00:00O governador do PL, Magno Malta, ele protocolou agora um pedido para fazer a requisição para receber nomes de peso.
00:08Olha só quem ele quer que seja ouvido lá em Brasília.
00:12Pessoas que vão, que ele está pedindo para que sejam ouvidas, para depor na CPI do crime organizado.
00:17Quem vai falar sobre esses nomes é o Rodrigo Viga, que está acompanhando esse caso e nos diz quem são eles.
00:24A gente já dá até para imaginar, né, Rodrigo? Bem-vindo aqui ao nosso Morning Show. Bom dia.
00:32Fala, Fernandão. Bom dia para você, para a rapaziada toda aí da bancada, do sofá, nosso ouvinte espectador internauta da Jovem Pan.
00:38Quando você fez esse preâmbulo, esse entrói, tu aí falou, vamos falar de dinheiro, vamos falar de conta bancária.
00:43Eu falei, será que sou eu? Porque a minha está rasa, está vazia, viu, rapaz?
00:47Então, já estava ficando um certo ponto preocupado.
00:52Estava até pronto para te mostrar aqui o meu saldo, meu extrato, mas não vou fazer isso, não.
00:57Te mando no particular, tá, Fernandão?
00:58Agora, quem tem muito dinheiro são esses barões, líderes do Comando Vermelho e também do PCC.
01:05O senador Magno Malta, ele está requerendo, na CPI do crime organizado, a oitiva de chefões dessas principais facções criminosas do país.
01:16Marco Ola, líder do PCC e também dois cabeças, né, dois líderes do Comando Vermelho.
01:21Luiz Fernando Acosta, Fernandinho Marabá e Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP.
01:26Ele acha que é importante ouvir esses personagens no âmbito da CPI do crime organizado.
01:32Faz até menções específicas a cada um desses personagens.
01:36Sobre Marcola, lembra que foi condenado há mais de 300 anos, está no presídio federal em Brasília e que é o líder da maior facção criminosa aqui do Brasil.
01:44Quanto a Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, que é o pai do Oruan, que está foragido essa semana toda aqui no Rio de Janeiro por violar a tornozaleira eletrônica.
01:53Ele, diz o Magno Malta, né, nesse requerimento, mesmo de trás das grades, continua dando as cartas, ditando as regras em áreas dominadas pelo Comando Vermelho.
02:01E o Luiz Fernando Acosta, Fernandinho Marabá, é o mega traficante, o traficante dos traficantes, também há mais de 300 anos de condenação, movimenta muito dinheiro.
02:10Dizem que é para o Comando Vermelho, mas eu tenho informações que é para outras facções criminosas.
02:14Movimenta muita arma, muita munição, muita droga que vem principalmente do Paraguai.
02:20Só no ano passado foi condenado por uma movimentação ilícita de 31 bilhões de reais.
02:25Agora, duas questões estão em pauta e de pé nesse momento.
02:30A primeira delas, imagino que se esse requerimento for aprovado, que sejam depoimentos remotos, por videoconferência.
02:38Não consigo imaginar Marcola, Marcinho VP e Luiz Fernando Acosta e Fernandinho Miramar no Congresso Nacional sentados à frente de senadores e parlamentares.
02:47Segundo lugar, será que eles voluntariamente gostariam efetivamente de trazer informações novas e relevantes?
02:55Informações que a polícia não sabe, que a inteligência não sabe?
02:58A ver, como dizem os amigos lá da terrinha, viu, Fernando?
03:02Muito obrigado, querido. Um bom trabalho para você aí.
03:05Tendo novas informações, chame a gente aqui, tá bom? Valeu, bom dia para você, Rodrigo.
03:09Então, realmente, não dá para imaginar esses nomes aí sentados de frente para os senadores.
03:18Imagina o esquema de segurança.
03:21Já é claro que esse depoimento seria remoto?
03:24Primeira pergunta.
03:25E emendando a segunda, eles realmente têm o que falar? Já não falaram tanto?
03:29Eu acho que é até claro, eu acho que não é claro se o depoimento seria remoto, mas tendo em vista as dificuldades operacionais, não só de removê-los, mas de garantir a segurança em relação a não fuga, várias outras questões, nós estamos falando de quem coordena o crime organizado no Brasil.
