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A Justiça britânica negou o pedido de recurso apresentado pela mineradora australiana BHP e manteve a decisão que a responsabiliza pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Com isso, fica aberto o caminho para o pagamento de indenizações bilionárias a cerca de 620 mil atingidos pelo desastre.

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Transcrição
00:00A Justiça do Reino Unido barrou o recurso da mineradora BHP que tentava reverter o reconhecimento de responsabilidade pelo rompimento da barragem ocorrido em 2015.
00:12A reportagem de Gustavo Galvão, diretamente de Minas Gerais.
00:17Com essa determinação, a BHP foi condenada a arcar com 90% das custas processuais das vítimas relativas à primeira fase do julgamento.
00:25O que inclui um pagamento antecipado de 43 milhões de libras e esterlinas, cerca de 309 milhões de reais.
00:34É importante ressaltar que esse montante, ele se refere estritamente aos gastos com o processo e não interfere ou reduz as indenizações finais que os atingidos devem receber.
00:45Em resposta, a mineradora afirmou então que ainda pretende levar o pedido de recurso à corte de apelação e que seguirá com a sua defesa nas próximas etapas.
00:54O histórico da condenação inglesa destaca que a empresa tinha ciência dos riscos de ruptura, mas falhou em adotar as medidas preventivas necessárias para evitar a catástrofe que matou 19 pessoas e devastou centenas de quilômetros de mananciais.
01:11Enquanto o processo na Inglaterra caminha agora para a fase de avaliação de danos, com julgamento previsto para outubro de 2026, o cenário aqui no Brasil apresenta um contraste jurídico.
01:22Por aqui, embora as empresas tenham sido absolvidas criminalmente pela Justiça Federal, o processo cível resultou em um acordo de 170 bilhões de reais para reparação e compensação, homologado pelo Supremo Tribunal Federal no final de 2024.
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