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A economia da China encerrou 2025 com um crescimento de 5%, atingindo exatamente a meta estipulada por Pequim, mesmo sob a pressão das tarifas agressivas impostas por Donald Trump.

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Transcrição
00:00A gente vai falar também de economia, mas da China, que cresceu bastante, um ritmo anual de 5% no ano passado,
00:08e o Luca Bassani tá acompanhando. Luca, é claro que foi no ano que o tarifácio de Trump também bateu aí em todo mundo, né?
00:16Então teve a ver, teve relação com isso também?
00:20Pois é, Márcia, a China surpreendeu e a sua economia cresceu 5%, atingindo a meta do governo de Pequim.
00:27De fato, o tarifácio teve uma influência inicial, inclusive houve uma redução do consumo interno na China,
00:35que fez com que o governo mudasse a prioridade e aproveitasse a demanda recorde por produtos industrializados,
00:41exatamente pra investir ainda mais no setor industrial e fazer com que aquela velha, velho chavão de que a China é a grande indústria do mundo,
00:51se confirmasse por mais um ano consecutivo.
00:54Então nós separamos, inclusive, uma arte que mostra este crescimento expressivo dos chineses durante os últimos anos.
01:01Em 2020, por conta da pandemia, houve um crescimento muito abaixo do que a China costuma crescer, apenas 2,3%.
01:08Aí em 2021, com a reabertura, cresceu bastante, 8,1%.
01:12E nos últimos três anos, um crescimento também constante de pelo menos 5%, ou seja, bem acima do que cresce, por exemplo, aqui em Europa,
01:21ou até mesmo acima dos países emergentes como o Brasil e a Rússia.
01:26A gente, como sempre, sabe que a China é um grande parceiro comercial do Brasil,
01:32então o crescimento da sua economia também reflete naquilo que eles queirão comprar do Brasil no futuro.
01:39É uma boa notícia para a grande parte dos países que dependem de uma China estável e crescente
01:45para que também tenham as suas próprias economias crescendo.
01:48Óbvio que a gente vai ficar de olho nesses dados, sabendo que Donald Trump também mira nesta concorrência,
01:54nesta competição direta com a China para estipular as metas para os próprios Estados Unidos,
02:00que sabemos também é uma grande potência, mas aí em outros setores e tem uma população consideravelmente menor.
02:08Como é que estão essas relações entre Brasil e China, Luca?
02:11Estão boas assim? A nossa diplomacia está indo bem?
02:14E em relação aos Estados Unidos, parece que não afetou muito, né?
02:18Pelo contrário, só melhorou depois do tarifácio.
02:22Exato. A questão do tarifácio de Donald Trump foi um tiro que saiu pela culatra,
02:27principalmente porque enquanto Donald Trump aplicava as tarifas em vários países,
02:32muitos deles buscavam a China exatamente para suprir toda essa falta,
02:38para refortalecer os laços comerciais.
02:40Mas a Europa fez isso, o Canadá fez isso de maneira muito evidente durante os últimos dias,
02:45até provocando Donald Trump, enquanto que os países asiáticos, latino-americanos,
02:50já têm uma forte dependência com a China.
02:52Então, a falta dos Estados Unidos para muitos países significou a China suprindo este espaço,
02:59ocupando este vácuo estabelecido pelas medidas protecionistas de Donald Trump.
03:03Ao mesmo tempo, o Brasil também continua tendo exportações muito sólidas para os chineses,
03:09neste que é o vínculo comercial mais importante para o nosso país.
03:12Os Estados Unidos também sendo importantes, mas no caso, a China se projetando
03:17como o parceiro mais sólido para os brasileiros, para o agro-brasileiro também,
03:22durante as próximas décadas.
03:23A gente vai ficar de olho e torcendo para que continue se expandindo,
03:27porque os benefícios, os retornos econômicos podem ser muito grandes para o Brasil.
03:32Então, a gente vai ficar de olho e torcendo para o Brasil.
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