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La Promesa Capitulo 758 (14 de enero 2026 )
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TVTranscrição
00:00Nós agora, padre.
00:01Porque eu o que eu acho que o Carlos foi.
00:04O que o Carlos sabe tudo.
00:07Mas não é obvio!
00:09O capitão vai comprar a vontade de esse Dr.
00:11Se ele queria condenar,
00:13ele teria bastado com seguir deixando-lhe que te presionasse.
00:16Um matrimônio se baseia na confiança,
00:18e está claro que você não te fias de sua palavra.
00:20Você realmente pensa que diz a verdade?
00:23A pés juntinhas.
00:25Volvi a sacar o assunto das licenças de motor.
00:27Vamos ter que olhar com lupa
00:28cada contrato que firmemos e vamos a tener
00:31que tener muchísimo cuidado
00:33com a informação que damos aos novos proveedores.
00:36Aunque eu te buscaba para perguntar por Carlos.
00:38Ele muito cobrado saiu huyendo quando se enterou de tudo.
00:41E por mim que não volta.
00:42Nós nos vemos de boda, a risa, a brindy...
00:46E de pronto...
00:47Me parece que estava tudo aí, bem derechico.
00:50Tengo uma ideia.
00:52Se não teve nenhuma relevância,
00:53então diz-me, quem é o homem que te besou?
00:54Nos conheci no projeto do Patronato,
00:56ele se fez uma ideia equivocada de mim,
00:57e eu pari os pés e já está.
00:59Martina, quero que me digas um nome.
01:01Nada mais.
01:01Um nome.
01:02Um nome.
01:02Um nome.
01:03Um nome.
01:03Um nome.
01:04Um nome.
01:04Um nome.
01:05Um nome.
01:06Um nome.
01:07Por que não perguntas?
01:08Porque ela toca, né?
01:10Não sei.
01:11Últimamente sempre estava muito ocupado.
01:13Já escreveu.
01:14Te vas a demonstrar a ese psiquiatra
01:16que não tem argumentos para encerrarte naquele manicomio.
01:18E se não for assim?
01:19Júrame que não deixarás que te tomen por louca.
01:23Esse beso não se pode repetir.
01:25Sim.
01:27É o mais apropiado.
01:29O único apropiado.
01:31É que esse homem te ha deixado.
01:33Se atreveu a ponerte a mão incida.
01:35Que diga-se!
01:36O senhor Ballesteros não me fez nada mal.
01:41Más bem.
01:44Tudo o contrário.
01:45O que quer dizer tudo o contrário?
01:52Vamos, Teresa.
01:53Cuéntame de uma vez.
01:54Que pasa com o senhor Ballesteros?
01:55O que ocorre é que ele...
01:56O que?
01:56O que ocorre com ele?
01:58Teresa?
01:59Ou é que nos temos besado?
02:02Que vosotros...
02:03Bueno, mais bem.
02:03Ele me besou a mim.
02:09E como permitiste que fizera isso?
02:11Pois porque me quedé paralizada e não supe o que fazer nessa situação, senhora Arcos.
02:14Empujar-lo, apartar-lo.
02:15Pois isso foi o que fiz.
02:18O que passa é que não é o suficiente de prisa como para deixar claro que...
02:21Que me estava incomodando a situação.
02:23É que se não o hubieras deixado que se acercasse tanto, não tivesse tenido que frenar nenhum beso, Teresa.
02:27Já lhe disse que me quedé como uma estatua.
02:30Pois não permitas que passe outra vez.
02:31Não podes ficar com os braços cruzados, como se não tivesse passado nada.
02:35E o que quer que faça?
02:36E falar com o homem quanto antes, Teresa.
02:38E deixar as coisas bem claras.
02:40Já lhe falamos.
02:41E...
02:42E chegamos à conclusão de que o melhor era fazer como se tudo isso não tivesse passado.
02:48E também me pediu desculpas.
02:50E agora se desculpa.
02:50Mas com a boca pequena, seguro.
02:54Mas, eu acho que foram umas desculpas sinceras.
02:58Não sou eu, Teresa.
03:00Não termine de fiarme um pelo desse homem.
03:03Igual te pediu desculpas para sair do passo e que tu estiveres callada.
03:07Não acho que seja tão retorcido.
03:10E que me defende?
03:11Mas, eu acho que não tem certeza.
03:13Faz-me caso, Teresa.
03:15Esse homem não é de fiar.
03:18Porque sempre diz o mesmo.
03:20Não sei.
03:21Não tenho provas.
03:22Mas é como se pudesse oler.
03:25Acho que diz isso porque não o conhece bem.
03:28Não conheço o suficiente.
03:29Escondi algo escuro.
03:31Não sei se é por como se relaciona com os senhores ou por a maneira que tuve de chegar a esta casa.
03:36Para mim não me engaña.
03:37Eu acho que deveria dar-lhe uma oportunidade.
03:42Faz-me caso, Teresa.
03:45Não seja ingenua.
03:49Esse homem não é boa gente.
04:04Está claro que a senhora Angela não está bem.
04:06Mas, claro, como vai estar bem com tudo o que está passando?
04:10Ayer eu me ajudou a acostar-se e tinha uma carinha de tristeza.
04:15E não tem que desayunar com os demais.
04:17Não desayunas, nem come, nem cena.
04:20Você passa o dia inteiro só.
04:21Como diz?
04:22Que a senhora Angela ainda não quer sentar-se na mesa com o capitão.
04:26Normal.
04:27Quem vai querer estar ao lado de esse endriago?
04:29Não só se tendrá que sentar-se, senão casar-se.
04:33Não vou saber o que diz o psiquiatra que a está examinando, porque eu acho que vem hoje, não?
04:38Mas espero que ele vai melhor que ayer.
04:40Que perdiu os nervios e se pôs fechando um basilisco.
04:43Deixa saber o que pensa o psiquiatra.
04:45Claro, o que não sabe é que o capitão é capaz de desquiciar a a mais puntada.
04:48Pois imagínate que se le habrá passado por a cabeça.
04:51A senhora Angela está completamente desquiciada.
04:53E mais que não vai estar, como o capitão siga empeño a casarse com ela.
04:56Andela, não des essas vozes.
04:58É para que me escuchen bem.
05:00O que eu digo é que como isso siga assim, a senhora vai perder a cabeça.
05:05Não diga normidade.
05:07Tiempo ao tempo, que não há quem siga ao lado de Salimá e siga a acuerdos.
05:11Bom, a ver, temos esperança, que, não sei, ainda não se han casado.
05:15Bom, não há quem saque essa ideia ao capitão da cabeça.
05:18Eu o que sigo sem entender é por que a doña Leucadia consente isso com a própria filha.
05:23Ou por que vai ser a doña Simona para aparentar-se com nobles.
05:26Que quiera usted que não, o capitão tem título e ela não.
05:29A costa de que sua filha perde o oremos.
05:32Visto o visto, não parece importar-le muito.
05:35Há que recordar-le a doña Leucadia que se não há senão,
05:38sua filha vai terminar como doña Ovenia.
05:40Que é que não está falando tão forte.
05:44Vá, já.
05:45Me has escutado, como para não ouvir-te com as vozes que estás dando.
05:49Não passa nada, doña Candela.
05:51Não há dito nada que não havia pensado eu antes.
05:55E, por desgracia, sou plenamente consciente do peligro que corre a Ángela.
05:59E, no mesmo, nesta ocasião, se que faz algo sua mãe, não?
06:02Não parece.
06:04De momento.
06:05Igual, ao ver a sua filha tão mal...
06:07Miren, Ángela já está mal e a mulher não há movido um dedo.
