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Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a anexação da Groenlândia e afirmou que apenas os EUA teriam capacidade de garantir a segurança do território. Em tom crítico, Trump disse respeitar a população local e a Dinamarca, mas chamou o país europeu de “ingrato” e afirmou que a Europa segue um caminho equivocado. O presidente também relembrou a presença militar americana na região durante a Segunda Guerra Mundial e negou que a proposta represente ameaça à Otan, alegando que a anexação fortaleceria a aliança. A bancada analisou o discurso e avaliou os impactos geopolíticos da declaração.

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Transcrição
00:00A gente acompanhou o discurso de Donald Trump ao vivo em Davos.
00:04Seguiremos, claro, acompanhando por meio da nossa produção, que vai fazer toda a análise,
00:08mas muito conteúdo já temos por aqui.
00:11Alguns pontos a gente já destacou ao longo dessa edição aqui do Morning Show,
00:15as tarjas que estão sendo geradas para quem nos acompanha por vídeo,
00:19para a plataforma de rádio.
00:21Falou sobre a questão aí com a brilhante tradução do Luca Bassani em relação à Groenlândia,
00:27então já era previsível isso, e colocando os Estados Unidos como se fosse uma espécie de vítima
00:31que surrupiaram a Groenlândia.
00:34Você interpretou dessa forma também, Mano?
00:35Pois é, e como se o fato dos Estados Unidos terem se tornado a maior potência econômica do mundo,
00:41país mais rico, com os melhores índices socioeconômicos, uma grande potência,
00:47não fosse por si só uma grande vantagem de tudo que os Estados Unidos também
00:53produziu em termos de ordem global.
00:57Então o Trump trata os Estados Unidos como se fosse uma grande vítima de todo o resto do mundo
01:02e como se todo mundo devesse aos Estados Unidos,
01:05como uma forma, no fim das contas, de pedir uma subordinação do mundo.
01:09Então ele trata como se tivesse dado muitos favores e privilégios, bondades para a Europa
01:17e em troca estivesse pedindo nas palavras dele apenas um pedaço de gelo.
01:22E é assim que ele se refere à Groenlândia.
01:25É, inclusive, daqui a pouquinho a gente vai conversar com o Manoel Furiela,
01:28também especialista no contexto internacional,
01:30mas eu quero ouvir ainda de vocês sobre os principais pontos destacados aí.
01:36Ana Beatriz Hirsch.
01:37Eu acho curioso, como o Mano fala, o Mano coloca,
01:41que é como se fosse uma narrativa que é dissonante da realidade que o resto do mundo enxerga.
01:46É o mundo que ele enxerga.
01:47Não, pois é.
01:48Eu acho que até queria que o psicólogo já estivesse aqui
01:51para conseguir explicar em que momento que as realidades são tão distintas, né?
01:58O discurso do Donald Trump coloca os Estados Unidos num lugar que ele não está.
02:04Num lugar vitimizado, talvez um pouco fragilizado,
02:09como se o fato de ser a maior potência mundial não tivesse ônus e bônus.
02:14E apenas os bônus, como se, olha, eu fiz um bem geral à humanidade
02:19e essa é a primeira vez que eu estou pedindo algo em troca.
02:23E não é assim que é o mundo real.
02:25Bom, a gente está de volta para o pessoal que nos acompanha pelo rádio.
02:28Estamos repercutindo aqui as falas de Donald Trump.
02:31Muitas delas a gente já esperava sobre a Goroilândia,
02:35mas tratando então os Estados Unidos como se fosse uma vítima
02:37e que teve o território tomado, né?
02:39Vou trazer aqui uma perspectiva diferente,
02:42que é a perspectiva do discurso protecionista voltado para o americano.
02:48Na minha visão, não existe nenhuma viagem na maionese.
02:51Eu acho que o Trump sabe a posição que ele está ocupando,
02:53a posição de principal líder mundial,
02:56a posição de quem não tem quem rivalize com ele.
02:58Ele não está brigando com a China, ele não está brigando com a Rússia
03:01e nós não temos um líder europeu hoje forte o suficiente.
03:04Então, para mim, ele fala para o eleitorado americano.
03:07Ele fala para o cidadão americano que esse ano tem os midterms,
03:10tem eleições nos Estados Unidos e ele precisa dessa base.
