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Transcrição
00:00Porque o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou preferir a eleição de um integrante da família Bolsonaro para a presidência do Brasil.
00:09E uma solução com o socialismo do século XXI, em referência a Lula.
00:15Em entrevista a um canal de notícias do país vizinho, Milei afirmou ser amigo do ex-presidente e de seus filhos
00:21e escalou as críticas ao governo petista, afirmando que não há espaço para diálogo com quem defende a ideologia progressista.
00:31Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro compartilhou a fala, elogiando o presidente argentino,
00:37dizendo que ele compreende, portanto, os perigos do comunismo e também do socialismo.
00:44Para abrir essa edição dos Pingos nos Is, eu quero conversar com o Roberto Mota.
00:48Mota, seja bem-vindo, muito boa noite.
00:50Boa noite, Marcelo. Boa noite, nossa querida audiência.
00:55Mota, então, aí, a gente pode esperar realmente esse afinamento, portanto, da direita com Javier Milei aqui no Brasil?
01:03É mais do que afinamento, Marcelo.
01:07As relações de Milei com a família Bolsonaro são antigas.
01:12Em 2022, quando Milei ainda era praticamente desconhecido no mundo inteiro,
01:18ele participou da Conferência Conservadora CEPAC, organizada por Eduardo Bolsonaro, que aconteceu em Campinas.
01:27Em 2024, ele voltou para o mesmo evento, dessa vez em Balneário Camboriú.
01:34Desde sempre, um dos pontos principais da pauta de Milei é o repúdio ao socialismo.
01:43Poucas vezes a América Latina teve um líder com tanta inteligência, clareza de visão e capacidade de articulação.
01:54Milei sabe, todo mundo sabe, que o socialismo do século XXI é o mesmo do século XIX.
02:02E vamos receber agora o Luiz Felipe Dávila para participar conosco.
02:07Muito boa noite, Dávila.
02:09Boa noite, Matos.
02:10Boa noite, meus colegas.
02:12E boa noite à nossa querida audiência.
02:14De fato, Dávila, neste ano, na verdade, 25, nós tivemos aí uma forte recuperação da Argentina
02:21em relação ao mercado automotivo, máquinas e equipamentos.
02:24Milei acaba sendo um exemplo hoje?
02:26Com certeza, Milei, é um grande exemplo para a América Latina que deseja dar um choque de capitalismo, de liberalismo.
02:37Ele pegou uma Argentina quebrada, com inflação de mais de 300% ao mês, derrubou para 2%.
02:44Fez o que nenhum outro líder, principalmente de esquerda, foi capaz de fazer.
02:50Cortou drasticamente as despesas públicas.
02:54Isso ajudou a melhorar as contas da Argentina, fazer com que a Argentina passasse primeiro por um período de recessão
03:02e depois retomasse largamente o crescimento econômico e a redução da pobreza.
03:06A pobreza caiu, chegou a 52%, caiu para 17%, o menor indicador das últimas duas décadas.
03:17Tudo isso mostra algo fundamental, que a única forma de fazer um país crescer é abrir a economia,
03:26implementar a economia de mercado, desregulamentar, tirar o estado das costas do setor produtivo
03:34e deixar os empreendedores criarem, inovarem e permitir que o crescimento econômico gere emprego e oportunidade.
03:45Esta é a fórmula vencedora de Milei e nós esperamos que ela possa ser replicada no Brasil a partir de 2027.
03:55Diego Tavares, muito boa noite.
03:57Boa noite, meu amigo Marcelo Matos. Boa noite aos meus colegas de bancada.
04:03Boa noite a todos que nos acompanham nessa noite aqui nos Pingos nos Is.
04:07É claro que ele vai ser criticado porque está dando opiniões em relação aqui ao cenário do brasileiro, Diego.
04:14Sem dúvida nenhuma. Sempre há quem critique, quem diz a verdade, Marcelo Matos.
04:19E é claro, eu acho natural que Javier Milei prefira outro presidente no lugar do presidente Lula.
04:26Afinal de contas, o Brasil é uma antítese daquilo que a Argentina representa hoje.
04:30Os meus colegas puxaram muito bem qual é a dinâmica do governo Milei.
04:34É a dinâmica de um estado enxuto, cortando despesas que são inúteis ao interesse público,
04:41cortando cargos da máquina pública que não produzem nada para a sociedade, privatizando empresas.
04:46É tudo aquilo que o Brasil não faz. O Brasil tem apostado na máquina pública como o indutor da atividade econômica.
04:54Aquele estado pesado que tem que participar de todos os campos na economia,
04:59que tem que palpitar na vida do cidadão em todos os seus aspectos.
05:04Então, imagino eu que tendo o Brasil como um dos seus principais parceiros econômicos,
05:09Milei queira no comando aqui dessa embarcação, um capitão que pense como ele pensa.
