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DiversãoTranscrição
00:00A CIDADE NO BRASIL
00:30A CIDADE NO BRASIL
01:00Não grite comigo, não sou seu empregado
01:16Isso é um caso de polícia
01:19Eu quero os fuzileiros, não. Vai, chamem a cavalaria!
01:22Chamou?
01:34Dá um pouquinho.
01:36É você, então, que tá me chamando, não é?
01:40Estou lhe chamando, mas quando você entrou, fiquei pasmo e só uma frase me vem à cabeça.
01:46Poxa, que coxa!
01:49Magda, você não sabe o que aconteceu.
01:52Aquele carcamano italiano ali da esquina da banca de jornal estava usando o meu paletó.
01:57Provavelmente você estava botando as manguinhas de fora com a esposa dele.
02:00Você não entendeu, Magda.
02:02O italiano estava maculando o meu paletó caríssimo.
02:05Meu Deus do céu, e você maculando a mulher dele ali?
02:08Você está ficando doida?
02:10Estou falando uma coisa, você falando outra?
02:11Eu nem sei quem é a mulher dele.
02:12Não sabe quem é, mas provavelmente sabe onde mora.
02:15Cala a boca, Magda!
02:19Está muito bonito hoje, você.
02:21Muito obrigado.
02:23Foi uma situação terrível.
02:24Eu passei, vi o italiano usando o meu paletó.
02:30Fiquei revoltado.
02:31O pivô.
02:33Fiquei revoltado e falei, qual é a tua, meu irmão?
02:35Ele falou, vai tomar uma brachola.
02:37Eu fiquei doido.
02:38Me atraquei com ele.
02:40Foi uma luta brutal, Magda.
02:41Tadinho, deve ter ficado traumatizado.
02:44Olha o terno aqui, meu Deus do céu.
02:48Mas o que é isso?
02:50O que é que essa calcinha está fazendo no bolso do seu paletó?
02:53Vai lá, vai ver o italiano lá da banca, é bichona.
02:55Vai ver que é dele.
02:56Me engana, me engana que eu gosto.
02:57Provavelmente a dona está aqui no outro bolso.
02:59Aí, safada fugiu.
03:03Peraí, deixa eu ver essa calcinha.
03:04Pelo tamanho, a dona é apelidada de Pacaembu.
03:18E, Magda, olha o que eu descobri.
03:19Tem um escudo do Parmeira aqui, olha aí.
03:28Isso só pode ser calcinha de pobre.
03:32Neide!
03:34Chamou, chamou.
03:47Não grite comigo, não sou seu empregado.
03:50Neide Aparecida.
03:51Ai, meu Deus.
03:52Quando me chamam de Neide Aparecida,
03:54é porque a bronca já passou um do ponto.
03:56Agora, se me chamarem de senhora, eu estou perdido.
03:59A senhora pode me explicar
04:01como foi que meu paletó migrou
04:04da lavanderia para a banca de jornal?
04:05E como é que esta calcinha apareceu no bolso do paletó do Caco?
04:09Sim, eu posso explicar.
04:10É que o paletó do seu Caco estava tão sujo,
04:12tão sujo,
04:14que, de repente, ele andou sozinho.
04:16Ele encontrou uma porta aberta e foi dar um passeio.
04:18Ah, bom.
04:19Magda, não seja idiota.
04:24Ela está te enrolando, Magda.
04:25Não, não.
04:25Ela não está me enrolando.
04:26O que está me enrolando é você.
04:27Porque a calcinha não apareceu no bolso do avental dela.
04:29Apareceu no bolso do seu paletó.
04:31Com certeza.
04:33Ela trouxe o italiano aqui para dentro de casa.
04:35Foi pega no flagrante, certamente pela tua mãe,
04:37o cabeção que não tem o que fazer.
04:39O italiano teve que sair correndo,
04:41só deu tempo de passar a mão no paletó
04:43e levou a calcinha como souvenir.
04:44Oh, meu Deus.
04:45Você acha que eu vou acreditar numa história dessas, Caco Antibis?
04:48Não, não acredito em não, dona Magda.
04:51É mentira dele.
04:52Está na cara que essa calcinha é da amante dele, viu?
04:55Porque não é a primeira vez que isso acontece, não.
04:57Porque eu já vi o seu Caco enterrando roupas íntimas
05:01lá no Jardim do Play.
05:03Ele enterra tudo lá no Play,
05:06mas eu aposto que ele fica com recheio.
05:08Para de falar besteira, Magda.
05:11Está na cara que a calcinha é de Neide.
05:12Olha aqui, Caco, não vem, não.
05:14Você tem tanta certeza que essa calcinha aqui é da Neide
05:17porque você já cansou de roubar as calcinhas dessa mulher.
05:20Aliás, é por isso que ela não usa mais sutiã.
05:23Você já roubou todos que ela tinha.
05:25Agora diz, confessa aqui na minha cara, confessa.
05:29Você se amarra nos peitões da Neide, não é não?
05:31Magda, o dia que eu me amarrar nos peitões da Neide
05:34é para me enforcar.
05:37Caco, olha aqui, chega, eu vou depenar a tua galinhagem.
05:41A partir de hoje o senhor está preso no nosso quarto.
05:43O senhor tem direito a duas refeições diárias,
05:45mas não tem direito a banho de sol
05:47e muito menos a pendurar fotografia de mulher pelada na parede.
05:50Chega!
05:51Chega!
05:52Estou perdendo a esportiva.
05:54Daqui a pouco eu te dou um estapa na futebol,
05:56mas falar fofo até o final do programa.
05:59Eu não estou aguentando mais o teu ciúme, Magda.
06:01Eu não estou segurando mais a onda.
06:03Quer saber do que mais?
06:04Eu vou sair daqui antes que eu faça uma besteira.
06:05Vou pegar minhas coisas porque eu não durmo mais contigo.
06:08Eu parei contigo.
06:12Tu está me entendendo?
06:13Eu vou bater para tu, para tu bater para tua pató.
06:15Está legal?
06:17Cortei.
06:17Tá?
06:18Tu vai encher o saco de outro, Magda?
06:20Cassandra, pelo amor de Deus,
06:39as baratas estão tontas com esse cheiro de naftalina,
06:42mas que roupa é essa, Cassandra?
