Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O homem que matou a enteada de 14 anos em uma tentativa de estupro em Planaltina, no Distrito Federal, neste domingo (18), confessou o assassinato à polícia. Ao ser questionado, Marlon Carvalhedo da Rocha, de 29 anos, disse que se arrepende do crime e que não tinha intenção de ter relações sexuais com a vítima. A adolescente foi encontrada pela mãe com sinais de estrangulamento e de asfixia. Segundo a Polícia Militar do DF, quando o socorro chegou no local, a vítima estava morta. De acordo com a Polícia Civil, Marlon tinha duas passagens anteriores por estupro, roubo de veículo, desacato e uso e posse de entorpecentes. O homem cumpria prisão domiciliar.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/dj2srNcMzII

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Baixe o AppNews Jovem Pan na Google Play:
https://bit.ly/2KRm8OJ

Baixe o AppNews Jovem Pan na App Store:
https://apple.co/3rSwBdh

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

#JovemPan
#MorningShow

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Um homem matou a enteada de apenas 14 anos em uma tentativa de estupro em Planaltina,
00:05no Distrito Federal, e confessou o assassinato à polícia.
00:09O crime por si só já é terrível, né?
00:11Mas olha só, essa história poderia não ter sido assim.
00:14Tudo porque o Marlon Carvalheiro da Rocha, de 29 anos, já tinha duas passagens anteriores
00:21por estupro, inclusive da própria mãe, roubo de veículo, desacato e uso de posse de entorpecentes.
00:27O homem cumpria prisão domiciliar.
00:30A lista dele começou em 2016, quando foi autuado por porte de substância.
00:36Aí depois, em 2019, ele foi acusado de estuprar uma criança de 11 anos.
00:40Aí em 2023, numa saídinha, ele estuprou a própria mãe e agora cometeu mais esse crime
00:46contra essa jovem de 14.
00:49Aí a gente fica na pergunta, até que ponto existe justiça nesse país, Mariana Nascimento?
00:55Sim. Acho que essa notícia é um tipo de notícia que deve entristecer o nosso coração, assim.
01:00Não dá pra normalizar uma jovem de 14 anos ter sido morta dentro de casa
01:04por uma pessoa que não deveria estar solta.
01:06Essa é a realidade, assim.
01:09E isso é muito triste, assim.
01:11Ele tentou já estuprar a própria mãe.
01:14Estuprou a própria mãe, né?
01:15É que ele tentou, ele estuprou, né?
01:16Uma criança de 11 anos, furtos.
01:18O que essa pessoa estava fazendo solta?
01:20Então, acho que isso corrobora muito essa insegurança jurídica que a gente vive.
01:25A mulher no Brasil, ela sofre muita violência.
01:28Acho que enquanto esse show aconteceu, diversas mulheres foram mortas, agredidas
01:32durante esse período que a gente está aqui.
01:35Então, é algo pra população se revoltar, assim.
01:38A gente tem que ler essa notícia e se revoltar e cobrar que casos como esse
01:42aconteçam cada vez menos, que essas prisões,
01:45essas prisões domiciliares sejam cada vez mais raras
01:48pra quem, de fato, ela faz sentido.
01:51O restante, acho que tem que ficar...
01:53Se representa periculosidade pra população, tem que ficar preso, assim.
01:56E também me vem um outro ponto que é...
01:58Eu sou uma entusiasta do jiu-jitsu, eu pratico.
02:01E acho que quando você vê esse tipo de situação, reforço,
02:05tanto que talvez não tivesse evitado.
02:07Claro, ela tinha 14 anos, era pequena.
02:08Mas o tanto que também...
02:09Mas pra mulher se defender, né?
02:10No Brasil, é importante ela saber um pouco da defesa pessoal dela
02:13porque tá cada dia mais complicado mesmo.
02:15É, mas você sabe que eu acho importante a gente falar sobre isso,
02:21sobre essa questão de defesa.
02:23Mas nesse caso, desse ser humano, que a gente não pode nem chamar...
02:26Um problema judicial, né?
02:27Ele tá preso, com certeza.
02:29Eu acho que, assim, tem o óbvio aspecto de que ele deveria estar preso.
02:32Ele jamais poderia ter sido colocado em sociedade.
02:35Mas a gente tá falando de vítimas que são absolutamente vulneráveis.
02:38Porque a gente fala de uma criança de 11 anos,
02:41de uma criança de 14 anos, uma menina de 14 anos,
02:44e da própria mãe dele, que, no mínimo, tinha algum tipo de idade, né?
02:48Não era uma pessoa aí no auge da sua forma.
02:51O que acho que a gente tem que parar pra pensar aqui
02:54é a forma como o nosso sistema de justiça
