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00:00When we play, the black people are watching the show of the band, the way they feel represented.
00:16And that guy who is watching, sometimes he doesn't have a perspective.
00:19He says, I want to be like these guys.
00:21Like, look at the show of these guys.
00:23And there's nothing to pay, it's important.
00:25And we know the importance and the weight of our role today, as people and as black people.
00:40It's not just music.
00:42It's totally social.
00:44It's totally changing.
00:46It's totally changing.
00:47It's totally changing for people.
00:48That through culture, through art, things can improve.
00:52Punk is that.
00:53Punk is that.
00:54It's always been libertarian.
00:55It's always to criticize the system.
00:59It's always to criticize the system.
01:00It's always to be punk and not to criticize the system.
01:02Especially today, everything that we have to do.
01:05No Brasil, and the whole world.
01:07In this issue of preconceived.
01:09So, Black Pantera, as I already said, by the name of the name,
01:12it didn't have to be linked to these issues.
01:15We have a big responsibility.
01:17And this reflects through the letters, the attitudes, the posts, the social media.
01:22And festivals like Afro Punk, they need to happen, for me, the whole month,
01:40at least in every state of Brazil and outside.
01:43Because the repression of our existence is so big,
01:50that we need to grieve the whole time that we are capable of
01:56to promote culture, to promote art.
01:59And the Afro Punk is a tool to have this engagement
02:05and influence other people to explain their art.
02:11Musical and intellectually.
02:14People live in a community.
02:16And who is black knows about this.
02:17The racism never left.
02:19It always was very clear.
02:21And for me, there's only a way to end this.
02:24That's why we're occupying.
02:25We're occupying.
02:26We're occupying all the spaces.
02:27We're occupying the schools.
02:30We're occupying the faculties.
02:31We're occupying the schools.
02:33We're occupying the schools.
02:34We're occupying the laws.
02:36We're there once again.
02:37Zh Eğer nunca must stand!
02:39Not that it's family,
02:40they have an idea not to fix that.
02:41They have to be alone.
02:43They have to make it that you get by.
02:45They are the hardestangaming way.
02:46They have to be the ladies.
02:49They got to get there,
02:50and be able to manage these laws for구�ange ease.
02:54I think that people pay for,
02:58for evil acts to racism.
03:00As soon as the people start up,
03:03will want to get to the social change back.
03:04Don't be just the hashtag of the moment, the Black Lives Matter
03:10That's ok, it's important only in the post, but in the real life, how is it?
03:14How is your attitude in your day-to-day?
03:17You have to think about it and everything
03:19Because if we don't want to build something better, things will not change
03:23And it will come to everyone
03:25That's it
03:34There is nothing new, it's a silly story
03:40Batman dies for the racist glory
03:42We shield the fear on the internet
03:45There's a fucking Batman to death
03:48Call the police for the...
04:04Cara, o rock, ele sempre teve músicos negros, né?
04:10Desde o começo da década de 50 e tal
04:13Esses músicos eles foram invisibilizados através do tempo, né?
04:19É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas
04:24Apesar de ter as raiz no blues aí, no jazz antigamente, né?
04:29A gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento
04:33O punk, né, cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
04:37Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo
04:41É que foi que a gente começou a ver bandas mistas
04:44Com negros, brancos, mulheres, gays, né?
04:50E todas as etnias misturadas, né?
04:53Diga sim, eu digo não
05:03Antigamente era muito mais música por música
05:07E aquela coisa do anarquismo, né?
05:12Dentro do movimento punk
05:13Lógico que tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude
05:20Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude
05:25Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
05:29Digo, no punk, no metal
05:31O universo assistiu a gente ver essa galera toda aí
05:34E, pô, eu cresci escutando Dead Brains, Living Color
05:39E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter
05:41A gente tinha alguns heróis aí por fora, como Clemente, como Canibal, né?
05:46E alguns outros que apareceram aí
05:48Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Inocentes, a primeira vez
05:52Eu mudei minha visão de vida
05:56Eu mudei minha visão de mundo
05:58Eu mudei minha visão de pessoa, principalmente de política social
06:01Eu via que eu podia ter uma banda
06:03Eu via que eu podia ser um frontman
06:05E eu via que eu podia falar de temas sociais
06:07Como se estivesse falando da minha periferia
06:10Porque eu escutei as entrevistas do Inocentes e as músicas
06:13Parecia que estava falando toda aquela minha vivência
06:16Moramos, não esqueça
06:18Esse é nosso ninho
06:19Quem não ouviu falar no alto José do Pinho?
