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O ex-namorado de Bruna Fonseca, Miller Pacheco, foi condenado pelo assassinato da jovem na Irlanda três anos após o crime. Em entrevista para o Morning Show, a prima da vítima, Marcela Fonseca, afirmou que a justiça foi feita, mas não traz Bruna de volta, e aproveitou para alertar outras mulheres sobre os sinais de feminicídio.

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Transcrição
00:00Bom, e agora a gente vai falar de um caso que aconteceu na Irlanda.
00:03O ex-namorado de Bruna Fonseca, Miller Pacheco,
00:06ele foi condenado ontem por unanimidade pelo assassinato da brasileira
00:09lá no dia 1 de...
00:12Foi em 2023 esse caso.
00:14A decisão põe um fim ao julgamento que traz um misto de alívio, dor,
00:18para a família, que a Anas aguarda então por justiça.
00:21Sentença final com a pena que será divulgada hoje.
00:25Por isso a gente vai conversar com a prima da vítima, a Marcela Fonseca,
00:28que está na Irlanda acompanhando o julgamento e vai falar para a gente o clima
00:32e qual o sentimento, né, depois de anos, porque a gente relembra
00:35que ela, de acordo com a acusação, ela foi estrangulada pelo ex-namorado.
00:42Oi, gente, bom dia.
00:45Aí é bom dia, né?
00:46Sim, exatamente.
00:47Bom, gostaria que você transmitisse para a gente esse sentimento,
00:51porque ela já, até mesmo, já tinha se separado, eles tiveram um reencontro,
00:55ele chegou a ligar para um amigo dizendo que tinha cometido o crime,
00:58e agora também está negando a acusação, é isso?
01:01Então, é porque, na verdade, aqui na Irlanda,
01:04ele poderia ser culpado, né,
01:08ou ele poderia ser...
01:11não teve a intenção.
01:13Então, ele estava dizendo a todo momento que ele não teve a intenção.
01:17Só que, assim, ficou muito claro para todo mundo,
01:20porque teve várias provas, né,
01:24foi achado no celular dele, que ele pesquisou como que matava com uma faca,
01:30pesquisou como mandar um corpo para o Brasil.
01:34Então, assim, tudo mostrou que não teve nada de...
01:39ele teve culpa, entendeu?
01:42Ele teve a intenção de fazer o que fez, exatamente.
01:46E, assim, hoje saiu a sentença, né, já,
01:50a sentença aqui é perpétua,
01:53mas a perpétua daqui é mínimo 20 anos.
01:58Então...
01:59Eles não falaram um número para a gente.
02:01Eu acho que é bem diferente do Brasil nesse quesito,
02:04porque no Brasil a gente tem um número.
02:06Aqui a gente não ouviu um número nenhum,
02:08a gente só ouviu prisão perpétua,
02:11mas é que a prisão perpétua é mínimo 20 anos.
02:14Então, ele vai ficar aqui, no mínimo 20 anos,
02:17porque Irlanda e Brasil não têm tratado,
02:21então ele vai ficar por aqui mesmo.
02:23Ou seja, ele não vai ser extraditado para cumprir a pena aqui, né,
02:26e dessa forma ficam em vigência as leis de daí.
02:30E ele vai cumprir a pena, né,
02:33porque aí no Brasil,
02:36muitas das vezes as pessoas, os homens saem impunes, né,
02:39e aqui não, aqui ele vai cumprir o que ele precisa cumprir,
02:42ele vai pagar pelo que ele fez.
02:44É, exatamente.
02:45A gente repercutiu, inclusive, um caso aqui
02:46que chamou bastante atenção nos últimos dias
02:48de um homem que estuprou uma jovem,
02:51depois foi liberado,
02:52aí depois voltou a cometer o crime,
02:53estuprou a própria mãe,
02:54e só depois de matar uma moça de 14 anos,
02:57que aí foi preso,
02:58e agora a gente espera que realmente aconteça.
03:01Vou passar para o Matheus, que tem uma pergunta.
03:03Marcela, bom dia.
03:04Acho que até boa noite aí para você.
03:06Uma pergunta para vocês da família, né,
03:08qual que é a sensação de vocês agora, assim,
03:12uma sensação de que a justiça foi feita,
03:15a gente sabe que isso não repara nunca, né,
03:17o que aconteceu,
03:18mas como vocês estão diante do julgamento e da sentença?
03:22Olha, ontem a gente teve, né,
03:26a sentença, a gente teve a positiva, né,
03:30que ele era assassino,
03:32e ontem parece que tirou um peso de todo mundo.
03:37Ninguém imaginava que...
03:38A gente estava todo mundo tenso, né,
03:40o julgamento durou duas semanas,
03:42estava todo mundo tenso,
03:44mas eu acho que ninguém conseguia imaginar
03:46o quão tenso a gente realmente estava,
03:48porque ontem, na hora que foi falado
03:51que ele era culpado, ele era assassino,
03:55a gente ficou assim...