06:11Assim que eu não espero nada de ela.
06:12Porro, sabemos que eres de los que peor lo está pasando con todo esto
06:18e o sentimos muchísimo, de verdade.
06:21Não é muito consuelo, mas...
06:23mas você tem todo o nosso apoio.
06:26Obrigado.
06:28É sempre agradável sentirse arropado.
06:30Bom dia.
06:50Váyase.
06:52Por favor.
06:52Quiero estar sola.
06:53Por favor, Ángela.
06:54Não quero que discutamos de boa mañana.
06:58Por favor.
07:00E tampouco me gostaria que...
07:01que me tuvieras medo.
07:08Não é precisamente medo
07:09o que eu tenho.
07:11Que temperamento é o teu, hein?
07:17Sempre, sempre ao ataque.
07:19De verdade que não te ajuda nada de exactitud.
07:23Ayer, sem ir mais lejos,
07:26foste muito desagradável comigo,
07:27doante do psiquiatra.
07:29Não acho que gostasse nada ao Dr. Antunes.
07:32Pois não haverá aparecido por aí.
07:35E sabe o quê?
07:36Que se lhe volta a ocorrer presentarse
07:38durante alguma de minhas visitas com o Dr.
07:40Eu vou tratar exatamente da mesma forma.
07:45Está bem.
07:47Se é o que quiser,
07:48não volveré a estar presente
07:49em nenhuma de minhas visitas do Dr.
07:50É que me temo que não posso fiarme
07:52de sua palavra, capitão.
07:53Ángela, sei que houve diferenças entre nós.
07:55Unas quantas, sim.
07:59E, em parte,
08:01por minha culpa.
08:02Não sei.
08:04Mas, sabes?
08:05Estou...
08:06Estou decidido a que
08:07tudo isso muda a partir de agora.
08:10Não me diga.
08:12Você vai renunciar a a ideia de casarse comigo.
08:14O que?
08:16Não.
08:17Não, não, não.
08:18Isso é impossível.
08:21Mas, sim...
08:22Tenho a firme intenção de que
08:24seja muito feliz
08:27uma vez que se conviertas em minha esposa.
08:29Para que venha este teatrillo, capitão.
08:34Você não quer que eu seja feliz.
08:36Más bem, tudo o contrário.
08:38Não há nada de falsa em minhas palavras.
08:42E para que veas
08:43que não falo por falar,
08:46te he traído um regalo.
08:50Adelante, abro.
08:51Abro, abro, mulher.
08:56Está bem.
08:56Já o abro eu.
09:03O que te parece?
09:05É uma joia preciosa.
09:07É um bom dinheiro.
09:07O costado.
09:11O que pretende?
09:13Por que me trae isto?
09:16Eu te lhe disse.
09:16Eu quero...
09:17arreglar as coisas entre nós.
09:22Te gusta ou não te gusta?
09:24É uma escrava do melhor ouro.
09:25Você sabe de onde vem seu nome?
09:31Antigualmente,
09:32aos esclavos
09:33se les marcava com brazaletes
09:35onde figurava o nome do seu senhor.
09:38Uma escrava, que oportuno.
09:41Não te o tomes de forma literal.
09:44Hoje em dia,
09:44estas alhajas são um símbolo de...
09:46de amor e de fidelidade entre parejas.
09:50Amor?
09:52Como se atreve?
09:55Por isso te la regalo.
09:58Para que recordes o que existe entre nós.
10:00e nos outros.
10:01Mas...
10:01Mas de que fala?
10:02Que que se está dizendo?
10:04Para isso te la estou regalando?
10:08Esta esclava
10:09é um regalo para celebrar
10:12a vida em comum
10:13que vamos iniciar
10:14e a gran família
10:17que vamos formar.
10:20Não me podido resistir
10:21e me mando
10:21gravar
10:22nossos nomes em ela.
10:24A parte disso de minha vista, capitão.
10:26A quedado bem, verdade?
10:28E, mira,
10:28em todo este espaço
10:29poderíamos gravar
10:32os nomes
10:32de todos os filhos
10:34que vamos a ter.
10:37Não queres ponertela?
10:40Vamos.
10:41Assim, sempre que a lleves puesta
10:43recordarás
10:43o amor que há entre nós.
10:46Amor?
10:47Mas que amor!
10:49Entre nós não há amor,
10:50não há nada!
10:52O único que sinto por você
10:53é asco e odio,
10:55me ouve?
10:56E não vou mencionar
10:57isso de uma vida juntos
10:58ou os filhos em comum.
10:59Porque você e eu
11:00não vamos viver juntos
11:02nem vamos ter
11:02nem um só filhos,
11:04ouve?
11:04Nunca!
11:05Ah!
11:06Ah!
11:28Não.
11:29Não.
11:29Nada.
11:39Que?
11:40Nada.
11:41Te miro.
11:42É que hoje está especialmente guapa.
11:46Parece que até te brille a pele.
11:48É que eu estou dormindo muito bem
11:53na cama que me han colocado aqui na promesa.
11:56E como me ahorro o madrugão,
11:58pois estou mais descansada.
12:00Será isso?
12:01Eu estou deseando já que me arregle
12:03no automóvil
12:04e poder ir a minha casa.
12:05Bom, tranquila.
12:06E seguro que a pizza está a punto de chegar.
12:07Enquanto chegue,
12:08eu a coloco no automóvil.
12:10Eu acho que...
12:11Prefiro
12:12ponerla eu.
12:15Ah, sim?
12:17E por quê?
12:18Acaso
12:19você não te fias de meus dotes
12:21como mecânico, ou o quê?
12:22Bom, é que...
12:23Em temas de motores,
12:26pois me fio mais de mim mesmo.
12:27Ah, sim?
12:28O sea, que eu não sou um mecânico.
12:31E...
12:32Que se supone que se me dá bem a mim,
12:34senhorita Enora?
12:37Pois...
12:38Besar.
12:39Não se te dá nada mal.
12:52Obrigado.
12:54E a ti?
12:55A ti se te dá...
12:57Bem, mesaro.
12:59Não, não sei.
13:00Dímelo, tu.
13:01A ver, a ver.
13:08Não pode ser.
13:11Não pode ser.
13:13Estão jogando sucio.
13:14De que hablas?
13:16Tres de las empresas
13:17con las que teníamos
13:18prácticamente cerrados
13:19los acuerdos de licencia de motor
13:20se han echado atrás.
13:22Ya no la quieren.
13:24De verdad?
13:25Sí.
13:25Y otra con la que el acuerdo
13:26estaba completamente cerrado
13:27quiere retractarse.
13:29No, no,
13:30pero eso no pueden hacerlo.
13:31Ahí tienes las cartas,
13:32compruébalo tú mismo.
13:34Esto no tiene sentido.
13:36Nada.
13:36No busques nada coherente
13:37en esas líneas,
13:38no lo hay.
13:38Doña Leocadia
13:40está detrás de esto,
13:41estoy seguro.
13:42Ya dijiste
13:43que no se iba a quedar
13:43de brazos cruzados.
13:44Sí, lo que no sabía
13:45era que iba a tardar
13:46tan poco en atacarnos.
13:47Pero ¿sabéis qué?
13:49No va a volver a suceder
13:50porque ahora mismo
13:50voy a decirle cuatro cosas
13:52a esa mujer.
13:52No, no, no.
13:53Manuel, no tiene sentido
13:54que vayas ahora en caliente.
13:56Efectivamente, Manuel.
13:57Primero tienes que tranquilizarte.
13:59Ya hablarás con ella
14:00en otro momento.
14:01¿Cómo que en otro momento, Toño?