06:24Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu
06:27Se for discriminar meu lugar
06:29Vá tomar no cu
06:31De cultura muito rica e alienação também
06:34Vadiagem, papudinho, o céu é mais além
06:37Futuro social, as crianças são o caminho
06:39Vale bem ou vale mal
06:41Somos do alto José do Pinho
06:43E punk é muito mais do que a atitude, né?
06:46Ali o som é
06:47Punk é resistência
06:48Ser punk é preto
06:49Uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo
06:53Porque ela é resistência total
06:54E isso é foda
06:55Ele é foda
06:57Não posso ser submissar
06:59Porque sou subversiva
07:01É extremamente importante que estejamos nesses espaços
07:07Para incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas
07:11Que elas também podem estar aqui
07:13Que muitas vezes
07:15Que muitas vezes nós somos subjugadas
07:19Incapacitadas a estar em determinadas posições
07:23Isso não só no underground, mas em toda a sociedade
07:27Em toda a sociedade
07:29Isso eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta
07:33Quando a gente está tocando
07:43As pessoas pretas que estão ali vendo o show da banda
07:49O tanto que elas se sentem representadas
07:51E aquele menino que está ali vendo
07:53Às vezes não tinha perspectiva
07:54Ele fala
07:55Cara, eu quero ser igual a esses caras
07:56Tipo assim
07:57Olha o show desses caras
07:58E isso não tem nada que pague
08:00Isso é importante
08:01A gente sabe da importância
08:03E o peso do nosso papel hoje
08:05Como pessoas e como Black Panther
08:16A parada não é só música
08:17É totalmente social
08:20É totalmente mudar
08:22É totalmente passar para a cabeça das pessoas
08:24Que através da cultura
08:25Através da arte
08:26As coisas podem melhorar
08:28Punk é isso, né?
08:29Sempre foi libertador
08:30Sempre foi, né?
08:32Para criticar o sistema
08:34A crítica ao sistema
08:35Não tem como ser punk
08:37Não criticar o sistema
08:38Sobretudo hoje em dia
08:39Tudo que a gente tem que ver
08:40No Brasil
08:41E no mundo inteiro
08:42Nessa questão do preconceito
08:44Então o Black Panther
08:46Como eu já disse
08:47Pelo nome que carrega
08:48Não tinha como ficar ali
08:50Essas questões, né?
08:51A gente tem
08:52Uma responsabilidade muito grande
08:53E até isso
08:54Reflete através das letras
08:55Das atitudes
08:56Nos posts
08:57Nas redes sociais
08:58E festivais
09:08Como o Afropunk
09:10Eles precisam acontecer
09:13Para mim
09:14O mês inteiro
09:15Pelo menos
09:16Em cada estado
09:17Aqui do Brasil
09:18E lá fora
09:19Porque a repressão
09:22Da nossa existência
09:24É tão grande
09:26Que a gente precisa gritar
09:28O tempo todo
09:29Que nós somos capazes
09:30De fomentar a cultura
09:33De fomentar a arte, né?
09:35E o festival Afropunk
09:36É uma ferramenta
09:38Para ter esse engajamento
09:41E influenciar outras pessoas
09:44A esplanar a sua arte
09:47Musicalmente
09:48Intelectualmente
09:50Quem mora em comunidade
09:52E quem é negro sabe disso
09:53O racismo nunca deixou de existir
09:55E sempre foi muito claro
09:57E eu, pra mim
09:58Só tem uma forma
09:59De a gente acabar com isso
10:00Que é a gente ir ocupando
10:01Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
10:03Ocupando as escolas
10:05Ocupando as faculdades
10:07Ocupando as cadeiras
10:08De as pessoas
10:09Que assinam as leis
10:11Cada vez mais
10:12Para que os nossos
10:13Estejam lá dentro
10:14Para os nossos
10:15Assinarem a caneta
10:16Entendeu?
10:17A gente tem que parar
10:18Só de lavar os carros
10:19Dos caras
10:20Parar só de engraxar
10:21Os sapatos dos caras
10:22Tem que ser os caras, velho
10:24A gente tem que chegar lá
10:25Conseguir chegar lá
10:26E conseguir mudar essas leis
10:28E conseguir também
10:30Que as pessoas paguem
10:31Paguem pelos atos racistas
10:35Acho que é assim
10:37Que a gente consegue
10:38Consegue ter uma mudança social
10:40Falem sobre isso
10:42Não seja só
10:43A hashtag ali
10:44Do momento
10:45O Black Lives Matter
10:46Tá ok
10:47Importa só no post
10:48Mas na vida real
10:49E aí?
