O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), disse que dará prioridade ao acordo Mercosul-União Europeia. Segundo o parlamentar, o tema de livre comércio deve ser analisado na primeira sessão do ano. O tratado foi assinado neste sábado (17) no Paraguai. Reportagem: André Anelli.
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00:00Olha, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, afirmou que vai pautar o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia para a primeira sessão do ano.
00:08Vamos conversar então aqui com o André Anelli, que vai trazer as informações pra gente agora. Bem-vindo, meu amigo.
00:16Obrigado, Evandro. Muito boa tarde a você também e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:21O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, se manifestou pelas redes sociais logo depois da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia.
00:30Assinatura essa ocorrida no último sábado, dia 17, em Assunção, no Paraguai.
00:35E nas redes sociais, Hugo Mota afirmou que, primeiramente, esse acordo trata-se do resultado do diálogo e da diplomacia, não só do Brasil, mas também dos países integrantes do Mercosul.
00:47E que esse acordo, que reúne um PIB calculado, um PIB combinado de 22 trilhões de dólares entre os membros do Mercosul e da União Europeia, pode trazer impactos positivos aqui para o Brasil, principalmente em relação à economia.
01:04Destacando ainda, então, a criação de mais empregos e mais renda para os trabalhadores, consequentemente, provocado esse aumento de renda, devido, então, à circulação maior de dinheiro e a maior demanda dos produtos brasileiros pelo mercado europeu.
01:23E, diante de todos esses benefícios, o presidente da Câmara dos Deputados fez uma promessa, então, de pautar, realmente, o acordo Mercosul-União Europeia para a primeira sessão, logo depois do término do recesso parlamentar, na primeira semana de fevereiro.
01:38Lembrando que essa tramitação aqui no Brasil, ela se repete também para os outros membros do Mercosul, no caso, Uruguai, Argentina e Paraguai.
01:48Os parlamentos desses países precisam validar.
01:51E aqui no Brasil, por ser um sistema bicameral, esse acordo precisa ser validado, não apenas pela Câmara dos Deputados, mas também pelo Senado.
02:00Onde o senador Nelsinho Trad, ele que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa, afirmou que vai abrir uma subcomissão para acompanhar a tramitação de todo esse acordo.
02:12Então, são questões legais e burocráticas que precisam ser cumpridas agora, não apenas pelo Mercosul, mas também pelos 27 membros da União Europeia,
02:22para que esse acordo passe a valer e entre em vigor. A expectativa disso é no final desse primeiro semestre e no mais tardar no segundo semestre, Evandro.
02:33Muito obrigado pelas informações, André Anelli.
02:36Agora, há também a necessidade que os parlamentos dos outros países envolvidos aprovem também esse acordo União Europeia-Mercosul.
02:44Como é que você avalia a boa vontade, Diogo Mota, de tocar esse processo para frente, hein, Lucas?
02:49Olha, eu avalio que em ano eleitoral é algo muito desejável você finalmente firmar esse acordo, né?
02:56Naturalmente, sobretudo em ano eleitoral, o PT vai se vangloriar muito de ter conseguido, durante o governo dele, firmar o acordo Mercosul.
03:04Lembrando, o Brasil não é o único país da parte do Mercosul que está tentando firmar isso.
03:08E lembrando também que o próprio PT, durante muitos anos, criticou esse acordo, falou que não, que isso é um acordo terrível para o Brasil,
03:15porque vai desindustrializar o Brasil como se o Brasil tivesse se industrializado em primeiro lugar, né?
03:20Mas é uma tentativa válida aí de firmar esse acordo ainda esse ano e colher os frutos eleitorais disso.
03:27E, Perno, como é que você avalia que será a receptividade do Congresso Nacional para esse projeto?
03:32E eu quero até trazer uma pitada para essa análise, que é o fato de uma das bancadas que hoje mais se opõem ao Palácio do Planalto
03:42verem no Acordo União Europeia-Mercosul algo bastante positivo, que é a bancada do agronegócio.
03:49Ela não se identifica com o governo, não se identifica muitas vezes com a política e nem com o discurso do presidente da República,
03:56mas, obviamente, que esse acordo é extremamente positivo para essa bancada por conta da ampliação, da possibilidade de exportação,
04:04de colocar mais produtos naquela região com um imposto sobre importação menor, ou seja, facilitar bastante daquilo que o agronegócio já faz com bastante competência aqui no Brasil.
