O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o Legislativo não será um entrave para a conclusão histórica do tratado entre Mercosul e União Europeia. Motta pretende pautar a análise dos termos do acordo logo na abertura dos trabalhos legislativos de 2026, visando garantir segurança jurídica para o setor produtivo.
O parlamentar destacou que a aprovação rápida é fundamental para que o Brasil aproveite a janela de oportunidades comerciais e consolide sua posição no mercado europeu, reforçando o compromisso da Câmara com a agenda de desenvolvimento econômico.
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00:00Agora, Brasília, o presidente da Câmara, os deputados Hugo Mota, avisa que vai pautar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia para a primeira sessão do ano.
00:10Capital Federal, com André Anelli chegando aqui com a gente, mesmo com a aprovação dos parlamentares, os congressos dos outros países também precisam dar o aval.
00:21Não é isso, André? Boa noite, boa semana para você.
00:23Exatamente isso, Tiago. Muito obrigado, boa noite a você, boa semana e boa semana a todos aqui no Jornal Jovem Pan.
00:34O presidente da Câmara, Hugo Mota, celebrou a assinatura do acordo entre os dois blocos econômicos, horas depois da assinatura do documento, no último sábado, em Assunção, no Paraguai.
00:46Nas redes sociais, Mota disse que o acordo comprova a força da diplomacia, do diálogo e da cooperação, que devem ser sempre os pilares das relações entre os países.
00:58Segundo ele, ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, o acordo abre oportunidades para mais crescimento, mais renda, mais emprego, mais investimentos e mais trocas de novas tecnologias.
01:13E, diante dessas vantagens, Mota garantiu que pretende dar ao acordo a tramitação mais rápida possível na Câmara dos Deputados, para que ele possa entrar em vigor o quanto antes.
01:26Além da Câmara, o tratado, como você disse, né, Tiago, precisa passar também pelo Senado, onde o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa, Nelsinho Trad,
01:35já anunciou a abertura de uma subcomissão para acompanhar a tramitação desse acordo.
01:42E não é só o Legislativo do Brasil que precisa fazer, então, a confirmação da validade do texto.
01:49Essa implementação requer ainda a aprovação do Parlamento Europeu, composto por 720 membros que precisam ser favoráveis por maioria simples, ou seja, acima de 360 votos, número que deve ser ultrapassado sem dificuldade.
02:07E, aqui na América do Sul, os congressos dos demais países do bloco, no caso, então, Argentina, Paraguai e Uruguai, também precisam aprovar o acordo que abrange cerca de 720 milhões de pessoas
02:20e vai representar um produto interno bruto combinado, um PIB de aproximadamente 22 trilhões de dólares, cerca de 118 trilhões de reais.
02:32Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esse tratado deve injetar em cerca de 10 anos 37 bilhões de reais só na economia brasileira,
02:42com a expectativa de entrada em vigor, então, desse acordo apenas no segundo semestre, por conta de todas essas análises burocráticas que ainda precisam ser vencidas, Thiago.
02:54Isso, o acordo que foi assinado no sábado e agora a expectativa, como se dará todo esse processo, mais a necessidade dos congressos dos países aprovarem o acordo.
03:04Até daqui a pouquinho, o André, que volta já já para falar sobre a PEC da Segurança Pública,
03:08deixa eu fazer mais um giro com as nossas comentaristas, começando pela Dora agora, sobre a questão política de tudo isso, né?
03:16Pode entrar também, Denise, aqui nos estúdios?
03:18Ô, Dora, ninguém ia imaginar que o acordo que durasse 26 anos para sair do papel, o Congresso Nacional aqui do Brasil ia vetar qualquer tipo de coisa nesse sentido.
03:30Agora, é o presidente da Câmara, Hugo Mota, já sinalizando, talvez, uma pauta, não sei se é mais popular,
03:37mas querendo demonstrar apoio a tudo isso, antes de voltar do recesso?
03:43É exatamente o que você falou, não tem o menor cabimento, a menor lógica, um acordo desse,
03:49que levou tanto tempo e, principalmente, muito favorável à América do Sul,
03:55por isso a resistência europeia também, como se diga, e, principalmente, ao Brasil.
04:00Quer dizer, é claro que o presidente da Câmara e também o do Senado.
04:06E o Congresso, como um todo, se colocando ao lado de uma pauta que eu não diria nem, Thiago, que é popular.
04:15É uma pauta óbvia, uma pauta de consenso, melhor dizendo.
04:20E tem outra, né, no Congresso Nacional, a bancada do agro, que eu nem sei mais quantas pessoas,
04:26quantos parlamentares têm, é uma enormidade, eu acho que é a maior bancada que tem,
04:31a bancada ruralista, e que é o setor que todo mundo sabe, é o mais bem atingido, aquinhoado,
04:39com esse acordo de livre comércio.
04:42Portanto, é o estranho, maluco, seria que o Congresso se colocasse contrário.
04:50Na verdade, não, é daquele tipo de pauta que ninguém vai se colocar contra,
04:57porque não tem nem argumentação, nem argumento para isso.
05:01Evidentemente que no Parlamento brasileiro já passou.
05:04O recesso parlamentar continua, ainda tem recesso na semana que vem, Delis,
05:09mas ele tenta sinalizar, olha, estou atento a essas pautas que vão começar a ser discutidas,
05:15e claro que o Congresso vai aprovar isso rapidinho.
05:17Eu acho que sim, Tiago, acho que não tem o menor cabimento, como a Dora disse,
05:21não aprovar uma coisa que o Brasil brigou tanto para conseguir avançar,
05:24e além da vantagem para o agro, que já tem uma competitividade forte,
05:29nós tivemos balanço divulgado pela Confederação Nacional da Indústria,
05:32bastante animador quanto ao potencial de expansão dos negócios a partir desse acordo.
05:37Os acordos que já existem feitos pelo Brasil representam 8% da importação mundial de bens.
05:43De acordo com a CNI, com a União Europeia, esse percentual vai subir para 36%,
05:48e o bloco europeu respondeu por 28% do mercado global em 2024.
05:54Então, a CNI está bastante animada com a possibilidade de expansão da venda de manufaturados,
06:00mesmo com todas as dificuldades de competitividade da indústria nacional,
06:04necessidade de mais investimentos, aumento da produtividade, redução de custos de produção.
06:09Então, é isso, toda a economia brasileira apostando muito, ainda tem o setor de serviços,
06:14todas as áreas relacionadas, como justificar se o Congresso colocar qualquer dificuldade para isso.
06:20E tem um levantamento que saiu, Denise, nessa segunda-feira, e Dora também aqui com a gente,
06:268.800 produtos brasileiros podem ter a tarifa zerada com o acordo entre os dois blocos.
06:34Não é algo imediato, como você sempre destacou, né?
06:37Mas, de uma certa maneira, pode ser, para o consumidor brasileiro, uma vantagem.
06:43É, 5 mil produtos na área industrial brasileira, isso representa 54,3% de produtos abrangidos
06:50que terão imposto zerado com a União Europeia quando prevalecer esse acordo.
06:55Eu acho que a dificuldade maior é do lado da União Europeia.
06:58O Parlamento Europeu ainda vai discutir essa questão, tem de aprovar por maioria simples,
07:02mas os parlamentos de cada país podem criar dificuldades adicionais.
07:07Então, é observar mais o encaminhamento na Europa, onde a política pesa menos do que os interesses econômicos.
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