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00:00The Nubank is building, with you and with Salvador, a story of impact, innovation and new opportunities.
00:17This story is called Nulep.
00:20A space for black talent to develop their power.
00:23And there is a case here in Rio Vermelho.
00:28Salvador, licença, estamos chegando para construir isso juntos.
00:32Porque se o sistema não faz mais sentido, a gente muda o sistema.
00:50É isso mesmo, minha gente.
00:52O Afropunk Bahia finalmente desembarcou em Salvador, apesar dos sinais e evidências que a gente já vinha fazendo desde 2020.
01:02Mas agora, com tudo que a gente passou nesse último ano, é tão bom a gente se encontrar no Afropunk Bahia.
01:10E o Afropunk está chegando para honrar o legado da galera que veio antes e também dos que estão aqui.
01:16Porque é importante construir o futuro olhando sim para o retrovisor da história.
01:22Isso é honrar o legado.
01:24E a gente está falando de honrar o legado sendo o primeiro festival de celebração de trajetórias e protagonismos afroindígenas no Brasil.
01:33E a parte massa mesmo é porque o Afropunk Bahia não está sozinho.
01:38Então, junto com o Nubank, vamos exaltar essas memórias, criar um lugar de afeto, de autonomia, de poder.
01:46E eu convoco vocês para a gente fazer isso coletivamente.
01:49Beleza?
01:50Porque não dá para fazer sozinho não, minha gente.
01:53Sozinho é horrível, não existe.
01:55Nenhuma revolução, nenhuma celebração dá para ser sozinho.
01:59Beleza?
02:00Então, Afropunk Bahia junto com o Nubank, nesses talks todos aqui que a gente vai viver nesses dias.
02:07E também tem um festival, né?
02:09Vai ter muita música, vai ter Mano Brau, Duquesa, Lué de Luna, Tássia Reis.
02:14Uma galera incrível, que eu estou até nervosa para participar.
02:17E mais nervosa ainda porque eu vou mediar esse painel.
02:20E eu sou Monique Evely, tá?
02:21Sou de Salvador, eu sou Nordeste duas vezes, porque eu nasci no bairro também chamado Nordeste de Amaralina.
02:28E para a gente começar a não ficar aqui falando muito, vamos trazer uma galera incrível para esse primeiro painel, tá?
02:35A gente vai falar sobre protagonismos das nossas novas histórias.
02:41Novas, porque a gente precisa reforçar uma galera que está chegando.
02:45Uma galera que pegou o bastão e consegue continuar passando o bastão.
02:50Só que os convidados aqui, estamos falando de gerações diferentes, então temos o quê?
02:54Pessoas que são jovens há mais tempo e pessoas que são jovens há menos tempo, tá bom?
02:59Então vamos falar sobre o nosso tamanho, assumir a nossa grandeza, a nossa abundância, contando as nossas histórias em primeira pessoa do singular, em primeira pessoa do plural.
03:10Eu estou falando aqui de Arturo Nunes para essa primeira conversa, que é CMO do Nubank.
03:16CMO, minha gente, é diretor geral, diretor global de marketing do Nubank.
03:21Não tenho nem roupa para esse momento.
03:23Tem também a Joana Mendes, que é diretora de criação da RGA e também presidenta da Chapa Preta no Clube de Criação.
03:31E Monique Lemos, minha xará com esse nome maravilhoso, que também vai participar aqui da nossa primeira conversa, que é pesquisadora e CEO da empresa Topográficas.
03:41Então pode chegar, minha gente, para eu não ficar aqui sozinha, falando sozinha, entendeu?
03:48Oi, Monique.
03:49Já estou na tela.
03:50Você falou jovem por mais tempo, adorei.
03:53Jovem por mais tempo.
03:54Adorei.
03:55Você é jovem por mais tempo.
03:56Adorei.
03:57Eu sou...
03:58Maravilhoso.
03:59Vai, entendeu?
04:00Maravilhoso, adorei.
04:01É isso.
04:02E para a gente começar, é importante que as pessoas saibam quem são vocês.
04:07Então, quando eu falei de primeira pessoa, então, em primeira pessoa, se apresentem.
04:11Por favor, vamos começar aqui com o Arturo.
04:13Vamos lá.
04:14E é importante falar que cada um está em um lugar do mundo aqui, gente.
04:17Porque a diáspora é assim.
04:18Neste exato momento, eu estou em Nova York.
04:20Artur está em Miami.
04:22Monique Lemos está em Moreré, na Bahia.
04:24Joana está em São Paulo.
04:25E é assim que funciona.
04:26Você está em algum lugar do mundo assistindo a gente.
04:29Então, Arturo, se apresentem.
04:31É isso.
04:32Beleza, beleza.
04:33Eu peço desculpa, meu português é vira-lata.
04:36Mas dá para entender.
04:37Vou falar em inglês.
04:39Tudo bem.
04:40Eu sou Arturo Nunes.
04:41Eu sou o CMO do Nubank.
04:43Muito feliz de estar aqui.
04:44Muito feliz de estar aqui.
04:45Muito feliz de estar aqui.
04:46Eu sempre esperava que eu terminaria na palestra, rapindo.
04:48Mas não funcionava assim.
04:50Tudo bem.
04:51Eu ainda estou aqui.
04:52E é isso que importa.
04:53Estou muito emocionado estar aqui com essas pessoas bonitas.
04:55E ter uma conversa muito importante.
04:57Obrigada pela convite.
04:58E é sempre bom ver você, Monique.
05:00Obrigada pela convite.
05:01Eu sou o CMO do Nubank.
05:02Tudo bem.
05:03Estou muito feliz de estar aqui com vocês.
05:05Imaginaria estar cantando no palco.
05:07Mas não vai ser possível.
05:08Mas estou muito feliz aqui de estar com toda essa galera muito linda.
05:12Ai, maravilha.
05:13E você, Joana?
05:14Quem é Joana?
05:15Quem é Joana?
05:16Joana na fila do pão.
05:18Joana...
05:19Joana Mendes, como Monique me ensinou.
05:23Joana é atual presidente do clube de criação, que a gente venceu graças à chapa preta.
05:29Sou rondoniense, sou LGBTQIA+.
05:32Sou também diretora de criação em uma agência de publicidade.
05:38E estou escrevendo um livro infantil, que vai sair ano que vem.
05:42Uma série também, deve sair em breve.
05:44Mas eu sou um monte de coisa e estou aqui com vocês para esse momento tão lindo de tanta gente que eu gosto.
05:52Então, eu sou isso tudo e a gente vai conversando aí para descobrir um pouco mais.
05:57Ai, maravilha. Monique, por favor, você.
06:01Oi, gente. Obrigada pelo convite.
06:04Eu sou fundadora e CEO da Topográficas, uma consultoria de pesquisa, estratégia e criação para narrativas de novos futuros.
06:13Pesquisadora, antropóloga, estrategista e produtora por muitos anos.