10:50Como é que é?
10:51Como é que é a sua atitude
10:52No seu dia a dia?
10:53Você tem que pensar nisso
10:54E tudo
10:55Porque se a gente
10:56Não se desconstruir
10:57Pra construir algo melhor
10:58As coisas não vão mudar
10:59Isso tem que vir
11:00De todo mundo
11:01Que seja
11:02Não sou um
11:04Quem tem a vida
11:05Você tem que ver
11:07Ai você
11:08Administrativo
11:09Tem que ir
11:10Diak
11:19Para o que é bem
11:21Porque
11:23Não paran dingen
11:23A gente
11:24Fundação
11:25Segunda
11:27Angelo
11:28I'll see you next time.
11:58majoritariamente é composto mais por pessoas brancas,
12:01apesar de ter raiz no blues aí, no jazz antigamente, né?
12:06A gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento.
12:10O punk, né, cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
12:13Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo
12:18foi que a gente começou a ver bandas miscas com negros, brancos,
12:23mulheres, gays, né, em todas as etnias misturadas, né?
12:30Diga sim, eu digo não
12:41Antigamente era muito mais música por música
12:44e aquela coisa do anarquismo, né, dentro do movimento punk.
12:50Lógico que a gente tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
12:57Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
13:02Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
13:06Digo, no punk, no metal.
13:08O inverso assistiu a gente ter essa galera toda aí.
13:11E, pô, eu cresci escutando Dead Brains, Living Color.
13:16E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter, a gente tinha alguns heróis aí por fora,
13:20como Clemente, como Canibal, né, e alguns outros que apareceram aí.
13:25Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Innocentes, a primeira vez,
13:29eu mudei meu, eu mudei minha visão de vida, eu mudei minha visão de mundo,
13:35eu mudei minha visão de pessoa e, principalmente, de política social.
13:38Eu via que eu podia ter uma banda, eu via que eu podia ser um frontman
13:42e eu via que eu podia falar de temas sociais como se estivesse falando da minha periferia,
13:47porque eu escutei as entrevistas do Innocentes e as músicas, parecia que estava falando toda aquela minha vivência.
13:53Moramos, não esqueça, esse é nosso ninho.
13:56Quem não ouviu falar no alto José do Pinho?
14:00Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu.
14:03Se for discriminar meu lugar, vá tomar no cu.
14:08De cultura muito rica e alienação também.
14:10Vadiagem, papudinho, o céu é mais além.
14:13Futuro social, as crianças são o caminho.
14:16Vale bem ou vale mal.
14:18Somos do alto José do Pinho.
14:20O punk é muito mais do que a atitude, ali o som.
14:24Punk é resistência.
14:25Ser punk é preto.
14:26Uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo,
14:30porque ela é resistência total e isso é foda.
14:32Não posso ser submissar.
14:36Por que sou submissar?
14:39É extremamente importante que estejamos nesses espaços
14:44para incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas,
14:48que elas também podem estar aqui.
14:50Que muitas vezes nós somos subjugadas, incapacitadas
14:56a estarem em determinadas posições.
14:59Isso não só no underground, mas em toda a sociedade.
15:03Em toda a sociedade.
15:05Em toda a sociedade.
15:06Isso eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta.
15:09Quando a gente está tocando, as pessoas pretas que estão ali
15:23vendo o show da banda, o tanto que elas se sentem representadas.
15:27E aquele menino que está ali vendo, que às vezes não tinha perspectiva
15:31e fala, cara, eu quero ser igual a esses caras.
15:33Tipo assim, olha o show desses caras.
15:35E isso não tem nada que pague, isso é importante.
15:37A gente sabe da importância e o peso do nosso papel hoje
15:41como pessoas e como Black Conter.
15:43A parada não é só música.
15:55É totalmente social.
15:57É totalmente mudar.
15:59É totalmente passar para a cabeça das pessoas
16:01que através da cultura, através da arte, as coisas podem melhorar.
16:05Punk é isso.
16:06Sempre foi libertador.
16:07Sempre foi para criticar o sistema.
16:11A crítica ao sistema.
16:12Não tem como ser punk não criticar o sistema.
16:14Sobretudo hoje em dia com tudo que a gente tem que viver.
16:17No Brasil e no mundo inteiro.
16:19Nessa questão do preconceito.
16:21Então o Black Conter, como eu já disse pelo nome que carrega,
16:24não tinha como ficar ali nessas questões.
