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Uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou, nesta sexta-feira (09), o acordo de livre comércio com o Mercosul, negociado há mais de 25 anos e criticado pelo setor agropecuário europeu e pela França, indicaram à AFP fontes diplomáticas. Com esse sinal verde, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar a Assunção para assinar na segunda-feira (12) o acordo comercial que vinculará o bloco a Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Alan Ghani, Jess Peixoto e Roberto Motta comentaram.

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Transcrição
00:00Vamos conversar com o Eliseu Caetano, ainda nesse cenário internacional, porque, de acordo com a agência de notícias AFP,
00:07países da União Europeia teriam dado o sinal verde para o acordo comercial com o Mercosul.
00:13O Eliseu Caetano, então, está de volta ao vivo e traz para a gente os detalhes. Conta, Eliseu.
00:19Oi, Soraya. Muito bom dia novamente para você, para o Nonato, para o Gani e para todos que acompanham a programação da Jovem Pan.
00:25A gente volta a falar ao vivo, direto dos Estados Unidos. Olha, antes de ir para essa notícia, só colocando aqui um temperinho nessa tua conversa com o Alan Gani
00:32sobre Venezuela. Daqui a pouquinho, a partir das duas e meia da tarde, pelo horário local da costa leste americana, pelo horário aqui de Washington DC,
00:41o presidente dos Estados Unidos vai se reunir com executivos de empresas de petróleo daqui dos Estados Unidos, lá na Casa Branca.
00:47Portanto, a partir das quatro e meia da tarde, pelo horário de Brasília, Donald Trump vai estar tentando convencer esses executivos
00:54a investir na Venezuela e a comprar também produtos de lá. Teremos novidades com relação a isso.
01:01Agora, também temos novidades com relação a essa questão envolvendo a União Europeia e o Mercosul.
01:07Os países da União Europeia deram, nessa semana, um passo decisivo.
01:11Mais um para aprovar o acordo comercial com o bloco sul-americano, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
01:18Isso estava ali parado há muitos anos. Esse acordo foi e voltou, foi e voltou, foi visto, revisto, alterado,
01:27muitíssimas vezes. Essas negociações começaram lá atrás, na década de 1990, se arrastaram, portanto, por cerca de 25 anos
01:35e agora, aparentemente, avançaram. As negociações foram retomadas e ganharam força nos últimos meses
01:44e o acordo agora pode, finalmente, ser aprovado por uma maioria qualificada do Conselho da União Europeia.
01:51Isso de acordo com informações de diplomatas europeus que já estão falando sobre o assunto na mídia internacional.
01:58De acordo com representantes da Comissão Europeia, o texto do acordo já foi, inclusive, negociado e também consolidado,
02:08ou seja, abrindo caminho para um possível voto dos Estados-membros ainda nesta semana,
02:15ainda no decorrer desta sexta-feira ou mais tardar segunda-feira.
02:20Caso seja realmente aprovado pelos países da União Europeia, a presidente da Comissão, a Ursula von der Leyen,
02:26poderá assinar o tratado com os representantes do Mercosul.
02:31Esse acordo prevê a criação de uma zona de livre comércio, que deve incluir mais de 700 milhões de consumidores
02:38e eliminaria gradualmente tarifas sobre uma ampla gama de bens e de serviços nas duas regiões.
02:47O Gani vai continuar aqui para a gente entender um pouco mais sobre esse cenário,
02:51mas o Eliseu tem mais uma questão para trazer para a gente, porque mais cedo, né, Eliseu,
02:55o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a França votará contra o acordo.
03:00Esse voto de Macron mudaria alguma coisa?
03:05Olha, há uma grande expectativa de que esse anúncio oficial seja feito já nas próximas horas pela França.
03:12Nos últimos dias, nós acompanhamos aqui no jornalismo da Jovem Pão uma série de manifestações
03:16por parte dos agricultores franceses pedindo pela não inclusão da França,
03:21pela não assinatura desse acordo por parte de Emmanuel Macron, presidente do país,
03:25que afirmou agora que deve votar contra o acordo no Conselho Europeu, citando aí a oposição política interna de seu país
03:34e também preocupação com os setores específicos, sobretudo, como eu disse, com a agricultura.
03:40Macron disse que vai continuar a lutar pela implementação plena dos compromissos
03:45que garantam a proteção aos agricultores europeus.
03:49Além da França, Simon Harris também declarou que a Irlanda deve votar contra o acordo,
03:56motivada por preocupações sobre o impacto do texto nas condições de produção e também nos mercados internos de seu país.
04:04Essas posições, Soraya, Ghani, Nonato e você que acompanha a programação da Jovem Pão,
04:09refletem aí parte da resistência da União Europeia ao acordo,
04:13principalmente em países com setores agrícolas fortes e muitas preocupações sobre possíveis entradas
04:20dos produtos sul-americanos com tarifas reduzidas na região.
04:25Em resposta, a Comissão Europeia e apoiadores do pacto introduziram mecanismos de salvaguarda
04:31e também de medidas financeiras direcionadas aos agricultores,
04:34além de um pacote aí de apoio de cerca de 45 bilhões de euros para mitigar ou tentar mitigar os impactos potenciais.
04:45A votação lá no Conselho da União Europeia, que decidirá a aprovação por maioria qualificada,
04:50ou seja, pelo menos 15 dos 27 países votando a favor, representando aí, portanto,
04:5665% da população da União Europeia, é considerada neste momento um ponto crucial.