03:50Então, quando nós olhamos para casos de outras prisões, outros líderes pelo Brasil e pelo mundo, nós sabemos que muitas vezes as fugas são planejadas, elas são caras, eles investem no Brasil, crime organizado, como nós vimos aí no caso do Rio de Janeiro.
04:08Muitas vezes, em termos de equipação, em termos de equipamento, ele está melhor armado, tem mais investimento, inclusive, nas forças do crime organizado.
04:18Muitas vezes, infelizmente, nas nossas forças policiais, usaram drones com bombas, várias questões.
04:23Então, acho que é muito perigoso que seja presencialmente lá no Congresso Nacional, isso não é positivo.
04:31E eu não sei, eu vejo que eles têm muito a dizer, mas eu não sei por que eles o diriam para os senadores.
04:38Eu estou dizendo que eles já falaram muito nos processos em que eles estavam envolvidos.
04:43Eles não têm por que contribuir.
04:45Já deram vários depoimentos, já foi, são, inclusive, já estão condenados.
04:49Entrevistas.
04:51Enfim, e essa pergunta, ela é tão importante que ela é feita aqui na bancada e feita para você também.
04:55Eu quero saber, você é a favor que a cúpula do PCC, a cúpula do Comando Vermelho,
05:01essas pessoas sejam ouvidas no Senado brasileiro?
05:04Você em casa, no carro, no trabalho, dê a sua opinião para a gente.
05:07Essa é a enquete de hoje, sexta-feira.
05:10Olha o nosso WhatsApp, 1191-3258-055.
05:14E também pelo YouTube, você pode deixar lá o seu comentário.
05:18Quem vai falar? Tiraram para o ímpar?
05:20Detalhe, eu tenho medo disso acontecer e o nível de influência política que isso tem.
05:26Porque hoje nós sabemos que essas organizações criminosas, elas tendem...
05:30Você acha que não precisa?
05:31Não acho que precisa, não acho que é necessário.
05:33Eu acho que é um gesto muito mais imagético do que um gesto de correção de um problema da criminalidade.
05:41Porque, assim, essas figuras, elas não vão delatar, elas não vão contar nenhuma novidade.
05:46Eles estão muito confortáveis, as organizações criminosas que eles dominam ainda são muito poderosas.
05:52Então, não imagina um Marcinho Vepeno lá e falar, não, senador, falar aqui para você o que acontece de verdade.
05:57Mas não acho que é ideal, não acho que é nem positivo.
06:00E tenho medo deles conseguirem até inverter a narrativa, porque muitas vezes eles usam esse espaço para passar uma ideologia,
06:06para passar uma cultura de bandidolatria.
06:08Vai ser um circo, vai, né?
06:10Vai ser um circo, com certeza, se isso acontecer.
06:13E outro ponto importante, estou concordando com a Jazz nessa ideia de que é algo mediático, né?
06:19Olha só, é algo extremamente mediático.
06:22Até vale destacar que o relator da CPI, que é o senador Alessandro Vieira, se não me engano, é ex-delegado,
06:28e não está se posicionando a favor dessa convocação.
06:31Então, alguém que teve uma carreira, né, no policial, está contra também.
06:36Então, acho que, até acho que o resultado da enquete vai ser contrário,
06:39porque essas pessoas já falaram o que tinham que falar, não sei se vai agregar em alguma coisa,
06:43eles serem convocados para a CPI, toda uma estrutura para levá-los lá.
06:47Eu acho que na enquete, o que pode passar na cabeça de quem está em casa,
06:51que é um pouco do que passa na minha cabeça, é, beleza, pode ser que a lei do silêncio prevaleça,
06:55ou seja, pode ser que eles não falem nada.
06:57Mas e se falarem, né, quais seriam as conexões que eles iriam apontar,
07:01talvez até entre pessoas do alto escalão de Brasília, ou de outros órgãos,
07:07e toda essa história.
07:09É que, infelizmente, a gente tem visto, tem visto isso no caso do Banco Master, né,
07:13como o silêncio se tornou a regra, né, de ouro da casa.
07:17Mas o silêncio do Banco Master acaba também sinalizando outras coisas,
07:23porque, às vezes, o silêncio grita, né,
07:26às vezes o silêncio é tão eloquente que ele reverbera,
07:30e é sobre isso que a gente vai falar, porque...
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