16:27A gente tem uma responsabilidade muito grande.
16:30E até isso reflete através das letras, das atitudes,
16:32nos posts, nas redes sociais.
16:34Todo campo não tem um pouco de navio negrero.
16:37Todo campo não tem um pouco de navio negrero.
16:40Todo campo não tem um pouco de navio negrero.
16:44E festivais como o Afropunk, eles precisam acontecer, para mim,
16:50o mês inteiro pelo menos, em cada estado aqui do Brasil e lá fora.
16:55Porque a repressão da nossa existência é tão grande
17:02que a gente precisa gritar o tempo todo que nós somos capazes de fomentar a cultura,
17:09de fomentar a arte.
17:11E o festival Afropunk é uma ferramenta para ter esse engajamento
17:18e influenciar outras pessoas a esplanar a sua arte, musicalmente, intelectualmente.
17:26Quem mora em comunidade e quem é negro sabe disso.
17:30O racismo nunca deixou de existir.
17:32E sempre foi muito claro.
17:33E eu, para mim, só tem uma forma de a gente acabar com isso,
17:36que é a gente ir ocupando.
17:37Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
17:40Ocupando as escolas, ocupando as faculdades,
17:43ocupando as cadeiras das pessoas que assinam as leis.
17:47E cada vez mais fazer com que os nossos estejam lá dentro.
17:51Para os nossos assinarem o encamento, tá entendendo?
17:53A gente tem que parar só de lavar os carros dos caras,
17:56parar só de engraxar os sapatos dos caras.
17:58A gente tem que ser os caras, velho.
18:00A gente tem que chegar lá, conseguir chegar lá e conseguir mudar essas leis.
18:05E conseguir também que as pessoas paguem pelos atos racistas.
18:12Acho que é assim que a gente consegue ter uma mudança social.
18:17Falem sobre isso.
18:19Não seja só a hashtag ali do momento, o Black Lives Matter.
18:23Ok, o que importa é só no post, mas na vida real.
18:26E aí, como é que é?
18:27Como é que é a sua atitude no seu dia a dia?
18:29Você tem que pensar nisso e tudo.
18:31Porque se a gente não se desconstruir para construir algo melhor,
18:34as coisas não vão mudar e isso tem que vir para todo mundo.
18:37Então, sei lá.
18:59O rock sempre teve músicos negros, né?
19:09Desde o seu começo da década de 50 e tal.
19:14Esses músicos, eles foram invisibilizados.
19:19O rock sempre teve músicos negros, né?
19:23Desde o seu começo da década de 50 e tal.
19:26Esses músicos, eles foram invisibilizados através do tempo, né?
19:32É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas.
19:37Apesar de ter as raízes no blues aí, no jazz antigamente, né?
19:42A gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento.
19:46O punk, né cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
19:49Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo
19:54é que foi que a gente começou a ver bandas mistas com negros, brancos, mulheres, gays, né?
20:03E todas as etnias misturadas, né?
20:06Antigamente era muito mais música por música.
20:20E aquela coisa do anarquismo, né? Dentro do movimento punk.
20:27Lógico que tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
20:33Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
20:38Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
20:43Digo, no punk, no metal.
20:45Não já assistiu a gente ter essa galera toda aí.
20:47E, pô, eu cresci escutando Dead Brains, Living Color.
20:52E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter.
20:55A gente tinha alguns heróis aí por fora, como Clemente, como Canibal, né?
20:59E alguns outros que apareceram aí.
21:01Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Inocentes, a primeira vez,
21:06eu mudei minha visão de vida.
21:09Eu mudei minha visão de mundo.
21:11Eu mudei minha visão de pessoa, principalmente de política social.
21:14Eu via que eu podia ter uma banda, eu via que eu podia ser um frontman.
21:18E eu via que eu podia falar de temas sociais como se estivesse falando da minha periferia.
21:23Porque eu escutei as entrevistas do Inocentes e as músicas,
21:26parecia que tá falando toda aquela minha vivência.
21:29Moramos, não esqueça.
21:31Esse é nosso ninho.
21:32Quem não ouviu falar no Alto José do Pinho?
21:37Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu.
21:40Se for discriminar meu lugar, vá tomar no cu.
21:44De cultura muito rica e alienação também.
21:47Vadiagem, papudinho, o céu é mais além.
21:50Futuro social, as crianças são o caminho.
21:53Vale bem ou vale mal, somos do Alto José do Pinho.
21:56O punk é muito mais do que a atitude, né?
21:59Ali o som.
22:00Punk é resistência.
