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  • 17 hours ago
Transcript
00:00In the 1950s, these music were invisibility through the time, right?
00:07It's a style that is mostly composed by white people,
00:12despite having the roots in the blues, in the jazz,
00:17we really don't see the protagonists in front of the movement.
00:21The punk was the one who brought this visibility again,
00:25so our identification with the punk in São Paulo
00:29and was before we saw indigenous bands with black, girls, than men,
00:34gays and all kinds of mixed ethnic ethnic Especially if I knew something!
00:40She had a lot more song for song.
00:55And the kind of thing...
00:59of the anarchism, of the punk movement.
01:02Of course, there were a lot of black people,
01:04but they didn't have anything so directed to the negritude.
01:08It was directed to the punk,
01:10directed to the music, directed to the attitude.
01:13Really, there was a lack of black people in music,
01:18in the punk, in the metal.
01:20I watched this guy all the time.
01:23I grew up listening to Bad Brains, Living Color.
01:28And here in Brazil it was very difficult to have.
01:30We had some heroes from the outside,
01:32like Clemente, like Cannibal,
01:34and some others that appeared there.
01:36When I saw a interview with Clemente,
01:38from the Inocentes band,
01:40I changed my life,
01:44changed my worldview,
01:46changed my worldview,
01:48changed my worldview, especially social media.
01:50I saw that I could have a band,
01:52I saw that I could be a front man,
01:54and I saw that I could talk about social topics
01:56as if I were talking about my periphery,
01:59because I listened to the interviews
02:00of the Inocentes and the music,
02:02and I saw that I was talking about
02:03all my life.
02:05Masames, não esqueça.
02:06Esse é nosso ninho,
02:07que não ouviu falar do alto José do Pinho?
02:10Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu,
02:15se for discriminar meu lugar,
02:17vá tumar no cu.
02:19de cultura muito rica e alienação também,
02:22vadiagem pra pudinho,
02:24o céu é mais além.
02:25Futuro social,
02:26As crianças são o caminho,
02:28vale bem ouılı mal,
02:29somos do Alto José do Pinho.
02:31Punk is much more than attitude, the sound. Punk is resistance, being punk is black.
02:38A black mother alone is more punk than everyone, because it is a total resistance, and it's crazy.
02:44I can't be a superstar, because I'm a subversive!
02:51It's extremely important that we are in these spaces to encourage other women, other black people,
03:00that they can also be here.
03:03Sometimes we are subjected, incapacitated to be in certain positions.
03:11This is not only in the underground, but in all society.
03:16In all society.
03:18This I speak as a woman, as a black person.
03:21When we are playing, the black people are watching the show of the band, the way they feel represented.
03:39And the man who is there, who doesn't have a perspective.
03:43He says, I want to be like these guys.
03:45Look at the show of these guys.
03:46And this is not what they pay.
03:48This is important.
03:49We know the importance and the weight of our role today.
03:53As people like Black Conquer.
03:55The show is not only in the music.
04:06It's totally social.
04:08It's totally change, totally change.
04:10It's totally change the minds of people that through culture, through art, things can improve.
04:16Punk is it, it always was libertarian, it always was to criticize the system, to criticize the system,
04:24it doesn't have to be punk and not criticize the system, especially today in the world,
04:30and in the world, in this issue of preconceived, so Black Pantera, as I already said,
04:36the name is Carrega, didn't have to be linked to these issues, we have a big responsibility
04:41and this reflects the views, the attitudes on posts, on social media.
04:56And festivals like Afro Punk, they need to happen, for me, for the whole month,
05:04at least in every state of Brazil and outside.
05:08Because a repressão da nossa existência é tão grande
05:15que a gente precisa gritar o tempo todo que nós somos capazes de fomentar a cultura,
05:21de fomentar a arte.
05:23E o Festival Afro Punk é uma ferramenta para ter esse engajamento
05:30e influenciar outras pessoas a esplanar a sua arte, musicalmente, intelectualmente.
05:39Quem mora em comunidade, e quem é negro sabe disso, o racismo nunca deixou de existir,
05:44isso sempre foi muito claro.