06:18Absolutamente curiosa e todo dia investindo num futuro melhor.
06:24E muito feliz de estar com todo mundo aqui.
06:26Muito prazer. Bora lá.
06:28Ai, vou me apresentar também. Eu já falei que eu sou de Salvador, né?
06:31Então, assim, eu trabalho aí com comunicação e tecnologia há um tempo.
06:36E hoje eu me dedico em dois lugares, dizemos assim, né?
06:40A Inventivos, que é uma plataforma de formação de novos empreendedores.
06:44E ao Nubank, que eu estou como consultora de inovação.
06:47Então, assim, juntar Afropunk e Nubank, eu nem sei minha reação direito.
06:52Porque como é que o maior festival de cultura negra do mundo se junta a uma instituição como o Nubank,
06:59que também tem a grandiosidade para impactar o mundo, assim?
07:02Então, eu estou muito feliz estando nesses dois lugares incríveis.
07:07E, Monique, você trouxe um ponto, assim, de pensar futuros e tudo mais.
07:12Mas quem é Monique além do trabalho?
07:15Porque a gente precisa começar a entender que, assim, somos pretos e pretas,
07:20mas também gostamos de festa, gostamos de celebrar, temos nossas cores favoritas.
07:26Então, como é que você se apresentaria para além do trabalho?
07:30São tantas coisas.
07:32Acho que uma pessoa completamente complexa, muito apaixonada por viagem,
07:36apaixonada por gente, por etnografia, por carnaval, por funk.
07:41Nubank, mas acho que tem um lugar...
07:45Eu me apaixono de verdade pelas pessoas.
07:48Eu me interesso muito pelo que as toca, pelo que as afeta.
07:51E acho que para além do trabalho é o que mais me emociona, é o que eu mais busco
07:56e eu acho que é o que mais me potencializa em quem eu sou,
07:59tanto no sentido pessoal quanto no sentido profissional.
08:02Então, eu sou uma pessoa incorrigivelmente curiosa
08:05e incorrigivelmente emocionada e apaixonada por gente e pelo mundo.
08:10É anotado.
08:12E que bom que a gente já se conhece, entendeu?
08:14Porque essa amizade tem que continuar.
08:15Também gosto de tudo isso, tá bom?
08:18Arturo, além do crachá, o que Arturo, pessoa física, gosta, é, quer?
08:26Arturo Nunez.
08:27Eu sou do Cubo e Venezuelan imigrantes.
08:39Proud birthplace de Harlem, New York.
08:43Proud to be from New York City, e especificamente Harlem,
08:47que, para mim, é um dos grandes cultural icons de Black culture
08:50na América, na U.S.
08:52Então, muito emocionada para ser de Harlem.
08:55E eu sou um lover de cultura.
08:57Eu sou um lover de travel.
08:59Eu tenho um pequeno hobbies.
09:01Eu tenho um restaurante em Los Angeles.
09:03É um restaurante mexicano.
09:04Eu tenho um clube aqui em Miami.
09:06A lounge.
09:07É um listening room.
09:08Eu tenho 10,000 pieces de vinyl, porque eu sou amado com música.
09:12E nós hostes pessoas cada noite.
09:15E nós hostes pessoas que amam muita música.
09:18E isso é uma das minhas grandes passões na minha vida.
09:21É a busca da música, entre muitas outras coisas.
09:24Mas nós temos tudo isso em música e cultura.
09:27Essa foi uma pergunta muito interessante.
09:30Eu gostei bastante.
09:32Então, eu vou me apresentar de novo.
09:34Meu nome é Arturo Nunez.
09:35Sou apaixonado por música, cultura.
09:38Sou filho de pais venezuelanos e cubanos.
09:42Então, tem a música muito latente em mim.
09:45Gosto muito de frequentar bares e lugares que tem rumio.
09:49E essa cultura também.
09:50Eu sou muito apaixonada por isso.
09:52Joana, com você não seria diferente.
09:55Eu também quero te ouvir.
09:56O mundo também precisa te ouvir.
09:57Bom, eu acho interessante como as histórias são meio conectadas de alguma forma.
10:02Eu amo gente também.
10:04Eu amo ouvir gente.
10:05Eu amo conversar com gente.
10:06Eu amo muito, assim.
10:08E gosto de todas as coisas que envolvem as expressões.
10:14Então, gosto muito de cantar.
10:16Gosto muito de tocar violão.
10:18Gosto muito de escrever.
10:21Então, como eu disse, eu estou escrevendo um livro infantil e uma série.
10:25E gosto muito de aprender novas coisas.
10:31Aprender novos idiomas.
10:32Falo quatro línguas.
10:34E minha mãe fez doutorado na Venezuela.
10:36Os pais do Arthur são venezuelanos.
10:38Minha mãe fez doutorado na Venezuela.
10:40E sou filha dessa mãe.
10:42Neta de uma entregada doméstica.
10:44E neta de sitiante para o lado do meu pai.
10:47Costumo dizer que a minha família é uma grande diáspora.
10:49Que todo mundo é de um lugar diferente.
10:52Assim como nós, estamos em lugares diferentes também.
10:55E em fusos diferentes.
10:57Então, essa sou eu, basicamente.
11:00Três gatos.
11:02E tentando ser cada vez mais curiosa.
11:07E cada vez mais ouvindo as pessoas ao meu redor.
11:10Maravilha.
11:11Eu vou voltar para você, Arturo.
11:13Porque eu fico pensando...
11:15Principalmente minha geração.
11:17Assim, né?
11:18A gente quer chegar nesse lugar.
11:19E eu nunca sei o que é lá.
11:20O topo.
11:21Ser o melhor.
11:22Ser o maior.
11:23Não sei o que é isso direito.
11:25Até eu fico confusa quando as pessoas me abordam.
11:27Falo, nossa, você chegou lá.
11:28E eu falo, não.
11:29Lá é onde?
11:30Pede para cada pessoa, assim.
11:35Mas olhar você...
11:36E eu já publiquei isso em vários lugares.
11:38Eu te digo isso sempre.
11:39Porque eu sempre quis trabalhar com você.
11:41E agora a gente trabalha juntos.
11:44Mas como?
11:45Assim, questão de jornada.
11:46Como é que a gente se prepara inclusive mentalmente.
11:49Pensando em pessoas pretas.
11:51Para alcançar lugares, assim, de decisão e de poder.
11:55Eu amo.
11:56Eu amo.
11:57É puxado.
11:58Eu amo.
11:59Então, igual parte a few things.
12:02Eu amo.
12:03Eu amo.
12:04Eu amo.
12:05Eu amo.
12:06Eu amo.
12:07Eu amo.
12:08Eu amo.
12:09Eu amo.
12:10Eu amo.
12:11Eu amo.
12:12Eu amo.
12:13Eu amo.
12:14Eu amo.
12:15Eu amo.
12:16Eu amo.