06:45Ai, Vavá, eu resolvi dar uma arrumada no baú do brigadeiro
06:49e olha o que eu achei, Vavá.
06:50A roupa que eu usei na Itália, na minha lua de mel.
06:56Mas a senhora assaltou o figurino da Rede Globo?
07:00Não, porque essa roupa aí é igualzinha da Ana Paula Arosa no navio.
07:04Olha que fiquem sabendo, viu,
07:07que essa novela Terra Nostra foi baseada na minha história.
07:14Também vivi um amor caliente no navio.
07:18Quando o brigadeiro e eu saímos da suíte,
07:21já fazia três meses que o navio estava atracado no Porto de Santos.
07:27Ah, é?
07:27A senhora e o brigadeiro se atracaram no Porto de Santos, foi?
07:30Não, sou indolente, o navio que atracou.
07:34Eu e o brigadeiro tivemos uma lua de mel maravilhotas.
07:37Eu lembro, eu lembro.
07:39Quando o navio chegou no Porto de Santos,
07:42os dois foram retirados de ambulância.
07:45Eu imagino, dona Cassandra deve ter vindo apitando lá da Itália até aqui.
07:49Bora, boa!
08:08Neide Aparecida, pega isso aqui e vai já para o tanque, que é o seu lar.
08:13Ah, minha vida aqui é tão ótima.
08:15O fogão é a minha casa de inverno e o tanque é a minha casa de verão.
08:27Magda, minha querida, está tudo bem com você?
08:31Não.
08:34Não, não está não.
08:36Eu e Caco, brigamos.
08:44Que ótimo!
08:47E ele falou em divórcio, minha filha?
08:49Cassandra, o que é isso?
08:50Pelo amor de Deus, o senhor está vendo que é sério?
08:52Eu preciso reconquistar aquele homem, mami.
08:55Minha filha, às vezes é perda de tempo.
08:59Cassandra!
08:59Mami, por que o senhor não me ensina essas táticas italianas que a senhora deve saber?
09:03Me ensina a fazer um nhoque-nhoque bem gostoso.
09:06Eu tenho um comunicado a fazer.
09:12Estive em Porto Alegre, fazendo minha peça.
09:16Fui jantar lá num restaurante finíssimo.
09:19Restaurante finíssimo não, é permuta de teatro de graça.
09:22Que seja, o garçom falou, o senhor fala, Bela, me trouxe uma caipirinha de cachaça, uma cachaça gaúcha que é usada para anestesiar a vaca em parto difícil.
09:35Eu falei, não, não, obrigado, não, valeu, legal, não, mas eu não posso beber, vou fazer o espetáculo agora.
09:39Ele falou, olha, dona Aracipa, ela banirou, tomou oito.
09:42Magda, quando o caquinho voltar de férias, você coloca ele dormindo na tua cama, a partir de hoje eu durmo no quarto do Vavá.
09:55Aqui, farroupilha, de jeito nenhum.
09:58No meu quarto, imagina, só assim que ele casa de uma vez com o meu cartão de crédito.
10:02Não tem opção, Magda está enchendo o meu saco, ela está perturbada, e eu não sei porquê, porque eu sou um maridão.
10:08Se eu fosse igual o marido do 302, que eu perguntei a ele, aí a gente está lá conversando, brincando, eu falei, e aí, tu fala com a tua mulher quando faz sexo?
10:15Ele falou, bom, se tiver um telefone por perto.
10:19Magda, eu sou marido de ouro e você está me desprezando, criatura.
10:23Do jeito que as coisas estão, qualquer dia eu acordo de manhã, acorrentado no pé da cama, com um jornal no chão para fazer minhas necessidades e um pratinho de ração, eu não sou cachorro, não.
10:30É cachorro, sim, é cachorro.
10:34Não grite comigo que eu não sou seu empregado.
10:36É cachorro dinamarquês, mas é cachorro.
10:49Continua cachorro.
10:52Vamos embora daqui.
10:53Deixa os dois sossegar.
11:00Eu sei que amar é nunca ter que pedir pinico, mas eu queria pedir desculpa por esse meu ciúme doentinho.
11:16Magda, está difícil.
11:23Eu durmo com a minha mulher e acordo com o Odivan me marcando.
11:28Eu preciso de mais espaço, Magda.
11:30Eu te dou espaço, cara.
11:31Você pode fazer um estacionamento com o espaço que eu vou te dar.
11:36Você abusou, tirou partido de mim e abusou.
11:40Como é que eu faço, minha gente, para dormir sem o calor desse homem cheiroso, gostoso, charmoso, formoso.
11:58Experimente primoroso.
12:00Primoroso.
12:01Muito bem.
12:02Agora ela falou a verdade, porque eu sou praticamente um patrimônio louro da humanidade.
12:07Eu sou, digamos assim, uma ouro preto.
12:10Um pouco mais jovem, aliás, bem mais jovem e com profundos olhos azuis.
12:14E você é o escultor do nosso amor.
12:19Você é aquele...
12:20Como é que chama mesmo?
12:21Ai, gaguinho, surdinho?
12:24Aleijadinho, meu bem.
12:27Assim como o seu cérebro.
12:31Alô.
12:35Ô, Machadão.
12:37E aí, tudo bem?
12:38E aí?
12:39Que hora vai ser a pelada?
12:40Pelada, eu não acredito.
12:41Pelada é sua mãe, senhor crevino.
12:44Fica louca, Magda.
12:45É o Machadão me convidando para jogar uma pelada?
12:47É mulher.
12:48É que mulher, Machadão.
12:49Fala alguma coisa aí.
12:49É voz de mulher?
12:51Ai, desfaça a sua voz de homem, minha filha.
12:53Eu penso que me engana.
12:53Chega!
13:01Caiu uma peça ali.
13:07Olha o que você me faz fazer.
13:10Alô, alô, alô.
13:12Mundo completamente.
13:14Magda, eu não aguento mais.
13:16Eu vou me separar de você, entendeu?
13:18Eu só não assino embaixo, porque eu tô falando a verdade e minha assinatura sempre é falsa.
13:23Caco, eu odeio você!