03:14Ele iniciou o ano, inclusive, e ele tem uma fala que ele disse
03:16se eu não vencer, farão impeachment.
03:19Então, ele mostra que eu sou o grande líder que o povo americano precisa.
03:26Tanto é que em um determinado momento ele se posiciona como líder do hemisfério.
03:30Ele não se posiciona só como líder do governo dos Estados Unidos.
03:33Ele fala, estou aqui para defender o nosso hemisfério.
03:36Então, o que eu vejo?
03:38Eu vejo um discurso voltado para o americano,
03:40onde ele, muita gente pode falar, ele está viajando.
03:43Ele não está viajando.
03:44Ele sabe o poder que ele tem na mão, econômico, bélico.
03:47O que eu vejo é, votem a meu favor,
03:51que aí sim os Estados Unidos vai ser grande novamente,
03:55que tem sido o discurso dele de sempre.
03:56E quando os Estados Unidos vão bem, segundo o Trump,
03:59todos os outros países também vão bem.
04:01Então, assim, vamos conversar com o Manuel Fui.
04:03Ela também é especialista no contexto internacional,
04:06está acompanhando o discurso do Donald Trump
04:08e vai trazer os pontos, os principais deles na sua percepção.
04:13Manuel, bom dia.
04:15Olá, bom dia a todos.
04:16Bom, esse aspecto que foi mencionado,
04:19de que Donald Trump fala propriamente para o eleitor americano,
04:24apesar de estar fazendo um discurso num evento global,
04:27num evento internacional,
04:28é verdade, procede.
04:31Essas eleições que se avizinham,
04:33onde ele realmente está assumindo muitos riscos,
04:36por conta ainda do desempenho norte-americano,
04:39está sendo complicado,
04:41você tem questões inflacionárias,
04:43a economia também está apresentando resultados
04:46que trazem satisfação a certos setores da sociedade,
04:50você tem um foco nesse aspecto.
04:54Mas acho que, além desse, propriamente,
04:57que é um estilo dele usar esses eventos,
05:00essas reuniões internacionais para esse tipo de objetivo,
05:04também tem um grande recado para a Europa
05:06em relação à Groenlândia.
05:08Então, ele tem utilizado vários instrumentos de pressão
05:12para conseguir adquirir a Groenlândia,
05:15conseguir fazer com que os Estados Unidos
05:18tenham a soberania sobre o território,
05:20tanto por questões geopolíticas,
05:22questões de defesa,
05:23mas ele negou,
05:25mas ele também tem interesse,
05:26os Estados Unidos têm interesse
05:27nos recursos naturais ali depositados.
05:31Então, esse tipo de atuação dele agora
05:34é uma pressão adicional
05:36sobre os integrantes da OTAN
05:39e, principalmente, os da União Europeia.
05:42A carta que ele tem na manga
05:44a ser utilizada como última opção
05:47é propriamente uma invasão militar,
05:49mas uma invasão militar
05:50significaria a implosão dessa aliança,
05:53a implosão da OTAN,
05:55significaria um conflito
05:58que poderia escalar para a Europa,
06:01você poderia ter ali um alinhamento
06:03dos tradicionais amigos dos Estados Unidos,
06:07países importantes,
06:09aliados americanos naquela região,
06:12tendo que tomar decisões difíceis
06:14e ele, por óbvio, quer evitar,
06:16quer deixar essa como a última possibilidade.
06:19Então, também como instrumento de pressão.
06:22Ele relembra a Segunda Guerra Mundial,
06:25momento que, sim,
06:26os Estados Unidos ocuparam a Groenlândia,
06:29já que a Dinamarca estava ocupada
06:31por tropas nazistas,
06:32ocupou e evitou que elas fossem tomadas
06:36por tropas alemãs.
06:38Agora, o que ele diz que a Groenlândia
06:40estaria falando alemão-japonês,
06:42não procede, que, como a gente sabe,
06:44o eixo saiu derrotado na Segunda Guerra Mundial,
06:49haveria também a desocupação da Groenlândia.
06:52Isso é um momento interessante do discurso,
06:54mas, de qualquer forma, um exagero.
06:56Ele utiliza muito esse tipo de discurso curioso.
07:00Mas a desocupação dos territórios alemães
07:04levaria também à desocupação da Groenlândia
07:06da mesma forma.