22:01Ser punk é preto.
22:02Uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo,
22:06porque ela é resistência total e isso é foda.
22:08Não posso ser submissar, porque sou subversiva.
22:16É extremamente importante que estejamos nesses espaços
22:21para incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas,
22:25que elas também podem estar aqui.
22:27Que muitas vezes nós somos subjugadas, incapacitadas
22:33a estarem em determinadas posições.
22:36Isso não só no underground, mas em toda a sociedade.
22:40Em toda a sociedade.
22:42Isso eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta.
22:46Quando a gente está tocando, as pessoas pretas que estão ali
23:00vendo o show da banda, o tanto que elas se sentem representadas, né?
23:04E aquele menino que está ali vendo, que às vezes não tinha perspectiva,
23:07e fala, cara, eu quero ser igual a esses caras.
23:09Tipo assim, olha o show desses caras.
23:11E isso não tem nada que pague, isso é importante.
23:13A gente sabe da importância e o peso do nosso papel hoje,
23:27como pessoas e como Black Panther.
23:34A parada não é só música.
23:40É totalmente social.
23:43É totalmente mudar.
23:45É totalmente passar para a cabeça das pessoas
23:47que através da cultura, através da arte,
23:49as coisas podem melhorar.
23:51Punk é isso, né?
23:52Sempre foi libertador.
23:53Sempre foi, né?
23:55Para criticar o sistema.
23:57A crítica ao sistema.
23:59Não tem como ser punk, não criticar o sistema.
24:01Sobretudo hoje em dia.
24:02Tudo que a gente tem que ver no Brasil e no mundo inteiro.
24:06Nessa questão do preconceito.
24:07Então, o Black Panthera, como eu já disse, pelo nome que carrega,
24:11não tinha como ficar ali nessas questões.
24:13A gente tem uma responsabilidade muito grande.
24:16E até isso reflete através das letras, das atitudes,
24:19nos posts, nas redes sociais.
24:21E festivais como o Afropunk, eles precisam acontecer, para mim, o mês inteiro, pelo menos,
24:39em cada estado aqui do Brasil e lá fora.
24:42Porque a repressão da nossa existência é tão grande que a gente precisa gritar o tempo todo
24:52que nós somos capazes de fomentar cultura, de fomentar arte.
24:57E o festival Afropunk é uma ferramenta para ter esse engajamento e influenciar outras pessoas
25:08a esplanar sua arte, musicalmente, intelectualmente.
25:13Quem mora em comunidade e quem é negro sabe disso.
25:16O racismo nunca deixou de existir.
25:18Isso sempre foi muito claro.
25:20E eu, para mim, só tem uma forma de a gente acabar com isso,
25:22que é a gente ir ocupando.
25:24Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
25:26Ocupando as escolas, ocupando as faculdades,
25:30ocupando as cadeiras das pessoas que assinam as leis.
25:34Cada vez mais, para que os nossos estejam lá dentro,
25:37para os nossos assinarem a caneta, tá entendendo?
25:40A gente tem que parar só de lavar os carros dos caras,
25:43parar só de engraxar os sapatos dos caras.
25:45A gente tem que ser os caras, velho.
25:47A gente tem que chegar lá, conseguir chegar lá e conseguir mudar essas leis.
25:52E conseguir também que as pessoas paguem,
25:55paguem pelos atos racistas.
25:58Acho que é assim que a gente consegue,
26:01consegue ter uma mudança social.
26:04Falem sobre isso.
26:05Não seja só a hashtag ali do momento,
26:08Black Lives Matter, tá ok.
26:10Não importa só no post, mas na vida real, e aí?
26:13Como é que é?
26:14Como é que é a sua atitude no seu dia a dia?
26:16Você tem que pensar nisso e tudo.
26:18Porque se a gente não se desconstruir para construir algo melhor,
26:21as coisas não vão mudar.
26:22Isso tem que vir de todo mundo.
26:24É isso aí.
26:26E aí
26:56O rock sempre teve músicos negros, né?
27:09Desde o começo da década de 50 e tal.
27:13Esses músicos foram invisibilizados através do tempo, né?
27:18É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas.
27:23Apesar de ter as raízes no blues aí, no jazz antigamente, né?
27:28A gente não vê realmente os protagonistas à frente do movimento.
27:32O punk, né, cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
27:36Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo
27:41foi que a gente começou a ver bandas mistas com negros, brancos, mulheres, gays, né?
27:49E todas as etnias misturadas, né?
27:52Antigamente era muito mais música por música.
