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O Tribunal de Contas do Rio de Janeiro abriu investigação para apurar a aplicação de recursos da CEDAE em CDBs do Banco Master. O investimento, que chegou a cerca de R$ 220 milhões, passou a ser questionado após dificuldades de resgate e a liquidação da instituição financeira.

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Transcrição
00:00O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro aprovou por unanimidade a abertura de uma investigação sobre os investimentos da CEDAI.
00:09A CEDAI é a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro no Banco Master.
00:14Esse processo acontece a partir de uma denúncia do deputado estadual Luiz Paulo do PSD do Rio.
00:21A CEDAI confirmou em novembro a aplicação de recursos em CDB emitidos pelo Master.
00:26O saldo remanescente dos investimentos era de cerca de 220 milhões de reais à época, segundo uma companhia ligada ao governo do Estado.
00:36Em nota, a CEDAI disse que vai prestar todas as informações requeridas pelo tribunal.
00:42Também afirmou que as operações seguiram rigorosamente as normas estabelecidas pela política de aplicações financeiras, compliance e governança.
00:51Começar com o Roberto Mota, a CEDAI é uma empresa muito conhecida no Rio de Janeiro, a Companhia de Águas e Esgoto.
00:58E aí tem a informação, surge a informação para todos desse investimento feito pela CEDAI nos títulos de CDB do Banco Master.
01:09Parece que em dado momento, quando a história começou a degringolar, a CEDAI pediu o resgate dos recursos.
01:19E aí o Banco Master disse, ok, mas precisaremos parcelar, não teremos todo o dinheiro para devolver de uma vez só.
01:27O que aconteceu no meio do parcelamento?
01:30Liquidação do Banco Master.
01:32E aí, como é que vai fazer para reaver o dinheiro?
01:34Um baita de um problema, Mota.
01:35Caniato, eu estava contando, me corrija se eu estiver errado, eu estava contando quantos tribunais já estão envolvidos nesse caso do Banco Master.
01:48Pelo que eu me lembro, até agora já são pelo menos quatro, né?
01:52A Suprema Corte, o Superior Tribunal de Justiça, por causa da história do Banco Regional de Brasília, envolvendo o governador,
02:00o Tribunal de Contas da União e agora o Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.
02:06Vamos começar um placar para ver quantos outros tribunais vão entrar nessa história.
02:11Agora, a entrada da CEDAI e do governo do Estado do Distrito Federal,
02:19isso acontece porque executivos financeiros de um banco estatal e de uma companhia estatal não sabiam
02:30o que muitos pequenos investidores já desconfiavam, que era arriscado investir no Banco Master.
02:39E o curioso é que, tanto nesse caso quanto em outros casos, a resposta desses executivos é dizer
02:47que eles seguiram todas as regras, que eles não fizeram nada de errado, está tudo de acordo com o compliance.
02:55E aí o nosso espanto só aumenta, porque se as regras foram burladas, isso já é uma coisa escandalosa.
03:04220 milhões de reais nesse caso, na história do Rio Previdência, pelo que eu me lembro, são mais de 900 milhões de reais.
03:13Então já tem mais de 1 bilhão aqui no Rio de Janeiro investido no Banco Master.
03:21E nesse caso, pelo que eu entendi, o investimento feito pela CEDAI foi em CDBs.
03:26220 milhões, obviamente não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito.
03:31Então é mais um momento para a gente se perguntar, com que critério são preenchidas essas posições em bancos e empresas estatais?
03:45Pois é, e como o Master conseguia cavar essas oportunidades, né?
03:49Porque certamente tinha um emissário que visitava as empresas estatais no intuito de levar esses recursos para o Banco Master.
03:59Nesse caso, Bruno Musa, foram aportados 220 milhões da CEDAI nos CDBs do Banco Master.
04:06Quando as coisas começaram a caminhar de maneira que a CEDAI começou a desconfiar, pediram a retirada dos valores.
04:13Só conseguiram resgatar 40 milhões de reais.
04:17O resto ficou no Banco Master e depois a instituição foi liquidada, Bruno Musa.
04:22Supostamente 180 milhões, né?
04:25E o grande ponto aqui é que a CEDAI, ela, ao que eu me lembro bem, e fui dar uma olhada, ela foi privatizada em 2021,
04:36porque foram consórcios privados que compraram, que arremataram a concessão de serviços por 35 anos.
04:46Foi a EGEA, Iguá e Águas do Brasil.
04:49Legal, não foi uma transfeição, uma venda tradicional das ações.
04:53Por que eu quero dizer isso?
04:55Há alguém dentro da CEDAI que, de forma muito estranha, aceitou esse tipo de alocação.