14:02Si esperamos más,
14:03esa mujer va a amedrentar
14:04a todos los que quieran
14:04licenciar el motor con nosotros.
14:06Pues puede ser, Manuel,
14:07pero si has venido
14:07a hablar con nosotros
14:08en vez de ir directamente
14:09a hablar con ella,
14:10seguramente sea porque
14:11en el fondo sabes
14:11que no te conviene
14:12ir a verla tan alterado,
14:13¿sí o no?
14:17¿Y cómo quieres que esté?
14:19¿Cómo quieres que esté
14:20si esa mujer va a conseguir
14:20arruinarnos?
14:21No.
14:22Por mucho que lo intente,
14:23te aseguro
14:23que no lo va a conseguir.
14:25Nuestro motor es muy bueno, Manuel.
14:27No nos va a faltar
14:27quien quiera licenciarlo.
14:28¿Tú crees?
14:29¿Por qué ha conseguido
14:30que cuatro empresas
14:31se echen para atrás?
14:32Pues buscaremos más.
14:34Y si en Andalucía
14:34no encontramos,
14:35nos iremos más lejos.
14:36Efectivamente.
14:37Y si tenemos que acabar
14:38buscando en el extranjero
14:39a alguien que esté dispuesto
14:40a fabricar el motor,
14:41pues nos vamos.
14:41Y punto.
14:42Claro.
14:43Cuanto más lejos vayamos,
14:44más difícil será
14:45para ellos fastidiarnos.
14:48Así que déjalo estar, Manuel.
14:51Sí, tenés razón.
14:53Mejor nos centramos
14:57en buscar otras empresas
14:58que quieran licenciar
14:59el motor, yo.
15:02Voy a ajustar cuentas
15:03con esta mujer.
15:06Pero más tarde.
15:07Si no tomo ninguna relevancia,
15:32entonces dime
15:32quién es el hombre que te besó.
15:33¿Para qué?
15:34¿Qué más te da?
15:35Mucho, me da.
15:36Que fue un beso.
15:37Un beso sin importancia
15:38que ni siquiera di yo.
15:39Fue un beso robado
15:40que no significó nada para mí
15:41porque no siento nada
15:42por esa persona.
15:43¿Cuántas veces
15:44te lo tengo que repetir?
15:47Créeme.
15:48Por favor.
15:53Mientes.
15:53No estoy mintiendo.
15:56Entonces me lo dirías, Martina,
15:58y te estoy pidiendo un nombre.
15:59Nada más.
15:59¿Tanto te cuesta entender
16:00que si no te lo digo
16:01es por tu bien?
16:03Que te conozco, Jacobo,
16:04y sé que te preocuparías
16:05en balde.
16:06Sí, pues,
16:07más me preocupa
16:08tu obsesión por negármelo.
16:09Que no lo conoces,
16:10¿qué más te da?
16:11Lo conocí en un proyecto
16:12del patronato,
16:12él se hizo una idea
16:13equivocada de mí
16:14y yo le paré los pies
16:15y ya está.
16:15Martina,
16:16quiero que me digas un nombre.
16:17Nada más.
16:18Un nombre.
16:37Discúlpame,
16:37¿puedo sentarme?
16:39Sí, yo,
16:40yo me iba ya.
16:43Como siempre que estamos
16:44en la misma estancia.
16:47¿Estás trabajando?
16:49He estado leyendo
16:50los informes del patronato,
16:52pero...
16:52pero ya he terminado.
16:55Justo cuando yo llegara,
16:56¿o no?
17:00¿Qué quieres, Adriano?
17:03Últimamente siento
17:04que me vas siguiendo
17:05y buscando excusas
17:06para hablar conmigo.
17:08No, yo no te voy siguiendo.
17:11Pero sí que quiero hablar contigo.
17:12Es que no tenemos
17:14nada más que hablar.
17:16Me preocupa
17:17lo que va contando
17:17todo el mundo.
17:21¿Qué va contando
17:22todo el mundo?
17:24Que las cosas
17:25entre tú y Jacobo
17:26no van muy bien.
17:28Y quería saberlo
17:29por ti directamente.
17:33Vayan bien o no,
17:35no es asunto tuyo.
17:36Muy bien.
17:41Yo solamente estaba
17:41preocupado por ti,
17:42pero si te molesta
17:44me voy
17:44y no se hable más.
17:47Todos tienen razón.
17:49Jacobo y yo
17:50no estamos bien.
17:55Pero el motivo
17:56no es de mi incumbencia,
17:57¿verdad?
17:59No.
18:02Pero no me importa
18:03contártelo.
18:03Le confesé a Jacobo
18:16que había besado
18:16a otra persona.
18:19¿Qué?
18:20¿Él lo sabe?
18:20Pero no te preocupes
18:21porque no le he dicho
18:22que eras tú.
18:25¿Por qué haces algo así?
18:26Martina,
18:27¿de qué te sirve hacer eso?
18:28No lo sé,
18:28porque sentía
18:29que no podía mentirle
18:30a la persona
18:30con la que me voy a casar.
18:31pero confesándole
18:33algo así
18:33lo que haces
18:34es arruinarlo todo.
18:35¿No te das cuenta?
18:38Saldremos adelante
18:39y ¿sabes por qué lo sé?
18:45Porque tenemos
18:45un proyecto en común,
18:48un futuro en común
18:50y tenía que serle sincera
18:53porque no puedo basar
18:54todo eso en una mentira.
18:57Tenía que serle sincera
18:58porque yo le quiero a él,
19:00no a ti.
19:00Ya lo sé.
19:04No hace falta
19:05que me lo repitas
19:05una y otra vez.
19:07Parece que disfrutas
19:08haciéndolo
19:09y eso a mí me duele.
19:13¿A ti te duele
19:13que yo quiera a mi prometida?
19:16Martina,
19:17por favor,
19:17no seas cruel.
19:20¿Sabes de sobra
19:21lo que me ha costado
19:22olvidar a Catalina?
19:24¿Y cómo se fue?
19:26¿Y después de saber
19:27por ese detective
19:27que estaba emparejada
19:28con el minero ese
19:29que va montando
19:30revueltas por toda España?
19:31Dijo que lo del minero
19:32no era seguro.
19:33No.
19:34Dijo que era muy probable.
19:39Pero
19:39mi Catalina me deba.
19:45Para mí,
19:45Catalina ya es historia.
19:49Martina,
19:49yo...
19:50yo estoy enamorado
19:59de ti.
20:03Que no,
20:04no digas eso.
20:06Es la verdad.
20:06No, no.
20:07Tú no puedes decir
20:08lo primero que se te pasa
20:09por la cabeza.
20:10Martina,
20:10lo que yo siento por ti
20:11no es un capricho,
20:12es algo muy profundo.
20:13De verdad.
20:15Por eso me duele tanto
20:16cuando me dices
20:17que ama a don Jacobo.
20:21Pues vete acostumbrando
20:23porque
20:23no voy a dejar
20:24de decirlo
20:25porque a ti
20:25te hago desgraciado.
20:31Lo siento,
20:33pero es lo que hay.
20:34que les dé
20:46la tarde de mañana
20:47a las dos.
20:49Mimamente, sí.
20:53Pero si mañana
20:54no libran ninguna.
20:55Sí,
20:56ya lo sabemos.
20:57Por eso hemos venido
20:58a ver si nos puedes
20:58cambiar la libranza.
21:02Ambas.
21:02¿Y no se dan cuenta
21:04de que la cocina
21:05en ese caso
21:06quedaría vacía?
