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A União Europeia deve propor novas sanções ao Irã após a morte confirmada de duas mil pessoas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o cenário como estarrecedor. Agências independentes alertam que o número real de vítimas no país já pode ultrapassar 12 mil. Reportagem: Luca Bassani.

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00:00E do Eliseu, eu vou conversar agora com o Luca Bassani, porque ele vai falar um pouco sobre medidas e sanções que devem ser adotadas pela União Europeia por conta das manifestações e exatamente dessa repressão exagerada hoje do regime dos ayatollahs contra os manifestantes.
00:18Quem vai trazer os detalhes pra gente é o nosso Luca Bassani, que há pouco também fazia a tradução simultânea de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Conta aí, meu amigo, seja muito bem-vindo ao 3 em 1.
00:26Exatamente, Evandro. Boa tarde a você e a todos que nos acompanham.
00:30De fato, cenas tenebrosas que agora têm emergido diretamente do Irã após um bloqueio de internet que ainda perdura, mas que agora tem se tornado um pouco mais fácil de se traspassar exatamente pela ajuda do Starlink, de Elon Musk, após o pedido de Donald Trump.
00:48Inclusive, não só pra fazer com que os manifestantes continuem se mobilizando, mas também fazer com que essas imagens dessa carnificina promovida pelo governo dos ayatollahs chegue a todo mundo e possa também mobilizar a comunidade internacional.
01:03Como Eliseu bem disse, as autoridades confirmaram a agência Reuters cerca de 2 mil mortos, mas agências independentes, ONGs, que trabalham no Irã há muito tempo, falam em mais de 12 mil mortos.
01:15Se isso for confirmado, será a maior movimentação de repressão popular a manifestações da história moderna.
01:23Realmente, necrotérios improvisados, uma cena de grande luto nacional por pessoas que querem apenas liberdade, querem apenas ter aquilo que é justo e muitos de nós consideramos como liberdades já garantidas.
01:37Muito que bem, observando tudo isso, a União Europeia, através de vários países individualmente e a instituição como um todo, se manifestou.
01:45Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, disse que vai propor novas sanções ao Irã já nos próximos dias, como uma resposta a imagens inaceitáveis que têm chegado em todas as partes do mundo.
01:58Segundo ela, por conta da violência contra os manifestantes.
02:02Ela disse que o número de vítimas é estarecedor e, portanto, o bloco deve responder com sanções cada vez mais duras para, de fato, ocasionar...
02:12Pode continuar, Luca Bassani.
02:17Desculpe, que de fato ocasionou um grande tumulto em todo o país.
02:24Da mesma maneira, o chanceler alemão Friedrich Metz, ele disse que o momento no Irã, ele indica a queda do regime, deixando claro até mesmo os paralelos históricos.
02:34Muitos alemães, a mídia alemã, Evandro, tem utilizado o termo, o muro de Berlim no Irã irá cair durante os próximos dias, os próximos meses.
02:44De fato, essas manifestações de 2009 são as mais fortes e, se considerarmos o número de mortos, quando eles forem confirmados, talvez seja a mais violenta de todas.
02:53Óbvio que isso não tem tido ainda o efeito desejado, o governo parece não voltar atrás, não está disposto a negociar, enquanto as manifestações continuam e o blackout digital também.
03:04Vale dizer que, por enquanto, seja pelo Itamaraty, seja pelos canais oficiais do presidente Lula, o governo brasileiro não se manifestou, seja repudiando a repressão, seja a favor de manifestações livres.
03:18O que também é algo complexo da gente pensar no posicionamento do Brasil, também depois daquilo que anunciou Donald Trump.
03:26Que os países que continuarem dialogando e, principalmente, fazendo negócios com o Irã, poderão ser taxados em 25%,
03:33em uma maneira que o presidente norte-americano achou de asfixiar ainda mais a economia do Irã, que já está em frangalhos há muito tempo.