05:15E eu acho que para nós brasileiros isso viria muito a calhar também,
05:19porque o Brasil se aproxima de um colapso econômico.
05:22Nós temos as nossas finanças muito fragilizadas, um rombo recorde nas contas públicas,
05:28um déficit recorde nas nossas empresas estatais.
05:32Então, esse choque de liberalismo que tirou a Argentina de um lamaçal,
05:36e como muito bem disse o Dávila, passa a colocá-la agora entre os países mais economicamente ativos,
05:43entre os países mais economicamente interessantes da América Latina,
05:47seria muito bem-vindo aqui também no Brasil.
05:49O Brasil ainda não é aquela Argentina quebrada do peronismo,
05:53mas nós estamos caminhando a passos largos para isso.
05:56Nós precisamos urgentemente conter o gasto público
05:59para que dessa forma nós possamos baixar a taxa de juros,
06:03controlar mais a nossa inflação,
06:04e fazer com que o nosso dinheiro volte a ter um poder de compra um pouco maior.
06:09Então, para isso, eu acho que o Brasil deveria seguir a sugestão de Javier Milley,
06:14trocar o comando da nossa embarcação,
06:16para que nós sejamos mais próximos da Argentina sob o viés econômico.
06:20E essa questão econômica, de fato, né, Mota?
06:24A gente sabe que tem um compromisso lá em 27,
06:26e se nada for feito até lá,
06:28a gente imagina que no ano eleitoral,
06:30se não economizou até agora,
06:32no ano eleitoral não vai fechar a torneira, evidentemente.
06:35E não é a oposição que está falando isso, né?
06:37A própria IPEA, que é vinculado justamente ao Ministério aí da Fazenda,
06:41garantindo que também o Brasil tem um colapso aí previsto para 27.
06:47Colapso, na opinião de alguns, né, Marcelo?
06:51Para outros, gasto é vida.
06:53Essa história de dívida pública, quanto maior, melhor.
06:57Porque na hora de pagar, você enrola,
07:00você emite mais dívida,
07:02você imprime dinheiro.
07:03Existe realmente quem tenha essa visão do mundo.
07:08São as pessoas que acreditam que o Estado
07:10é o resolvedor último de todos os problemas.
07:13A melhor coisa para o Brasil
07:15seria todo mundo pagar 100% de imposto,
07:18entregar tudo o que a gente ganha para o Estado.
07:21E aí o Estado decide o que vai fazer com esse dinheiro.
07:24Então, é um erro achar que essas pessoas
07:27que têm essa visão do mundo
07:29acham que nós temos um problema.
07:32Na visão delas, isso não é problema.
07:35Isso é o objetivo.
07:38Agora, Dávila, que a gente falava justamente
07:40sobre essa questão fiscal, né,
07:42e esse exemplo da Argentina,
07:43claro que o remédio é amargo a princípio, né, Dávila,
07:47mas essas contas precisam fechar mesmo?
07:49Precisa por uma razão muito simples, Matos.
07:53Se as contas não fecham,
07:56a taxa de juros continua a subir.
07:58Por isso que o Brasil tem a taxa de juros mais cara do mundo.
08:00É que nem uma pessoa que pega dinheiro no banco.
08:03Você vai pegar o dinheiro no banco,
08:04você precisa mostrar que você ganha o suficiente
08:05para honrar suas dívidas.
08:08Se você não consegue provar isso,
08:10o banco vai te cobrar uma taxa de juros
08:11muito acima de mercado.
08:12Por isso que tem gente que paga 30%, 40%,
08:15quando a taxa básica é 15%.
08:16Tem tudo a ver com a qualidade e a capacidade de pagamento.
08:21Então, quando um governo, como é o caso do Brasil,
08:24gasta muito mais do que arrecada,
08:27não consegue reduzir despesa pública,
08:30não produz superávit primário,
08:33ué, quem está olhando os títulos brasileiros
08:34fala, esse país aqui está a caminho da insolvência.
08:37Então, para comprar título desse país aqui,
08:39eu quero taxa de juros nas alturas.
08:42E aí o Brasil coloca a taxa de juros
08:43a mais alta do mundo.
08:45E o que isso faz?
08:47Pesa no bolso de todos os trabalhadores,
08:50porque isso afeta todos aqueles
08:52que têm que tomar crédito.
08:54Desde o pequeno empresário,
08:55que tem que tomar crédito por um capital de giro
08:57da sua empresa,
08:58até aquele que precisa se endividar
09:00para investir em grandes projetos.
09:03E isso acaba inviabilizando o investimento no Brasil.