12:17Eu amo.
12:18Eu amo.
12:19Eu amo.
12:20Eu amo.
12:21Eu amo.
12:22Eu amo.
12:23Eu amo.
12:24Eu amo.
12:26Eu amo.
12:27Eu amo.
12:28Eu amo.
12:29Eu amo.
12:30Eu amo.
12:31Eu amo.
12:32Eu amo.
12:33Eu amo.
12:34Eu amo.
12:35Eu amo.
12:36Eu amo.
12:37Eu amo.
12:38Eu amo.
12:41Eu amo.
12:42yet. In many ways, I feel the same way. I feel like I haven't even started yet. I still have
12:47so many things that I still want to do. I don't feel like I've accomplished a ton. And I know
12:52that my journey has been an interesting one and a diverse one. I've done a lot of things
12:56in many people's eyes, but I have so much further to go as a human being in developing myself to
13:03my true potential that I don't feel like you ever get there. I think getting there is a mistake.
13:09There is no there. I think happiness in life has to do with always having something else
13:14to look forward to. And so I had the privilege of meeting Quincy Jones, an 85-year-old Quincy
13:21Jones, who told me he still had 100 projects he's working on. He's a guy who spent 70
13:26years defining music for our generation. 70 years, still got projects going on. It's incredible.
13:33I think that, in summary, there isn't a line of reach. I think that we have to do it. I think that we
13:46motivate me to understand that I have many projects to do in my life. I haven't reached
13:51there yet. And I had the privilege of meeting Quincy Jones and asking him what was the project that he had,
13:58what was the secret of his. And he, with 70 years of working on music, he had to say that he has
14:05hundreds of projects to do. So, this motivates me to understand that our
14:10path is constant and we still have much to do and much to do and much to reach our goals.
14:17And it's good you bring this place, even because it's a obligation.
14:22Not, Joana. You, being presidenta of the Black Chapa Preta, of the creation club,
14:29histórico, just that in 2021, you know, it seemed like it was before that it didn't
14:35happen in the history of the human being and the publicist brasilee. I want to hear you
14:39also in this place, please.
14:41It was histórico. It was histórico. And I think it was...
14:45Like Arturo said, I think it's hard to understand this place and get there, at the same time that I think
14:51we need to congratulate ourselves for doing this in a country where the most part of the population
14:58is black, but the most part of the population also is black. So, I think that we also need to celebrate our
15:06achievements, our getting there. And I think that people have different journeys and different places.
15:12And to get there, it's different for each one of us. It was a historical conquest. We gained
15:19relatively, with a relatively big advantage. I am the first black woman to be president of the
15:25creation club, which is one of the most important institutions in the history of the
15:29publicity. So, to be the first is always difficult, always pesado, but someone needs to be, right?
15:36Someone needs to be the pioneer of this story. So, I'm the only one. But with a lot of people together,
15:45it's a collective process. So, when we get there together, as you were saying, Monique,
15:50at the beginning, when we get there together, it's more delicious, right? When we get there together,
15:54it's more cool. So, it's histórico, it's crazy. I don't know if I could say a word, but it's a collective
16:06word. And it's like it should work, right? The word learning and listening are two verbs.
16:13Verbo means a song. So, you're also aging when you're learning and listening. It's not just talking and
16:21doing. So, it's something for you to remember. Monique, as you were also like, you came there,
16:26you were the CEO of Topographic, you were the curator of Afropunk, you definitely came there.
16:33How do you deal with the externals and the auto-cobbing?
16:39It's a therapy here, right?
16:41It's very difficult. I think there's something that I say just for people next, and I think it's important to
16:49frisar here too, I never imagined dona of a company. And it's very difficult to be
16:54me appropriating this place. And I think the most essential thing for me to get here,
17:01I don't know where it is, but to get here, it's just me appropriating this movement, it's
17:07me permitir to be where I am and where I am and where I need to be. Of course, this is
17:13a part bonita da história. A parte chata foi, eu nunca coube nos lugares, nos espaços brancos,
17:20enquanto estrategista, enquanto pesquisadora, enquanto antropóloga, até mesmo produtora,
17:25que eu fui por muitos anos. Eu simplesmente não cabia, eu simplesmente não era interessante
17:28para as empresas, até que eu tive que ter a minha empresa, eu tive que construir o meu espaço.
17:34E acho que o que tem sido essencial agora é entender que eu posso ser minha própria referência. E isso é um
17:41aprendizado muito grande, é um processo muito difícil de construir essa autoestima, de construir esses
17:47espaços de... vou dizer autoridade, talvez, mas de me apropriar de quem eu sou, do que eu faço, do que eu
17:55acredito, de defender que a topográfica realmente precisa existir, que a pesquisa pode ter outros rumos,
18:02outros pontos de referência, que a estratégia não é só uma coisa, um pensamento branco que vem de um
18:09lugar de design, porque eles construíram, existem outras estratégias dos olhares, e eu acho que o meu
18:17chegar lá é seguir o mais longe que eu puder nessa crença, permitindo que mais pessoas possam ser a
18:25referência, mais pessoas como nós, mais pessoas pretas, se permitam construir os próprios espaços.
18:32Quem vê close e não vê corre, não é assim que a juventude fala? Quem vê close está aqui no
18:39afropunk dançando e esquece do corre. Então eu fico pensando assim, quais foram os seus corres para chegar aqui hoje e estar conversando com a gente no afropunk?
18:51Compartilhe um pouquinho. Claro, não precisa abrir sua vida, mas só para as pessoas entenderem a dimensão e também a importância de reconhecer jornadas e processos diferentes.
19:01Sim. Eu venho de um lugar querendo ou não privilegiado, enquanto preta, tive muito diálogo, muito estrutura familiar, pais muito queridos, muito parceiros,
19:11uma mãe filósofa, jornalista preta incrível, mas toda uma autoexigência, autocrítica para níveis muito violentos, e aí eu acho que a minha maior dificuldade,
19:23minha maior corre foi superar essa violência, sair desse lugar de me violentar para construir os espaços. Então, enquanto produtora, eu fui produtora muito nova de cinema,
19:34publicidade, coisas assim, e eu não tinha referência, nunca tinha feito, eu meti o louco, fui aprender, assim, e querendo ou não, a produção é um espaço de serviço, né,
19:46e aí quando você é uma preta jovem numa posição de serviço, numa bolha muito elitista e pequena, que é o cinema,
19:56foram um conjunto de violências, e aí eu fui aprendendo toda uma série, fui assumindo, aceitando, achando que era uma regra absorver diversas violências no mercado de trabalho,
20:09e acho que a parte mais difícil do corre é você entender que não precisa ser assim, e tentar sair disso, né, porque não é uma estrutura oferecida para pessoas como a gente,
20:21para corpos negros, você ter espaços que te livram de opressão e de violência, então, acho que o meu maior corre foi conseguir construir uma estrutura fora disso, tem sido, é um corre ainda.