03:41Agora, o Luca Bassani, aproveitando que a gente está falando de Donald Trump, tem também a situação da Groenlândia, que se manifestou hoje, mais uma vez.
03:47Qual foi a autoridade que falou?
03:50Foi o premier da Groenlândia.
03:53A Groenlândia é um território semi-autônomo que tem a sua soberania decidida pela Dinamarca, o reino da Dinamarca.
04:03Jans Friedrich Nielsen, que é o premier eleito para os 57 mil groenlandeses que lá vivem,
04:10afirmou que a escolha do seu povo foi permanecer com a Dinamarca e, por enquanto, não há nenhum indício,
04:17até mesmo nas pesquisas que são feitas corriqueiramente, de que os groenlandeses gostariam de pertencer aos Estados Unidos,
04:24seja como um território norte-americano ou até mesmo como o 51º estado dos Estados Unidos.
04:29Mas ele deixou claro, apesar dessa preferência com os dinamarqueses, com os quais tem laços culturais e econômicos por mais de 300 anos,
04:37ele também escolhe a OTAN e ressalta o papel fundamental que os Estados Unidos têm na defesa dos mares do Ártico,
04:44do território groenlandês, além de deixar clara a posição ideológica ao lado do Ocidente.
04:50Apenas é uma questão de honra não ter a posse dessa maior ilha do mundo, de 2 milhões de quilômetros quadrados,
04:56ser passada da Dinamarca para os Estados Unidos de maneira unilateral.
05:00Visto que nem a Dinamarca quer vender, os groenlandeses também não fizeram nenhum tipo de referendo
05:06para mudar o status relacionado à sua soberania e uma intervenção militar poderia significar o fim da própria OTAN,
05:14considerando que os dois países são aliados há muitas décadas
05:17e os Estados Unidos já têm bases militares na Groenlândia desde pelo menos 1951, 1952,
05:24lá no governo Truman, então realmente algo que vale a gente continuar assistindo,
05:30já que o Departamento de Estado também quer realizar reuniões pontuais com os dinamarqueses e groenlandeses
05:37para tentar ampliar os laços econômicos e até mesmo militares entre os dois lados do Atlético.
05:43Muito obrigado, seu Luca Bassani, um abraço para você, um ótimo trabalho aí na Europa.
05:48Vamos falar um pouquinho então primeiro dessa situação envolvendo a União Europeia e o Irã.
05:53Nós já acompanhamos em outros conflitos a aplicação de sanções pela União Europeia
05:58e essa aplicação não trouxe necessariamente os resultados esperados, principalmente quando olhamos para a Rússia.
06:04Mas a gente sabe que Rússia e Irã são países bastante diferentes e eu quero entender de você,
06:08se no caso do Irã, que já é um país excluído, que já é um país que não tem relações diplomáticas quase com nenhuma região,
06:17principalmente com o Ocidente.
06:20Essa sanção poderia trazer o resultado esperado nesse momento?
06:24Eu acho que não, porque o Irã já é um país acostumado a viver à margem do sistema.
06:30Pois é.
06:30Então já é muito sancionado e ele tem uma porta de comércio aberto com a China e com a Rússia.
06:39Internamente, a economia do Irã, apesar de ser uma economia fraca, problema inflacionário,
06:44eles têm ali o mínimo, que é a energia, petróleo e eles também têm alimentos.
06:50Além do que, o que faltar, eles têm comércio com a Rússia e principalmente com a China.
06:56Portanto, as sanções têm um efeito mais simbólico do que prático.
07:02Fala, Cássio Miranda.
07:03Não, o Gani tem razão.
07:06É mais o simbolismo do que os efeitos práticos efetivamente.
07:10Eu acho que vale citar só um ponto.
07:13O Irã fornece os drones utilizados na guerra da Rússia.
07:19Então há uma parceria comercial entre Rússia, Irã, China e Irã.
07:25Por vezes diretamente, por vezes através da Rússia.
