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A organização não-governamental Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, atualizou nesta segunda-feira (12) o balanço de vítimas nos protestos que acontecem no Irã desde o final de dezembro.

Segundo a entidade, pelo menos 648 pessoas foram mortas pelas forças de segurança, incluindo nove menores de idade. A ONG alerta que este número é conservador e que, devido ao apagão total da internet no país, o total real de óbitos pode ultrapassar a marca de 6.000.

Assista à íntegra:
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Transcrição
00:00Agora, destaque internacional, mais de 640 manifestantes já morreram no Irã
00:05desde o fim de dezembro, de acordo com uma ONG internacional de direitos humanos.
00:09Nosso correspondente, Luca Bassani, chega com as últimas informações.
00:12O governo iraniano se posicionou, Luca, nas últimas horas.
00:16E a pressão dos Estados Unidos em todo esse caso, hein?
00:19Boa noite, bem-vindo, boa semana pra você.
00:23Tiago, boa semana a todos que nos acompanham aqui no Jornal Jovem Pan.
00:26De fato, são 15 dias ininterruptos de manifestações por todo o Irã.
00:30Desde o dia 28 de dezembro de 2025, as ruas de várias cidades iranianas, incluindo a capital Teherã,
00:38foram tomadas por manifestantes de diversas faixas etárias, diversas classes sociais,
00:43pedindo uma mudança drástica não só no caminho econômico que o país toma,
00:48mas também nas grandes violações dos direitos humanos tomadas pela República Islâmica.
00:53Durante as últimas semanas, inclusive, uma das ONGs que observa mais detalhadamente o caso iraniano
01:00disse que até agora são pelo menos 648 mortos, mais de 10 mil pessoas detidas,
01:07muitos feridos e 96 horas sem internet.
01:11Ou seja, um blackout digital completo para os iranianos,
01:14não só pra desmobilizar os manifestantes, impedir com que eles marquem pontos de encontro e horário,
01:20mas também pra evitar com que imagens desses massacres que acontecem pontualmente sejam enviadas para fora.
01:27Nesse sentido, os Estados Unidos e a União Europeia subiram o tom.
01:31O presidente Donald Trump disse que ainda considera as possibilidades para poder intervir
01:36e fazer com que pessoas inocentes, manifestantes, pacíficos, não sejam mortos por um governo tirânico.
01:42Ao mesmo tempo, já ameaçou, falando que os países que fazem negócios com o Irã serão taxados em 25%,
01:50caso continuem, em uma maneira de tentar asfixiar ainda mais a economia do país,
01:55que já está em frangalhos, seja com uma inflação de mais de 40% durante os últimos 12 meses,
02:01seja com uma moeda que derreteu e perdeu completamente seu valor perante o dólar.
02:07Para finalizar, a União Europeia também considera novas sanções perante o governo dos ayatolás,
02:13caso essa matança de pessoas inocentes continue acontecendo durante os próximos dias.
02:20Tudo indica que as manifestações continuarão acontecendo, até mesmo fora do Irã,
02:25a partir da diáspora iraniana, que é muito forte nos Estados Unidos e na Europa, Inglaterra e Alemanha,
02:31e que o governo dos ayatolás tenha que fazer pelo menos algumas reformas.
02:35De acordo com aquilo que foi dito pelo chanceler do país, a Gracht,
02:39ele disse que o país não está procurando guerra, mas estaria pronto para responder
02:44caso os Estados Unidos ou qualquer outra potência estrangeira quisessem intervir.
02:49O caso, como eu disse, é de extrema preocupação.
02:52É um país com mais de 90 milhões de pessoas, grande parte dessa população está na faixa dos 25, 35 anos,
03:00ou seja, quer mudanças, não é mais aquela geração que queria uma revolução islâmica,
03:06assim como aconteceu em 79 e, portanto, as perspectivas são muito negativas para essas pessoas empobrecidas,
03:13com salário corroído pela inflação.
03:15Tudo indica que mudanças poderão acontecer, mas sempre é difícil de prevê-las.
03:19A gente, como fazemos diariamente, continuaremos atualizando a nossa audiência,
03:24inclusive com as nossas fontes diretamente do Irã, que, infelizmente, há mais de três dias
03:29não conseguem comunicação com a nossa equipe exatamente pelo bloqueio da internet
03:34feito pelo governo de Teherã.
03:36A situação é delicada e são os principais protestos em décadas, pelo menos, no país.
03:43A gente continua de olho e, daqui a pouquinho, Luca, deixa eu chamar Denise Campos de Toledo.
03:46Tudo tem a ver também com uma questão econômica, mas é uma questão social também.
03:50O próprio Luca diz que os jovens não têm acesso à internet e não têm a ligação com a Revolução Islâmica de 79.
03:59Exatamente o que motivou, de fato, na origem dessa revolução.
04:02E eles querem outra modernização também de costumes, essa perseguição toda,
04:06morte e condenação à pena de morte de mulheres que não utilizam o véu da forma correta,
04:11como nós já tivemos casos e outras manifestações anteriormente.
04:15Agora, Tiago, a inflação deles está muito elevada, passa dos 40% ao ano.
04:20É uma economia que vem em desaceleração, com aumento muito forte da pobreza.
04:25Eles têm problemas de fornecimento de água, fornecimento, inclusive, de gasolina.
04:29Eles que são os maiores produtores de petróleo do mundo,
04:32só que sofrem as sanções dos Estados Unidos e de outros países,
04:36o que dificulta o acesso a recursos financeiros.
04:40Então, é um país que tem essa riqueza, mas que não consegue usufruir.
04:44A população vai sentindo isso do ponto de vista econômico, fora as pressões, as punições,
04:49como se vê agora, se sabe do número de pessoas que foram presas e mortas por manifestações,
04:56as restrições a direitos humanos, as mulheres obrigadas a casar,
05:00muitas crianças sendo obrigadas a casar.
05:02Então, chega um momento em que não se consegue segurar essa situação,
05:06porque não há sequer satisfação financeira da população.
05:09Então, vamos ver os desdobramentos, eles tentam segurar, se isolando ainda mais do mundo,
05:14inclusive, através das redes sociais, que podem ter também alguma influência
05:17em relação às manifestações, eles culpam os Estados Unidos,
05:21mas, na verdade, há uma insatisfação muito grande da população local.
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