20:33No total, eu imagino, tá, meu processo aqui de autoestima, às vezes a autoestima está lá em cima, outro dia está menos 100, menos 200, falei, onde foi parar, gente?
20:44Estava indo tão bem, tão bem, cadê a autoestima? Volta aqui. E eu quero falar isso com o Arturo também, assim, pensando na masculinidade negra, né, os homens negros, assim,
20:54a gente tem várias discussões no Brasil, Estados Unidos, pelo mundo, enquanto essa masculinidade negra, que sim, foi afetada e afetada todos os dias, enquanto homens negros,
21:02a gente não pode perder mais, homens negros, e como é que a gente constrói a autoestima no meio de tanta violência?
21:08Como é que você mantém essa chama acesa, inclusive para contagiar positivamente pessoas mais jovens, Arturo?
21:15É uma pergunta maravilhosa, obrigado por essa pergunta.
21:17Você sabe, os sistemas que vivemos no mundo ocidental não foram designados para nós, não foram designados para nós succeder, certo?
21:26Então, você tem um mundo que está dizendo que, não importa o que você faz, você não é bom, você não merece,
21:32você não tem lugar, você não tem um lugar, você não tem um lugar, você não tem um lugar aqui, e então você está fighting que cada dia.
21:37Você sabe, eu já liado um study a dia, que estava falando sobre post-COVID,
21:42pessoas indo para ir para o meu office e a lota de Black pessoas estão dizendo que não queriam ir para o meu office.
21:47Você sabe por quê?
21:48Isso é onde o racismo é.
21:50É difícil de lidar com a estrutura de racismo na Zoom, certo?
21:54O sistema, muitas vezes, onde os isms existam, racismo, sexismo, certo?
22:00Isso existe em relação entre os seus trabalhos, não em um lugar.
22:05Então, às vezes, você pode fazer alguns coisas que são muito ruins via Zoom, certo?
22:11Mas, em geral, não ter as suas interações reduz o número de racismo que as pessoas estão em um lugar,
22:17o número de sexismo que as pessoas estão em um lugar.
22:19Então, às vezes, não estão olhando para ir para o lugar para o lugar, porque é onde o ism é.
22:24E aí, em um lugar de conforto de sua casa, você não tem que lidar com os seus problemas.
22:28Mas, em um lugar onde você está sempre sendo told que você não é bom, ou que você não é bom,
22:33ou que você não é bem, ou que você não é bem,
22:34é tão importante para ter role modelos, como os dois de vocês são,
22:39naquela hora de falar, role modelos,
22:42que pessoas que podem olhar para e dizer,
22:43wow, que é o que eu quero fazer, que é o que eu quero fazer,
22:45que é o que eu quero fazer, que é o que eu quero fazer em um mundo, certo?
22:48Nós somos o nosso ancestro's wildest dreams,
22:51nunca em seus wildest dreams que eles imaginam,
22:54nos e o que nós estamos fazendo hoje.
22:56E nós temos que construir um novo novo generation de pessoas que,
23:00em face de ser contado,
23:03no, você não tem que ser,
23:04nós dizemos, nós temos que ser,
23:05nós temos que ser, nós temos que ser,
23:07nós temos que ser, nós temos que ser,
23:08nós temos que ser, nós temos que ser,
23:10nós temos que ser respeitados,
23:11como nós temos que ser,
23:12porque nós temos que ser educados,
23:14e talentoso e experientes,
23:15como as pessoas que estão competindo.
23:17Essa é a nova geração que nós temos que construir.
23:45Essa é a nova geração de autoestima,
23:47de entender que nós somos bons o bastante,
23:49talentosos e capazes de poder estar ali
23:52e poder bater de frente com isso, né?
23:55Então, nós aqui,
23:57vocês duas que estão aqui também,
23:59somos modelos para pessoas que estão assistindo a gente aqui agora,
24:03e somos o sonho mais maluco dos nossos ancestrais.
24:07Então, ninguém imaginaria que a gente poderia estar aqui hoje
24:11fazendo o que a gente está fazendo, né?
24:13Então, a nossa injeção vem de ver outros modelos também,
24:17do que fazem e o que a gente admira.
24:19Joana, quais são os seus mecanismos aí
24:23para blindar a autossabotagem?
24:25Você entrou numa disputa aí
24:27da publicidade super racista e ganhou com o seu time.
24:32Chapa preta.
24:33Estava lá na torcida compartilhando,
24:35mandando para todo mundo.
24:36Mas como é que blinda essa autossabotagem?
24:39Eu não acredito em síndrome do impostor.
24:45Eu acredito que esse é um mecanismo que a gente já passa tantas vezes, né?
24:51As pessoas já falam tanto que a gente é errado para o lugar que a gente está
24:55e que a gente muitas vezes é uma coisa que não vem nem de mim, na real, né?
24:59É uma coisa que é introjetada em mim quando a gente fala de pessoas diferentes.
25:05Então, claro que eu me autossaboto em vários momentos, assim, mas são anos de terapia
25:11para tentar não acontecer ou entender porque que aconteceu.
25:17E a chapa ganhou porque, como eu disse, foi um coletivo, né?
25:24Essa força do coletivo que quando um está para baixo, o outro fala, não, mas você é muito boa.
25:28Então, para mim também é esse lugar de ter sempre alguém falando, não, mas você é muito boa.
25:33Você vai conseguir. Então, para mim, a gente dá uma blindada nessa autossabotagem também.
25:38Ouvindo gente que gosta da gente, né?
25:40Ouvindo gente que acha que a gente é boa.
25:42Ouvindo gente que fala, porra, vai lá que você vai conseguir.
25:46Então, essa foi uma das maneiras que eu usei para blindar isso com uma equipe incrível.
25:54A equipe preta foda que estava aí e está, né?
26:00Que a chapa agora é diretoria.
26:01Que estava e está aí junto para a gente não deixar a peteca cair.
26:06E se cair, tudo bem.
26:08Entender que caiu e daqui a pouco a gente levanta.
26:11É um aquilombamento.
26:13Esse Afropunk já era bom sozinho com o Nubank e agora já era.
26:17Entendeu, minha gente?
26:18Agora não tem jeito.
26:19Foguete não tem ré.
26:21Entendeu?
26:22Então, agora é para cima, para frente.
26:24Vamos todo mundo juntos.
26:25A parte boa é que ninguém está sozinho.
26:27Entendeu?
26:28Essa é a melhor parte.
26:29Então, assim, conta sua tribo.
26:30Vem para o Afropunk junto com o Nubank.
26:33Continue aqui na conversa porque não acabou não, viu, minha gente?
26:36Então, Monique, compartilhe as estruturas que foram essenciais
26:42para você chegar até aqui.
26:44Por que eu estou falando de estrutura?
26:45A gente já sabe que uma estrutura da sociedade é perversa.