03:57Não vai trazer ela de volta,
03:59mas a sensação que eu tive
04:00foi uma sensação que eu nunca senti na minha vida.
04:03Foi um alívio, sabe?
04:04Eu senti que foi feito o que precisava ser feito.
04:09E foi...
04:10E não vai trazer ela de volta,
04:12mas a justiça vai ser feita.
04:13A justiça foi feita.
04:15Ainda bem que, pelo menos, esse sentimento, né, Mano?
04:17Pois é, Marcela, diante de toda essa experiência,
04:21o que é que você gostaria de dizer
04:23para parlamentares brasileiros
04:25a respeito da forma como funciona
04:28o sistema de justiça aqui
04:30comparado com o que vocês estão
04:34experienciando aí?
04:36Olha, é...
04:39Eu queria muito que as pessoas
04:42tivessem noção
04:43do que acontece.
04:48Porque eu acho que, às vezes,
04:49é muito negligenciado.
04:52Em todas as partes,
04:53no quesito de, assim,
04:54as pessoas acham que não vai fazer.
04:56Ah, ele é um bom menino.
04:57Ah, ele é isso.
04:58Ah, ele é aquilo.
04:59E eles sempre fazem.
05:02E eu acho que a Irlanda
05:05ensinou para a gente
05:06que se você fez,
05:08você tem que pagar.
05:09E eu acho que a diferença
05:10do Brasil é essa.
05:12Porque no Brasil
05:13tem um jeitinho brasileiro, né?
05:16Esses dias para trás,
05:17eu vi notícia também
05:18de um famoso
05:19que acho que já é a quarta mulher
05:22que ele...
05:23que ele...
05:25que ele agride
05:26e está solto.
05:28Então, assim,
05:29o que vai precisar fazer?
05:30Vai precisar morrer?
05:31É isso que vai precisar fazer?
05:33Então, assim,
05:34às vezes,
05:35as autoridades
05:38não levam tão a sério,
05:40sabe?
05:41E acham que, assim,
05:42ah, aconteceu.
05:44Não vai matar.
05:46Só que eu acho
05:47que tinha que ser
05:48uma coisa mais firme.
05:51Foi diferente daqui, né?
05:54Em primeiro lugar, Marcela,
05:55eu sinto muito
05:56por tudo que você
05:58e a sua família
05:59tiveram que passar.
06:00e um pouco na esteira
06:03das coisas que você coloca,
06:05tinham alguns sinais
06:07por parte desse namorado
06:08que você pode, enfim,
06:11indicar até como forma
06:12de mostrar para as pessoas
06:13que, olha,
06:14não podemos menosprezar
06:16certas condutas, né?
06:18Ah, um tapinha não dói.
06:19Não, não é isso.
06:20Mas, assim,
06:21da sua experiência,
06:22o que você viveu aí...
06:23É um comportamento agressivo, né?
06:24Porque eles saíram
06:25de formiga, Minas Gerais,
06:26não é isso?
06:27Ambos eram de formiga, né?
06:28Eu também sou de formiga.
06:31Eles são de formiga também.
06:33Então, o que acontece?
06:34Quando ele chegou aqui,
06:36ele sempre teve
06:38comportamentos estranhos.
06:41Mas é aquele negócio, né?
06:43Nunca, até então,
06:45nunca levantou a mão.
06:46Então, assim,
06:47às vezes as pessoas acham
06:48que a violência
06:49é só chegar no ato.
06:52Mas o ato é o fim.
06:54O ato é o fim.
06:55Porque vai começar na violência,
06:56você vai morrer.
06:58Então,
07:00quando ele chegou aqui,
07:02ela terminou com ele.
07:05O que ele podia ter feito
07:06era ter seguido a vida.
07:07Ficou triste, beleza.
07:09Ele podia ter seguido a vida dele.
07:10Mas não.
07:11Ele seguia ela.
07:13Ele ia atrás dela.
07:14Ele ia na porta
07:15do serviço dela.
07:18Todos os dias.
07:19Às vezes,
07:20ela não tinha horário pra sair.
07:21Ele estava lá na porta.
07:22ele perguntava,
07:25ela trabalhava no hospital, né?
07:27A gente era faxineira, né?
07:30E a gente,
07:30ela trabalhava limpando o hospital.
07:32Ele perguntava pros médicos
07:34sobre ela.
07:35E teve um dia
07:36que uma frase dele
07:37me marcou muito.
07:38Que foi um dia
07:38que eu chamei ele
07:39pra conversar.
07:40E eu falei com ele,
07:41e ele falou comigo assim,
07:43quando você fica nervosa,
07:44você quebra as coisas?
07:46Aí eu olhei pra cara dele
07:47e falei, não.
07:48Ele falou,
07:49pois eu quebro.
07:50e quando eu quebro,
07:52eu tenho que pagar.
07:53Ele falou desse jeito.
07:54E aí, nesse dia,
07:55eu fiquei com essa frase na cabeça,
07:56fui e falei com ela.