05:03Vamos lembrar aqui, fazer um paralelo,
05:04que a Caixa também recebeu uma proposta para alocar 500 milhões de reais num título do Master e não aceitou.
05:16As três pessoas do Compliance negaram isso.
05:19Curiosamente, essas três pessoas foram afastadas dias após eles recusarem tecnicamente a alocação
05:26e foi quando a Rio Previdência acabou aportando, dias depois disso, acabou aportando no Master.
05:32Agora, quem tem o contato e a caneta dentro da CEDAI,
05:38numa empresa que cedeu a concessão a três consórcios privados,
05:43para ter a caneta e permitir uma alocação de 220 milhões em um banco como o Master?
05:49Como o Mota muito bem falou, esse é um caso.
05:52E os outros todos?
05:54São várias empresas públicas e várias empresas privadas.
05:57Aí, no meu entender, precisa estudar bem e investigar a relação de quem autorizou
06:04para saber como é que ele permitiu, qual critério foi feito.
06:10Mesmo que ele autorizasse, em tamanhas proporções,
06:15foge em grande parte o Compliance dessas empresas.
06:18Quem são essas pessoas?
06:19E aí, talvez, a chave comece a ficar mais interessante e ser descoberta.
06:25Esse é um ponto a ser descoberto, né, Dávila?
06:29Essas figuras dentro dos órgãos públicos que tomavam a decisão de alocar os recursos do Banco Master.
06:37Como é que acontecia essa negociação?
06:40Essa decisão era tomada por quem?
06:42Por um colegiado?
06:43Qual era a análise feita a partir da proposta do Banco Master de mudança de recursos de um banco para o outro?
06:51A gente tem muita coisa a ser descoberta e investigada nesse processo todo, né, Dávila?
06:57Com certeza, Caniata.
06:58Mas vamos explicar para a nossa audiência como funciona esse esquema no Estado brasileiro.
07:05No Estado brasileiro é o seguinte.
07:06Se tem uma empresa estatal, a indicação não é feita por competência, currículo.
07:14Ela é feita politicamente.
07:16Então, alguém indica, alguém poderoso, indica alguém para ocupar aquele cara.
07:23E aí, quando essa pessoa poderosa tem relações com o Banco Master,
07:28está nesta Disney da sem vergonhice, sabe, de jatinhos privados, festas, jogo de futebol,
07:36alguém liga para essa pessoa e fala assim, olha, liga para o seu indicado lá na CEDAI
07:41e diz que precisa investir no Banco Master.
07:45E aí, essa pessoa, como deve o emprego a este cabo político,
07:51acaba fazendo o que ele quer.
07:52E não o que é melhor para a CEDAI, o que é melhor para o Rio de Janeiro,
07:55o que é melhor para a empresa.
07:57Provavelmente, ele não tem nenhum conhecimento financeiro,
08:00mas ele tem ótimas relações políticas.
08:02E o chefe dele é aquele que tem as boas relações políticas
08:05e que provavelmente está ali na rede do Vorkar.
08:10É assim que funciona.
08:12Por isso que um banco pequeno consegue crescer rapidamente,
08:17não porque é brilhante no setor financeiro,
08:20mas porque transforma contatos políticos em negócios.
08:24Seja com fundo previdenciário, seja com presa estatal, seja com tribunais.
08:31E a minha pergunta aqui, Caniato, é por que só estamos falando de Rio de Janeiro e CEDAI?
08:38E os demais estados envolvidos nisso?
08:40E os tribunais envolvidos nisso?
08:42Tem muita gente mais envolvida nisso que fez exatamente o que aconteceu na CEDAI.
08:47Por quê?
08:49Porque alguém indicado politicamente foi acionado pelo chefão,
08:54esse chefão tinha ligação com o Banco Master,
08:57e é por isso que o Master acabou fazendo tantos bons negócios.
09:00Então, é assim que funciona o Estado brasileiro.
09:03Por isso que nós temos de privatizar tudo,
09:07para acabar com esses cabides de emprego,
09:10esse aparelhamento do Estado,
09:11que no fundo acaba estourando no colo do brasileiro,
09:16do pagador de imposto.
09:17Olha o que aconteceu, o exemplo que já falamos aqui várias vezes nos pingos nos dias,
09:22com o Banco Estatal de Brasília, o BRB.
09:25O que acontece?
09:26A mesma coisa.
09:27O banco com uma carteira falsa,
09:30aí entra em dificuldade financeira,
09:32aí vai pedir dinheiro para o governo do Estado,
09:34aí o governo do Estado vai ter que ajudar o banco,
09:37e aí o que o governo do Estado vai fazer?
09:38Cobrar mais imposto da população.
09:40Vai tirar esse dinheiro do bolso da população.