21:07Dejaríamos
21:07la cena de los señores
21:08preparada
21:09y la comida del servicio
21:10también preparada
21:10solo para que
21:11la ayudante de cocina
21:12la calentara.
21:13Sí,
21:13se apañarán.
21:15Nadie notará nada
21:16ni abajo ni arriba.
21:19Vamos, Teresa,
21:20pero es la primera vez
21:21que hacemos algo así.
21:22Sí para mí,
21:23siendo ama de llaves.
21:24Y además estas cosas
21:25hay que avisarlas
21:26con más antelación.
21:27Ya,
21:28pero es que ha surgido
21:29algo importante
21:30de un momento
21:31para otro.
21:32¿El qué?
21:32¿Qué doña Juani
21:35cumpleaños?
21:37Doña Juani,
21:38sí.
21:38Sí,
21:39un cielo de mujer
21:40que nos ha invitado
21:41a tomar café y pastas.
21:43Y claro,
21:44no le podemos ser feos
21:46con la de año que tiene.
21:47Sí,
21:48la pobrecita
21:48está muy delicada
21:49y no sabemos
21:51si el año que viene
21:51igual,
21:53a lo mejor
21:53este es su último aniversario.
21:55¿Qué doña Juani
21:56es esa?
21:56Mujer,
21:58está tan guapa
22:00de los ojos claros
22:01que vive
22:02muy cerquita del río.
22:04Pues,
22:05no caigo,
22:05la verdad.
22:06Claro,
22:06Teresa,
22:06es que tú no puedes ver
22:07porque tú no la conoces.
22:08Como que lleva años
22:09sin salir a la calle
22:10y está impedida.
22:12Claro,
22:13desde antes
22:14de que tú
22:14vinieras aquí.
22:16Claro,
22:17es que ya es un encanto.
22:18Lástima que tiene ya
22:19un pie aquí
22:20y el otro pie en la tumba.
22:21Vamos,
22:21por no decir
22:22pie y medio,
22:22¿eh?
22:23Vamos,
22:24Teresa,
22:24que no va a pasar nada
22:25ni nadie se va a enterar
22:26de nada.
22:30Está bien,
22:31pero quiero que lo dejen
22:32todo preparado
22:33y que nadie pueda decir
22:34que la comida
22:35no está como todos los días.
22:36No, no, no,
22:36va a estar más rica.
22:38Con que quede
22:38como siempre me conformo
22:39y ahora voy a ver
22:40si han terminado
22:42de encerar los suelos.
22:43Déjenme salir.
22:48No me ha costado,
22:49¿eh?
22:49La virgen,
22:50que si no se ha costado.
22:51Hacía tiempo
22:52que no decía
22:53tantas mentiras juntas.
22:55El domingo
22:55cuando me confiese
22:56con el padre Samuel,
22:57me va a poner
22:58una penitencia
22:58de las grandes.
22:59Tú no le dirías
22:59que contesta el cura,
23:00¿eh?
23:01¿Le mienta también
23:02el confesionario?
23:03Esto no es mentir,
23:04sino callar
23:05lo que no conviene airear.
23:08Ya está.
23:09La virgen,
23:10la virgen,
23:10la virgen,
23:11la virgen,
23:11la virgen,
23:11la virgen,
23:11la virgen,
23:11la virgen,
23:11la virgen,
23:11la virgen,
23:12la virgen,
23:12la virgen,
23:12la virgen,
23:12la virgen,
23:12la virgen,
23:12la virgen,
23:13Es que no comprendo
23:27cómo el padre Samuel
23:28puede hacernos algo así.
23:31Bueno,
23:31supongo que él
23:31tendrá sus motivos.
23:34Sí,
23:34sí,
23:34tampoco podemos
23:35reprocharle nada
23:35que bastante ha hecho
23:37ya por nosotros.
23:38Ya.
23:40Lleva mucho tiempo
23:40padeciendo
23:41para sacar el refugio
23:42adelante.
23:43Si ya no puede más,
23:44¿qué se le va a hacer?
23:47¿Pero tus compañeras
23:48piensan como tú?
23:49Sí.
23:51Aunque tanto a ellos
23:51como a mí
23:52nos amosca
23:52que no nos diga
23:53a las claras
23:53por qué cierra.
23:55Nadie del pueblo
23:55se ha quejado,
23:56tenemos todo limpio,
23:57ahora ha entrado
23:58un dinero.
24:00¿Usted sabe algo?
24:01No,
24:01no,
24:02ya no sé nada.
24:03Ya.
24:04Si supiéramos el motivo
24:05podríamos hacer algo
24:07para que esto
24:07siga abierto.
24:08Bueno,
24:09el padre Samuel
24:09ya dijo
24:10que no había nada
24:11que se pudiera hacer.
24:12Ya.
24:13Es una lástima.
24:15Ellos y yo
24:16pensábamos
24:16que por fin
24:17teníamos aquí
24:17un hogar,
24:18una familia
24:20y ahora de nuevo
24:21a la calle.
24:25¿Y habéis pensado
24:25dónde vais a ir ahora?
24:27No tenemos
24:27dónde ir.
24:29Habrá que buscar cobijo
24:30bajo un puente
24:31o en una cueva,
24:32no sé.
24:32mire,
24:34mire,
24:34este de ahí
24:34es Eustaquio.
24:36Dice que se iría
24:37al norte
24:37a ver si sus hermanos
24:38le dejan un
24:38telemín de tierra
24:39y poder cultivarlo.
24:40Es que no tiene
24:41cuartos ni para el billete
24:42de tren.
24:44Pobre hombre.
24:45Sí,
24:45pobre hombre.
24:46Mire,
24:48esta señora,
24:49Rocío,
24:50tiene los pulmones
24:51que ni un minero
24:51del carbón.
24:52La pobre no puede
24:53ni hablar.
24:54Tampoco puede
24:55trabajar.
24:56Pero y estando así
24:57como se va a ganar
24:58el sustento.
25:00Pues tendrá que volver
25:01a pedir dinero
25:01en la calle
25:02como hacía antes
25:03a la intemperie.
25:06¿Y este hombre
25:07qué pasa?
25:08Jerónimo.
25:09Y le tiene la pierna
25:10destrozada,
25:10no puede andar
25:11y no se puede curar.
25:13En fin,
25:13así puedo estar
25:14todo el día
25:15contándole
25:15una calamidad
25:16tras otra.
25:23Ahora,
25:23el té.
25:26y más pobres
25:29serán
25:30cuando esto cierre.
25:50Ven,
25:51Ángela.
25:53Debemos
25:54comenzar ya
25:54con la sesión.
25:56Sí,
25:56en un momento,
25:57solo espere
25:57un poco más,
25:58por favor.
25:58¿Pero esperar a qué?
26:00Solo un poco más,
26:00por favor.
26:03¿Se encuentra bien?
26:04La nota nerviosa.
26:06Bueno,
26:06estoy un poco nerviosa,
26:07no se lo voy a negar.
26:10¿A vuestra sesión?
26:14Sí.
26:16Disculpe,
26:17¿puedo pasar?
26:17Claro,
26:17claro,
26:18ver,
26:18adelante,
26:18te estábamos esperando.
26:20Era esto
26:21lo que buscabas,
26:21señora.
26:21Me gustó esto.
26:23Muchísimas gracias.
26:24Puedes retirarte.
26:25¿Me puede explicar
26:30qué es lo que está pasando aquí?
26:32Ahora mismo.
26:33Esto es lo que estaba esperando
26:35y el motivo
26:35por el cual estaba tan nerviosa.
26:38Y es...
26:41un regalo del capitán.
26:45¿Y eso?
26:45¿Es normal
26:48que el prometido
26:48le haga regalos
26:49a su futura esposa?