26:48Mas, com certeza, você encontrou pessoas, ferramentas aí no meio do caminho
26:52e conseguiu aproveitar isso.
26:54E, às vezes, quando aparece a oportunidade na nossa frente,
26:57essa auto-sabotagem, quando eu pergunto para a Joana,
27:01é mais forte a ponto de a gente ignorar a possibilidade
27:05de continuar em movimento.
27:07Então, assim, compartilha isso.
27:08O que não te fez paralisar?
27:10Bom, primeiro de tudo, encontrar pessoas tipo você no caminho.
27:15Mas acho que uma coisa muito importante foi voltar para a minha história
27:22e entender, e aí vou expandir para a nossa história de pessoas pretas,
27:26e entender que muito do que a gente recebe não é nomeado como afeto
27:29e é estruturalmente afeto.
27:31E entender que...
27:35E renomear essas coisas, sabe?
27:37Voltar ali atrás e falar, putz, aquilo ali não era cobrança, era afeto.
27:41E acho que retomar todas essas linguagens, sabe?
27:45Reescrever literalmente o passado, assim,
27:47e falar, putz, aquilo que eu recebia da minha avó
27:49era muito um afago, eram lembretes muito importantes de como seguir,
27:55desde, sei lá, não tomar chuva até vai viajar, vai estudar, sabe?
28:01Assim, que parece só jogado, mas é muito estrutural também.
28:05Então, fui recuperando essas coisas do caminho e isso foi muito estrutural,
28:08muito essencial para mim entender que eu não estava sozinha,
28:13que tinha gente comigo, aprender a ouvir também é muito importante, né?
28:17Eu falei, minha trajetória foi de uma certa violência mesmo no mercado de trabalho,
28:23foi muito difícil, eu larguei a produção porque em algum momento realmente estava insustentável
28:29numa questão de saúde mental e saúde mesmo, saúde física.
28:34E foi porque eu entendi que eu não precisava passar por aquilo,
28:38que eu não estava cabendo ali.
28:40E aí, começar a entender quais são as redes que me colocam nesse lugar,
28:44onde eu passo a caber para além de um currículo e sendo quem eu sou literalmente.
28:49Então, a estrutura foi romper com essas camadas e criar estruturas financeiras,
28:55materiais, mentais, físicas, de ir estruturando isso pouco a pouco.
29:01De falar, tá, agora eu tenho uma estrutura, eu consigo sair daqui
29:04e estrategicamente fui montando o meu caminho
29:07para romper com esses lugares de opressão e de ser diminuída
29:15e de ser constantemente, como é que eu vou dizer,
29:20constantemente julgada, constantemente inferiorizada, né?
29:24E aí, a minha estrutura é toda hora me lembrar que eu posso, que eu sou capaz,
29:31que eu tenho muitos como eu muito capazes.
29:36É entender que a gente, não que a gente é parte de uma outra lógica,
29:40mas que a nossa lógica cabe tanto quanto essa e que a gente precisa, assim, disputar.
29:45E a gente precisa construir o nosso jogo também, né? E estabelecer ele.
29:49Então, toda vez que eu sinto uma dúvida quando eu tô fazendo algum trabalho
29:52ou quando eu vou vender alguma coisa, porque é difícil também, né?
29:56Eu sinto e falo, legal, eu posso. Então, toda hora eu vou ali me reforçando e eu acho que essa abertura,
30:09essa permissão, esse lugar cuidadoso comigo de entender quais portas eu tô preparada para entrar,
30:18ou para fechar, ou para abrir, tem sido estruturas muito potentes.
30:25E é possível, Monique, protagonizar nossas novas histórias apenas no lugar da dor e do sofrimento?
30:34Não. Não, e a gente aqui trabalha muito para que não seja.
30:40Acho que esse lugar de recuperar tudo que era afeto e tudo que era de renomear essas coisas todas que eu aprendi, né?
30:48De outras formas ou como lugares menores e de violência.
30:55Recuperar isso já é contar uma nova história para mim, né?
30:59Qual é a história que eu quero contar sobre mim e para mim?
31:03Esse lugar é muito potente, né? Como é que eu transformo isso em sofrimento?
31:08Como é que eu vou dizer que a vida inteira minha mãe trançando minha cabeça não era afeto?
31:13Por que a gente não aprende que isso é afeto? Não é só uma trancinha bonitinha, exótica.
31:18É absoluto afeto, é cuidar da cabeça.
31:21Então, ir parando e recuperando todos esses lugares e todas essas camadas de...
31:28Eu estou falando de afeto, mas de poder, de instrução, de aprendizado, de um zilhão de coisas, autonomia mesmo.
31:37Minha avó era muito para frente, por exemplo.
31:39Ela falava, cara, não vai namorar não, vai estudar, vai se formar, vai ser sozinha no mundo, vai viajar.
31:45Então, a gente precisa acessar essas outras histórias, precisa se apropriar delas e precisa começar a escrever elas com mais certeza, se apropriando, se permitindo.
31:59E qual foi o momento, Arturo, da sua virada de chave para escrever sua própria história?
32:05Tinha quantos anos? Teve alguma situação assim que foi...
32:08É isso, gente? É isso que eu quero fazer do mundo? Fazer para e com o mundo?
32:14Sim, meu primeiro experience...
32:16Eu era 16 anos.
32:17Eu era 16 anos.
32:18Eu era 16 anos.
32:19A friend de mim invited me to a meeting of this organization called En-Roads.
32:23En-Roads took kids from minority communities, disadvantaged backgrounds, into opportunities in corporate America.
32:31Like, gave them estagiários, internships in corporate America.
32:35E eu went to this meeting, and for the first time ever, I saw an Afro-Latino man in a business suit.
32:41First time ever.
32:42And I saw that guy and I said, I don't know what he does, but whatever it is, that's what I want to do.
32:48That's what I want to do.
32:49That's what I want to be.
32:50I knew that I wanted to be a business person.
32:52That day, I made a decision.
32:53I wanted to be a business person, because the way that that guy looked was something that I hadn't seen before.
32:58And he was speaking with authority, with great passion, and very bright and smart to these very powerful people, these corporate people.
33:06I said, I want to do that.
33:07And that changed my life.
33:08At 16 years old, my life was changed forever, because I met this guy.
33:12I met this guy.
33:13That's why I think it's so important to be able to see success so you can be success, so you have something to model it after, right?
33:20So you have to see it to be it.
33:22And so that very meeting changed my life.
33:25I joined the organization, and the rest is history.
33:2835 years later, working for some of the biggest companies in the world, all over the world.
33:33I'm blessed to be able to do the work that I do.
33:36But also, you know, the thing about owning it, about owning your place in the situation, learning that failure is your friend, right?
33:46Everybody, when they first did something, sucked at it, no matter what it was.
33:50Kobe Bryant was a terrible basketball player the first time he touched the basketball, right?
33:54Robert Smith was a terrible businessman when he made his first business deal, and today he's a black billionaire, right?