09:44Então, este ciclo vergonhoso precisa ser rompido.
09:50Caso contrário, nós vamos continuar a ter casos como o Banco Master,
09:55rombo do INSS, a máfia do lixo, que a gente já esqueceu,
09:59que também tinha o Vorcaro do lixo.
10:01Tudo isso a gente já esqueceu, e tudo aconteceu em menos de seis meses.
10:06Ou seja, ou nós entendemos esta lógica, como o sistema funciona,
10:12ou nós vamos continuar reportando um escândalo atrás do outro.
10:17Pois é, e a gestão de recursos na administração pública,
10:22precisa ser conservadora, não adianta você colocar um day trader
10:26para administrar fundos de pensão.
10:29Não vai dar certo.
10:30E aí os muitos questionamentos.
10:32Poxa, o agente de negócios, então, convenceu a pessoa daquela estatal,
10:39aquele setor público do Estado?
10:42Como que acontece?
10:43Muito provavelmente há uma remuneração,
10:46quando você fecha um contrato, fecha um negócio,
10:48quando você leva uma carteira para determinado banco.
10:52Não precisa nem ser day trader.
10:56Talvez o day trader tenha mais sucesso do que uma pessoa
10:58que nunca trabalhou com gestão, como, por exemplo,
11:00vários fundos de pensão, dentre eles a Previ,
11:02que o presidente tinha ali o direito de fazer a gestão
11:06de 300 bilhões de reais e nunca tinha trabalhado com gestão.
11:09Ele pode vir a ser um grande gestor,
11:11mas não tem experiência a respeito disso.
11:13Eu acho que isso é uma parte extremamente importante.
11:17Mas só para complementar rapidamente,
11:19o Davila mencionou a respeito da privatização,
11:21e isso é um prato cheio para aqueles que colocam a narrativa falando o seguinte.
11:26Veja, então a CEDAI supostamente entrou ali alguns consórcios privados.
11:31Veja só, a culpa é dela.
11:33A gente viu a esquerda usando essa narrativa agora com o problema
11:35que nós tivemos com a Enel aqui em São Paulo de falta de luz.
11:38Bastou privatizar, acabou o problema.
11:40É, veio o problema.
11:41Tinha que ser estatal.
11:43Como se o que é estatal não tem problema em basicamente tudo.
11:46E aqui eu deixo apenas uma provocação e uma boa reflexão
11:49para que a gente tente crescer, amadurecer, enquanto debatedores,
11:54com a base da sociedade que eu acho que é importante.
11:57Não basta você trocar um monopólio público por um monopólio privado,
12:02que ele é regulado por uma única agência que tem indicações políticas,
12:05e essas indicações políticas não são técnicas, claramente.
12:08Isso significa que você troca apenas um monopólio
12:12e esse monopólio privado continua na mão de uma agência com monopólio estatal.
12:16Não muda nada.
12:17Agora, se você abre de fato um mercado,
12:21como é o mercado de padarias,
12:23o mercado de papelarias, de açougues, o que você quiser,
12:26ou o meu mercado de gestão de patrimônio,
12:29se eu faço um mau trabalho, o meu cliente pula o muro e vai para outra.
12:34E assim nos força a ser melhores,
12:36sermos melhores profissionais e melhores pessoas a cada dia.
12:39Então, eu acho que antes que usem esse discurso como narrativa,
12:44manipulação de um fato,
12:47vale a gente questionar,
12:49será que de fato o mercado é aberto
12:52e permite novos entrantes para forçar a concorrência, a competição
12:56e que a gente seja inovador?
12:58Ou temos todos o incentivo para permanecermos como monopólio?
13:02Afinal de contas, a gente trabalha para o Estado
13:05e não termos como fugir disso.
13:07Me refiro a Enel, a CEDAI e tantas outras empresas dessas.
13:11Rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
13:15Seguimos aqui com os nossos comentaristas,
13:17o caso do Banco Master em destaque
13:19e aí uma apuração que trata da CEDAI,
13:23companhia de águas e esgotos no Rio de Janeiro,
13:26que também investiu uma quantia superior a 200 milhões de reais
13:30em CDBs do Banco Master e não conseguiu reaver esse recurso.
13:36Somente 40 milhões foram sacados após a divulgação das notícias
13:41de que as coisas não iam bem na gestão do Banco Master.
13:45Quer fechar? Fazer um complemento, Mota?
13:47Senão, vira a página.
13:49É, mais uma vez, lembrando que é tudo uma questão de incentivos.
13:52Na iniciativa privada, os executivos pagam caro
13:57por decisões erradas que eles tomam,
14:00seja por má fé, seja por imperícia.
14:04Na esfera pública, na maioria dos casos, fica por isso mesmo.
14:08Obrigado.
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