05:45E eu, pra mim, só tem uma forma de a gente acabar com isso, que é a gente ir ocupando.
05:49Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
05:52Ocupando as escolas, ocupando as faculdades, ocupando as cadeiras de duas pessoas que assinam as leis.
05:59Cada vez mais básico que os nossos estejam lá dentro, pra os nossos assinarem a caneta, tá entendendo?
06:05A gente tem que parar só de lavar os carros dos caras, parar só de engraxar os sapatos dos caras.
06:10A gente tem que ser os caras, velho.
06:12A gente tem que chegar lá, conseguir chegar lá e conseguir mudar essas leis.
06:17E conseguir também que as pessoas paguem, paguem pelos dados racistas.
06:23Acho que é assim que a gente consegue, consegue ter uma mudança social.
06:29Falem sobre isso, não seja só a hashtag ali do momento, o Black Lives Matter.
06:34Ok, o que importa é só no post, mas na vida real, e aí, como é que é?
06:39Como é que é a sua atitude no seu dia a dia?
06:42Você tem que pensar nisso e tudo.
06:44Porque ali, se a gente não se desconstruir pra construir algo melhor, as coisas não vão mudar e isso tem que vir de todo mundo.
06:49É isso aí.
07:09Cara, o rock, ele sempre teve músicos negros, né? Desde o seu começo da década de 50 e tal.
07:38Esses músicos foram invisibilizados através do tempo, né?
07:43É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas.
07:48Apesar de ter raiz no blues aí, no jazz antigamente, né?
07:53Mas a gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento.
07:57O punk, né cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
08:01Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo foi que a gente começou a ver bandas mistas com negros, brancos, mulheres, gays, né?
08:14E todas as etnias misturadas, né?
08:17Diga sim, eu digo não.
08:29Antigamente era muito mais música por música.
08:32E aquela coisa do anarquismo, né? Dentro do movimento punk.
08:38Lógico que tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
08:45Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
08:50Realmente era a falta de ter uma galera mais preta mesmo na música, né?
08:54Eu digo no punk, no metal.
08:56No diversos dias a gente vê essa galera toda aí.
08:59E, pô, eu cresci escutando Bad Brains, Living Color.
09:03E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter.
09:06A gente tinha alguns heróis aí por fora, como Clemente, como Canibal, né?
09:10E alguns outros que apareceram aí.
09:12Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Innocentos, a primeira vez,
09:16eu mudei minha visão de vida.
09:21Eu mudei minha visão de mundo.
09:23Eu mudei minha visão de pessoa, principalmente de política social.
09:26Eu via que eu podia ter uma banda.
09:28Eu via que eu podia ser um front-man.
09:30E eu via que eu podia falar de temas sociais
09:32como se estivesse falando da minha periferia.
09:35Porque eu escutei as entrevistas do Innocentes e as músicas
09:38e parecia que estava falando toda aquela minha vivência.
09:41Moramos, não esqueça. Esse é nosso ninho.
09:44Quem não ouviu falar do Alto José do Pinho?
09:47Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu.
09:51Se for discriminar meu lugar, vá tomar no cu.
09:56De cultura muito rica e alienação também.
09:59Vadiagem, papudinho, o céu é mais além.
10:02Futuro social, as crianças são o caminho.
10:05Vale bem ou vale mal, somos do Alto José do Pinho.
10:08E punk é muito mais do que atitude, né?
10:11Ali o som. Punk é resistência. Ser punk é preto.
10:14Uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo,
10:18porque ela é resistência total e isso é foda.
10:20É extremamente importante que estejamos nesses espaços
10:33para incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas,
10:37que elas também podem estar aqui.
10:39Que muitas vezes nós somos subjugadas, incapacitadas
10:45a estarem em determinadas posições.
10:48Isso não só no underground, mas em toda a sociedade.
10:52Em toda a sociedade.
10:54Isso eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta.
10:58Quando a gente tá tocando, as pessoas pretas que estão ali
11:11vendo o show da banda, o tanto que elas se sentem representadas, né?