13:28E então, Caco, já voltaram as boas?
13:32Claro que voltaram.
13:33Eu conheço vocês.
13:34Aliás, uma briguinha é sempre bom para dar uma aquecida no casamento.
13:39Olha, eu vou lhe dizer uma coisa, Vavá.
13:40Eu vou me separar de Magda.
13:42De Magda, viu?
13:43Porque com o seu cartão ainda pretendo ter um longo e duradouro relacionamento.
13:46Imagina só separar.
13:48Eu vou acreditar numa bobagem dessa.
13:50Você é louco pela Magda, ó.
13:51Não vou te acreditar, a partir de hoje eu tô usando o crachá de ex-marido.
13:54Você não sabe viver sem essa mulher.
13:57Quer apostar que eu não volto pra Magda?
14:00Olha, que se você apostar comigo, você perde.
14:03Quer apostar ou não quer apostar?
14:06Olha, eu vou te dizer uma coisa, acho até desonesto ganhar dinheiro desse jeito.
14:09Mas já que você está insistindo, eu aposto sim.
14:12Eu aposto 500 reais.
14:15Como você, antes de terminar esse programa, volta pros braços da Magda.
14:19Fechado.
14:19Fechado.
14:20É a primeira vez no Sair de Baixo que eu vou ganhar dinheiro sem ter que sair correndo com a polícia atrás.
14:25Gravata, colete, meia, sapato.
14:45Vem cá, mas o seu caco, ele tá se mudando pro quarto do seu vavá ou fez o striptease aqui na sala?
14:50Aí, desaparecida, passei uma noite horrível.
14:53Sonhei que era atacado por um dragão.
14:55O bicho rugia, cuspia lava.
14:59Quando eu vi era um bavá roncando e babando no meu travesseiro.
15:02E eu que sonhei com a Sherry Stone, toda peladinha, fungando no meu cangota.
15:08Eu abro o olho, é esse aí subindo em cima de mim e babando.
15:12Magda, Magda.
15:12Magda, o que que é isso?
15:14Ai, que amor.
15:16Eu faço gosto no novo casal.
15:18Vai aqui.
15:19Neide, não vai debochando, não.
15:21Porque é verdade, ele não consegue ficar longe da Magda, tá?
15:25Agora, carente do jeito que ele tá, vou ter que dormir de olho aberto pra me proteger.
15:29Ah, conta outra que eu te conheço.
15:31Eu tava com ele no botequim, o botequim foi assaltado, entrou uma quadrilha, o chefe falou.
15:35Aí, eu vou comer os homens e assaltar as mulheres.
15:37Aí, um outro comparsa falou.
15:39O senhor se enganou.
15:40O senhor vai comer as mulheres e vai roubar os homens.
15:43Vavá levantou gritando e falou.
15:44Deixa o bofe escolher.
15:49Ora, toma vergonha, Vavá.
15:51Fique sabendo que eu não volto pra Magda, porque nós, os louros, temos um coração de pedra.
15:57No meu caso, uma pedra preciosa, um diamante indestrutível.
16:00Para de falar besteira e passa pra cá essas 500 pratas, porque você já devia ter voltado pros braços da sua mulher.
16:07500 pratas? Que estourança.
16:09Eu apostei 500 pratas com o Caco, como ele não consegue ficar sem essa mulher.
16:15E eu vou ganhar o dinheiro mais fácil da minha vida.
16:18Aposta, ele pode até ganhar.
16:19Agora, levar o dinheiro do senhor é ruim, né?
16:36Para, Daniel!
16:41Confessa.
16:42Desemburça de uma vez.
16:44Confessa que você levou meu paletó e deu pro janaleiro e que a calcinha foi você que colocou lá.
16:48Olha aqui, não fala assim comigo não, tá legal?
16:50Porque eu tenho meus direitos, eu sou uma trabalhadeira, tá?
16:53Eu só falo na presença do meu advogado, tá?
16:57Você tá precisando de um professor de português.
17:01Pobre é uma coisa triste.
17:02Pobre, quando quer falar bem, fica pernóstico, coloca mais letra do que o necessário.
17:06Eu fui procurar o advogado, porque a menina nasceu e aí depois teve um problema de tóxico e eu tive que levar ela no psiquiatra.
17:19Mas ficou tudo na maior indecença.
17:22E termina com aquela frase que caracteriza, é praticamente um crachá de pobre, né?
17:27Desculpe qualquer coisa.
17:28O teu roa, pobre!
17:41Desde a parecida.
17:43Confessa.
17:45Confessa!
17:46Confessa que a calcinha foi você que colocou lá, que ele já era jornaleiro.
17:50Confessa!
17:50Eu confesso, eu confesso, eu peguei o paletó assim, eu dei pro jornaleiro, porque ele tava precisando de uma roupinha esperta pra ir num pagode.
18:01Meu paletó num pagode?
18:04Que misericórdia, isso é um crime inafiançável.
18:06Não, mas não é um pagode íntimo, só eu, ele, dentro da banca.
18:13Sexo dentro da banca?
18:14A menina nem te contou.
18:16Olha, tava, a gente tava lá, a gente távamos, nós dois lá, né?
18:23Eu e ele.
18:24Aí começou a rolar aquele crime, ó.
18:27Aí a gente começou assim, tirando a roupa, eu tirei a roupa, ele tirou a roupa, tirou a roupa, tirou a roupa.
18:33Aí chegou a polícia.
18:35Aí só deu tempo de eu pegar a calcinha, me cobriu com paletó.
18:38Ele, coitado, se cobriu com um caderno de esporte, mas ficou com o Ronaldinho todo de fora.
18:42Não se comenta outra coisa no Arochinei de Aparecida.
18:47Diz que foi uma fuzuê naquela banca, tão violento que o povo corria, dizendo,
18:52tão matando um porco, vai ter fijoada.
18:56Seu próximo pagode vai ser no Carandiru sem vergonha.
18:59Ah, não, nho, nho.
19:00Ah, nho, nho, nho, não faça isso com a mucama, não, nho, nho.
19:07A branca veio aqui e promete fazer tudo que nho, nho, nho, nho quiser.
19:11É, menos beijo de língua.
19:15Não quero ajuda de pobre, ajuda de pobre não serve pra nada.