04:16Isso pode indicar, então, uma boa avaliação desse projeto agora nessa retomada do Congresso Nacional, Piperno?
04:23Eu acho que a aprovação vai ser algo muito simples e muito fácil, até porque a frente parlamentar do agronegócio é a maior do Congresso
04:30e tem todo o interesse do mundo em que esse acordo seja aprovado o mais rápido possível.
04:36Eles também são favoráveis a isso há muito tempo.
04:39Do lado do governo, sim, era uma pauta de campanha do presidente Lula, muito próximo da dona Úrsula, sempre foram.
04:49Então, eu acho que não há nenhum motivo.
04:51Agora, veja, eu acho que esse acordo em relação ao Brasil e aos países aqui da América do Sul, ele está muito bem encaminhado.
05:00E a questão é que a gente agora tem que pensar em algo maior do que isso.
05:04O Bumota, por exemplo, até aqui é um presidente gabiru, né?
05:07O mandato dele é um mandato marcado por muitas crises.
05:11Ele não tem uma marca.
05:12Ele é um presidente pequeno para esse cargo.
05:14Então, agora, por exemplo, eu acho que ele deve aproveitar oportunidades que se fala muito de abertura para o mundo
05:21e, por exemplo, instalar, enfim, comissões para que participem também das negociações iniciadas com outros países,
05:32com Canadá, com México, Japão, com os quais o governo brasileiro, via Mercosul, também começou a tratar da possibilidade de outros acordos.
05:42E por que não os políticos tentarem dar uma atração para isso aí?
05:48Ué, ele tem que arrumar uma marca.
05:51E eu acho que isso seria muito bem-vindo.
05:53Fala, Gani.
05:53Olha só, é lógico que é um acordo histórico, mas o Brasil precisa estar preparado para colher frutos deste acordo.
06:02Então, onde que eu quero chegar, Evandro?
06:04Vai aumentar o comércio internacional?
06:06Com certeza.
06:07A gente vai exportar mais.
06:08Só que a gente tem gargalos também para exportar mais.
06:10A gente tem gargalos de infraestrutura, a produtividade da nossa mão de obra é uma das menores do mundo.
06:17Então, a gente precisa de um projeto de país.
06:21O que a gente quer ser daqui 20 anos?
06:24E é claro que isso abre uma janela de oportunidade, Evandro.
06:28E aí seria bem-vindo do Congresso Nacional começar a pensar em medidas,
06:33não para benefício próprio, lá do seu reduto eleitoral ou do governo e tal.
06:38Não, mas pensar no Brasil com políticas de Estado, de médio e longo prazo,
06:44pensando, inclusive, que vai abrir uma grande oportunidade de comércio internacional,
06:49mas a gente precisa estar preparado por isso.
06:51E uma reforma fiscal seria muito bem-vinda.
06:53Por quê?
06:54Porque reduziria a taxa de juros e canalizaria investimentos para áreas relevantes,
06:59como infraestrutura, por exemplo.
07:00Lucas, o Gani destaca aqui algumas medidas que poderiam ser aliadas também desse acordo
07:06da União Europeia-Mercosul para que a população tivesse, digamos, um gosto maior do que isso
07:12significaria na prática, mas não é o que se apresenta até aqui.
07:17Você entende que a população está tendo o reconhecimento que deveria ou que poderia
07:21sobre a assinatura desse acordo e isso vai trazer, digamos, alguma colheita extra,
07:27politicamente falando, para o presidente da República nessa tentativa de reeleição,
07:30no seu ponto de vista?
07:31Acho que pode sim, acho que vai.
07:33Eu acho que um acordo como esse, ele pode ter resultados positivos imediatos,
07:39apesar que concordo com o Gani que a gente precisa, sim, de um planejamento a longo prazo.
07:43O problema é que o nosso país, o Brasil, ele tem uma lógica de patrimonialismo já construída,
07:49já incutida nele.
07:50Então, acho muito difícil que, do nada, o Congresso lute contra a sua própria natureza
07:55e comece a pensar no longo prazo.
07:57A gente precisa não apenas da reforma fiscal que o Gani colocou, mas uma reforma política
08:01que combata ou que redirecione esse ímpeto patrimonialista para que a gente possa finalmente
08:08exercer esse tipo de plano de longo prazo.
08:11Senão, a gente não vai colher todos os grandes frutos que a gente pode colher,
08:14colher não só do acordo do Mercosul com a União Europeia, mas de outros eventuais acordos
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