34:01You know, Will Smith, when he told his first joke, was a terrible comedian, right?
34:07Failure is your friend, right?
34:09So you have to ingest these failures and not say that you're a failure.
34:12No, you failed at something.
34:14And only with time and effort can you get better at that thing, right?
34:17And we get better and better and better.
34:19So it starts with seeing something to be it, see it to be it.
34:23Then it's the belief in self.
34:25And then it's accepting and embracing failure as your friend that nurtures your success.
34:31My first experience was about 16 years ago, when a friend invited me to this meeting.
34:38It was a company that was contrating new staffers.
34:42And it was there that I saw the first Afro-Latino in a social outfit,
34:46talking to people of the corporate community.
34:50And it inspired me.
34:51So, as I already said, the first thing is to see the model,
34:55for you to be able to believe that you are able to do it.
35:00And also believe and accept that your success is your success.
35:06So, you can be bad or fail in something in first place,
35:11but it's what will continue to be motivated you to do it and to do it.
35:17I think that I think that 16 is a number that I need to play in the lottery,
35:21because it's not possible.
35:23My first impression and recognition as a woman preta in the world was to look at the mirror.
35:32I always was a black girl, I always looked and knew, point.
35:36There was no doubt.
35:38But what to do with that also came to 16 years old.
35:41And very much in the school.
35:44Not because I recognized a person and said,
35:47that's cool, I can be.
35:48Not.
35:49It was because of a negative issue.
35:51But in this specific case, in my case,
35:54the racism didn't paralyzed me.
35:57It moved me to create my first organization,
36:00which was the social disaster.
36:01And continue in movement until today.
36:03We know that in many situations,
36:05it paralyzes more than movement.
36:07And then I ask for you, Joana,
36:09you could have desisted, yes,
36:11from the public sector and communication,
36:13because it's perverso.
36:14What made you continue?
36:16It's perverso.
36:18I came two times,
36:19because it's perverso,
36:21because it's difficult.
36:22But I think that I have continued,
36:24at the first time,
36:26with a ceguina.
36:28I didn't understand
36:30because it was a bad market for me.
36:33And I didn't understand that
36:35at that moment,
36:36that it was a gajo extremely
36:37embranquecido.
36:38And that's why I couldn't move forward.
36:40So I couldn't move forward.
36:41So I thought
36:42that my brilliant head
36:43should be moving forward.
36:45So...
36:47And how I saw those white men
36:49who were, like,
36:50in the same position
36:51of me,
36:52moving forward.
36:53many times,
36:54they were not so good.
36:55So...
36:56I left.
36:57And I came back.
36:58And now,
37:00the last time I came back,
37:02I came back,
37:03because I was doing freelance,
37:04and so on.
37:05I can't even know
37:06about Monique Eve.
37:07And I came back
37:09to an opportunity
37:11in the direction of creation.
37:14And then I became
37:15the second director of creation
37:17in the history of Brazil,
37:18and the first,
37:19after 20 years.
37:20So...
37:23That's what I made me back.
37:24I think also
37:25with this look
37:26of opening doors
37:27and opening space
37:28for other people.
37:30And so that people
37:31could see
37:32that I,
37:33being a woman
37:34rondoniense,
37:35LGBTQIA,
37:36black,
37:37could be there.
37:38Maybe,
37:39maybe,
37:40maybe,
37:41maybe,
37:42maybe,
37:43maybe,
37:44maybe,
37:45maybe,
37:46maybe,
37:47that possibility.
37:48I think
37:49these spaces,
37:50not all spaces
37:51are for us,
37:52really.
37:53I think
37:54that we need to
37:55guard in some moments
37:56and understand
37:57that there are other spaces
37:58that are.
37:59And that's why I came back
38:00and came back
38:01and I'm here,
38:02with this apostasy,
38:03that this space
38:05is a little less
38:06perverse,
38:07as you were saying.
38:08And fracas
38:09is relative,
38:10right?
38:11Because there are so many
38:12external pressures
38:13that I thought
38:15that if I change
38:16of course,
38:17for those who don't know,
38:18I did
38:19engineering
38:20ambiental,
38:21I did
38:22college,
38:23I did
38:24engineering
38:25because they said
38:26that I was good
38:27in exatas.
38:28this was just
38:29that I had
38:3016 years
38:31in engineering
38:32ambiental.
38:33I was thinking
38:34that I would be
38:35procuradora-geral
38:36of the Republic.
38:37Then,
38:38I found out
38:39that the Brazil
38:40has such a corruption
38:41that the president
38:42has to choose
38:43who will be
38:44the procuradora-geral
38:45of the Republic.
38:46I said,
38:47I'm a black woman,
38:48I'm going to another
38:49course.
38:50I went to the
38:51Bacharel Interdisciplinar
38:52in Humanidades
38:53in the Federal
38:54of Bahia.
38:55At the time,
38:56people said,
38:57you're very intelligent.
38:58If you were
38:59for this course,
39:00you're going to fail.
39:01Because it was new.
39:02So,
39:03new assustes.
39:04The different assustes.
39:05And people don't want
39:06to embark on the different.
39:07It's better
39:08to continue
39:09engineering,
39:10right,
39:11medicine,
39:12than a new course.
39:13I risked.
39:14I'm here.
39:15I'm really happy.
39:16It's all right here.
39:17For me,
39:18my perspective of the world.
39:20And it's that, Monique,
39:21you also did
39:22social sciences.
39:23You're a
39:24consumer.
39:25And there's
39:26these noise of the choice
39:27of what to do you do
39:28in your life,
39:29thinking about academia.
39:30How are people
39:31listening to us?
39:32They can trust them
39:33themselves
39:34to be able to continue
39:35without any noise
39:37external noise.
39:38Because,
39:39sometimes,
39:40we hear
39:41advice
39:42or
39:43critique
39:44constrictive
39:45of a guy who never
39:47built nothing.
39:48How do you
39:49filter
39:50to not
39:51let this
39:52be a place
39:53of your
39:54movement
39:55in the world?
39:56Because you're
39:57important.
39:58But how do you
39:59stop?
40:00I think there's
40:01something important
40:02that I learned
40:03that I just
40:04admire you.
40:05I just
40:06admire you.
40:07I just
40:08admire you.
40:09who I admire you.
40:10Because I know
40:11they are
40:12sometimes
40:13more generous
40:14than I
40:15want to see
40:16grow.
40:17They are looking
40:18for places
40:19that I don't
40:20look at.
40:21So, I
40:22absorb this
40:23learn
40:24to
40:25learn
40:26to
40:27learn
40:28the
40:29people
40:30who are
40:31not
40:32humble.
40:33and
40:35we
40:36have to
40:37diminish
40:38and
40:39we
40:40see
40:41people
40:42who
40:43are
40:44generous
40:45with me.
40:46They
40:47tell me
40:48they
40:50have
40:51a new
40:52story
40:53with me.