19:18Você vai ter que me ajudar a ganhar essa aposta.
19:21Faz o seguinte.
19:24Caco, você tá limpando o sapato com a minha toalha do Teletubes?
19:28Tá.
19:32Vai, faz o que eu te mandei, vai.
19:35Ô, Neide, aproveita e limpa o ouvido, tá triste.
19:37Ó o cara, tá apelando até pra empregada pra não perder a aposta, hein.
19:42Diz a verdade.
19:45O que que você apostou, Vavá?
19:47Quantas carteiras Caco consegue bater num dia?
19:51O número certamente será menor do que os de caipirinhas que você entorna numa sentada.
19:56Você não pensa noutra coisa, não é, cabeção?
20:00Não é nada disso.
20:01Eu apostei com o Vavá que posso muito bem viver sem a Magda.
20:06Você está querendo mesmo, de verdade, se separar de Magda?
20:12Ai, a Pati, que riu.
20:14O que é isso?
20:15Vavá, eu vou dobrar a aposta e com o dinheiro que eu ganhar, eu vou comprar champanhe pra comemorar essa separação de calma.
20:32Mas, Sandra, olha que coisa feia.
20:34Coisa feia é você, Vavá.
20:36Negócio fechado, cabeção.
20:37Esse, quando dá uma mão, precisa cortar pra ver se um não levou o dedo do outro.
20:45Olha aqui, Cassandra.
20:46Tudo bem, você como sogra é uma jararaca.
20:49E você também como marido é um safado.
20:51Agora, eu não vou deixar, não, vocês fazerem uma coisa dessa com a Magda.
20:55Te prepara, porque eu vou te dar um tiro de misericórdia.
20:59Ai, que medo.
21:00Pode ficar com medo, porque eu e Magda engendramos uma jogada aí.
21:05Que não só eu vou ganhar a aposta, mas eu vou ganhar o Oscar.
21:10Vavarotti Produzione Artistica.
21:13Presenta Magda Nostra.
21:16Viva a aposta, que eu não vou ganhar o Trump.
21:23Viva a aposta, que eu não vou ganhar o Trump.
21:29Viva a aposta, que eu não vou ganhar o Trump.
21:35Kakeu.
21:36Tu foi comprar cigarones, o meu
21:42Desapareceu
21:43Mas eu te encontrei
21:45Vieni aqui pra tua Juliáguida
21:48Mas agora pra entender as asneiras dessa anta
21:52Eu vou ter que apertar a tecla SAP e ler legenda
21:55Potrei assaggiar o meu salmão afumicado
21:59O que ela falou?
22:02O que ela falou?
22:04Falou qualquer coisa de salmão defumado
22:06O gabinete perde
22:07A privada tá vazando?
22:10Nas minhas produções você não trabalha nem como figurante
22:14Vamos lá, Guam
22:14Mas ela tá com a roupa da minha lua de mel
22:17Quando eu ganhar a aposta eu te pago o aluguel da roupa
22:20Va bene, Cacchio
22:22Agora se amo tu, tu e io
22:36Juliáguida
22:49Eu trabalho e eu trabalho é fogo
22:55Mas eu não posso me casar com você
22:59Eu sou prometido
23:01Eu sou prometido
23:01A filha de um fazendero dinamarchese, o Antonio Fagundisen
23:06Eu vou me casar com ela
23:09Mas se tu me deixaste, se tu me deixaste, eu me mato!
23:13Te lembra?
23:15Nós dois, naquele navio, no Titanic.
23:18Tu me abraçava, do you wanna dance?
23:23E te cantava, do you wanna dance?
23:26Que dava você, um sonho amado amado amado.
23:32Giulia Aguida?
23:35Sì?
23:36Eu me casei com uma escrava da novela de La Essência.
23:39Tenho tre filhos com ela.
23:41Ai tuoi filhos? Eu crio como se fossem meus bambinos.
23:45Cacchio, cacchio velho, vieni a ballar comigo, uma tarantela ao quattroqueijo.
24:02Cacchio, cacchio, está bem, cacchio?
24:23Está bem?
24:25Giulia Aguida, não chegare perto de mim.
24:29Por quê?
24:30Porque eu tenho que fazer uma dieta e esse prato italiano não resiste.
24:35Mas que saudade de mim Paolo César, Paolo César e Parmigiano, não sei...
24:40Mas que saudade de mim Paolo César e Parmigiano?
24:43Que saudade de tu, Peppino de Capo?
24:52Mas que bello, que lindone!
24:55Pode passar por aqui o dinheiro da posta e isso não vai terminar a pizza, não.
24:59Que aposta?
25:01É aí que tu te engana, Al Capone de Bichiga.
25:04Mas tio Vavesco! Tio Vavesco não te atrapalha, tio Vavesco!
25:08Vavesco, solto na esquina, vá!
25:11Eu vou depois receber o dinheiro da posta.
25:14E eu tenho uma carta malocada na manga.
25:19Sim, sim!
25:20Vamos pela política.
25:22Eu vou depois...
25:26Não vou fazer o dinheiro da posta.
25:29Não vou fazer o dinheiro da posta.
25:31Eu vou deixar o dinheiro da posta.
25:34Jumparam-se os dois na esquina, tocar a coisa assim,
25:36não dançaram solidão.
25:37Ai!
25:38Jumparam-se os dois na esquina,
25:40tocar a coisa assim, não dançaram a carreira assim.
25:42Oi!
25:43Ah, pois.
25:45Esta é minha amante portuguesa,
25:48Manuela Joaquina dos Bigodes Baixos.
25:51Ai, meu bolinho de bacalhau!
25:55Lá em cima está um tiro e lindo,
25:58cá embaixo está um tiro e lindo.
26:04O que é, o seu desgraçado?
26:13Me contaram que tu tinha uma outra dona,
26:15mas eu não credeva, eu não acreditava
26:18que era a porca da fazenda do Gumercindo.
26:22Porca?
26:23Mas o que é que esta carcamane está a dizer de mim?
26:29O caco é meu!
26:31Só cabeça de sardinha!
26:34Mas...
26:35Escuta aqui,
26:37se tu chegar perto de meu maridone,
26:39com esses dois panetones,
26:41te enche a cara de porradone,
26:42está me compreendendo?
