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O Irã entra na segunda semana de protestos intensos com um saldo trágico: 51 mortos e 2 mil detidos. O editor Fabrízio Neitzke relata que o país está sob apagão de internet há 48 horas. O regime acusa agentes dos EUA e Israel de incitarem a revolta.

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Transcrição
00:00Seis por um, ainda não há qualquer tipo de consenso no Congresso Nacional, apesar de ser uma pauta popular.
00:07E o setor produtivo no Brasil é contrário a essa modificação, afirma que vai aumentar custos,
00:15a necessidade de contratar mais pessoas, de qualquer forma, esse embate, essa discussão será feita nesse ano,
00:22o ano eleitoral, enquanto isso o governo vai continuar pressionando o Congresso Nacional
00:25para uma possível aprovação dessa pauta, que é uma pauta popular.
00:31Manifestantes voltaram a se reunir em diversas ruas do Irã nesse sábado, em protestos contra o governo local.
00:37Nosso editor de Internacional, Fabrizio Naysk, chegando com todas as informações,
00:41qual o balanço de mais uma jornada até agora, é um país que fervilha depois de muitos anos, não é isso?
00:48Boa noite, bem-vindo.
00:48Boa noite, Thiago. Boa noite a todos que acompanham o jornal Jovem Pan.
00:52É difícil a gente precisar o balanço das manifestações deste sábado,
00:57porque o Irã, os moradores iranianos, estão sem acesso à internet há 48 horas.
01:05Ainda assim, algumas imagens foram feitas por celular de manifestações nas principais ruas do país,
01:13de cidades do país, como a capital Teherã, por exemplo,
01:16que mostram uma grande manifestação popular mais uma vez.
01:22Protestos que começaram no dia 28 de dezembro vão chegando agora a sua segunda semana.
01:28Segundo organizações de direitos humanos internacionais,
01:32pelo menos 51 pessoas morreram até o momento,
01:35incluindo pelo menos oito agentes das forças de segurança iranianas,
01:40incluindo a Guarda Revolucionária do Irã,
01:44um braço do exército do país que atua também nas ruas iranianas,
01:49nas ruas do país persa.
01:51Um ponto para a gente destacar é que, segundo essas organizações também,
01:55pelo menos dois mil manifestantes já foram detidos até o momento,
02:00sem informações se há estrangeiros presentes nesse grupo.
02:04O governo do Irã afirma que agentes da CIA e do Mossad,
02:10a inteligência israelense e a inteligência norte-americana,
02:14estariam atuando para fomentar esses protestos no país.
02:18Isso não seria uma medida inédita,
02:21não seria exatamente uma grande novidade,
02:24principalmente envolvendo o Irã,
02:26que já viu o regime dos ayatollahs ser pressionado pela população local
02:31algumas vezes ao longo deste século.
02:34Mas o fato é, há uma insatisfação popular por conta da economia local.
02:41O Irã sofre muito com as sanções internacionais
02:45que foram intensificadas em 2025 pela comunidade internacional
02:49por conta do seu programa nuclear.
02:52A gente lembra que em junho do ano passado
02:54houve um embate direto entre Irã, Israel e Estados Unidos
02:59por conta do programa nuclear do Irã,
03:01aquela acusação que é feita por países do Ocidente e por Israel
03:05de que o Irã estaria enriquecendo o urânio
03:08para o desenvolvimento de uma arma nuclear.
03:11Um argumento que é rejeitado pelo governo iraniano
03:14que diz que enriquece o urânio apenas com fins energéticos,
03:18de abastecer a sua população.
03:20Fato é, os ataques dos Estados Unidos em junho do ano passado
03:25atingiram instalações nucleares iranianas
03:28e isso impactou realmente a produção de energia local,
03:32tanto que o preço da energia subiu.
03:34E o Irã, que já teve uma inflação acima dos 30%
03:38em 2024, segundo o FMI,
03:41deve fechar o ano de 2025,
03:43a gente ainda aguarda a publicação dos dados,
03:46com uma inflação acima dos 42%.
03:48Segundo o FMI, a expectativa é de que em 2026
03:52esse índice também fique acima dos 40%.
03:56A moeda local na sua maior queda de valor deste século,
04:02atingindo níveis muito complicados de fato.
04:05Apesar disso, Irã é um país que mantém bons níveis sociais,
04:08por exemplo, a expectativa de vida iraniana é de 78 anos,
04:12o mesmo número dos Estados Unidos.
04:15A porcentagem da população que é alfabetizada,
04:19acima dos 90%.