28:06E aquela coisa do anarquismo, né?
28:11Dentro do movimento punk.
28:13Lógico que tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
28:19Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
28:24Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
28:29Digo, no punk, no metal.
28:31O invés de assistir a gente ter essa galera toda aí.
28:34E, pô, eu cresci escutando Bad Brains, Living Color.
28:38E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter.
28:41A gente tinha alguns heróis aí por fora, como Clemente, como Canibal, né?
28:45E alguns outros que apareceram aí.
28:47Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Innocentes, a primeira vez,
28:51eu mudei minha visão de vida.
28:55Eu mudei minha visão de mundo.
28:57Eu mudei minha visão de pessoa, principalmente de política social.
29:00Eu via que eu podia ter uma banda, eu via que eu podia ser um frontman.
29:04E eu via que eu podia falar de temas sociais como se estivesse falando da minha periferia.
29:09Porque eu escutei as entrevistas do Innocentes e as músicas,
29:13parecia que estava falando toda aquela minha vivência.
29:15Moramos, não esqueça, esse é nosso ninho.
29:19Quem não ouviu falar do Alto José do Pinho?
29:23Suburgo de Recife, Zona Norte, Urubu.
29:26Se for discriminar meu lugar, vá tomar no cu.
29:30De cultura muito rica e alienação também.
29:33Vadiagem, papudinho, o céu é mais além.
29:36Futuro social, as crianças são o caminho.
29:39Vale bem ou vale mal, somos do Alto José do Pinho.
29:42E punk é muito mais do que a atitude, ali o som.
29:47Punk é resistência, ser punk é preto.
29:49Uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo,
29:53porque ela é resistência total e isso é foda.
29:55Não posso ser submissar, porque sou subversiva.
30:03É extremamente importante que estejamos nesses espaços
30:07para incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas,
30:12que elas também podem estar aqui.
30:14Porque muitas vezes nós somos subjugadas,
30:18incapacitadas a estarem em determinadas posições.
30:23Isso não só no underground, mas em toda a sociedade.
30:28Em toda a sociedade.
30:29Isso eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta.
30:37Quando a gente está tocando, as pessoas pretas que estão ali
30:46vendo o show da banda, o tanto que elas se sentem representadas, né?
30:51E aquele menino que está ali vendo, que às vezes não tinha perspectiva,
30:54e fala, cara, eu quero ser igual desses caras.
30:56Tipo assim, olha o show desses caras.
30:58E isso não tem nada que pague, isso é importante.
31:00A gente sabe da importância e o peso do nosso papel hoje
31:04como pessoas e como Black Panther.
31:07A parada não é só música.
31:16É totalmente social.
31:19É totalmente mudar.
31:21É totalmente passar para a cabeça das pessoas
31:23que através da cultura, através da arte, as coisas podem melhorar.
31:28Punk é isso, né?
31:29Sempre foi libertador.
31:30Sempre foi para criticar o sistema.
31:34Não tem como ser uma crítica ao sistema.
31:35Não tem como ser punk, não criticar o sistema.
31:37Sobretudo hoje em dia, tudo que a gente tem que ver no Brasil e no mundo inteiro,
31:42nessa questão do preconceito.
31:43Então, o Black Pantera, como eu já disse, pelo nome que carrega,
31:47não tinha como ficar livre a essas questões.
31:50A gente tem uma responsabilidade muito grande.
31:52E até isso reflete através das letras, das atitudes, nos posts, nas redes sociais.
31:57E festivais como o Afropunk, eles precisam acontecer, para mim, o mês inteiro pelo menos, em cada estado aqui do Brasil e lá fora.
32:18Porque a repressão da nossa existência é tão grande que a gente precisa gritar o tempo todo que nós somos capazes de fomentar cultura, de fomentar arte.
32:33E o Festival Afropunk é uma ferramenta para ter esse engajamento e influenciar outras pessoas a esplanar sua arte, musicalmente, intelectualmente.
32:49Quem mora em comunidade, e quem é negro sabe disso, o racismo nunca deixou de existir, sempre foi muito claro.
32:56E eu, para mim, só tem uma forma de a gente acabar com isso, que é a gente ir ocupando.
33:00Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
33:03Ocupando as escolas, ocupando as faculdades, ocupando as cadeiras das pessoas que assinam as leis.
33:10Cada vez mais, para que os nossos estejam lá dentro, para os nossos assinarem a cameta.
33:16A gente tem que parar só de lavar os carros dos caras, parar só de engraxar os safados dos caras.
33:22A gente tem que ser os caras, velho.