26:43Ah, lá!
26:44Do you understand?
26:45You want me to design it?
26:47Ah, lá!
26:47Ok!
26:49Ok!
26:49Calma, calma, calma, que é isso?
26:50Vai, calma, calma.
26:51Pera aí.
26:51Para, Magda!
26:53Para de falar esse inglês,
26:54esse italiano horroroso!
26:56Ainda porque a Joaquina Manoela,
26:58ela fala português.
26:59Ah, mas é por isso que eu estou entendendo
27:01tudo o que ela diz.
27:03Esta mulher agora
27:04é a dona do meu coração.
27:08Não reparem, ela não é assim não,
27:09ela está de cabeça para baixo, viu?
27:14Esta portuguesinha
27:16é o caroço da minha azeitona.
27:21É o tamanco que aquece meu pé.
27:22É meu lápis atrás da orelha.
27:25Não acredito.
27:26Caco, caco, eu não acredito
27:28que você me trocou
27:29por essa portuguesa de bigode.
27:30Calma, Magda, calma,
27:32que eu estou achando
27:32que essa portuguesa
27:33é meio paraguaia.
27:34Não é, não.
27:35É legítima.
27:37Peguei ela atrás dos montes,
27:38em cima dos montes,
27:39embaixo dos montes,
27:40foi uma loucura.
27:41É?
27:42Então eu quero ver você
27:44dar um beijo na boca
27:45e de língua.
27:47Quero ver os dois.
27:48Mas eu vou lá!
27:48O que é isso?
27:49Tu está jogando em que time
27:50portuguesa dos esportos?
27:52Não, Magda,
27:53é o que eu estou achando.
27:54Eu não tenho certeza
27:55se essa portuguesa
27:56é amante do caco.
27:57Mas como ele não é
27:58amante do caco?
27:59Então de quem que é?
28:00Só se for sua,
28:01porque minha não é.
28:02Oh, os dois!
28:04Mas é claro
28:05que eu sou amante do caco.
28:08Sabes que ele pediu-me
28:10para eu raspar bigode
28:12porque ele quer me beijar melhor.
28:15Não é?
28:15dá cá um beijinho
28:17na tua repreiga.
28:19Escuta aqui,
28:20só o Lívio Dutra.
28:21Vai tirando
28:22esse bacalhau da chuva
28:23porque esse homem tem dono.
28:24Está entendendo?
28:25Tem dono sim, Magda.
28:28A dona
28:28é Manuela.
28:30Ó, vem a cara
28:38dá cá um beijinho
28:39e eu estou assim do céu.
28:44Sai para lá,
28:45churice piludo.
28:46O que é isso?
28:47Não vai dar um beijinho
28:49na sua amante portuguesa?
28:52Vavá,
28:52o problema é o seguinte.
28:53Eu sou um príncipe dinamarquês
28:55que estou largando uma italiana
28:56para ficar com uma portuguesa.
28:58A ONU tem que botar ordem
28:59nessa zona.
29:00De qualquer maneira,
29:01eu ganhei a aposta.
29:02Passa o dinheiro.
29:02Ah, que farroupilha.
29:04Não tem você ganhar a aposta
29:06enquanto não tiver beijo.
29:07Essa novela não termina
29:09enquanto não tiver beijo na boca.
29:11De qualquer forma,
29:12eu vou deixar os pombinhos
29:14à vontade
29:15para se beijarem.
29:16Ah,
29:18mas eu vou
29:19querer um beijinho.
29:23Dá cá um beijinho
29:24na tua alfacinha, dá.
29:26Sai para lá
29:26que tua alfacinha está murcha.
29:28Ai, teu caco,
29:29essa coisa de vestir personagem,
29:31assim,
29:32ai, sei lá,
29:32mexe com o interior da gente, né?
29:35Ai,
29:36estou me sentindo assim
29:37num palco.
29:38Palco de pobre
29:39é terreiro de umbanda
29:40para baixar a palma girexu.
29:42Pobre tem maria de...
29:44A outra pobre vem e fala,
29:45minha filha agora,
29:46a Vandio Creuse,
29:48ela agora está na televisão.
29:51A outra figurante
29:52passa lá atrás,
29:53subindo a escada rolante
29:54do shopping,
29:55os pobres gritam,
29:56olha,
29:56Vandio Creuse na TV,
29:57olha!
29:58E Vandio Creuse fala,
29:59meu nome agora não é mais
30:00Vandio Creuse.
30:01Meu nome é artístico,
30:02agora é Iris Caterine.
30:04Eu vou,
30:05pobre!
30:07Veja parecida,
30:08não há possibilidade,
30:09não te dá bem.
30:10A italiana saiu da novela
30:12das oito,
30:12essa coisa aí
30:13saiu do Globo Rural?
30:16Cassandra,
30:17esta é minha amante portuguesa,
30:19Manuela Joaquina,
30:19faz um canguru de tamanco
30:21que é um espetáculo.
30:21Meus parabéns,
30:24Cacotibs,
30:25é uma moça encantadora.
30:27Minha filha,
30:28eu espero que você
30:29consiga fazer
30:30o que a polícia
30:30nunca conseguiu,
30:31agarrar o caco.
30:33Ah,
30:33mas é claro que sim,
30:35a senhora sabe
30:35que este gajo cá
30:37é um doce.
30:38A senhora não acredita
30:40que ele prometeu-me
30:42um cheque em branco
30:44assinado
30:45para eu fazer
30:46o que eu quiser,
30:47não é?
30:48Ei,
30:49ei,
30:49meu pesteuzinho de lá,
30:51meu pesteuzinho de santa clara,
30:57eu vou lhe dar um cheque
30:59para te gastares a vontade,
31:01um minutinho
31:02que eu vou buscar lá dentro,
31:03segura a tua onda
31:04que eu arranca esse bigode
31:05com alicate de unha,
31:06hein?
31:07Ai,
31:07um momentinho,
31:08cabeção.
31:11A dona Cacoleta,
31:13tu não queres ir lá na cozinha
31:15fazer um café para mim
31:17e aproveitas também
31:18e traz a vassoura
31:19porque está imunda
31:20esta sala,
31:21tu não tem desvergonha.
