
19:17Não tem que revezar colete,
19:19como a gente viu em Campinas.
19:20Não tem que comprar o próprio equipamento.
19:22Tem que dar uma moto decente
19:23para não tomar pinote de moto.
19:25Uma moto de baixo cilindrado,
19:27como a gente tem visto.
19:28Mas, infelizmente,
19:29se esquece do operador,
19:31que é o homem,
19:32é a mulher,
19:33e aí ficam fazendo aquela camuflagem.
19:35Vamos dar viatura,
19:36que a população vê.
19:37Só que esse aí que está passando aí,
19:38o Kiko,
19:39o Seu Madruga,
19:40tudo policial,
19:41se matam de fazer bico
19:43para levar o sustento digno para casa.
19:45Essa que é a verdade.
19:47Para você,
19:47Krikner.
19:49Olha,
19:50eu concordo.
19:51E também não tem como discutir
19:52com o delegado Palombo,
19:54justamente,
19:54que ele tem essa experiência
19:57do campo,
19:58da ponta,
19:59não é do ar-condicionado.
20:00Essa experiência de quem vive isso,
20:02viveu isso,
20:03e continua em contato também,
20:05e sabe muito bem.
20:06E não tem como a gente dizer
20:08que uma profissão é valorizada
20:09se ela não tem a remuneração
20:11que deveria ter.
20:13Agora tem outros pontos também.
20:15A gente precisa zelar,
20:16e isso eu conversava
20:18com uma pessoa muito atuante
20:20no âmbito da polícia militar,
20:22na questão de capelania,
20:24no cuidado dos policiais.
20:26E ele me trouxe um alerta.
20:28Ele falou,
20:28olha, Krikner,
20:29não se tem divulgado o suficiente
20:31o número de...
20:34questão de policiais
20:36que acabam tirando
20:37a sua própria vida.
20:38Justamente porque você tem
20:40um cenário de extrema pressão,
20:43extremo risco,
20:44é sair de casa
20:45sem saber se vai voltar,
20:46é sair de casa
20:47tendo ali os cuidados,
20:49mas sem saber
20:50se os seus filhos
20:50estão em perigo, né?
20:52Muitas vezes policiais
20:53que trocam de...
20:55colocam o uniforme
20:57quando chegam no serviço
20:58e tiram quando saem,
21:00porque não querem ser reconhecidos,
21:02não podem deixar
21:03com que a vizinhança saiba.
21:04Eu conversei
21:05um ano atrás,
21:06na verdade,
21:07com uma delegada
21:08que disse,
21:08olha,
21:08eu esperei a minha filha
21:09ter maturidade
21:10para poder dizer para ela
21:12com 10, 12 anos de idade
21:13qual era a profissão da mãe,
21:15porque o meu medo
21:16era que ela de criança
21:17compartilhasse isso na escola,
21:19estudava em escola pública
21:20e aí estivesse ali junto
21:22com o pai de alguém,
21:24com o filho de alguém
21:24cujo pai não é muito
21:26bem intencionado.
21:27Então ela trouxe
21:27essa questão.
21:28Aí você imagina só
21:29o pai e uma mãe,
21:30no caso ela era mãe,
21:32não poder revelar
21:34para o seu próprio filho,
21:35fazer escondido
21:35como se estivesse fazendo errado,
21:37né?
21:37Quando na verdade
21:38é uma profissão tão louvável.
21:39Então a gente não pode falar
21:40só da questão
21:42de mudança
21:44da ideologia do governo
21:45se não chegar na ponta.
21:47É a questão do salário,
21:48é a questão da proteção,
21:50é a questão da valorização
21:51da atividade
21:52e garantia de segurança.
21:54E aí me revolta, Tiago,
21:55quando a gente vê
21:56tanta iniciativa
21:56do governo federal
21:57para centralização
21:59de informação,
22:00centralização de estratégia,
22:01centralização de inteligência
22:03e não tem nada
22:04para falar de equipamento,
22:06de treinamento,
22:07de investimento
22:08no policial
22:10e na atividade policial
22:11numa questão aí
22:12que realmente resolva
22:14a situação, né?
