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O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP) enviou ofícios ao Ministério Publico de São Paulo (MPSP) e ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) pedindo informações sobre possíveis rombos em fundos de Previdência de cidades do Estado de São Paulo que fizeram aplicações no Banco Master. Segundo o parlamentar, “municípios paulistas aplicaram cerca de R$ 218 milhões nesses títulos”, que “após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, ficaram indisponíveis, gerando risco de perdas financeiras relevantes”. Para Fiorilo, a movimentação “pode afetar o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores municipais e pressionar as finanças das prefeituras, que são legalmente responsáveis por cobrir eventuais insuficiências dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS)”. Alan Ghani analisou.

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Transcrição
00:00Vamos agora falar do deputado estadual de São Paulo, Paulo Fiorillo, que pediu informações ao Ministério Público sobre, e ao Tribunal de Contas do Estado, aqui, sobre possíveis rombos em fundos de previdência que investiram no Banco Master.
00:12A apuração da nossa Beatriz Manfredini, que vai trazer os detalhes pra gente agora. Conta aí, minha amiga, o que você levantou?
00:17Olha, o que o deputado estadual do PT quer entender, Evandro, é como que fica a situação e como tá a fiscalização desses títulos em que prefeituras de São Paulo investiram e que vão ter que arcar depois da liquidação pelo Banco Central do Banco Master.
00:38Foram várias prefeituras aqui do Estado de São Paulo que investiram na previdência do Banco Master.
00:44São títulos ligados às chamadas letras financeiras, que é exatamente um título que não tem nenhuma cobertura do fundo garantidor de crédito.
00:52O que isso quer dizer? Na prática, quer dizer que com a liquidação, se esses saldos, então, não voltarem pras prefeituras, elas mesmas terão que arcar, então, com esse rombo, com esse problema.
01:05Essa foi uma decisão, inclusive, do governo federal.
01:09Então, o deputado acionou o Ministério Público de São Paulo e o Tribunal de Contas do Estado pra saber como é que tá a fiscalização nesse sentido.
01:15Porque ele diz que rombos, então, como esse, são mais de 200 milhões de reais, de acordo com o levantamento do parlamentar investidos por municípios do Estado nesse tipo de fundo,
01:26podem pressionar as previdências das cidades, resultando, por exemplo, no não pagamento de servidores aposentados e pensionistas e também pressionar o caixa das prefeituras,
01:39que já são, então, caixas menores e mais comprometidos.
01:42A gente preparou uma arte, inclusive, pra vocês entenderem os valores, né, do que a gente tá falando, do tamanho do rombo pra algumas cidades.
01:48Por exemplo, a gente tem a cidade de São Roque, que investiu nesse tipo de fundo 93 milhões de reais.
01:56Depois, Cajamar, 87 milhões, 29 milhões pra Araras, 7 milhões pra Santo Antônio de Posse e Santa Rita do Oeste, 2 milhões de reais.
02:08Nesses ofícios, portanto, o deputado Paulo Fiorillo do PT pede pro Ministério Público e pro TSE explicarem o seguinte,
02:15se tem procedimentos, inquéritos ou ações em andamento sobre o caso, se está sendo analisada a conduta de gestores, conselhos e outros responsáveis nesse sentido,
02:26e se tem também uma apuração, uma investigação sobre a participação de consultorias, assessores financeiros ou intermediários,
02:34inclusive quanto a conflitos de interesses, por exemplo.
02:38Além disso, ele quer saber também se já foi feita uma avaliação do prejuízo que essas cidades podem ter no total.
02:45A gente deu alguns exemplos, mas o rombo pode ser muito maior.
02:49Agora, aguardamos a resposta, então, do Ministério Público.
02:52Conversei com o deputado Paulo Fiorillo, ele disse que o caso do Banco Master é um caso gravíssimo
02:57e que as autoridades, então, precisam prestar atenção a isso.
03:01A gente tá de olho por aqui também, Evandro.
03:03Obrigado, Beatriz Manfredini.
03:04Inclusive, essa informação e apuração trazida pela Beatriz Manfredini agora no nosso Jornal da Manhã
03:08está disponível também no nosso site, jovempan.com.br.
03:12Aqui o nomezinho dela, ó.
03:13Por Beatriz Manfredini.
03:15Caso Master.
03:15Deputado do PT aciona Ministério Público sobre rombos em previdências aqui de cidades do Estado de São Paulo
03:22por conta dos investimentos que fizeram e que talvez agora não consigam recuperar
03:26de acordo com a situação que acontece em relação às fraudes apontadas no Banco Master.
03:31Eu quero também aproveitar e chamar o nosso Alan Gani, que vai analisar e nos fazer entender
03:36por que esses rombos se tornariam tão gigantescos.
03:39Pode entrar, Gani?
03:40E nós conseguiríamos colocar as cidades que, neste caso, entram nessa apuração.
03:44Temos aqui... não, essas aqui são as tarifas Estados Unidos, Coreia do Sul.
03:48Já já nós vamos falar disso.
03:49Agora nós vamos colocar os municípios que entram nessa conta.
03:53São Roque, aqui próximo da capital, R$ 93 milhões.
03:57Cajamar, R$ 87.
03:59Araras, R$ 29 milhões.
04:01Santo Antônio de Posse, R$ 7 milhões.
04:03Gente, Santa Rita do Oeste é a minha cidade, onde eu nasci.
04:09Minha mãe e meu pai moram lá, inclusive.
04:11Eita!
04:12R$ 2 milhões.
04:13Inclusive, quando aconteceu essa divulgação, eu entrei em contato com a prefeitura de Santa
04:17Rita do Oeste, que disseram... e os secretários envolvidos nessa história me disseram que
04:22todos os valores foram sendo arrancados aos poucos, resgatados aos poucos, quando eles
04:26perceberam que a crise no Banco Master começou.
04:29De qualquer forma, a cidade continua nessa lista porque houve um investimento e eles querem
04:34entender de que maneira que esses investimentos foram conduzidos, embora o prefeito da cidade
04:37disse que não agiu de maneira irregular.
04:40Mas agora são casos todos que nós vamos acompanhar.
04:43Alangani, por que o prejuízo e o rombo é tão grande?
04:46Exatamente porque existe um limite no Fundo Garantidor de Crédito que não atenderia
04:51ao investimento feito por essas cidades?
04:53Nesse caso, é ainda pior.
04:56Pelo seguinte, são investimentos em letras financeiras.
05:01Letras financeiras não têm garantia do FGC.
05:04Então, entra a garantia do FGC, LCI, LCA, CDB, poupança, dinheiro parado na conta corrente.
05:13Mas a letra financeira, justamente porque também tem uma remuneração maior, não entra
05:18a garantia do FGC.
05:19Portanto, isso é prejuízo.
05:21E mesmo que entrasse, vamos lembrar, a garantia do FGC é até 250 mil reais.
05:26Ou seja, não é nada perto de 93 milhões de reais.
05:29E o que a gente precisa ressaltar nessa história?
05:31Nós estamos falando de valores milionários que essas cidades investiram?
05:35Dinheiro que nada mais é do que nosso.
05:39Exatamente, né?
05:40Quem é que vai acabar pagando essa conta?
05:43É a gente de novo, né?
05:45Quer dizer, é o próprio tesouro, só que o tesouro somos nós.
05:48Os mesmos de sempre, igual você costuma dizer, né, Gani?
05:50É a mesma turma de sempre.
05:52A mesma turma de sempre que tomou o prejuízo é a mesma turma de sempre que vai pagar,
05:56que é a audiência que nos assiste, que é a gente aqui.
05:58Valeu, meu amigo.
05:59Até.
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