04:20É um país que naquele cenário do Oriente Médio,
04:24aquela região do mundo,
04:25vive relativamente bem,
04:27apesar dos problemas econômicos
04:29que têm se tornado cada vez mais fortes.
04:32Pelo menos 60% da população iraniana
04:34está abaixo dos 30 anos de idade.
04:36E isso explica um pouquinho, Thiago,
04:39do porquê que há uma revolta popular crescente,
04:43principalmente porque o acesso à informação no Irã
04:46sempre foi muito limitado.
04:48A pauta de costumes no Irã
04:50sempre foi muito restrita,
04:52desde a queda do Shah Reza Pahlavi
04:55no finalzinho da década de 70
04:57e o começo do regime dos ayatollahs.
05:00Inclusive, o filho do Shah Reza Pahlavi,
05:03que vive hoje nos Estados Unidos,
05:06se manifestou, pediu que manifestantes
05:08fossem às ruas não só no Irã,
05:11mas também no resto do mundo.
05:14Ele acredita que a monarquia
05:16pode voltar a ser a forma de governo no Irã,
05:19o que parece ser uma realidade
05:20um pouco distante ainda,
05:22porque ela foi muito rejeitada
05:24no final da década de 70,
05:26não à toa que houve a Revolução Islâmica no país.
05:29Bom, falando sobre as manifestações
05:31ao redor do mundo,
05:32quem tem acompanhado
05:33toda essa movimentação
05:35é o nosso correspondente,
05:36o Luca Bassani,
05:37que chega ao vivo agora
05:38para trazer todas as últimas atualizações.
05:41Protestos foram registrados
05:43em cidades europeias,
05:45também nos Estados Unidos,
05:46e é o Luca que vai atualizar a gente.
05:48Boa noite, Luca.
05:48De fato, as manifestações
05:55acontecem em todo o mundo,
05:57principalmente pela diáspora iraniana,
05:59aqueles que desde o início
06:01do regime dos Ayatollahs
06:02se colocavam contrariamente
06:04à República Islâmica
06:05e que têm sido também motivados
06:07pela possibilidade,
06:09pelo sonho de restaurar
06:11a monarquia parlave
06:13dentro do Irã.
06:14Inclusive, na capital Londres,
06:16hoje uma das cenas mais emblemáticas
06:18foi próximo ao Hyde Park,
06:20onde acontece,
06:21onde tem o consulado do Irã,
06:22os manifestantes trocaram
06:24a bandeira da República Islâmica
06:26atual pela bandeira
06:27que é histórica do Irã,
06:29a bandeira associada
06:30à monarquia,
06:31com aquele leão
06:32empunhando uma espada,
06:33algo que mostra exatamente
06:35a vontade de parte
06:37desses manifestantes
06:38de uma nova forma alternativa
06:40de governo
06:41que talvez inclua
06:42a restauração monárquica.
06:44Ao mesmo tempo,
06:45em Berlim,
06:46manifestações
06:47dessa mesma natureza,
06:48pedindo liberdade
06:49às mulheres,
06:50uma reforma
06:51no sistema jurídico
06:52do país,
06:53uma maior abertura
06:54também do aspecto religioso.
06:57Isso se seguiu
06:57por várias capitais europeias,
06:59lembrando que a comunidade
07:00iraniana é muito forte
07:01no Reino Unido
07:02e na Alemanha,
07:03onde as manifestações
07:04principais se concentraram,
07:06mas também nos Estados Unidos.
07:07Foi um país
07:08que abriu...
07:09Perdemos o contato com ele,
07:14mas, de qualquer forma,
07:16não é, Fabrício?
07:17O Lucas sempre destacou
07:19a Revolução Islâmica
07:20de 79
07:20e você destacou
07:22muito bem também,
07:23porque se é uma população
07:25jovem
07:25que quer acesso
07:26à informação
07:27e tem todo um desafio
07:29de se superar
07:30o que não só
07:32o regime impõe,
07:33mas também as condições
07:34que essa população vive.
07:36É, não é de hoje
07:37que, por exemplo,
07:39há uma dificuldade
07:39de acesso
07:40à informação no Irã
07:42que a população local
07:43pede por mudanças.
07:45A gente lembra
07:45que a morte de uma mulher
07:46em 2022
07:48causou também
07:49uma grande revolta
07:50popular no país,
07:52mas, naquele momento,
07:54o regime conseguiu
07:55sufocar essas manifestações
07:59com relativa eficiência,
08:01tanto que nenhum movimento social
08:03acabou avançando
08:04com muita força no Irã.