22:16A gente está colocando
22:17esses heróis,
22:18como o delegado Palumbo
22:18colocou aqui,
22:19que são de fato heróis,
22:21que fazem pela causa
22:22e não pelo reconhecimento
22:23ou pelo dinheiro
22:24e a gente coloca
22:25esses heróis
22:26em risco
22:27todos os dias
22:28e diz ali,
22:29olha,
22:29Deus te abençoe
22:30e que dê tudo certo,
22:32porque o Estado
22:33não vai garantir
22:34absolutamente mais nada
22:35se acontece alguma coisa
22:37ali naquela operação
22:38é o policial
22:39que vai ter que muitas vezes
22:40recorrer por um advogado
22:42pagando do seu próprio bolso
22:43como foi testemunhado
22:45aí por inúmeros policiais
22:47e isso veio para a mídia também
22:48um processo
22:49que na verdade
22:50ele não estava ali
22:51cometendo nenhum crime
22:52na verdade
22:53estava tentando
22:54defender a sociedade
22:54então é claro
22:56existem, né?
22:58Aquelas laranjas podres
22:59no meio
22:59como em toda profissão
23:01como em todo o cenário
23:02mas se não tiver investimento
23:04é aí mesmo
23:04que essas laranjas
23:05se proliferam
23:06é ali que eles vão conseguir
23:07mais espaço ainda
23:09para praticar suas ilegalidades
23:10e cooptar outros
23:11e mais são a minoria
23:13isso é sempre importante
23:15dizer
23:15tem que ter investimento
23:16esse treinamento
23:17investimento massivo
23:19Tiago
23:19não dá para só
23:20ser um discurso
23:21de campanha não
23:22E pensando no Brasil
23:23não é, Dávila?
23:25Se a situação da polícia
23:26em São Paulo
23:26é dessa maneira
23:27como o Palumbo
23:28sempre fala
23:29sempre coloca aqui
23:30na nossa programação
23:31imagina de outros estados
23:32que não tem tanta riqueza
23:34quanto o estado de São Paulo, né?
23:36É verdade
23:38e só para acrescentar
23:40uma matéria fundamental
23:42inclusive para poder acomodar
23:44toda essa mudança
23:45que nós precisamos fazer
23:46nas polícias em carreira
23:47é aprovar a reforma administrativa
23:49nós precisamos valorizar
23:51o bom servidor
23:52seja ele policial
23:53médico
23:54e o que é valorizar
23:56o bom servidor?
23:57É dar a ele
23:59um plano de carreira
24:00baseado em desempenho
24:02em metas claras
24:03por exemplo
24:04na polícia civil
24:05aí pode ter meta
24:06de esclarecimento de crime
24:07como uma coisa importante
24:08para dar bônus
24:09para os policiais
24:09então precisa criar
24:11na reforma administrativa
24:13esses indicadores
24:14de desempenho
24:16justamente
24:17para poder melhorar
24:18o ganho salarial
24:19baseado
24:20na melhoria
24:21da qualidade do serviço público
24:22reconhecido pela população
24:24isso é importante
24:25é assim que nós
24:27criamos um ciclo
24:28virtuoso
24:29o melhor
24:30melhor é o serviço público
24:31o funcionário
24:33seja ele policial
24:34médico
24:34ganha mais
24:36porque está atingindo
24:37as metas
24:38isso passa
24:38aumentar a confiança
24:40na polícia
24:41e assim
24:42nós temos um ciclo
24:43virtuoso
24:44então é fundamental
24:45nós aprovamos
24:46essa reforma administrativa
24:47é óbvio
24:48que neste governo
24:50não tem a menor chance
24:51de aprovar
24:52uma reforma administrativa
24:54mas é importante
24:55começar a discussão
24:57agora
24:57como aconteceu
24:58por exemplo
24:59com a reforma da previdência
25:00era para ter aprovado
25:01no governo
25:02do Michel Temer
25:03não foi
25:03mas acabou
25:04a discussão amadureceu
25:05de tal forma
25:06que assim que o governo
25:07Bolsonaro assumiu o poder
25:08conseguiu aprovar a reforma
25:10então
25:10é uma discussão
25:12vital
25:13e pessoas que
25:14trabalham
25:15no setor público
25:16em qualquer área
25:17como é o caso aqui
25:18do delegado
25:18Palumbo
25:19com a polícia
25:19possa participar
25:21para determinar
25:22essas metas
25:24essa avaliação
25:25de desempenho
25:25e isso sim
25:27valorizar