07:07Agora, um aspecto também curioso
07:09que a gente traz aqui é que não é de hoje
07:12que os Estados Unidos têm interesse na Groenlândia.
07:14Já no século XIX,
07:16tentaram adquirir,
07:18no momento onde adquiriram outros territórios,
07:20o Alasca, que adquiriram da Rússia, por exemplo,
07:22também foi mais ou menos naquela época,
07:25e tentaram comprar em outras oportunidades,
07:28inclusive após o final da Segunda Guerra Mundial.
07:32Eles não quiseram devolver,
07:33também ao contrário do que ele disse.
07:35ofereceram 100 milhões de dólares em valores da época
07:38para a aquisição da Groenlândia.
07:41Então, não foi uma desocupação ao bel prazer.
07:44Foi uma desocupação porque, já na época,
07:46também não houve uma negociação com a Dinamarca.
07:49A Dinamarca não teve interesse
07:51em transacionar a Groenlândia.
07:54E acabou, também aqui um fato curioso,
07:58transacionando as ilhas virgens americanas.
08:02É um pequeno grupo de ilhas que ficam ali do Caribe,
08:06que eram da Dinamarca.
08:08Aquelas, também por pressão norte-americana,
08:11muito parecida com a que fizeram na época na Groenlândia,
08:14acabaram cedendo e vendendo aquela.
08:16Mas, por óbvio,
08:18a imensidão do território da Groenlândia,
08:21que também, por óbvio, não é só gelo,
08:23você tem massa territorial,
08:25ela não é uma calota polar como é o Polo Norte,
08:29ela é territorial.
08:31Então, ela tem, com certeza, recursos naturais,
08:34minérios e por aí vai.
08:36E a Dinamarca, já na época, não teve interesse,
08:39mas acabou cedendo,
08:41por pressão também norte-americana,
08:43acabou cedendo nas ilhas virgens.
08:45Então, você tem aí alguns aspectos interessantes.
08:50E, por fim, aqui,
08:51só para a gente concluir essa primeira análise,
08:55nada falado ali tem muita relação
08:58com a proposta de um fórum econômico.
09:02Lógico que via reflexo,
09:03o que ele disse aí de questões energéticas,
09:08tudo mais, mas assim,
09:09não há uma construção de proposta americana
09:13que faça parte do escopo desse evento.
09:16É, ele falou muito, né,
09:17sobre a questão de a construção de usinas eólicas,
09:21falou também sobre o potencial que os Estados Unidos têm
09:24para a geração de energia limpa.
09:26Que ironizou a China, né?
09:27Ironizou a China, falou...
09:29Go Biden, como sempre.
09:31Pois é, o Biden é o grande culpado,
09:33é o antecessor, só olhando no retrovisor,
09:34que agora, comigo em um ano aí,
09:37está voando os Estados Unidos.
09:38Os Estados Unidos estão voando.
09:40Ana Beatriz Hirsch.
09:41Professor, bom dia.
09:42Obrigada por estar aqui conosco.
09:44Professor, a gente estava aqui discutindo entre nós
09:47enquanto ouvia o discurso do presidente
09:49sobre como os próprios americanos
09:52enxergam tudo isso que ele tem dito, né?
09:55Eles são a favor, por exemplo,
09:57da anexação da Greenlandia.
09:59Eles gostam desse discurso.
10:00Embora eu saiba que seja um país também
10:02bastante polarizado,
10:04mas às vezes a impressão que a gente tem de fora
10:07é muito diferente daquilo que os americanos
10:09estão entendendo de todos esses movimentos
10:12e falas do Donald Trump.
10:15Ótimo ponto.
10:16Prazer em falar contigo também.
10:19A divisão dentro dos Estados Unidos,
10:22a gente pegar em termos gerais,
10:24óbvio que dá para a gente também regionalizar o país, né?
10:27Você pegar aquela parte mais central,
10:29mais agrícola, redneck, né?
10:31Que os Estados Unidos usam a expressão
10:33para identificar aquelas pessoas.
10:35E também de regiões que passaram
10:36por uma deterioração econômica,
10:38desindustrialização.
10:40Esse pessoal está sempre com ele.
10:42É um eleitorado típico.
10:43Mas a gente pegar o país como um todo,
10:45você tem entre 25% e 30%
10:48são a favor sempre
10:49dessa agenda
10:51que ele traz.