26:50No,
26:51no lo está entendiendo.
26:53Es que el prometido
26:53no solo
26:54me regaló esto,
26:55es decir,
26:55no es solo el regalo,
26:56es que cuando me lo dio
26:57lo acompañó
26:58de palabras de amor.
26:59Me habló
26:59de un futuro juntos,
27:01de una felicidad compartida,
27:02de hijos.
27:04Me habló de hijos,
27:05doctor,
27:05de tener hijos juntos.
27:07Y mira,
27:08fíjese,
27:08hasta ha grabado
27:09nuestros nombres.
27:10¿Lo ve?
27:12Bueno,
27:14todos esos buenos deseos
27:15deberían alegrarla
27:17más que otra cosa.
27:19¿Qué?
27:20No.
27:22No,
27:22claro que no me alegran
27:23porque solo puede ser feliz
27:25quien se case enamorado.
27:27Ya hablamos de eso ayer.
27:30En otras sociedades
27:30es común
27:31que haya matrimonios
27:32concertados.
27:35Yo puedo comprender
27:36que no ame
27:37a su prometido,
27:39pero
27:39¿de ahí
27:40a esa rabia?
27:44No es que no le ame,
27:46doctor.
27:47Es que le detesto.
27:52Sí,
27:52yo veo.
27:55Y ese es el problema.
27:58Que habla de él
27:58de una forma
27:59que no creo
27:59que esté justificada.
28:02No le conoce.
28:03No le conoce.
28:04Si le conociera
28:05no pensaría así.
28:07Cuando hablo con él
28:08parece una persona
28:09preocupada
28:10por su salud.
28:12Y encima
28:12le hace regalos.
28:13Dios.
28:14Me da que usted
28:15no está poniendo
28:17nada de su parte.
28:19Pero es que
28:20no se da cuenta.
28:21No se da cuenta
28:21de que los regalos,
28:22la manera en la que me trata
28:23delante de usted,
28:24todo esto,
28:24todo es parte de su plan.
28:26Lo está haciendo
28:26para sacarme de quicio.
28:30¿Estás segura,
28:31ajena?
28:32Porque visto desde fuera
28:33parece justo lo contrario.
28:35Que el capitán
28:35procura agradarla.
28:37Pero es que da igual,
28:38es que da igual
28:38lo que haga,
28:39da igual cuántos ejemplos
28:40le ponga.
28:41Es que usted
28:41nunca entiende nada.
28:42Intente no gritar
28:45y mantener el temble.
28:48Por favor.
28:49Sí.
28:49No, no, no, no,
28:50desde luego.
28:53Desde luego
28:53voy a tranquilizarme,
28:54discúlpeme.
28:58Vamos a olvidarnos
28:59de esa pulsera.
29:00De acuerdo.
29:03Y hablemos
29:03de su relación.
29:06Por lo que tengo entendido
29:08al principio,
29:09usted
29:10trabajó
29:10para el capitán,
29:11¿no?
29:11Sí.
29:13Sí fui
29:14su secretaria.
29:17Don Lorenzo
29:17me ha contado
29:18que durante
29:21su periodo
29:21pudieron
29:22conocerse
29:23más en profundidad.
29:26No.
29:27No,
29:28se solo
29:29trabajaba para él.
29:31Y también
29:32me ha dicho
29:33que esos tiempos
29:33fueron muy felices
29:34para ambos.
29:37¿Qué?
29:38¿Qué?
29:39¿Eso le ha dicho?
29:41¿Qué éramos felices,
29:42doctor?
29:43Eso es mentira.
29:45Por favor,
29:45tienen que quererme,
29:46eso es mentira.
29:47Pía,
30:00¿está María Fernández
30:02por aquí?
30:04No,
30:04estaba limpiando
30:05en el piso de arriba.
30:06Mejor.
30:09¿Se ha sabido
30:10algo de Carlos?
30:12No,
30:13no,
30:14por aquí no ha vuelto.
30:14María me dijo
30:17que lo de la enfermedad
30:18de su madre
30:18había sido
30:19una excusa
30:19que te habías inventado.
30:22Pues sí,
30:23sí,
30:23así es.
30:25Entonces es verdad.
30:27Ese cobarde
30:28ha oído
30:28al enterarse
30:28de que María
30:29estaba embarazada
30:29e iba a convertirse
30:30en padre.
30:31Pues todo parece
30:32que sí,
30:33padre,
30:34si no porque
30:34se iba a ir
30:34de un día para otro
30:35y sin avisar.
30:39Yo tenía la esperanza
30:40de que afrontara
30:42su responsabilidad
30:43como un hombre.
30:45Jamás pensé
30:46que iba a hacer algo así.
30:48Yo desde luego
30:48no me lo esperaba.
30:50Y me da
30:50que era pobre de María
30:51menos aún.
30:54Y ni siquiera
30:55le dijo nada
30:55a don Cristóbal
30:56de que se iba.
30:57No.
30:58No,
30:59yo ya no sé
30:59qué hacer,
31:00padre.
31:01Intento cubrir
31:01su trabajo
31:02pero es que no llego
31:02a todo
31:03y ya no sé
31:03qué más excusas
31:04inventarme.
31:06¿Cómo?
31:07Y encima
31:07estás tapando
31:08su ausencia.
31:08No,
31:09no,
31:09por si se lo pensaba
31:10mejor y volvía.
31:12Padre,
31:12si se descubre
31:13que se ha ausentado
31:14sin avisar
31:14no podrá regresar.
31:16Ya,
31:18ya don Cristóbal
31:18no se ha escapado
31:19no.
31:20Pero se atrapa
31:21antes a un mentiroso
31:22que a un cojo.
31:23En este caso
31:23a una mentirosa.
31:25Es decir,
31:25a mí.
31:27Padre,
31:28y si te soy sincera
31:28yo no soy muy optimista
31:30es que yo creo
31:30que a estas alturas
31:31ya no va a volver.
31:33Pero no podemos dejar
31:34que no asuma
31:34su responsabilidad.
31:36¿Qué podemos hacer
31:36si no sabemos
31:38ni dónde para?
31:41Puedo preguntar
31:42en la parroquia.
31:43Su madre es de la iglesia
31:44y ella tendrá que saber algo.
31:45Pues sí,
31:46habla con ella.
31:47Habla con ella
31:47y cuanto antes.
31:49Si el señor Ballesteros
31:50descubre que Carlos
31:51no está,
31:52se acabó su trabajo
31:52en la promesa.
31:54Se acabó para siempre.
32:08No sé por qué
32:09están tardando tanto.
32:12Se me está haciendo eterno.
32:14¿Cuánto tiempo lleva
32:15tu hija con el psiquiatra?
32:16Demasiado.
32:19¿Y si le ha dado
32:19una crisis a Ángela?
32:20No, tranquila.
32:22Simplemente habrán
32:22alargado un poco
32:23la consulta.
32:24No te pongas
32:25en lo peor.
32:25No sé, Alonso,
32:26no sé.
32:27Es que Ángela
32:28está la que salta.
32:29¿Ya viste
32:29cómo fue ayer la cosa?
32:31No le des más vueltas
32:32y come algo.
32:35Tengo el estómago cerrado.
32:36No puedo comer.
32:41¿Cómo ha ido,
32:42doctor Antúnez?
32:43Bastante peor
32:44que la primera sesión.
32:45Me lo temía.
32:47¿Qué ha pasado?
32:48La verdad es que la sesión
32:49no ha sido especialmente fluida.
32:51Ha sido un desastre, vaya.
32:52Tampoco fue para el ento.
32:54Hay que armarse.