40:54But it's
40:55very difficult to
40:56get into
40:57different places.
40:58It's a
40:59very complex
41:00place.
41:01but
41:03it's
41:04a
41:05lot of
41:07research
41:08and
41:09consumption.
41:10It's a
41:11constant
41:12non-lugar.
41:13It's a
41:14constant
41:15conquista
41:16of
41:17languages.
41:18I think
41:19that
41:20something
41:21important
41:22to me
41:23was
41:24also
41:25to
41:26not
41:27go
41:28to
41:29the
41:30day
41:31day
41:34how
41:35I
41:36understand
41:37who I am
41:38who I am
41:39who I am
41:40I am
41:41not just
41:42to
41:44struggle
41:45and
41:46how
41:47I
41:48don't
41:50know
41:51who I am
41:52who I am
41:53who I am
41:54who I am
41:55who I am
41:56who I am
41:57good
41:58and
41:59a way to build a body is understanding that we access other languages and that they are equally,
42:05if not more, more powerful. So, the feeling as a way, the intuition, all this ancestral history
42:15that we have, you know, other philosophies, other ways of being and being and being in the world,
42:22all this can be a lot, and then I think there are saberes that only I know, and only my people know.
42:30So, we, together, we are very powerful to build these new bodies, these new languages.
42:37So, I think that these are also very powerful structures.
42:41You told me, I'm remembering a lot of things in my life, my people.
42:46If you leave, I open my heart here.
42:49And I remember a phrase that you once said, Arturo.
42:52Seja você de propósito.
42:56Seja você de propósito.
42:58Acorde todo dia pensando nisso.
43:00And every day I wake up, okay?
43:02I wake up and say, I will be you de propósito mesmo.
43:05I will be Monique Evelyn mesmo.
43:07You are here.
43:08What is this?
43:09What is the ritual?
43:10How do you get to this ritual?
43:11I love it.
43:12I love it.
43:13Thank you for remembering that.
43:15Thank you for remembering that.
43:16It's really amazing.
43:17I believe that everyone is here for a specific purpose.
43:20I believe that you can only be yourself because everyone else is taken.
43:24You can't be anybody else.
43:26And I think it's important to not let people put you in a box and define who you can be.
43:32And that's why I love when you started this.
43:34Who are you, you know, aside from the caixa, the carnet, the business card.
43:40Who are you really as a human being, right?
43:43And people, the society will try to put you in a box.
43:47But think about this for a second.
43:49What if they had told Jamie Foxx that he was just a comedian?
43:53What if they had told Will Smith that he was just a rapper?
43:56What if they told Quincy Jones he was just a trumpet player?
43:59Then what would the world have been missing today, right?
44:03But those guys didn't accept any limitations.
44:05They weren't allowing anyone to put them in a box.
44:08And so today, even me as a business person, I have a lot of things that I'm passionate about.
44:13Oh, Arturo, you're just a marketing guy.
44:15I know marketing is something that I've done very effectively for a very long time for a lot of different companies.
44:21But you know what? Today, I own a restaurant and I own a bar and I own some apps and I own a wine company.
44:27I do a bunch of things that I have no business doing according to society because it starts with my belief in me.
44:34And what I was put here to do, I believe that I'm put here to do something.
44:37All of those things have one thing in common.
44:39They have our culture in common.
44:41Black and Hispanic culture.
44:43And I was here to manifest that.
44:45To bring people together.
44:47To experience and enjoy our Black and Hispanic culture.
44:50To have pride in our Black and Hispanic culture.
44:53And that's why I'm here.
44:54So I can't be put in a box.
44:56It's not possible for me anymore.
44:57Just like those people will try to put you in a box.
45:01You have to resist that.
45:02Right?
45:03You have the potential to be anything that you want to be.
45:05Every day, when you wake up, you get to write the next chapter of your book.
45:09Every single day.
45:10And if you don't like the last chapter, you can change it.
45:13You have that right.
45:15Every day is the day one.
45:18And there is something that is.
45:21How do we even propose ourselves, every day?
45:22Every day we are the best of ourselves, Naturo?
45:28Because there are times that are difficult, right?
45:30There are times that we don't want to even go out of bed.
45:32How do we do it?
45:33How do we do it?
45:34How do we do it?
45:35How do we do it?
45:36How do we do it?
45:37And how do we do it?
45:38So that's how I ask.
45:39pensando no racismo e tudo o que a gente sabe, sexismo, xenofobia,
45:44como é que isso não interfere naquilo que a gente quer criar?
45:49Sabe, nesse lugar do acordar e fazer.
45:51Nesse lugar de acordar e fazer o melhor.
45:53Nesse lugar de acordar e fazer o melhor, sendo o melhor dentro do nosso contexto também.
45:58Como é que faz?
46:00Listen, my days are not perfect.
46:03My days are not perfect.
46:04Some days I get up with no energy whatsoever.
46:07No energy whatsoever, I don't want to do anything.
46:09I don't want to be anyone.
46:11Some days I wake up, I don't want to be a role model.
46:13I don't want to be a leader.
46:15I don't want to be the boss.
46:17I don't want to lead people.
46:17I don't want to do any of that stuff.
46:19But you say to yourself, you think to yourself about your potential.
46:22And I think that, you know, the biggest, the saddest thing that can happen to you in your life
46:29is not meeting your potential.
46:31And so sometimes despite the lack of energy, despite the setbacks, despite the failures,
46:37despite society telling you you're not good enough, despite not being rewarded when you're
46:42watching other people.
46:43You know how many times, Monique, I've sat in a room and I've said, with a bunch of people,
46:48right?
46:48I sat in a room and I said, you know, I have an idea.
46:51Maybe we should make it blue.
46:52And I was completely ignored.
46:56And 15 minutes later, I watched someone else in the same room say, hey, you know what?
47:01What if it's blue?
47:01And people go, that's amazing.
47:03That's genius.
47:04Incredible.
47:04I love that.
47:05And it makes you think you're going crazy.
47:08You're like, wait a minute.
47:09I know I just said that.
47:11I know I just said that 10 minutes ago.
47:14How is this possible, right?
47:16So you deal with these setbacks.
47:17You deal with these challenges.
47:18You deal with these isms.
47:20But you get up the next day because you believe in yourself.
47:23And by the way, you get up the next day because it's too important for generations to come.
47:27It's too important for my kids who are watching me to see me succeed, for me to stay in bed.
47:34And so don't get me wrong.
47:35Every day is not great.
47:36Every day is not perfect.
47:37But I keep getting up when I'm knocked down because it's too important to those people
47:42that come behind us to be able to see us succeed.
47:46Too important to let them down.
47:47Nem todo dia é perfeito, óbvio.
47:51Mas é importante para mim construir um caminho, pavimentar o caminho para as pessoas que
47:56vêm depois de mim, principalmente para os meus filhos que estão me assistindo, ser
48:02um sucesso.