33:24A gente tem que chegar lá, conseguir chegar lá e conseguir mudar essas leis.
33:28E conseguir também que as pessoas paguem, paguem pelos atos racistas.
33:35Acho que é assim que a gente consegue, consegue ter uma mudança social.
33:40Falem sobre isso, não seja só a hashtag ali do momento, o Black Lives Matter.
33:46Ok, o que importa é só no post, mas na vida real, e aí, como é que é?
33:50Como é que é a sua atitude no seu dia a dia?
33:53Você tem que pensar nisso e tudo.
33:55Porque se a gente não se desconstruir para construir algo melhor, as coisas não vão mudar.
33:59Isso tem que vir de todo mundo.
34:00Não se desbloque.
34:01O que eu quero chegar até agora?
34:02Como é que é?
34:03O que eu quero chegar aqui?
34:04O que eu quero chegar lá e não me quero chegar lá.
34:05Ai um bom.
34:06Pے a насduro.
34:07E aí, dai!
34:08Ai um bom.
34:09E eu quero chegar lá.
34:10Mas isso é o time, tá?
34:11E aí, por fim.
34:12Aqui.
34:13E aí, você vai chegar lá.
34:14E aí, eu vou chegar lá.
34:15Aqui, como é que tá?
34:16E aí?
34:17E aí.
34:17E aí, eu vou chegar lá.
34:19A gente não vai chegar lá.
34:20E aí, eu vou chegar lá, eu vou chegar lá.
34:23E aí, eu vou chegar lá.
34:24Call the police!
34:55É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas.
35:00Apesar de ter as raízes no blues, no jazz antigamente,
35:05a gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento.
35:09O punk foi que trouxe essa visibilidade de novo.
35:13Então a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo
35:17foi que a gente começou a ver bandas mistas com negros,
35:21brancos, mulheres, gays e todas as etnias misturadas.
35:40Antigamente era muito mais música por música.
35:43E aquela coisa do anarquismo dentro do movimento punk.
35:49Lógico que a gente tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
35:56Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
36:01Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
36:05Digo, no punk, no metal.
36:07O universo assistiu a gente ter essa galera toda aí.
36:10E, pô, eu cresci escutando Bad Brains, Living Color.
36:15E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de ter.
36:17A gente tinha alguns heróis aí por fora, como Clemente, como Canibal, né?
36:22E alguns outros que apareceram aí.
36:24Quando eu vi uma entrevista do Clemente, da banda Inocentes, a primeira vez, eu mudei minha visão de vida.
36:32Eu mudei minha visão de mundo.
36:34Eu mudei minha visão de pessoa e, principalmente, de política social.
36:37Eu via que eu podia ter uma banda, eu via que eu podia ser um frontman.
36:41E eu via que eu podia falar de temas sociais como se estivesse falando da minha periferia.
36:46Porque eu escutei as entrevistas do Inocentes e as músicas, parecia que tava falando toda aquela minha vivência.
36:52Moramos, não esqueça. Esse é nosso ninho.
36:55Quem não ouviu falar no alto José do Pinho?
36:58Subulho de Recife, Zona Norte, Urubu.
37:02Se for discriminar meu lugar, vá tomar no cu.
37:07De cultura muito rica e alienação também.
37:10Vadiagem pra pudim, o céu é mais além.
37:13Futuro social, as crianças são o caminho.
37:16Vale bem ou vale mal, somos do alto José do Pinho.
37:19Punk é muito mais do que atitude, né?
37:22Ali o som. Punk é resistência. Ser punk é preto.
37:25Uma mãe preta sozinha é mais punk do que todo mundo, porque ela é resistência total.
37:30E isso é foda.
37:32Não posso ser submissar, porque sou subversiva!
37:39É extremamente importante que estejamos nesses espaços
37:44pra incentivar outras mulheres, outras pessoas pretas, que elas também podem estar aqui.
37:50Que muitas vezes nós somos subjugadas, incapacitadas a estarem em determinadas posições.
37:59Isso não só no underground, mas em toda a sociedade.
38:03Em toda a sociedade.
38:05Isso eu falo quanto mulher, quanto pessoa preta.
38:09Quando a gente tá tocando, as pessoas pretas que estão ali vendo o show da banda, o tanto que elas se sentem representadas, né?
38:27E aquele menino que tá ali vendo, que às vezes não tinha perspectiva, ele fala
38:31Cara, eu quero ser igual a esses caras.
38:32Tipo assim, olha o show desses caras.
38:34E isso não tem nada que pague, isso é importante.