05:02Diplomatas europeus estão destacando neste momento na mídia internacional
05:06que apesar da oposição de alguns estados, Soraya, o acordo tem muita chance de ser aprovado,
05:13pois países como Alemanha, Espanha e Itália já sinalizaram apoio ou disposição para votar a favor.
05:21Eu volto com vocês no estúdio.
05:23Obrigada, Eliseu, pelas suas informações.
05:25Vamos continuar falando disso, né, Gani?
05:27Bom, a gente viu, inclusive, no começo dessa semana a gente falou, né,
05:31da sinalização positiva de outros países, como a Itália, por exemplo, né,
05:36e agora essa resistência de Macron.
05:38Tem um peso econômico forte a ponto de barrar de vez que esse acordo seja assinado?
05:45Olha, com o voto contrário da França, mas a Itália votando a favor, Soraya, não,
05:51porque daí atinge o número de 65% da população e o acordo avança.
05:58Agora, de qualquer maneira, o Macron, ele traz um argumento que não é válido.
06:03Ele diz o seguinte, ah, a carne, o frango, café vai entrar muito mais barato no mercado europeu
06:11e vai prejudicar o agricultor francês.
06:14Só que é um problema neste raciocínio, porque você está beneficiando meia dúzia de agricultores
06:22e prejudicando toda uma população, né, toda a população da França.
06:28Então, na verdade, quando entra o produto mais barato, é bom para o consumidor francês.
06:33Tudo bem que o agricultor vai ser prejudicado, mas o que pesa mais?
06:37O que pesa mais é a maioria da população, né, milhões de habitantes na França.
06:42Então, este é o primeiro ponto.
06:43E eu acho que a Alemanha traz um argumento que é fundamental,
06:47que este acordo entre Mercosul e União Europeia é uma forma de contornar as tarifas protecionistas
06:55de Donald Trump e também conseguir lidar com essa concorrência hoje da China,
07:03tanto com os países do Mercosul e também com os países da União Europeia.
07:08A gente torce para que este acordo avance, porque acordo internacional, livre comércio,
07:15globalização, reduz pobreza.
07:17A gente segue também aqui com os nossos analistas.
07:20E hoje, Roberto Mota e a Jess Peixoto.
07:22Vou começar por você essa rodada, Jess.
07:24À medida em que a gente tem ainda a dependência e a aprovação dos parlamentos dos países
07:28para a concretização do acordo.
07:31Mas, depois de tanto tempo e tanta discussão nesse vai e volta,
07:35parece que finalmente a gente está se encaminhando para uma assinatura.
07:40Isso que o Gani trouxe aqui no final é muito importante, né, Jess?
07:43Ou seja, é um momento em que a expansão de mercados acaba beneficiando todo mundo, né?
07:51Não, beneficiem muito.
07:53E o Gani é bonitíssimo aqui na base, o olhar de que...
07:57Ah, mas veja bem, o produto entra mais barato.
07:59Pois, como que nós iremos reclamar que um produto chega mais barato
08:05em um determinado país que tem um custo de vida elevado,
08:08que tem uma alimentação muito cara em relação a várias, várias áreas?
08:13Então, o produtor rural francês, italiano, ele já é muito subsidiado.
08:19Ele já tem uma habilidade de auxílio do Estado muito alta.
08:23Dar ainda mais este olhar para ele, em detrimento do produto entrar mais barato
08:28para a população europeia no geral, não seria apropriado até em relações de equidade
08:35e direitos dos demais em relação àquilo.
08:39E vale mencionar, tudo vai girar em torno da decisão da Itália,
08:42que já tem demonstrado uma mudança ali para uma perspectiva mais de apoio
08:47em relação à assinatura deste acordo, que já passa de duas décadas
08:52de possibilidade de colocar uma comida mais barata na mesa do europeu.
08:57A realidade é a mesma que era no governo de Jair Messias Bolsonaro.
09:02Por quê? Porque naquela época, Macron fazia toda uma lógica
09:06de que era sobre Amazônia, de que era sobre meio ambiente,
09:09e não era, era sobre protecionismo.
09:12E aqui ele está sendo claro e vocal em finalmente admitir que é sobre protecionismo.
09:19Já que ele não consegue competir com a potência do nosso agronegócio,
09:24com a potência de entrega, de eficiência e de qualidade do nosso agronegócio,
09:28eles preferem criar barreiras financeiras para que nós não cheguemos até lá também
09:34na lógica da mesa, na lógica de ter produtos com preço mais acessível dentro da Europa.
09:39E eu espero e até acredito que no final do dia isso não irá passar.
09:44O acordo passará na forma de aprovação e nosso produto,
09:48para a felicidade dos europeus, estará na mesa deles.
09:51Mota, você também avalia que é uma tendência de um gesto mais simbólico
09:56por parte de Macron dentro do bloco?
10:00É um gesto político.
10:02O Macron está respondendo a pressões políticas internas.
10:07E é isso que sempre acontece.
10:10Nenhum chefe de Estado toma decisões em relação a tratados
10:15sem receber pressões de lobbies.
10:19E cada um responde da sua forma.
10:22A verdade é que isso tem sido sempre um fator afetando o nosso agronegócio.
10:27Na teoria do livre comércio,
10:30cada país deveria produzir aquilo que faz melhor e mais barato
10:35e comprar dos outros países todo o resto.
10:38Na teoria, porque na verdade em cada país existem grupos econômicos
10:44que querem defender o seu pedaço.
10:47Não importa para eles se o europeu vai pagar comida mais cara.
10:52O que importa é que eles querem continuar existindo.
10:56Então, essa é uma resposta que Macron dá a essas pressões.
11:02Não é à toa que esse tratado já levou tanto tempo sendo discutido.
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