31:23Olha,
31:24não é falar mal,
31:26não,
31:26mas essa casa aqui
31:27tem uma doméstica
31:28que é um horror.
31:30Ela não limpa
31:31nada direito.
31:33Até com ela mesmo,
31:34nem banha aquela coisa toda.
31:35Ah,
31:36é?
31:38Ai,
31:38legal saber.
31:41Ai,
31:41será que a senhora
31:43não está a ser muito severa?
31:45Vai ver que a gaja
31:45não é tão ruim assim.
31:47É,
31:48sim.
31:49Sabe o que ela resolveu
31:50fazer agora?
31:51Não,
31:52se fantasiar de portuguesa.
31:55Eu já tinha reparado
31:57desde o começo,
31:58só sem vergonha.
31:59Ai,
32:00eu sou brincadeirinha,
32:02não bate nem eu não,
32:03tia.
32:03Eu não sou sua tia.
32:06E trata de interpretar
32:07direito esse papel
32:08que eu não quero perder
32:08a aposta.
32:10Mama,
32:11dove caccio?
32:13Aquele Mussolini
32:14que bombardeou
32:15o meu coração.
32:17E eu trouxe vinho
32:18para aquele maledito.
32:19Mama,
32:20fala com essa besteira
32:21de ficar imitando italiano
32:22por causa desse
32:23sem vergonha do caco.
32:25Aquele,
32:25aquele dinamarquês safado
32:28que está querendo
32:28invadir Portugal.
32:30E eu sei,
32:31eu sei que perdi
32:32meu amor para sempre.
32:34vou me separar.
32:36Pode ficar com ele,
32:36sua japonesa desgraçada.
32:40Que da minha filha,
32:42você teve zero de geografia
32:43mais dez de comportamento.
32:46Parabéns,
32:47agora você está livre
32:48da matéria caco antides
32:49e eu também.
32:50E dove?
32:52Quello desgraçado.
32:54Kakeo!
32:55Kakeo!
32:55Eu vou chamá-lo,
32:56minha filha,
32:57eu vou chamá-lo.
32:57Kakeo!
32:59Kakeo!
33:00Kakeo!
33:01É tu que estás
33:04a me chamar docinho.
33:05Não,
33:06só não eu.
33:07E eu quero fazer um brinde.
33:09Não sei se você sabe,
33:09mas aquele navio
33:10onde a gente se conheceu
33:11é um circular.
33:13E eu pretendo
33:14pegar ele de volta
33:15para a Itália.
33:17Não, não, não.
33:18Essa,
33:19olha,
33:19a senhora mesma
33:20fica com Kakeo
33:21que eu vou pegar
33:23o navio
33:24e quando ele passar
33:25por Lisboa
33:26eu puxo a cordinha
33:27e deixo.
33:29Nada disso.
33:31Manuela,
33:31fica.
33:32Você vai.
33:33Eu já aluguei
33:33o campo do Vasco da Gama
33:35para a nossa lua de mel.
33:36E eu sei
33:37que ela mora
33:38como um sorvete
33:39na geladeira.
33:40Um dia,
33:40um giorno,
33:41a doméstica
33:41puxa a tomada
33:43da parede
33:43e derrete tudo.
33:44É finito.
33:46Facciamo um brinde?
33:48Facciamo.
33:48Facciamo um brinde?
33:50Facciamo,
33:50facciamo.
33:51Cincine.
33:52Tintine.
33:53Tintine.
33:54Tintine.
33:55Tintine.
33:57Tintine.
33:58Tintine.
34:00Que espetáculo de vindo.
34:02Que la marca é?
34:09Veneno de rato.
34:18Kakeo!
34:19Se tu não te casa comigo,
34:22não casa com mais ninguém.
34:24É isso que agora
34:25teremos,
34:26nos três,
34:27sete palmos
34:28de terra nostra.
34:29Cassandra,
34:30libera a casinha,
34:59Por que a situação tá preta?
35:01Ai, dói, dói, dói.
35:05Magda, por que você não me deu veneno de salmão ao invés de veneno de gato?
35:09Porque com esse tu tá em promocione.
35:12Ai, se eu não morrer, eu vou ter que ter um dia inteirinho de folga,
35:16porque tá mó bunda lelé no meu estômago.
35:20Caqueu, Caqueu!
35:22Bom, já que eu vou morrer, eu prefiro morrer de Magda, viu?
35:25Ai, não chega desse negócio.
35:27Eu também, viu? Eu não vou morrer de figurante portuguesa e novela italiana, não.
35:31É, menina.
35:32Ai, horror, né?
35:39A portuguesa é você, Neide?
35:42Não, pateta, é a Carmen Miranda.
35:44Caqueu! Eu vou te esganar se eu te esganar.
35:47Não, não, não, não dá tempo, não dá tempo.
35:49Eu vou correr e tentar doar os meus olhos antes de morrer,
35:52assim a humanidade aproveitará um pouco mais a beleza perene de Caqueu Antibes.
35:56Eu vou te matar antes que você morra envenenada.
35:58Calma, calma, calma, dona Magda.
36:00Calma, eu tô morta, mas a minha mão tá bem viva.
36:02Ah!
36:03Fica chascada!
36:07Mas alguém pode me explicar o que que tá acontecendo nessa casa?
36:10O que que tá acontecendo? Eu vou te contar o que tá acontecendo.
36:12Olha lá, tio Vavá, olha lá.
36:14Amante portuguesa do Caco era Neide.
36:16Todo mundo sabe disso, mas...
36:19Como assim?
36:20Você também sabia e não me contou?
36:22Eu vou te matar, Diva!
36:23Calma, Magda, calma, se acalma!
36:25Puxa!
36:26Pode dar o último tchauzinho pra essa moça aí, porque ela vai fazer faxina no cemitério.
36:29Você não vai fazer nada com a Neide.
36:30Eu já fiz.
36:32Ela já fez.
36:33Essa doida!
36:34Ela deu veneno pra mim e pra ela e pro seu caco!
36:37Magda!
36:38Magda!
36:39Mas como é que você me faz uma coisa dessas?
36:41Eu botei no copinho e servi.