07:29Então, a própria guerra da Rússia, a própria guerra que o Irã enfrenta ali no seu contexto civil,
07:37tem no fim do dia o que nós chamamos de proxy war, guerra por procuração.
07:41O Oriente contra o Ocidente, o Velho Mundo contra o Novo Mundo, os chineses, os russos,
07:49fomentando essa disputa.
07:51Então, sanções, mais sanções, porque o Irã já tem outras tantas,
07:57teriam só esse viés simbólico e não afetariam em nada o dia a dia da população,
08:02que já é um dia a dia bastante combalido.
08:05Agora, 4h28, quem nos acompanha pela rádio, aquele rápido intervalo.
08:08Daqui a pouco espero vocês.
08:09E para quem fica, nós temos aqui os maiores parceiros comerciais do Irã,
08:14que hoje são China, em primeiro lugar, Iraque, Emirados Árabes Unidos,
08:19aí vem a Turquia e, por fim, a Índia.
08:21O Luca Bassani mencionou a preocupação da China com as taxações que seriam aplicadas
08:26pelos Estados Unidos para parceiros comerciais do Irã.
08:29E a China diz que vai acompanhar com bastante atenção essa possibilidade,
08:35mas enxerga como um tipo de coerção, exatamente porque ela tem uma preocupação
08:40por causa da parceria comercial com o Irã, que visa principalmente a importação
08:46de petróleo iraniano para aquele país.
08:50E, diante disso, Fábio Piperno, e dessa influência,
08:52como é que você avalia essa situação da sanção da União Europeia
08:58de um país que tem como um de seus principais parceiros comerciais
09:02essa potência chinesa?
09:04Eu fico me perguntando se, por acaso, em algum momento,
09:07a União Europeia vai decretar algum tipo de sanção comercial
09:11contra os Estados Unidos, caso Trump insista, por exemplo,
09:15em alguma ação contra a Groenlândia, barra Dinamarca, um país da União Europeia.
09:21Agora, vejam, é evidente que a gente ainda não tem como prever
09:25qual vai ser o desfecho de todo esse estado de turbulência
09:29que ocorre no Irã hoje, porque, infelizmente, o Irã jamais foi
09:33um país democrático, em momento algum.
09:35E a Revolução Teocrática de 1979, obviamente, não consertou isso.
09:41Ela expulsou do país uma ditadura sangrenta, que tem, inclusive,
09:46entre os seus herdeiros, alguém que quer voltar agora,
09:48mas ela não trocou uma ditadura por um regime democrático.
09:53Ela trocou, na verdade, uma ditadura por outro,
09:55que naquele momento inicial propiciou algum tipo de abertura política,
10:01mas isso, com o tempo, acabou desaparecendo,
10:04também por conta da ação ocidental.
10:06Por quê? Porque, em 1980, abastecido, incentivado e, sobretudo,
10:15financiado por potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos,
10:20o Iraque invadiu o Irã, tentando, naquele momento,
10:24derrubar o regime dos ayatollahs.
10:27Resultado, a guerra se estendeu por oito anos,
10:31custou alguns trilhões de dólares,
10:34eram as estimativas da época,
10:36matou alguns milhões de pessoas
10:39e não trocou o governo iraniano.
10:41Muito pelo contrário, acabou empobrecendo os dois países.
10:45O Iraque, naquele momento, também era um país muito próspero.
10:49O Galá se comprava muitos, os famosos passatos brasileiros, né?
10:53E a guerra foi muito ruim para os dois.
10:57Agora, nesse momento, o que se vê é, de novo, o Irã sob turbulência,
11:04mas tomara que a solução seja endógena
11:08e não alguma coisa que venha de fora.
11:10O que foi, Acácio?
11:11Só uma ponderação, a Rússia não consta daquela lista
11:14de principais parceiros do Irã por conta da guerra do Iraque,
11:17que ela também está sofrendo embargos, sanções,
11:20Então, essas relações são quase que informais, clandestinas,
11:24entre Rússia e Irã.
11:25Muito bem apresentado.
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