38:36A gente sabe da importância e o peso do nosso papel hoje como pessoas e como Black Panther.
38:42A parada não é só música.
38:53É totalmente social.
38:56É totalmente mudar.
38:58É totalmente passar pra cabeça das pessoas que através da cultura, através da arte, as coisas podem melhorar.
39:04Punk é isso, né?
39:05Sempre foi libertador.
39:07Sempre foi, né, pra criticar o sistema, a crítica ao sistema.
39:12Não tem como ser punk, não criticar o sistema.
39:14Sobretudo hoje em dia com tudo que a gente tem vivido.
39:16No Brasil e no mundo inteiro, nessa questão do preconceito.
39:20Então, o Black Panthera, como eu já disse, pelo nome que carrega, não tinha como ficar livre a essas questões, né?
39:27A gente tem uma responsabilidade muito grande.
39:29E até isso reflete através das letras, das atitudes, nos posts, nas redes sociais.
39:34Todo campurão tem um pouco de navio negrero.
39:39Todo campurão tem um pouco de navio negrero.
39:44E festivais como o Afropunk, eles precisam acontecer, pra mim, o mês inteiro, pelo menos.
39:52Em cada estado aqui do Brasil e lá fora.
39:55Porque a repressão da nossa existência é tão grande que a gente precisa gritar o tempo todo que nós somos capazes de fomentar cultura, de fomentar arte, né?
40:11E o festival Afropunk é uma ferramenta pra ter esse engajamento e influenciar outras pessoas a esplanar sua arte, musicalmente, intelectualmente.
40:26Quem mora em comunidade, e quem é negro sabe disso, o racismo nunca deixou de existir, sempre foi muito claro.
40:33E eu, pra mim, só tem uma forma de a gente acabar com isso, que é a gente ir ocupando.
40:37Ocupando todos os espaços, tá entendendo?
40:39Ocupando as escolas, ocupando as faculdades, ocupando as cadeiras das pessoas que assinam as leis.
40:47Cada vez mais básico que os nossos estejam lá dentro.
40:50Pra os nossos assinarem a caneta, tá entendendo?
40:53A gente tem que parar só de lavar os carros dos caras, parar só de engraxar os safados dos caras.
40:58A gente tem que ser os caras, velho.
41:00A gente tem que chegar lá, conseguir chegar lá e conseguir mudar essas leis.
41:04E conseguir também que as pessoas paguem, paguem pelos dados racistas.
41:11Acho que é assim que a gente consegue ter uma mudança social.
41:17Falem sobre isso, não seja só a hashtag ali do momento, o Black Lives Matter.
41:22Ok, importa só no post, mas na vida real, e aí, como é que é?
41:26Como é que é a sua atitude no seu dia a dia?
41:29Você tem que pensar nisso e tudo.
41:31Porque se a gente não se desconstruir pra construir algo melhor, as coisas não vão mudar.
41:35E isso tem que vir pra todo mundo.
41:37É isso aí.
42:01Cara, o rock sempre teve músicos negros, desde o começo da década de 50 e tal.
42:10Esses músicos foram invisibilizados através do tempo, né?
42:11É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas, apesar de ter as raízes no blues aí, no jazz.
42:16Antigamente, né?
42:17Mas a gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento.
42:20O punk, né, cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
42:21O punk, né, cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
42:25Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo é que foi a que a gente começou a fazer com o punk.
42:32É um estilo que majoritariamente é composto mais por pessoas brancas, apesar de ter as raízes no blues aí, no jazz antigamente, né?
42:41Mas a gente não vê realmente tantos protagonistas à frente do movimento.
42:45O punk, né, cara, foi que trouxe essa visibilidade de novo, né?
42:50Então, a nossa identificação com o punk na periferia de São Paulo é que foi a que a gente começou a ver bandas mistas com negros, brancos, mulheres, gays, né?
43:03E todas as etnias misturadas, né?
43:15Antigamente era muito mais música por música e aquela coisa do anarquismo, né? Dentro do movimento punk.
43:26Lógico que tinha muitos negros, mas não tinha uma coisa tão direcionada à negritude.
43:33Era direcionada ao punk, era direcionada à música, era direcionada à atitude.
43:38Realmente era a falta de ter a galera mais preta mesmo na música, né?
43:42Digo, no punk, no metal.
43:45Interessante assistir a gente ver essa galera toda aí.
43:47E, pô, eu cresci escutando Dead Brains, Living Color.
43:52E, pô, aqui no Brasil era muito difícil de...
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