36:49Vavá!
36:50Sinto o sono da morte se aproximando.
36:56Eu ainda nem escovi os meus dentes.
37:01Ô Neide, vai me explicando direitinho essa história aí.
37:05Eu explico na próxima encarnação, seu Vavá.
37:10No momento eu só quero realizar o meu último desejo.
37:14Um velório erótico com um jornaleiro.
37:20Não tô legal.
37:21Esse aqui é o veneno que vocês tomaram?
37:23É, se fosse sacudir ainda dá pra tomar uma saideira.
37:28Isso aqui não é veneno, é um afrodisíaco.
37:31Eu tenho esse afrodisíaco pra caçada na lua de mel.
37:38Apenas troquei o rótulo por causa da alfândega.
37:41Quantas gotas a senhora tomou?
37:43Um cálice inteiro.
37:45Um cálice?
37:47Neide, um cálice? Dá pra falar uma bacanau no Maracanã?
37:50Ai, seu Vavá, já que eu não vou morrer, eu vou sair matando.
37:52Se alguém perguntar por mim, eu tô lá no jornalão.
37:54Não, senhora, você não vai a lugar nenhum.
37:56Eu vou sim, porque eu quero aproveitar esse afrodisíaco
38:00antes que perca o preço de validade.
38:07Você não vai a lugar nenhum.
38:09Você não tem condições e a jornaleira coisa nenhuma
38:11que você vai acabar com a banca de jornal.
38:13Como jornaleira, você vai fazer o seguinte.
38:15Você vai lá pro lavabo, vai botar o dedo na garganta
38:19e colocar isso tudo pra fora, já.
38:21Mas por que doméstica não tem direito a lazer?
38:26Vavá, uma tragédia, Vavá.
38:28Tentei doar os meus olhos azuis e belíssimos
38:31e pedi dois mil dólares em uma ajuda pro enterro.
38:34O banco de olhos recusou.
38:36Caco, para com isso. Você não tomou veneno coisa nenhuma.
38:38O que você tomou foi um afrodisíaco fortíssimo.
38:42Afrodisíaco?
38:49Ei, sai da minha aba, tá pra lá.
38:56O que que é isso?
38:58Fala com isso, cara, que eu só é facão, tá louco?
39:07O que que tá acontecendo, Caco Antírus?
39:10Se vai ter um infarto, espera um pouquinho
39:11que eu vou chamar minhas amigas pra assistir um espetáculo.
39:14Cassandra, tomei um afrodisíaco porreta.
39:17Fiquei tão doido que entei gritando na farmácia.
39:20Uma camisinha!
39:21O homem falou, ó rapaz, olha as senhoras aí.
39:24Olha a língua, eu falei, bem lembrado, me dá duas.
39:28Por falta de roupa nova, vou passar o ferro na velha.
39:35É a cara, eu quero te ver nu, Araciba Labanhã.
39:47Me chamam de Antônio Maria.
39:54Me chamam de Nino Italianinho.
39:56Me chamam de Garibaldo.
39:59Caco, Caco, pensa noutra coisa.
40:02Caco, pensa no bota-fogo.
40:05Eu vou lá dentro tomar uma ducha fria pra me acalmar.
40:08Ela tentou morder meu pinto, Cassandra.
40:17Está feito uma doida, uma lagartixa subindo pelas paredes.
40:21É mentira, fui eu que fugi dele.
40:23Vai que seu caco resolve cutucar a onça com vara curta.
40:27Minha vara não é curta e eu não futuco pobre com ela.
40:30Tem uma larga e conta pobre no que eu vou encostando.
40:32Mas blá, blá, blá, ela encorre.
40:36Neide, vai já esfriar a cabeça no fogão.
40:38Ah, a sala não me leva mal não, mas eu tenho que ir lá na banca
40:40porque o jornalero ficou de encadernar meu fascículo.
40:48E agora?
40:50Os nervos estão emp...
40:51Não grite comigo, eu não sou seu empregado.
40:54Raquel,
40:56antes de eu vestir o meu baby doll de madeira,
41:01e eu tinha dois desejos para fazer antes de morrer.
41:05Um, ser enterrada na novela das oito.
41:08Mas enterrada de verdade, não queria que me jogava na água, não.
41:12E dois,
41:14queria fazer o último canguru perneta.
41:17Cassandra, me ajuda?
41:18Eu vou perder a aposta, eu não resisto ao canguru perneta.
41:21Resisto!
41:22Eu já senti o calor dos teus lábios,
41:24da sua língua.
41:27Ai!
41:28E não precisa ser língua italiana, não.
41:30Pode ser língua portuguesa, meu bem.
41:32Resisto,
41:33pra cá, curtir e dizer duro nela.
41:36Não fale duro, Cassandra!
41:38Vem!
41:39Vem, que eu quero sentir o seu último suspiro.
41:42Vem dar comigo o seu último gemido.
41:45Me larga a cabeça do que ficou um chute, é? Me larga!
41:47Se isso não for respiração boca a boca, é um tremendo beijo apaixonado.
42:03Você perdeu a aposta.
42:17Tá, papá.
42:18Tá o dinheiro da aposta.
42:19Eu nunca devia ter apostado nesse pangaré dinamarca, que é isso?
42:20Que aposta!
42:22E você também, Caco. Vai passando a grana pra cá.
42:23Não é aquele dinheirinho fajuto, aqueles reais que você faz ali no fundo do quintal.
42:38Não. Dinheiro vivo, tá?
42:39Não pago um centavo. Você me enganou com um afrodisíaco de Cassandra, compreendeu?
42:44Eu não sei como é que uma pessoa direita e honesta como eu vive no meio dessas víboras.
42:49Que aposta é essa?
42:51Eu apostei com o Caco que ele não conseguia viver sem você e eu ganhei a aposta.
42:58O que foi, minha filha? O que foi, minha filha? O que tá acontecendo com você?
43:03Eu acho que essa temporada italiana transformou seu neurônio no nhoque.
43:07Eu tô pensando!
43:08Peraí!
43:14Eu tô entendendo!
43:16Eu tô entendendo que eu tô entendendo ou não tô entendendo que eu tô entendendo?
43:21Caco, você me apostou como se eu fosse uma ficha de baralho, uma carta de cassino?