48:04Mas entender também os nossos altos e baixos é super importante para poder manter o equilíbrio
48:09também e poder ser um sucesso de fato.
48:13Entender que a gente é humano e respeitar os nossos limites.
48:17Eu tenho um sócio meu, Lucas Santana, que ele fala que constante antes de ser consistente,
48:27consistente antes de ser excelente, excelente antes de ser referência.
48:35É porque a nossa ansiedade faz com que a gente já queira nascer referência.
48:39Tipo, não, tem que ser referência.
48:40Referência em quê, gente?
48:41Calma, construa.
48:43É uma jornada.
48:45As pessoas que conseguiram hoje começaram de algum jeito, mesmo com tantas dificuldades.
48:50Eu tive, Monique contou, Arturo está contando, Joana também.
48:55E eu quero ouvir isso de você, Joana.
48:57Todo dia é o dia 1.
48:59Como é que você começa a jogar de novo?
49:01Como é que eu começo a jogar de novo?
49:02Eu acredito muito, falando em jogar, que nós mulheres deveríamos jogar mais esportes coletivos, né?
49:09De basquete, que eu fundei e joguei durante muito tempo.
49:12Então, quando a gente joga um jogo com outras pessoas, um jogo coletivo, um jogo que você perde,
49:23eu acho que aí a gente aprende a jogar.
49:24Aí, a gente vê o que é um jogo, né?
49:30Tipo, ah, puta, eu dei o melhor de mim, mas hoje não rolou.
49:35Alguém deu também o melhor de si.
49:38Então, para mim, é continuar jogando.
49:41Continuar jogando, continuar jogando.
49:43Porque, como você estava falando aí antes,
49:46quanto mais a gente joga, melhor a gente fica nesse jogo.
49:49Quanto mais a gente pratica, melhor a gente fica.
49:52Então, eu acredito também muito no lugar de um constante aprendizagem.
50:03Como eu diria a música?
50:05De um constante aprendizado.
50:07A gente está aprendendo o tempo inteiro.
50:11Porque é isso que faz a gente ser quem a gente é.
50:16Então, cada dia um é um dia importante,
50:19mas o dia 100 também é um dia importante.
50:22Do que o dia um, o dia 200 também é importante.
50:26E o dia até de falar, não quero jogar.
50:29Né? Não estou afim.
50:30Esse jogo não me contempla, não estou afim de jogar esse jogo.
50:33Esse jogo não é para mim.
50:35Vou jogar handebol, vou jogar outra coisa.
50:37Porque, né?
50:38Se Monique tivesse continuado, por exemplo,
50:41em direito, não estaria aqui.
50:42Então, eu acho que muitas vezes é aprender a jogar, está bom.
50:49Mas se você acha que esse jogo não é para você.
50:51Tudo bem, tem muitos jogos aí que são para a gente.
50:54Nenhuma narrativa é única.
50:56Nenhuma história é única.
50:58E a gente pode se espelhar em um monte de exemplos
51:00que a gente tem por aqui, perto da gente,
51:02para a gente ver como é que estão jogando esses jogos.
51:05Eu quero adicionar uma coisa.
51:07Eu quero adicionar uma coisa.
51:09Kobe Bryant disse algo que realmente impactou mim.
51:13Ele disse para mim em conversa,
51:14ele disse,
51:15Arturo, a jornada é a gift.
51:18A jornada é a gift.
51:21E eu disse, o que você quer dizer?
51:22Ele disse,
51:23eu não estou jogando basketball para campeões de campeões,
51:26ou para ganhar o MVP,
51:28ou para ser o campeão,
51:30ou para ser o melhor.
51:31Eu get the privilege of playing basketball for my life.
51:35That's what I do for a living.
51:36The journey is the gift.
51:38I get it every day,
51:40and I get to do this thing that I really love to do,
51:42which is play basketball.
51:44And I give kids this example.
51:46I say, listen,
51:46if I told you that I could magically transport you today
51:52to the top of Mount Everest
51:54for three minutes,
51:56just long enough for you to get the selfie,
51:58and then you'd be back where you are today,
52:00would you do it?
52:03Oh, the journey is the gift.
52:06The amazing part about going to Mount Everest is
52:08the planning, the training,
52:10getting ready, the insecurity,
52:12can I make it?
52:13The fear, the backpack,
52:15the carrying it,
52:16the cold, the climate,
52:17the levels.
52:18That's the journey, that's the gift.
52:20That's the gift.
52:21The top is two seconds.
52:23The top is two seconds.
52:24People get to the top.
52:25Two seconds.
52:26They take a picture,
52:26they come down.
52:27That's it.
52:28It's not the top.
52:29It's the journey,
52:31the getting there.
52:32That's the gift.
52:34If I told you,
52:35hey, you know what,
52:35without doing any work whatsoever,
52:37you could be the greatest basketball player
52:39that ever lived
52:40and get a trophy today,
52:43that wouldn't be any fun.
52:45The journey is the gift.
52:47I had to work at this.
52:48I had to get better than other people.
52:50I had to compete.
52:51I had to lose.
52:52I had to get hurt.
52:53I had to recover.
52:54That's the gift.
52:55In life,
52:57the journey is the gift.
52:59We get to do this.
53:01We get to be human.
53:02We get to do this.
53:03We get to fail.
53:04We get to succeed.
53:05We get to try.
53:06We get to type different things.
53:07Monique,
53:07you change course
53:08how many times in your life?
53:10You get to try.
53:11That's it.
53:11That's the journey.
53:12That's the beautiful part.
53:13That's the gift.
53:14It's not getting there.
53:16Back to your original comment.
53:17There is no there.
53:19There is no there.
53:21There's a journey.
53:21And you try to make that journey
53:23as beautiful as you can.
53:25And you try to make that journey
53:26usable for someone else
53:28to learn from.
53:30You try to help people
53:31along the path of your journey.
53:33That's what it's all about.
53:35How do you help people
53:36along their journey
53:37while you're going through yours?
53:40That's the gift.
53:42Depois dessa produção,
53:44podem ser Heissetalks.
53:47Não tenho mais o que falar.
53:49Até aqui,
53:50Joana se emociona,
53:52Monique fica assim.
53:53Eu não sei o que falar.
53:54Não tenho mais o que mediar.
53:56Mas eu lembro de você
53:57falando isso,
53:57assim,
53:58da jornada.
53:59Uma amiga,
54:00que sim, gente,
54:00tem uma amiga que trabalha
54:01com Beyoncé e Jay-Z.
54:02É um negócio meio estranho,
54:03assim,
54:03pra mim,
54:04inclusive.
54:05Mas ela falou que antes,
54:07em toda a preparação
54:09que Beyoncé estava fazendo
54:11pro Coachella,
54:13e na hora da oração,
54:14ela falou,
54:15vamos agradecer,
54:16porque todos nós aqui
54:17temos a oportunidade
54:18de fazer.
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