10:54Então, você tem esse perfil.
10:56E ali também os outros 20%, 25%,
10:59um pouco menos,
11:00são muito opostos
11:01desse tipo de agenda.
11:03imagina uma agenda mais próxima
11:05do Joe Biden,
11:07se a gente quiser aqui pegar uma comparação
11:09em tempos mais recentes.
11:11Mas você tem o resto da sociedade
11:12que ela vai de acordo
11:14com o que acha que traz efetivos resultados.
11:18Então, se ele tomar essas decisões,
11:21mas ao final conseguir resultados efetivos
11:25para o país,
11:26esse pessoal embarca
11:27nesse tipo de agenda.
11:29Então, tradicionalmente,
11:30você tem,
11:32nos últimos anos, pelo menos,
11:34a sociedade americana
11:35voltou a ser mais conservadora
11:36do que ela era
11:38alguns anos atrás, por exemplo.
11:41Você tem, propriamente,
11:43é um pessoal que caminha
11:44mais de uma forma
11:46pragmática, eu diria.
11:48Numa forma de resultados.
11:51E ele constrói
11:53também discursos
11:55para justificar as ações.
11:57No caso da Groenland,
11:58desse discurso,
11:59ele foi sendo modificado.
12:02Veio com uma proposição de compra,
12:04dizendo que vivem lá poucas pessoas,
12:07que a Dinamarca é um país pequeno
12:09para controlar.
12:10Depois você viu caminhando,
12:12já dizendo para os Estados Unidos
12:14como é relevante a Groenlandia,
12:16e é realmente,
12:18em termos geopolíticos,
12:19em termos de defesa
12:20e tudo o que a gente já ouviu.
12:22Depois caminhou
12:23para uma ingratidão da OTAN,
12:25com um território
12:28que eles chegaram a ocupar
12:30e não tinham obrigação
12:31de devolver.
12:32Então a gente percebe
12:33que ele vai caminhando
12:34para construir discursos.
12:37E aí entra no que você
12:38me perguntou também.
12:40Ele constrói
12:41essas justificativas
12:42também para trazer
12:44mais apoio interno.
12:46Mas, no final das contas,
12:48a maior parte do eleitorado,
12:50só para a gente resumir aqui,
12:52ele vai o do cidadão americano,
12:55ele vai naquilo
12:56que vai trazer resultado.
12:57Se esse tipo de medida,
12:59no final,
12:59trouxer retorno
13:01para os Estados Unidos,
13:03aí acaba havendo
13:04uma aprovação.
13:06Nós conversamos
13:06com o Manuel Furriella,
13:08ele que é especialista
13:09no contexto internacional,
13:11ajudando aqui
13:12a interpretar
13:12as diferentes falas
13:13de Donald Trump.
13:14Muito obrigado
13:14pela participação
13:15no Morning Show.
13:16Obrigado.
13:17Bom, a gente segue acompanhando
13:19por meio do nosso editor
13:20de Internacional Greco Routes,
13:21que está na redação,
13:22ainda o discurso rolando
13:24de Donald Trump.
13:25Mas vamos aqui
13:26com o restante
13:27da nossa bancada
13:28para justamente
13:28acompanharmos
13:30esses diferentes contextos.
13:33Agora falando
13:33sobre a Somália,
13:34que é uma nação fracassada.
13:37Pois é,
13:37o Trump,
13:38ele tem esse estilo
13:39muito pessoal,
13:42muito personalista,
13:43que liga,
13:45joga as favas
13:46a qualquer tipo
13:48de protocolo,
13:49qualquer tipo
13:50de ideia
13:53de que você,
13:54por exemplo,
13:55num evento,
13:56num Fórum Econômico Mundial,
13:57deva-se até
13:58a falta
13:58do Fórum Econômico Mundial.
14:00De que,
14:01como presidente
14:01de um país,
14:03você precisa
14:03respeitar
14:05outros presidentes
14:07de outros países.
14:08Então,
14:08por exemplo,
14:09chamar a Somália
14:10de nação fracassada
14:11é completamente
14:12contra os protocolos
14:15típicos
14:15de chefes de Estado.
14:17do Fórum Econômico Mundial,
14:17também.
14:18.
14:19.
14:19.
14:19.
14:22.
14:24.
14:25.
14:26.
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