11:16E aquele menino que tá ali vendo, que às vezes não tinha perspectiva,
11:19e fala, cara, eu quero ser igual a esses caras.
11:21Tipo assim, olha o show desses caras.
11:23E isso não tem nada que pague, isso é importante.
11:25A gente sabe da importância e o peso do nosso papel hoje
11:29como pessoas e como Black Panther.
11:40A parada não é só música.
11:42É totalmente social, é totalmente mudar,
11:46é totalmente passar pra cabeça das pessoas
11:48que através da cultura, através da arte, as coisas podem melhorar.
11:53Punk é isso, né? Sempre foi libertador, sempre foi, né?
11:57Pra criticar o sistema, a crítica ao sistema.
12:01Não tem como ser punk e não criticar o sistema.
12:03Sobretudo hoje em dia, tudo que a gente tem que viver.
12:05No Brasil e no mundo inteiro, nessa questão do preconceito.
12:09Então, o Black Panthera, como eu já disse, pelo nome que carrega,
12:13eu não tinha como ficar ali nessas questões.
12:15A gente tem uma responsabilidade muito grande.
12:17E até isso reflete através das letras, das atitudes,
12:21nos posts, nas redes sociais.
12:23E festivais como o Afropunk, eles precisam acontecer, pra mim,
12:39o mês inteiro, pelo menos, em cada estado aqui do Brasil e lá fora.
12:44Porque a repressão da nossa existência é tão grande que a gente precisa gritar o tempo todo
12:54que nós somos capazes de fomentar cultura, de fomentar arte, né?
13:00E o Festival Afropunk é uma ferramenta pra ter esse engajamento
13:06e influenciar outras pessoas a esplanar sua arte.
13:12Musicalmente, intelectualmente.
13:15Quem mora em comunidade, e quem é negro sabe disso,
13:18o racismo nunca deixou de existir, sempre foi muito claro.
13:22E eu, pra mim, só tem uma forma de a gente acabar com isso,
13:24que é a gente ir ocupando.
13:26Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
13:28Ocupando as escolas, ocupando as faculdades,
13:32ocupando as cadeiras das pessoas que assinam as leis.
13:36Cada vez mais, para que os nossos estejam lá dentro,
13:39pra os nossos assinarem a caneta, tá entendendo?
13:42A gente tem que parar só de lavar os carros dos caras,
13:45parar só de engraxar os sapatos dos caras.
13:47A gente tem que ser os caras, velho.
13:49A gente tem que chegar lá, conseguir chegar lá e conseguir mudar essas leis.
13:53E conseguir também que as pessoas paguem.
13:57Paguem pelos atos racistas.
14:00Acho que é assim que a gente consegue ter uma mudança social.
14:06Falem sobre isso.
14:07Não seja só a hashtag ali do momento, o Black Lives Matter.
14:11Tá ok.
14:12O que importa é só no post, mas na vida real, e aí?
14:15Como é que é?
14:16Como é que é a sua atitude no seu dia a dia?
14:18Você tem que pensar nisso e tudo.
14:20Porque se a gente não se desconstruir pra construir algo melhor,
14:23as coisas não vão mudar.
14:24Isso tem que vir de todo mundo.
14:26E aí?
14:27E aí?
14:28E aí?
14:29E aí?
14:30E aí?
14:31E aí?
14:32E aí?
14:33E aí?
14:34E aí?
14:35E aí?
14:36E aí?
14:37E aí?
14:38E aí?
14:39E aí?
14:40E aí?
14:41E aí?
14:42E aí?
14:43E aí?
14:44E aí?
14:45E aí?
14:47E aí?
14:48E aí?
14:51E aí?
14:52E aí?
15:07Cara, o Rock, ele sempre teve músicos negros, né?
15:11from the beginning of the 1950s,
15:14and these musicians were invisibility through the time.
15:20It's a style that is mostly composed by white people,
15:25despite having the roots in blues, jazz,
15:29but we really don't see so many protagonists in front of the movement.
15:34The punk was the one who brought this invisibility again,
15:37so our identification with the punk in the periferia of São Paulo
15:42was when we started to see black people, white people, women, gay people,
15:50and all the ethnicities mixed together.
