Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Na Conexão Terraviva BandNews, Pedro Costa explica por que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia não deve mudar o preço do azeite no Brasil. Segundo o Ibraoliva, os azeites europeus já entram no país com tarifa zero desde março de 2025, o que significa que o tratado não cria novas reduções de imposto para o consumidor.

O setor também defende políticas de reciprocidade, já que produtores europeus contam com subsídios e menor carga tributária, enquanto a produção brasileira enfrenta custos mais altos. Além disso, o instituto chama atenção para a qualidade dos azeites importados, que muitas vezes chegam ao Brasil sem identificação clara de origem e safra, mesmo sendo rotulados como extravirgens.

O vídeo mostra por que o debate sobre o acordo vai além do preço e envolve qualidade, competitividade e regras de mercado.

Confira!

Siga o Terraviva nas redes sociais:

https://www.facebook.com/canalterraviva
https://www.instagram.com/canalterraviva/
https://twitter.com/canalterraviva

Baixe o app do Terraviva e fique por dentro de tudo o que acontece no agro!

📲Google Play: http://bit.ly/2NSKGFk​
📲Apple: https://apple.co/2GekKji

#terraviva

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Pedro, vamos falar de azeite? Eu não sei se você gosta, eu gosto muito de azeite.
00:04Não entendo muito, eu gosto, é diferente.
00:09Eu gosto de pôr azeite no pão, eu gosto de ter uma azeitoninha regada no azeite,
00:15um bacalhau muito bem regado com um belo azeite.
00:19De certa forma, o extra virgem que para mim é o melhor, mas de qualquer forma,
00:24o Brasil não que está engatinhando, mas está andando a passos grandes,
00:29mas ainda é incipiente em relação ao azeite que vem da Europa.
00:35Não sei se a gente já rivaliza com o Chile, mas de qualquer forma,
00:39a gente produz muito menos do que na Europa.
00:43Mas os produtores de azeite por aqui estão meio ressabiados,
00:46querem uma reciprocidade exatamente por conta desse acordo que será assinado no sábado.
00:51Exatamente, Nelson, uma ótima tarde para você, para o assinante,
00:56eu também sou um fã de azeite, ele é tão versátil, a gente coloca em vários pratos,
01:02acompanha, minha família, de origem portuguesa,
01:05a gente sempre tem aquele azeite em casa, sagrado,
01:08mas aqui a produção brasileira, como você disse,
01:11a gente tem alguns entraves e por isso é importante sempre incentivar
01:15a produção local, nacional, azeites nossos são reconhecidos lá fora,
01:19em várias regiões a produção, até mesmo lá em Minas Gerais,
01:23alguns são premiados, inclusive,
01:25mas existe essa preocupação, Nelson, em relação à questão envolvendo o Mercosul e a União Europeia,
01:32esse marco histórico desse acordo de dois blocos que está prestes a ser firmado,
01:37porque o Instituto Brasileiro de Oliveira Cultura, o Ibra Oliva,
01:40acabou de enviar uma nota afirmando que o setor no Brasil precisa de regras mais equilibradas
01:46em relação à União Europeia, especialmente porque os produtos europeus
01:50contam com subsídios, incentivos e menor carga tributária,
01:54enquanto a produção brasileira enfrenta custos elevados.
01:57De acordo com o próprio Instituto, um debate de reciprocidade é mais importante
02:03porque o acordo Mercosul-União Europeia não altera o cenário atual do mercado de azeite no Brasil,
02:08porque desde março do ano passado, os azeites europeus já entram num país com tarifa zero.
02:14Na prática, isso significa que a assinatura do acordo não traz uma redução de imposto
02:18capaz de baratear o azeite importado para o consumidor brasileiro,
02:21ao contrário do que tem circulado em algumas informações.
02:25E também o Instituto destaca na nota que eu estou trazendo para vocês
02:28que a qualidade dos produtos importados não muda com o acordo.
02:33Muitos azeites europeus vendidos no Brasil chegam sem uma determinada identificação clara de origem em safra,
02:39mesmo rotulados com extra virgens, não atendendo critérios técnicos dessa classificação.
02:44Enquanto os do Brasil, de acordo com a nota, o extra virgem tem um padrão premium,
02:50com controle de qualidade e origem comprovada.
02:53Isso mostra aí uma certa preocupação por parte do Instituto
02:56que faz uma espécie de guarda-chuva dos produtores de azeite aqui do Brasil.
03:01Nelson.
03:02É, vamos aguardar para ver então que decisão realmente precisa haver um regramento aí.
03:09E você tem, se não me engano, é Maria da Fé que fica em Minas Gerais,
03:13que tem uma produção de azeite fantástica, né?
03:17Exatamente.
03:18O pessoal da Emater faz um trabalho interessante por lá.
03:20Exato, da Emater.
03:21Aliás, até...
03:23Ô, Gabriel, estou me estendendo aqui um pouquinho, mas me perdoa aqui.
03:27Falar de comida é comigo com o Pedro.
03:29Pedro, não sei se você também gosta desse assunto, mas está todo de comida,
03:32somos nós dois aqui, ainda trocando num vinho ainda.
03:36Porque começou-se a produzir vinho com um certo regramento ali na região de Minas Gerais
03:43por conta do Emater também, que está fazendo uma segunda safra,
03:46safra de inverno, que não é normal.
03:49Tem uma segunda poda.
03:50É extensionismo, né?
03:52É impressionante.
03:53Ciência, cultivares novas.
03:55Isso, e é o Emater que está desenvolvendo isso por lá.
03:58Ou seja, a gente está avançando bastante a passos largos.
04:02Vamos dar trabalho para esse povo do mundo aí, viu?
04:05Obrigado, viu, Pedrinho?
04:06Com certeza.
04:07Valeu, Nelson.
04:08Foi um prazer falar contigo.
04:09Ainda mais esse papo.
04:10Band News, Terra Viva e esse toque sabor e arte que a gente coloca no meio.
04:13A gente mistura tudo, meu.
04:15Um abraço para vocês.
04:17Vamos para a Floresta.
04:17E aí
04:22E aí
04:26E aí

Recomendado