32:55¿Pero a mi hija
32:55le pasa algo?
32:57No quiero aventurarme
32:58aún a hacer un diagnóstico
32:59y menos cuando
33:00podemos estar hablando
33:01de una enfermedad mental.
33:03¿Pero mi hija
33:04tiene un problema
33:04de los nervios?
33:06No es pronto.
33:08Mañana tendré
33:08con ella
33:09una tercera sesión
33:10y entonces
33:10les daré un diagnóstico.
33:13¿Pero no nos puede
33:14adelantar algo?
33:15En ambas sesiones
33:16Ángela estaba muy nerviosa.
33:18Aún no he sido capaz
33:19de hablar con calma
33:20con ella.
33:20Y no va a ser capaz.
33:21Ya se lo digo yo
33:22que es un imposible.
33:25Espero que mañana
33:26haya más suerte.
33:27Ojalá.
33:28Bien,
33:29tengo que dejarles
33:29hasta mañana.
33:31Lo acompaño
33:32a la salida.
33:32Gracias.
33:37Voy a ver a mi hija.
33:38No, no, no.
33:39Creo que deberías
33:39dejarla unos minutos
33:40a ver si recupera
33:41el temple.
33:42No sé...
33:44Por favor,
33:44Leocantía,
33:45tranquilízate.
33:46Ya tenemos bastante
33:47en esta casa
33:48con una persona
33:48atacada de los nervios.
33:49¿Que me tranquilice?
33:51¿Desgraciado?
33:52¿Por qué está
33:53ese psiquiatra aquí?
33:54Porque tú lo has traído.
33:55Por favor,
33:56tranquilízate.
33:57¿De acuerdo?
33:59Solo me estoy preocupando
33:59por la salud
34:00de tu hija.
34:01En cualquier caso
34:02deberíamos alegrarnos
34:03de tener un psiquiatra
34:03a mano
34:04por si hiciera falta
34:04tratarla.
34:05No sé cómo tienes
34:06el cuajo
34:06de decirme eso.
34:08¿Y qué prefieres?
34:10¿Ignorar la verdad?
34:12Yo creo que lo mejor
34:13es afrontarla,
34:14aunque duela.
34:15Te lo advierto,
34:16Lorenzo.
34:17Como ese hombre
34:18quiera meter a mi hija
34:19en un mánico mío,
34:21tú sales de la promesa
34:22con los pies por delante.
34:35¡Suscríbete al canal!
35:05¿Va para el pueblo?
35:15Así es.
35:16Tengo que oficiar misa
35:17en una hora.
35:17Pues yo vengo del refugio.
35:19¿Otra vez has estado allí?
35:20Sí,
35:21es que no me puedo
35:22quitar de la cabeza
35:22a toda esa pobre gente.
35:24Y lo que va a ser
35:25de ellos ahora.
35:26Ya.
35:28Yo estoy en las mismas.
35:31¿Y por qué no hace algo
35:33para que siga abierto?
35:35No sé,
35:35remover Roma con Santiago
35:37para no tenerse
35:37que ir de misiones.
35:38¡Shh!
35:39Petra,
35:39¿no ves que te puedo no ir?
35:41Pasemos aquí
35:42que estaremos más tranquilos.
35:43Pero,
35:43Petra...
35:44¡Petra!
35:44¡Padre!
35:52Parece mentira
35:53que precisamente
35:53tú me digas algo así.
35:55Petra,
35:55cuando eres la única
35:56que conoces la verdad,
35:58sabes perfectamente
35:59que no puedo hacer nada
36:00para evitar mi marcha.
36:02¿De verdad
36:02que no puedo hacer nada
36:03para quedarse, padre?
36:05No está en mi mano.
36:06Pero alguien tiene que haberlo
36:07en el obispado
36:08con dos dedos de frente
36:09para darse cuenta
36:10de todo lo bueno
36:10que usted hace aquí.
36:12El refugio
36:12no es un proyecto
36:13de la diócesis.
36:15Es solo cosa mía.
36:16¿Y qué?
36:17Es un lugar
36:18donde se le da techo
36:19al pobre
36:19y comida al hambriento.
36:21¿No nos pidió eso,
36:21nuestro señor?
36:22Sí.
36:24Tuve hambre
36:24y me distes de comer.
36:25Fui forastero
36:26y me recibiste
36:27desde vuestra casa.
36:29¿Y esos capitostes
36:30de la iglesia
36:30van a permitir
36:31que algo tan bueno
36:32desaparezca?
36:33Levanté el refugio
36:34sin permisos,
36:35sin papeles,
36:36bordeando la ley, Petra,
36:38y sin el visto bueno
36:38de mis superiores.
36:40Pero igual se puede hacer algo
36:41para arreglar los papeles, padre.
36:43Para pedirme
36:44un permiso al obispado.
36:45He caído en desgracia
36:46en la diócesis.
36:49Y conmigo
36:50toda mi obra.
36:50Es que pienso que
36:52si algo es tan bueno
36:53debería seguir adelante
36:54este quien esté detrás.
36:57Debería.
36:58Te lo has dicho.
37:00Pero no es el caso, Petra.
37:02¿Y entonces qué?
37:03Nos olvidamos
37:04de toda esa pobre gente.
37:06Personas que no van a tener
37:07un catre donde dormir
37:08ni un mendrú
37:09que llevarse a la boca, ¿no?
37:10¿De verdad crees
37:11que me olvido de ellos?
37:13Los tengo en mis pensamientos
37:14todo el tiempo.
37:16Todo.
37:17Padre, no.
37:18Yo no he dicho eso.
37:19Ya no puedo seguir luchando,
37:20contra el obispado, Petra.
37:24Ni contra mi familia.
37:27Ni contra lo que siento
37:28por María Fernández.
37:31Me estoy quedando sin fuerzas.
37:32Pero...
37:33No es el único que ha sufrido, padre.
37:40Yo he sufrido
37:41como me quitaba
37:42mi puesto de trabajo.
37:45He sufrido ver
37:45como mi hijo
37:46moría en mis brazos.
37:49Y pese a todo,
37:51ya lo ve.
37:53Aquí sigo
37:53luchando.
37:55Mi lucha
37:58está perdida.
37:59No.
38:00No, padre.
38:03Usted mismo me enseñó
38:04que nunca jamás
38:06deberíamos bajar los brazos.
38:08Ya ha olvidado
38:09sus propios consejos.
38:11No se rinda.
38:13Padre, no se rinda.
38:17Por favor.
38:17¿Se puede saber
38:28qué haces
38:28merodeando
38:29por la habitación
38:29de mi hija?
38:32Quería preguntarle a Ángela
38:33cómo le ha ido
38:34con el psiquiatra.
38:36Eso no es asunto
38:37de un lacayo.
38:38No pienso permitir
38:38que entres a su habitación.
38:40Qué despachatez.
38:42Estuve a solas
38:43con Ángela
38:44en una cabaña.
38:46No me venga ahora
38:47con estas.
38:48Intento olvidar
38:48todo eso, la verdad.
38:50Así que sigue tu camino.
38:51Doña Leocadia,
38:52es absurdo.
38:53Las formas
38:53hay que cuidarlas.
38:55No vas a volver
38:56a entrar en su habitación
38:57nunca más.
38:58Mire, no quiero discutir
38:59con usted, señora.
39:00Voy a entrar
39:01en esta habitación.
39:02Se ponga como se ponga.
39:03No me pienso
39:04quitar de aquí.
39:06Muy bien.
39:07Tengo todo el día.
39:08Esperaré
39:09a que se aburra
39:09y me deje pasar.