25:28o bom servidor
25:29seja ele professor
25:31policial
25:32médico
25:33o que nós não podemos
25:35é continuar
25:36com o sistema atual
25:38que acaba criando
25:40enormes distorções
25:41não só na questão salarial
25:43como a percepção
25:45da população
25:45da qualidade
25:46do serviço público
25:47que está sendo
25:47que está sendo ofertado
25:49e é isso
25:50aí nós pagamos
25:51quase quarenta por cento
25:53do PIB imposto
25:54trabalha de janeiro
25:55a mais para pagar imposto
25:56e você passa a não ter
25:57boa segurança pública
25:58boa saúde
25:59boa educação
25:59etc
26:00e aí o pouquinho
26:01que sobra do teu salário
26:03você tem que contratar
26:03serviço privado
26:04o que é péssimo
26:05o que mostra falência
26:06do setor público
26:07então
26:08a reforma administrativa
26:10é uma reforma
26:12essencial
26:12a ser feita
26:14precisamos
26:15valorizar
26:16os bons servidores públicos
26:18o deputado
26:20Paulo Lombo
26:20só para a gente
26:21fechar aqui
26:21essa discussão
26:22sobre a segurança
26:23pública
26:24eu queria te perguntar
26:25justamente sobre o que
26:26o Davila fala
26:27sobre a reforma
26:29estruturante
26:30que seria muito importante
26:32para o setor público
26:33a reforma administrativa
26:35o deputado Pedro Paulo
26:36deputado federal
26:37que é o relator
26:38dessa proposta
26:39ele já deixou claro
26:40que o próprio governo
26:41não tem interesse
26:42por ser
26:42uma discussão
26:44que mexe
26:45num vespeiro
26:46já que é um ano eleitoral
26:47principalmente
26:48há muita discussão
26:49agora para você
26:50no caso
26:51para mudar
26:51a realidade do policial
26:52aqui de São Paulo
26:53a reforma administrativa
26:55federal
26:56também é importante
26:57é fundamental
26:58ou é uma discussão
26:59que tem que surgir
27:00no estado
27:01na unidade
27:02da federação
27:04olha
27:04algumas atitudes
27:05poderiam ser tomadas
27:06pelo próprio governador
27:07de todos os estados
27:09por exemplo
27:09aqui no estado de São Paulo
27:11a escala de trabalho
27:1112 por 36
27:12é horrorosa
27:13é horrível
27:14e você mexe
27:16até no psicológico
27:17por isso
27:17o índice de suicídio
27:18da polícia militar
27:19e civil
27:20ele é gigantesco
27:21as pessoas não aguentam
27:22os policiais não aguentam
27:23tanta pressão
27:24e é pressão
27:25por trabalho
27:25porque quem está
27:27no cargo de comando
27:28vamos pegar a polícia civil
27:29o diretor
27:30o seccional
27:31é só ferro
27:33para baixo
27:33literalmente é isso
27:34eu estou falando
27:35a linguagem do povo
27:36mesmo
27:36e os policiais
27:37fazem parte do povo
27:38tem muita cobrança
27:40muita cobrança mesmo
27:42por investigação
27:44por solução de crimes
27:45por flagrante
27:47só que o mérito
27:49vai para quem
27:49está lá na cadeia
27:51no topo
27:52da cadeia
27:52e se esquecem
27:53do chão de fábrica
27:55que são esses policiais
27:56então poderia por exemplo
27:57mudar a escala de trabalho
27:59poderia partir do governador
28:00outro absurdo
28:01que já falei
28:02inclusive para ele
28:03você vai fazer uma escola
28:04de sargento
28:05e você mora
28:06em presidente prudente
28:07você tem que vir
28:09para São Paulo
28:10500 quilômetros de distância
28:11e morar em São Paulo
28:12você arrebenta
28:13com a vida desse policial
28:14desse sargento
28:15desse cabo
28:16que quer se tornar sargento
28:17outro absurdo
28:19são vários
28:20eu poderia ficar enumerando
28:21o tempo todo
28:21outro absurdo
28:22você pega um cabo
28:24e ele é enfermeiro
28:25do hospital
28:26da polícia militar
28:28e ele quer ser sargento
28:29para ganhar um pouquinho
28:30a mais
28:31uma merrequinha a mais
28:32mas que vai fazer falta
28:33para ele
28:34aí ele faz a escola
28:35de sargento
28:36o que você faz
28:37com esse sargento
28:38deveria ser feito isso