07:57Falei,
07:58ô Bruna,
07:59ele quebra as coisas?
08:02Aí ela falou comigo.
08:03Falou assim,
08:04quando ele fica nervoso.
08:06Eu lembro que eu falei com ela.
08:07Falei assim,
08:08toma muito cuidado,
08:09porque primeiro quebra o copo,
08:11depois quebra a porta,
08:13depois não vai ter nada
08:14pra quebrar,
08:15quebra a sua cara.
08:17Então, isso pra mim,
08:18foi o que aconteceu.
08:20Não tinha mais nada
08:21pra quebrar
08:21e ele quebrou a cara dela,
08:24porque ela morreu asfixiada.
08:26Mas ele deu mais de 65 ferimentos
08:30na cabeça dela,
08:31em todo o corpo, né?
08:32Em todo o corpo.
08:33Mais de 65 ferimentos.
08:36Ou seja,
08:37quebrou.
08:39Então, assim,
08:40eu quero muito,
08:42eu quero muito mostrar
08:43pra todas as meninas,
08:45que tem sinais, sabe?
08:47Tem sinais.
08:49Ela tinha o coração muito bom.
08:51Muito bom.
08:52Muito bom.
08:53Então, a todo momento,
08:55ela mantinha contato com ele
08:57porque ela estava com medo
08:58dele se matar.
09:01Porque ele falava,
09:02ele ameaçava que ele ia se matar
09:04o tempo inteiro.
09:05E ela tinha muito medo.
09:07Então, assim,
09:08você vê o coração da pessoa, né?
09:10Porque, assim,
09:11ela morreu tentando ajudar ele.
09:13Ela estava lá no quarto
09:15tentando ajudar ele.
09:17E os sinais são claros.
09:21Os sinais são claros.
09:23Só que ela tem um coração tão bom
09:26que colocou ele em primeiro lugar.
09:31E ela veio em segundo lugar.
09:33Ela colocou ele em primeiro lugar
09:34porque ela queria que...
09:37Ela não queria que ele se matasse.
09:39É, mas aí, né?
09:40Esses sinais,
09:41eu acho que são importantes.
09:42Normalmente,
09:43essas pessoas,
09:44elas se colocam como vítima.
09:46Sendo que a própria vítima
09:47é que, às vezes,
09:48tem essa compaixão por isso.
09:49Acho que é muito importante
09:51esse depoimento seu,
09:52Marcela Fonseca,
09:54que é prima, né?
09:54Da Bruna Fonseca,
09:55que, infelizmente,
09:55perdeu a vida lá no dia de Ano Novo,
09:57em 2023,
09:58na Irlanda.
09:59E agora,
09:59esse julgamento
10:00com a prisão perpétua,
10:01a condenação perpétua,
10:03que, no mínimo,
10:03é de 20 anos.
10:04Muito obrigado, viu?
10:05E nossa solidariedade também
10:06a toda a família.
10:08Muito obrigada.
10:09Muito importante.
10:10Obrigada por dar a voz
10:11a esse momento também,
10:12que é muito importante,
10:14porque a gente ficou calado
10:15três anos.
10:16Foram três anos
10:17que a justiça pediu
10:18pra gente não falar.
10:20Então,
10:20a gente aguentou,
10:22não só eu,
10:23como todos da família,
10:25aguentou falarem que,
10:27ah,
10:28mas ela fez isso.
10:29Ah,
10:29mas ela fez alguma coisa.
10:31Ah,
10:31mas,
10:32o que ela fez
10:34pra ele matar ela?
10:35Tentando culpar a vítima, né?
10:37Independente de qualquer coisa,
10:39nada justifica.
10:39Muito triste isso.
10:40Nada justifica.
10:40Não existe.
10:41Então, assim,
10:42ela não teve culpa.
10:46Ela não teve culpa.
10:48E o que acontece
10:49é que a Bruna,
10:50hoje,
10:51pra mim,
10:51não é um número.
10:54Hoje,
10:55a Bruna é um rosto.
10:57É uma pessoa
10:57que eu conheço,
10:58eu não vejo como um número.
11:00E o que eu puder fazer
11:01pra conseguir
11:02chegar em mais mulheres,
11:05pra elas conseguirem
11:06sair desse relacionamento
11:08abusivo, né?
11:11Eu quero fazer.
11:12Então,
11:12eu agradeço muito
11:13a oportunidade
11:15de estar falando aqui com vocês.
11:16A gente que agradece
11:17o depoimento
11:17com esse esclarecimento
11:18e, claro,
11:20sempre alertando
11:21as mulheres
11:21que, às vezes,
11:22são vítimas
11:22dessas violências,
11:24acabam ali,
11:25ah, não,
11:25mas eu vou perdoá-lo,
11:27ele vai mudar.
11:27Fica nessa expectativa,
11:29só que as pessoas,
11:30às vezes,
11:30podem evoluir
11:31e acontecer o pior.
11:32Marcelo,
11:32muito obrigado
11:33pelo seu depoimento, viu?
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