02:57tem agido em casos de reincidência.
03:01Porque, veja, quando a gente fala...
03:02Linha, só vou te interromper brevemente,
03:03só pra recepcionar as pessoas que nos acompanham pelo rádio,
03:06multiplataforma aqui na Jovem Pan.
03:07A gente tá falando de um caso de um estuprador
03:10que foi liberado diversas vezes pela justiça
03:13e voltou a estuprar e agora matar uma menina de 14 anos.
03:17Por favor.
03:17Então, quando a gente fala do sistema de justiça como um todo,
03:21a gente tinha como um princípio aquela questão de ressocializar,
03:24de reintegrar a pessoa pra que ela tenha uma nova chance.
03:28Mas nós estamos falando de uma pessoa
03:30que não tinha cometido um só delito.
03:32Ela já tinha cometido não só um, como vários,
03:35e também várias vezes, né?
03:37Ela já havia reincidido naquele delito,
03:41naquele crime, em diversas oportunidades.
03:44Isso, infelizmente, da forma como a nossa legislação é hoje,
03:48o Gustavo pode falar muito melhor que eu sobre esse aspecto,
03:51isso não caracteriza qualquer tipo de obstáculo,
03:54por exemplo, a progressão do regime.
03:56Que acho que foi mais ou menos o que aconteceu com ele.
03:59Que foi colocado em liberdade,
04:00ainda que já tivesse cometido o mesmo crime várias vezes,
04:04o que leva a crer, como aconteceu,
04:07que ele provavelmente cometeria o crime novamente.
04:10Então, é muito importante a gente ter em mente
04:12como o nosso sistema de justiça tem trazido obstáculos
04:18à própria realização da justiça que nós, como sociedade, entendemos.
04:22E como a gente vai conseguir mudar esse sistema,
04:26ainda que seja uma mudança lenta,
04:28até porque a gente conversou outro dia e explicou
04:30para a nossa audiência que, por exemplo, a saidinha.
04:32A saidinha, ela não existe mais.
04:34Mas essa lei foi aprovada...
04:36É para os presos que já estão cumprindo pena
04:39a partir da medida, né?
04:41Aqueles que já estavam...
04:42Só quem foi condenado a partir da medida
04:44deixa de ter direito àquele benefício.
04:47Então, as mudanças no nosso sistema penal,
04:49por conta de um princípio que é chamado...
04:52Como é, Gustavo?
04:53Isso, que não pode prejudicar...
04:57A mudança na lei não pode prejudicar o réu.
05:01Então, por conta disso, qualquer mudança na nossa lei penal
05:04ela é muito lenta, ela é muito gradual.
05:07E tudo isso a gente precisa discutir
05:09para tentar fazer um país melhor, né?
05:11Gustavo, eu acredito que você também,
05:13durante a sua carreira, já tenha tido
05:14diferentes situações como essa, né?
05:16De você ir lá, prender a pessoa,
05:19ela é liberada pela justiça,
05:20porque com base também na Constituição,
05:22e isso vai se tornando cada vez mais frequente
05:25como um episódio de um estuprador,
05:27uma pessoa que tem ali atos de violência
05:29e que novamente é colocado na rua.
05:32Olha, eu vou falar uma coisa.
05:33Nós, como policiais, na nossa atividade,
05:36a gente procura ao máximo deixar de lado sempre a emoção.
05:39Isso é um exercício que a gente faz ao longo da carreira.
05:42E eu, com quase 18 anos de atividade policial,
05:45eu aprendi a abstrair muita coisa
05:48e separar a emoção, deixar a emoção de lado.
05:50Mas assistir a fatos como esse,
05:52a tragédias como essa,
05:53é algo que realmente não dá, não tem como.
05:56Eu, como pai,
05:57eu sou pai de duas meninas,
06:00eu não consigo imaginar o que eu faria
06:02com esse canalha,
06:04caso isso tivesse acontecido com a minha filha.
06:05Eu não consigo imaginar a dor dessa família.
06:09E essa é uma dor,
06:10esse é um sangue inocente,
06:11essa vítima, essa menina de 13 anos,
06:13é mais um sangue inocente,
06:15derramado,
06:16que poderia ter sido evitado.
06:18Isso é o mais revoltante de tudo.
06:20Esse animal,
06:21não vou chamar de animal,
06:22porque seria uma ofensa contra os animais,
06:24mas esse canalha
06:25que cometeu esse crime,
06:27estuprou e matou a menina,
06:29ele já tinha sido condenado
06:31por dois crimes de estupro.
06:33Um contra uma vulnerável,
06:35uma menor de 11 anos,
06:36praticado durante uma saída temporária,
06:39e depois contra a própria mãe.
06:41E esse indivíduo
06:42estava cumprindo o regime de prisão domiciliar,
06:46com tornozeleira eletrônica.
06:49Então vejam,
06:50quantas vítimas foram,
06:52nesse caso,
06:54foram vítimas por conta da liniência,