28:40para quem
28:40tem um pouquinho
28:41de pensar
28:42no ser humano
28:43tem empatia
28:43volta ele
28:44ele é enfermeiro
28:45ele é importante
28:46no hospital
28:46da polícia militar
28:47vai ser sargento
28:48e enfermeiro lá
28:49não
28:50pegam esse sargento
28:51e joga na rua
28:52para comandar uma tropa
28:53ou seja
28:54é uma imbecilidade
28:56atrás da outra
28:57aí poucos
28:57tem coragem de falar
28:58inclusive eu falei
28:59para o governo
29:00sabe por que
29:00poucos tem coragem
29:01de falar
29:02porque muitos
29:03fazem indicação
29:04política
29:05fazem indicação
29:06de diretoria
29:07na polícia civil
29:08faz indicação
29:10de batalhão
29:10na polícia militar
29:12e aí preferem
29:13ficar calados
29:14então fica complicado
29:15o sistema
29:15e se esquece
29:16do chão de fábrica
29:17aí chega em época
29:18de eleição
29:19começa a esbravejar
29:20falando que vai fazer
29:21que vai lutar
29:22vai nada
29:22vai nada
29:23porque se falar alguma coisa
29:24cai os cargos
29:25e é assim
29:26em todo o sistema
29:27no municipal
29:28no estadual
29:29e no federal
29:30então são coisas
29:32que você poderia
29:32aliviar um pouco
29:34o chão de fábrica
29:35que são esses aí
29:36que suporta
29:38toda a carga
29:38da segurança pública
29:39são esses que aparecem
29:41na tela
29:41é o soldado
29:42que se mata
29:42de fazer bico
29:43mas não fazem
29:44parece que não tem vontade
29:45parece que assim
29:46ah ele prestou o concurso
29:47para soldado
29:48ele tem que fazer
29:49isso mesmo
29:49ah mas vai transferir
29:51ele para 500
29:51500 quilômetros
29:52da terra
29:53ah é assim mesmo
29:54é o regime militar
29:54a gente não pode pensar
29:55assim
29:56nós estamos lidando
29:57com o ser humano
29:57nós estamos lidando
29:59com gente
29:59e não com pessoas
30:01que moram em Marte
30:02a gente tem que tratar
30:03esse chão de fábrica
30:04com respeito
30:05com carinho
30:05um bom salário
30:07e tentar aliviar
30:08um pouquinho
30:08para o lado dele
30:09e não vai prejudicar
30:11em absolutamente nada
30:12hoje em dia
30:13até para se decidir
30:14se um preso
30:15vai ficar preso
30:16ou não
30:16numa audiência de custódia
30:17é virtual
30:18porque que não se imponta
30:19uma escola virtual
30:20de sargento
30:21por exemplo
30:21só um exemplo
30:22não faz o cara
30:23vir até aqui
30:24500 quilômetros
30:25da cidade dele
30:26600 quilômetros
30:27ele fica aqui um ano
30:28depois fica mais na rua
30:29um ano
30:29só que o custo de vida
30:31de Ribeirão Preto
30:32e Presidente Prudente
30:34é pequeno
30:35perto de São Paulo
30:36aqui é no mínimo
30:36duas, três vezes mais
30:38aí você vai desanimando
30:40toda a tropa
30:40é por isso
30:41que tem uma debandada
30:42a gente indo embora
30:43porque não quer ficar
30:44como policial
30:45a verdade é essa
30:46porque não se tem
30:47o mínimo de respeito
30:48do Estado
30:48o Estado gosta muito
30:50eu estou falando
30:50de todos os Estados
30:51o Estado gosta muito
30:52de fazer propaganda
30:53pega essa operação
30:54exitosa aí
30:55por exemplo
30:55e joga na rede social
30:57fala que foi ele
30:58não
30:59o mérito
31:00são desses agentes
31:02são desses investigadores
31:03e do delegado
31:04que comandou a operação
31:05o mérito
31:06não é de quem está
31:07sentado numa cadeirinha
31:08tomando cafezinho
31:09num ar condicionado
31:10né
31:11e mandando só
31:12fazer
31:13o mérito são deles aí
31:14a gente tem que olhar
31:15pro chão de fábrica
31:16aí a gente começa a melhorar
31:17a situação da segurança
31:18pública
31:18em todos os Estados
31:20enquanto não se olhar
31:20pro chão de fábrica
31:21vai ser esse sofrimento
31:22e esse tormento
31:23e ninguém mais
31:24vai querer ser policial
31:25nesse país
31:25não é de quem está
31:25não é de quem está
31:25não é de quem está
Comentários