43:27A Magda também não foi bem assim, mas ele perdeu a aposta do mesmo jeito.
43:31Não vou pagar! Não vou pagar porque você não foi direito! Você me enganou com o afrodisíaco de Cassandra!
43:37Isso aqui, seus desgraçados, isso aqui não é afrodisíaco coisíssima nenhuma!
43:42O brigadeiro tomou todo o afrodisíaco na lua de mel!
43:47Todo?
43:48Tô totalmente descontrolado, tava fazendo sexo com a lasanha!
43:53E não esperava nem a lasanha esfriar!
43:56Mas, se não é afrodisíaco, o que é que tem nessa garrafa?
43:59A cachaça de Porto Alegre!
44:01Nada, isso aqui é um conhaquinho medicinal que o médico mandou eu tomar, caso estivesse ficando resfriada!
44:16E vocês tomaram todo!
44:18Ah, mami, vai, não reclama! No seu quarto tem um barril cheio de negócio parecido com isso aí! Vai!
44:31Barril de afrodisíaco? Escondam isso! Isso é uma arma química!
44:38Eu virei um míssil!
44:41Eu destruí aquela banca de jornal toda!
44:47Eu e jornaleiro, nós destruímos todas as revistas e quadro enciclopédias!
44:55Foi uma loucura!
44:57Foi uma loucura!
44:58Vai, vai, vai, vai!
45:01Gente, só tem uma coisa, você não tomou afrodisíaco? O que você tomou foi um cunhaque da Cassandra?
45:07Oi, oi, oi, oi!
45:10Ah, mentira!
45:14Ai, que vergonha!
45:17Olha, não acredita no que eu falei não, tá?
45:20Não, eu quando falo, eu bebo assim, eu só falo besteira, desculpa, tá?
45:24Eu vou dar uma saídinha aqui, eu vou varrer ali a marginal Tietê e eu já volto!
45:30Muito bem, Caco!
45:33Já que não foi por causa do afrodisíaco que você me beijou, foi por causa do quê?
45:40Por quê?
45:41Por quê?
45:42Foi por...
45:44Fala, Caco!
45:45Fala!
45:46Tô falando!
45:48Foi por...
45:51Eu não tô entendendo!
45:53Foi porque...
45:56Fala, Caco!
45:57Foi por amor, Magda!
45:58Foi porque eu te amo, eu não sei viver sem você!
45:59Ai, Caco, eu amo você também!
46:00É, eu tenho que dar o braço a torcer, né?
46:01Porque esses dois não se separam nem por dinheiro!
46:02Magda, em homenagem ao dia de hoje...
46:03Vamos jantar naquela pizzaria de piscina, né?
46:04É, eu tenho que dar o braço a torcer, né?
46:06Porque esses dois não se separam nem por dinheiro!
46:07Magda, em homenagem ao dia de hoje...
46:09Vamos jantar naquela pizzaria dinamarquesa!
46:11Eles fazem uma pizza de fazão que é um espetáculo!
46:13Nada disso!
46:14Tu vai a parcer!
46:15É, eu tenho que dar o braço a torcer, né?
46:17Porque esses dois não se separam nem por dinheiro!
46:18Magda!
46:19Em homenagem ao dia de hoje...
46:20Vamos jantar naquela pizzaria dinamarquesa!
46:22Eles fazem uma pizza de fazão que é um espetáculo!
46:23Nada disso!
46:24Tu vai a parcer!
46:25Não!
46:26Não!
46:27Não!
46:28Não!
46:29Não!
46:30Não!
46:31Não!
46:32Não!
46:33Não!
46:34Não!
46:35E olha pra mim um espetáculo!
46:36Nada disso!
46:37Tu vai a pagar o meu dinheiro que você perdeu a aposta!
46:40Vamo!
46:41Tá certo!
46:42Vai, amor!
46:43Paga!
46:44Nß!
46:46Não tem problema...
46:47A gente come um outro dia!
46:48Bom!
46:49Agora que você perdeu a aposta...
46:50Pabala!
46:52Eu faço questão de pagar este jantar ainda porque...
46:55Eu apostei.
46:56Eu apostei.
46:57E foi pra ver esse os dois juntos!
46:59Agora eu fiquei sem jeito, Babá!
47:03É a primeira vez na história desse programa
47:05que eu ganho algum dinheiro sem tomar de alguém.
47:09Estão bem?
47:09Vem.
47:12Adio!
47:13Adio!
47:14Adio!
47:33Tem um bizorrinho aqui.
47:52É o microfone?
47:54Calma, eu tô dando pra entrar.
48:03Não é nada disso.
48:09Eu vou entrar de novo.
48:13Eu hoje, só de entrada, já dei umas 40.
48:17Ô, Caco!
48:19Não, que isso?
48:20Que isso? Você é doido?
48:24Eu nunca vi gente mais doida na minha vida.
48:33Mas dar um beijinho nisso aí é praticamente...
48:38Não tive tempo de fazer aulinha de prosódia pra fazer a novela.
48:47Estou fazendo uma cagada entre italiano e espanhol.
48:56Aqui.
48:58Não pesquisei mesmo.
49:02Tá.
49:03Vai, vai, louro José!
49:07Pois fique sabendo que o louro...
49:11Você vai ter que me ajudar a ganhar aposta.
49:20Você vai ter que me ajudar a ganhar aposta.
49:28Faz o seguinte...
49:34Faz o seguinte...
49:36Faz o seguinte...
49:38Peraí, peraí, volta aqui.
49:39Vai daqui se você não cola.
49:41Não consigo entrar com essa toalha de jeito nenhum.
49:42Vai!
49:43Você está me desprezando e eu estou aqui tentando ver se eu encontro o fio da miada pra falar o texto, mas fugiu completamente.
49:54Eu vou, porque eu quero aproveitar antes que esse afrodisíaco perca o prazo de validade.
50:08Eu vou sim, porque eu quero aproveitar esse...
50:10Eu vou sim!
50:12Eu vou sim!
50:13Eu vou sim!
50:18Vamos lá!
50:20Esta frase é muito complicada.
50:22Não consigo.
50:23Vamos lá!
50:24Vamos lá!
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