06:56de privilégios indevidos
06:57do nosso sistema de justiça criminal,
06:59como bem disse a Ana aqui.
07:01E um desses casos,
07:01a saída temporária.
07:03Agora,
07:04em relação
07:04à prisão domiciliar,
07:07poderia ter sido também
07:08a progressão de regime.
07:10São privilégios absurdos
07:12que foram feitos
07:13para acobertar
07:14bandidos
07:15e criminosos.
07:16A gente não pode relativizar,
07:18a gente está,
07:18infelizmente,
07:19a sociedade
07:20está perdendo
07:21a capacidade
07:22de se indignar
07:23em relação a fatos como esse.
07:25É uma menina
07:26de 13 anos
07:27que foi estuprada
07:28e morta.
07:29É mais um caso
07:30que vira manchete
07:32e desaparece
07:33com a mesma velocidade
07:33com que apareceu.
07:35Não é possível
07:36a gente conviver
07:37com fatos como esse.
07:38A gente precisa repensar.
07:39as pessoas que apoiam
07:41direitos de criminosos
07:42e que não entendem
07:43que a gente precisa
07:44passar por um choque
07:45de gestão
07:46na segurança pública
07:47tem sangue
07:48nas mãos.
07:49Em mais um caso
07:50como esse.
07:51Criminoso
07:51do porte desse animal,
07:53desse canalha,
07:55estuprador,
07:57abusador de mulher,
07:58abusador de criança,
07:59tem que ir
07:59para a cadeia
08:00e apodrecer
08:01lá dentro
08:02sem qualquer tipo
08:03de benefício.
08:04É somente essa a saída.
08:05Sim,
08:05quando a gente olha
08:06a reincidência,
08:06os crimes dele
08:07começaram ali,
08:08acredito,
08:08em 2016.
08:09Então a gente falando
08:10de mais de cinco crimes
08:11no decorrer de dez anos.
08:12Exatamente.
08:13Em pouco espaço de tempo
08:14crimes estão graves.
08:16Então isso é chocante.
08:17Esse crime não deveria
08:18ter acontecido
08:18porque essa pessoa
08:19não deveria estar solta.
08:20É revoltante.
08:21E até um detalhe.
08:22A pena mínima
08:23por crime de estupro
08:25é de oito anos.
08:26E ele pegou
08:26a pena mínima
08:27tendo estuprado
08:28uma criança de onze.
08:29De onze anos.
08:30Então como é que
08:31um estuprador
08:32de uma criança
08:33de onze anos
08:34pega a pena mínima?
08:35Sendo que o primeiro crime
08:36dele nem foi esse.
08:37Foi em relação
08:38a porte de entorpecente.
08:41Então assim,
08:41a reincidência criminal
08:42é isso que a gente vê.
08:43A pessoa está ali
08:44cometer um crime
08:45aí logo depois
08:46já sai da prisão
08:47e volta a cometer
08:48crimes ainda mais graves.
08:50Isso que choca a gente.
08:51A Lini até está participando
08:52aqui do nosso chat.
08:53Ela disse assim
08:54que tem que acabar
08:54com os benefícios
08:55dos presos.
08:56como que uma pessoa
08:58dessa quer conviver
08:58em sociedade?
08:59Então ela não pratica
09:00crimes.
09:01Ana?
09:01Não, eu acho que
09:02esse ponto aí
09:03que foi falado
09:04é muito importante.
09:05Ele começou com crimes
09:06de menor gravidade
09:08e agora ele chegou
09:09ao homicídio
09:10que é o crime máximo
09:10contra a vida.
09:12Então, não só
09:14a gente não conseguiu
09:15ressocializar essa pessoa
09:16mas ela foi devolvida
09:18para a sociedade
09:18ainda pior
09:19e cometendo crimes
09:20ainda mais graves.
09:21O que faz a gente
09:22refletir também
09:23sobre a qualidade
09:24do tempo
09:25que a pessoa
09:25passa dentro da cadeia.
09:27Porque ao meu ver
09:28hoje a pessoa
09:29ela passa o tempo
09:30dentro da cadeia
09:31pensando no que
09:31que ela vai cometer
09:32de crime
09:33quando ela sair.
09:34A gente não existe
09:35realmente
09:36e eu falo muito
09:37essa palavra
09:38a ressocialização.
09:40A gente não consegue
09:41reintegrar a pessoa
09:42para conviver em sociedade
09:43dentro das leis.
09:45A gente vê que
09:46ela só sai pior
09:47cometendo mais crimes.
09:49Então, está tudo
09:50completamente ao contrário.
09:52Infelizmente.
09:53Os instrumentos
09:53de progressão
09:54de pena
09:55não podem ser tratados
09:56como direito
09:57do preso.
09:58Eles precisam ser
09:59um instrumento
10:00do sistema
10:01de justiça criminal.
10:03Ou seja,
10:03concedido apenas
10:04muito criteriosamente
10:06para um preso
10:07que em função
10:08do seu comportamento
10:10de uma mudança
10:11de vida
10:11tenha demonstrado
10:13comprovadamente
10:14que merece
10:16ter algum tipo
10:18de benefício
10:18ou de progressão.
10:20É inacreditável
10:21que a gente continue
10:22ano após ano
10:23tendo esse debate.
10:25muito obrigado.
Comentários

Recomendado