08:05Isso é algo
08:06que a gente está falando
08:06que aconteceu
08:07quatro anos atrás.
08:09Então, mostra
08:10que o regime
08:12do Ayatollah Ali Khamenei
08:14ainda tinha muita força,
08:15pelo menos
08:15naquela ocasião
08:17em 2022.
08:19Acontece que
08:20a tensão
08:20entre Irã e Israel
08:22no ano passado
08:23com ataques
08:24em solo iraniano
08:26em junho
08:27mostraram
08:28uma certa fragilidade.
08:29Primeiro,
08:30porque o governo
08:30agora precisa gastar
08:31mais dinheiro
08:32para reconstruir
08:33tudo aquilo
08:33que foi perdido.
08:34Segundo,
08:35porque a realidade
08:36da guerra
08:37chegou e bateu
08:39na porta
08:39da maioria
08:40dos cidadãos iranianos,
08:42principalmente
08:42na capital Teherã,
08:44que foi alvo
08:45de bombardeios israelenses.
08:46A sede da TV estatal,
08:48por exemplo,
08:49foi atingida
08:49por bombardeios.
08:51E isso tudo,
08:52claro,
08:52acaba pesando
08:53no inconsciente
08:54da população,
08:55mesmo com essa
08:56cortina de ferro,
08:58vamos dizer assim,
09:00instalada no país.
09:01ou seja,
09:02o acesso à internet
09:03é difícil,
09:04o acesso às informações
09:05é algo muito complicado,
09:08mas é claro
09:09que há uma sensação
09:10em boa parte
09:11da população,
09:12principalmente os mais jovens,
09:14de que alguma coisa
09:15não vai bem.
09:16E as sanções internacionais
09:17têm pesado também
09:18bastante nesse sentido.
09:20Fabrício,
09:20antes de encerrar com você,
09:21deixa eu pedir
09:22para você atualizar
09:23a nossa audiência
09:23sobre ataques
09:24dos Estados Unidos
09:25ao ISIS,
09:28ao Estado Islâmico.
09:30Exatamente,
09:31posições do Estado Islâmico
09:32na Síria,
09:33a gente lembra
09:33que isso não é
09:34exatamente inédito,
09:35aconteceu também
09:36em dezembro do ano passado.
09:38O Estado Islâmico,
09:40apesar de ter sido
09:41majoritariamente
09:41vencido pelo Ocidente,
09:44pela coalizão do Ocidente
09:46desde a metade
09:48da década passada,
09:50atuando ali na Síria
09:51e também no Iraque,
09:52na região do Levante,
09:54ele ainda mantém postos,
09:57ainda mantém
09:57algumas posições
09:59em território sírio.
10:01Desde a troca
10:02de governo
10:03na Síria,
10:05no finalzinho
10:05de 2024,
10:06a queda de Bachar Al-Assad
10:08e a chegada
10:09de Ahmed Al-Shara
10:10no poder
10:10lá na Síria,
10:11os Estados Unidos
10:12têm intensificado
10:13algumas ações,
10:15ataques aéreos,
10:16bombardeios,
10:17e isso aconteceu
10:18principalmente
10:18em dezembro
10:19do ano passado,
10:20depois que dois soldados
10:21americanos
10:22e um intérprete
10:23acabaram mortos
10:24em uma emboscada
10:25feita pelo Estado Islâmico
10:27em uma região da Síria
10:28que ainda é controlada
10:30pelo grupo terrorista.
10:32Hoje os Estados Unidos
10:33voltaram a atacar
10:34essa região,
10:36deixaram mortos
10:37ali também,
10:37a gente ainda aguarda
10:38mais manifestações
10:40vindas do Pentágono
10:42para entender
10:42exatamente
10:43a proporção
10:44desses ataques,
10:45o número de mortos,
10:47mas uma situação
10:48que mostra
10:48que a Síria
10:49ainda não está
10:50completamente
10:51controlada
10:52pelo governo civil
10:53de Ahmed Al-Shara,
10:54que busca reconhecimento
10:56da comunidade internacional
10:57também para conseguir
10:59derrubar,
11:00se não todas,
11:01pelo menos boa parte
11:02das sanções
11:02que foram impostas
11:03ao longo dos últimos
11:0510, 15 anos
11:06por conta da guerra civil
11:07que atingiu o país.
11:09Fabrizio Naysk
11:09volta daqui a pouquinho?
11:10Daqui a pouco.
11:11Até já,
11:12nosso editor de Internacional
11:13com as últimas informações.
11:14de Internacional
11:16com as últimas informações.
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