39:11Pero es que tú no oyes
39:12lo que se te dice.
39:13¡Que no vas a entrar!
39:14Eso habrá que verlo.
39:15¿Se puede saber
39:16qué son esos gritos?
39:18Es de la callo
39:19que pretende
39:21entrar en la habitación
39:21de mi hija.
39:23Quiero saber
39:24cómo está, Ángela.
39:25Ya te lo he dicho.
39:26No te incumbe.
39:29Curro.
39:31No discutas.
39:33Me merece la pena.
39:35Por supuesto que no.
39:37Además,
39:38tiene todas las de perder.
39:44hermana, vámonos.
39:56Es lo mejor.
39:57No, necesito hablar con Ángela.
39:59Necesito preguntarle
40:00cómo le ha ido
40:00su última sesión
40:01con el psiquiatra.
40:02¿Qué?
40:02Ángela
40:04marajó la posibilidad
40:06de hacerse pasar por loca
40:08delante del doctor.
40:10Aunque finalmente
40:10la descartó.
40:13Porque pensaba
40:14que podría ser una solución
40:15para que el capitán
40:16la dejase en paz.
40:17¿Una solución?
40:18Curro puede acabar
40:19en un manicomio
40:20como tu madre.
40:21Eso precisamente
40:22le dije yo.
40:23Y creo que la convencí.
40:25Pero solo creo.
40:25Y me ha llegado
40:29que el último examen
40:30de psiquiatra
40:30también ha ido mal.
40:34Así que tu temor
40:35es que haya fingido
40:36finalmente
40:36que ha perdido el horemus.
40:41Curro,
40:41eso es una pésima idea.
40:43No.
40:44Para ella no.
40:45No olvides
40:46que prefería morirse
40:47antes que casarse
40:47con el capitán de la mata.
40:49Así que para ella
40:50terminar en un manicomio
40:51es un mal menor.
40:55Disculpe,
41:03don Jacobo,
41:04no quiero molestarle.
41:05Simplemente
41:05vengo por un libro
41:07de cuentos
41:08y me voy.
41:09No, no se preocupe
41:10si no es molestia.
41:11De hecho,
41:12me vendrá bien
41:13descansar un poco
41:14de tantos números.
41:16Escuche,
41:18¿no son algo pequeños
41:18los niños
41:19como para que les lea cuentos?
41:22Sí.
41:23Pero es lo que
41:26Catalina hubiese creído
41:27que hiciera.
41:28Por eso Martín
41:29y yo
41:29hemos decidido
41:30leerles todos los días
41:31un rato.
41:35Es ridículo,
41:37¿verdad?
41:39Puedo decirlo
41:40si quiere.
41:43¿Y en qué?
41:44¿Que les lea cuentos?
41:45Que siga haciendo
41:48lo que la mujer
41:49que nos abandonó
41:50a mí,
41:50a mis hijos
41:51hubiese querido.
41:55Catalina no se merece
41:56que haga nada
41:56de lo que ella quería.
41:57Nada.
41:58Bueno, pero
41:59los niños sí.
42:02Y además,
42:02si les hace bien.
42:05Ellos se merecen
42:05todo lo bueno
42:06que yo pueda darle.
42:10Adriano,
42:11yo quiero pedirle disculpas.
42:13¿A mí por qué?
42:16Pues porque
42:17aunque usted y yo
42:18no seamos íntimos,
42:19conociendo su situación
42:20quizá yo podría
42:21haberle apoyado más.
42:23Usted podría hacer
42:23bien poco.
42:25Soy yo el que tiene
42:25que aprender a vivir
42:26con esta situación.
42:28¿Y cómo se aprende
42:29a vivir con eso?
42:30Sabiendo que te ha
42:31traicionado la mujer
42:32de tu vida.
42:34El tiempo
42:35ayuda mucho.
42:36Pues yo voy a necesitar
42:39mucho,
42:40mucho tiempo.
42:42Porque lo último
42:43que me esperaba
42:43era que Martina
42:44me traicionara
42:44de ese modo.
42:47¿Cómo dice?
42:49Martina me ha confesado
42:50que se ha besado
42:51con otro hombre.
42:55Ah.
42:58Lo siento,
42:59no lo sabía.
43:01Ahora no.
43:02Claro que no,
43:03como iba a saberlo usted.
43:04¿Le ha dicho
43:05quién es ese hombre?
43:07No, no, no,
43:08que va.
43:08Le ha dicho que es alguien
43:09que conoció en una reunión
43:10del patronato,
43:11pero nada más.
43:13Igual ella no quiere
43:14que se enfrente a él.
43:16Será por eso.
43:18Me ha dicho
43:18que fue un error
43:18y que ese beso
43:20no significó
43:21nada en absoluto.
43:23Luego me ha pedido
43:24perdón,
43:24también me ha dicho
43:25que ese tipo
43:26no es nadie,
43:27que no tiene
43:28ninguna importancia
43:29ni la ha tenido nunca.
43:30Pero se puede imaginarlo
43:31mucho, muchísimo,
43:33que me dolió
43:33enterarme de algo así.
43:34Me comprendo.
43:40¿Sabe que ahora
43:40me mata
43:41la curiosidad?
43:43Yo tengo que averiguar
43:45quién es ese hombre.
43:48Pero bueno,
43:49en fin.
43:50No puedo.
43:56¿No sería mejor
43:56dejarlo pasar?
43:58No.
43:59No, por supuesto
44:00que no lo voy a dejar pasar.
44:02Yo no me quedaré
44:02tranquilo
44:03hasta que sepa quién es.
44:05De hecho,
44:06mire,
44:08me vendría bien
44:09que me echara una mano.
44:11¿Qué dice?
44:13¿Usted me ayudaría?
44:14de que te ande...
44:14de que teGS
44:19me abresen.
44:21Antes de irme, queria darte algo.
44:48Não é grande coisa. Como te vi tristona, pensei que um regalo poderia animar-te.
44:54Muito obrigado, mas não tinha por que.
44:57É uma pulseira que eu tenho com semillas.
45:04Quando de pequeno não tinha um duro, a minha irmã e a minha mãe para regalar algo.
45:10E anoche pensei que podia regalar-te.
45:13É preciosa.
45:15Me encanta, muito obrigado.
45:18Me alegro.
45:20Pois me vou, agora sim.
45:22Sim, eu vou seguir com o meu.
45:26Sim.
45:29Sim.
45:30Sim.
45:31Sim.
45:32Sim.
45:33Sim.
45:34Sim.
45:35Sim.
45:36Sim.
45:37Sim.
45:38Sim.
45:39Sim.
45:40Sim.
45:41Sim.
45:42Sim.
45:43Sim.
45:44Sim.
45:45Sim.
45:46Sim.
45:47Sim.
45:48Sim.
45:49Sim.
45:50Sim.
45:51Sim.
45:52Sim.
45:53Sim.
45:54Sim.
45:55Sim.
45:56Sim.
45:57Sim.
45:58Sim.
46:01положilão fica em escolher a Feliciano.
46:03Aún añoras a Feliciano, depois de todo este tempo.
46:22Sempre, senhora Arcos.
46:27Então estás igual que eu.
46:28Mas você é jovem, Tereza.
46:31Você tem um marido que tenha um marido, embora esteja longe.
46:34Marín, por favor, não siga.
46:40O que aconteceu, Tereza?
46:47Quero contar algo sobre Marcelo.
46:52Parece mentira que...
46:55Le vai contar isto a minha mulher, que vai ser minha suegra.
46:57Pero...
47:01Necesito que sepa a verdade, senhora Arcos.
47:05E também quero que sepa que sou uma mulher honesta.