15:53Diga sim, eu digo não
15:57Antigamente era muito mais música por música,
16:08e aquela coisa do anarquismo dentro do movimento punk.
16:14Lógico que tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
16:21Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
16:26Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
16:31Eu digo, no punk, no metal, no Dress Estilo a gente vê essa galera toda aí.
16:36E, pô, eu cresci escutando Dead Brains, Living Color,
16:41e, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter,
16:43a gente tinha alguns heróis aí por fora, como Clemente, como Canibal, né?
16:47E alguns outros que apareceram aí.
16:49Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Innocentes, a primeira vez,
16:54eu mudei meu, eu mudei minha visão de vida,
16:57eu mudei minha visão de mundo,
16:59eu mudei minha visão de pessoa, principalmente de política social.
17:02Eu via que eu podia ter uma banda, eu via que eu podia ser um frontman,
17:06e eu via que eu podia falar de temas sociais
17:09como se estivesse falando da minha periferia,
17:12eu escutei as entrevistas do Innocentes e as músicas,
17:15e parecia que estava falando toda aquela minha vivência.
17:17Moramos, não esqueça, esse é nosso ninho,
17:20quem não ouviu falar do alto José do Pinho?
17:25Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu,
17:28se for discriminar meu lugar, vá tomar no cu,
17:32de cultura muito rica e alienação também,
17:35vadiagem, papudinho, o céu é mais além,
17:38futuro social, as crianças são o caminho,
17:41vale bem ou vale mal, somos do alto José do Pinho.
17:44E punk é muito mais do que a atitude,
17:47ali o som, punk é resistência, ser punk é preto,
17:51uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo,
17:54porque ela é resistência total, e isso é foda.
17:57Não posso ser submissar, porque sou subversiva.
18:04É extremamente importante que estejamos nesses espaços
18:09para incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas,
18:13que elas também podem estar aqui.
18:15Que muitas vezes nós somos subjugadas,
18:20incapacitadas a estarem em determinadas posições,
18:24isso não só no underground, mas em toda a sociedade,
18:28e se eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta.
18:42Quando a gente está tocando, as pessoas pretas que estão ali vendo o show da banda,
18:49o tanto que elas se sentem representadas.
18:52E aquele menino que está ali vendo,
18:54que às vezes não tinha perspectiva,
18:55e fala, cara, eu quero ser igual a esses caras.
18:57Tipo assim, olha o show desses caras,
18:59e isso não tem nada que pague, isso é importante.
19:01A gente sabe da importância e o peso do nosso papel hoje,
19:05como pessoas e como Black Conter.
19:07A parada não é só música, é totalmente social,
19:21é totalmente mudar,
19:23é totalmente passar para a cabeça das pessoas,
19:25que através da cultura, através da arte,
19:27as coisas podem melhorar.
19:29O punk é isso, sempre foi libertador,
19:31sempre foi para criticar o sistema,
19:36uma crítica ao sistema, não tem como ser punk,
19:38não criticar o sistema, sobretudo hoje em dia,
19:40tudo o que a gente tem que ver no Brasil,
19:42e no mundo inteiro, nessa questão do preconceito.
19:46Então, o Black Pantera, como eu já disse,
19:48pelo nome que carrega, não tinha como ficar ali essas questões.
19:52A gente tem uma responsabilidade muito grande,
19:54e até isso reflete através das letras,
19:56das atitudes nos posts, nas redes sociais.
20:06E festivais como o Afropunk,
20:12eles precisam acontecer, para mim,
20:15o mês inteiro, pelo menos, em cada estado aqui do Brasil e lá fora.
20:21Porque a repressão da nossa existência é tão grande,
20:28que a gente precisa gritar o tempo todo que nós somos capazes de fomentar a cultura,
20:34de fomentar a arte.
20:36E o Festival Afropunk é uma ferramenta para ter esse engajamento,
20:43e influenciar outras pessoas a esplanar a sua arte.
20:48.
20:51.
20:58.
21:03.
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