47:09Marcelo não é meu marido.
47:11Eu nunca he estado casada.
47:15Então, só é ex-nobio?
47:19Tampouco.
47:23Marcelo é meu irmão.
47:24E...
47:25Se havia metido em muitos problemas e necessitava desaparecer por um tempo.
47:33Assim que...
47:33Pensé que alguém na promesa estaria a salvo.
47:37Que é um delincuente.
47:38Não, não, senhora Arcos.
47:40Mas se juntou com gente que sim que o era.
47:43Ele...
47:46Ele é muito bom.
47:48Nunca ele faria daño a ninguém.
47:50E eu sigo sem compreender por que o apresentaste como teu marido.
47:52Então, porque pensei que assim seria mais fácil que o contratasen aqui, na promesa.
48:00Eu...
48:00Nunca...
48:01Nunca...
48:04He estado com nenhum homem.
48:07Nem se sentado em ninguém depois de...
48:10Depois da morte de Feliciano.
48:13Eu...
48:14Eu...
48:19O beso de Don Cristóbal tem que ver com que me contes isto precisamente agora.
48:30Ese beso...
48:33Inoportuno...
48:35Ela despertou coisas dentro de mim.
48:42Vaya.
48:44Te ha afectado mais do que eu creia.
48:48E não sabia até que ponto.
49:05E não sei se pode saber por que vienes desde a zona de serviço.
49:24Te disse que podias utilizar a escalera principal, não eres nenhuma criada.
49:28Como uma criada.
49:30Ya.
49:31Bueno, estas são mais discretas.
49:35E...
49:35Parece que são as que me correspondem depois do que me acaba de passar.
49:40Que te acaba de passar?
49:42Un lacayo me deu esta nota.
49:46Está escrita por Doña Leocadia.
49:51Que dize?
49:52Se ha enterado que estou dormindo no palácio.
49:55E...
49:55Quiere que me vai.
49:57Que se ve que nadie le ha pedido permiso.
50:04Como se atreve.
50:07Quien se cree esa mujer para disponer de quien se aloja o se deja de alojar en mi palacio.
50:11Como está escrito, parece que fuera la dueña de la casa.
50:14Pues no lo es.
50:15Ni lo será nunca.
50:18Además, te echa sin hablarlo conmigo o con mi padre.
50:21Tampoco se ha dignado decírmelo a la cara.
50:23Por lo visto, solo merezco recibir notitas de un lacayo.
50:28Pues si se cree que las cosas van a quedar así, está muy equivocada.
50:31Ahora mismo voy a decirle cuatro cosas.
50:33Manuel.
50:34Manuel, déjalo.
50:35Mi automóvil estará arreglado en nada y no merece la pena discutir con esa señora por algo así.
50:40No se trata solo de ti, Nora.
50:42Esa mujer hace y deshace en esta casa como si fuese la dueña.
50:45Además, pretende hundir nuestro negocio.
50:48Pero no lo va a conseguir.
50:50Déjalo, por favor.
50:51Yo recojo las cosas de mi habitación y santas pasas.
50:52No vas a recoger absolutamente nada.
50:55Ahora mismo voy a ponerle una conferencia a don Luis.
50:57¿Para qué?
50:59Para dejar de trabajar con él.
51:02Para dejar de trabajar con su empresa y de paso con la empresa de doña Leocadia y el duque de Carvajal y Cifuentes.
51:07Manuel, don Luis no tiene la culpa de nada.
51:10Lo sé y lo siento mucho por ese hombre, pero es la única manera de que esos dos parásitos dejen de beneficiarse de nuestro motor.
51:16Pero si rompes ese contrato, las consecuencias pueden ser devastadoras.
51:19Nora, no pienso permitir que me siga toreando esa mujer.
51:24Manuel, espera.
51:26He dicho que se acabó.
51:31Manuel.
51:32Manuel.
51:40¿Operadora?
51:44Sí, quiero una conferencia con don Luis Delgado.
51:47Es una fábrica de la provincia de Córdoba.
51:51Espero.
51:52Pero por favor, dese prisa, es urgente.
52:00Desgratillada.
52:03¿Don Luis?
52:05Sí, soy yo, Manuel de Luján.
52:06No.
52:10No, no, no, no.
52:11No ha habido ningún problema con las últimas piezas que nos han enviado.
52:13Están perfectamente, no.
52:15Verá, don Luis, se trata de otro asunto.
52:18Un asunto que le advierto no le va a hacer ninguna gracia, pero...
52:22Quiero decirle...
52:27Ante todo, usted no tiene culpa de nada.
52:31Pero tengo que hablar con usted de algo muy importante.
52:33¿Qué?
52:36Yo no puedo más.
52:43Me ha pedido que le ayude yo a encontrar al hombre que te besó.
52:47A mí, justamente a mí, que soy yo quien te besó, ¿entiendes?
52:50O sea, que él se va corriendo y yo tengo que dar la cara por él.
52:54Van, mujer, ha vuelto, ¿no?
52:59A don Nazario.
53:00Es el mismo.
53:01Ese hombre os está poniendo las cosas muy difíciles, ¿eh?
53:03No lo hay a ti.
53:04Y tu madre y yo no nos vamos a conducir.
53:06¿Pero han perdido la cabeza las dos o qué?
53:08Escucha, Ángela es mía.
53:10Se va a casar conmigo.
53:12O irá a un manicomio.
53:14Como tu madre.
53:15El problema, señorita,
53:17es que lo que yo he visto del Capitán de la Mata no se corresponde en absoluto con lo que usted me cuenta.
53:22Porque es un manipulador.
53:24Si tiene tiempo, le hablaré del Capitán de la Mata.
53:26Le diré toda la verdad sobre él.
53:28¿Cómo es él de verdad?
53:29Voy a tomar medidas disciplinarias.
53:31Es intolerable.
53:33Primero se ha ausentado la calle sin avisar.
53:34Ahora una doncella.
53:36Si lo dice por la señora Arcos...
53:38¿Por qué lo voy a decir si no?
53:39A la señora Arcos el permiso para ausentarse se lo ha dado la señora Villamil.
53:44¿No estás segura de esto, Candela?
53:46Segurísima.
53:46Estamos haciendo lo que tenemos que hacer.
53:48Mira que este noble es de los más nobles.
53:49No se puede ir por la vida pidiendo perdón por ser una quien hay.
53:52Es verdad.
53:53Venga, vamos.
53:55¿Pero qué haces?
53:56Gana tiempo.
53:58Lo peor es ponerse en lo peor.
54:00Ni siquiera tenemos un diagnóstico.
54:02Sentencia.
54:03Porque lo que se está haciendo aquí es ajusticiar a mi hija.
54:06Con su visto bueno, señora.
54:08Como dices, he tomado una decisión.
54:11Mira, ¿dónde das?
54:13Padre, si usted me lo permite,
54:15yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:19Padre, si usted me lo permite,
54:21yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:22Padre, si usted me lo permite,
54:23yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:24Padre, si usted me lo permite,
54:25yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:26Padre, si usted me lo permite,
54:27yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:28Padre, si usted me lo permite,
54:29yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:30Padre, si usted me lo permite,
54:31yo quiero hacerme cargo del ejemplo.
54:32Padre, si usted me lo permite,
54:33yo quiero hacerme cargo cargo del ejemplo.
54:34Padre, si usted me lo permite,
54:35yo quiero hacerme cargo cargo del ejemplo.
54:36Padre, si usted me lo permite,
54:37yo quiero hacerme cargo cargo del ejemplo.
54:38Padre, si usted me lo permite,
54:39yo quiero hacerme cargo cargo del ejemplo.
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