09:06Então, o que Milley fez,
09:07foi mostrar uma vontade incrível
09:11e uma disposição política,
09:12e até impopular, como você bem mencionou, Marcelo Matos,
09:16e cortar despesas, reduzir despesas,
09:19ele reduziu numa velocidade tão rápida
09:21que até o FMI falou assim,
09:23calma, vai mais devagar,
09:25aí você está indo muito rápido demais.
09:28O Milley cortou 4% do PIB,
09:32não é do orçamento, do PIB.
09:33É um corte nunca visto na história da América Latina.
09:38Nunca o presidente da República fez isso
09:41num espaço de curto tempo.
09:43Então, isso mostra a disposição de Milley
09:47colocar as finanças em ordem
09:49para fazer a Argentina voltar a crescer.
09:51O grande problema, desafio da Argentina hoje,
09:54Matos, é o câmbio, é liberar o câmbio.
09:56Ainda está liberando devagarzinho,
09:58então esse câmbio amarrado,
09:59esse câmbio engessado,
10:01ainda é problema para a Argentina
10:04e a Argentina tem um outro problema
10:06que o Brasil não tem,
10:07reservas internacionais muito baixas.
10:09Então, esses são os dois grandes desafios
10:11de Milley agora.
10:12Como soltar o câmbio
10:13para voltar a ter um câmbio flutuante
10:15e como recompor as reservas da Argentina.
10:19Diego Tavares,
10:20muitas vezes a gente fala sobre
10:21sempre essa questão dos juros,
10:23da Selic com um balizador.
10:25Claro que normalmente a pessoa vai,
10:27como o Dávila falou,
10:28vai buscar no banco,
10:29é muito mais caro ainda.
10:30Isso é um balizador,
10:32a taxa de referência do país.
10:34Mas, muitas vezes,
10:35a pessoa não tem nada a ver com isso.
10:36Mas tem tudo a ver,
10:37a economia e toda a geração de empregos,
10:39como disse lá também o Mota.
10:42Isso faz parte do dia a dia nosso,
10:44mesmo a gente não sabendo que isso acontece.
10:47É como a política, Marcelo Matos,
10:49está umbilicalmente ligada
10:50com todos os aspectos da nossa vida
10:52e muitas vezes, ainda assim,
10:54as pessoas optam por se distanciar da política.
10:57Embora os temas ligados à economia
10:59sejam temas, de certa forma,
11:00mais complexos,
11:01com um alto grau de tecnicidade,
11:03de fato,
11:04essa questão mesmo da taxa de juros
11:05tem um altíssimo impacto
11:07na vida de todas as pessoas
11:08e de todas as pessoas mesmo.
11:10Da pessoa mais simples,
11:11que mora nas zonas mais periféricas
11:13e afastadas do nosso Brasil,
11:16até os bilionários brasileiros.
11:19Ora, a questão dos juros
11:20é o preço do nosso dinheiro,
11:21a questão dos juros está diretamente ligada
11:23à inflação,
11:24que atinge a todos,
11:25principalmente os mais pobres,
11:27está ligado ao nosso poder de compra,
11:29enfim,
11:30é algo que está umbilicalmente ligado
11:31com a nossa qualidade de vida
11:33e principalmente com a perspectiva
11:34de que nós possamos ou melhorar
11:36ou piorar o cenário
11:37no nosso país.
11:38É por isso que Javier Milley,
11:40nesse sentido,
11:41como nós estamos repercutindo até aqui,
11:43deu uma aula,
11:44deu uma aula aos países da América Latina,
11:46principalmente aqueles que
11:47são governados
11:49por dirigentes de esquerda,
11:51dirigentes progressistas,
11:52que, como eu disse no meu primeiro comentário,
11:54enxergam a máquina pública
11:55como o grande indutor
11:58da economia,
11:59como quem tem que estimular
12:01a atividade econômica
12:02e tem todas as suas anotações
12:04e ressalvas em relação
12:05à atividade privada.
12:07É sempre muito bom
12:08a gente olhar
12:08para as experiências internacionais
12:10que mais funcionam
12:11e as experiências internacionais
12:13que mais funcionam
12:14provam que quanto mais liberdade
12:16você dá para a iniciativa privada
12:18para produzir riqueza
12:19dentro de um país,
12:20mais próspero esse país se torna.
12:22Nós estamos acompanhando isso
12:24em tempo real
12:25com a questão da Argentina.
12:27A Argentina tinha a mesma visão
12:29que o Brasil carrega hoje,
12:31aquele Estado
12:32que tem que proporcionar tudo,
12:33aquele Estado
12:33que se o cidadão
12:34tropeça na rua
12:35tem que vir um funcionário público
12:37para segurar ele
12:37e impedir que ele caia.
12:38Então, o Brasil segue
12:40por essa linha.
12:41Javier Milley, não.
12:42Como um libertário,
12:43ele não é nem um liberal,
12:44ele é um libertário,
12:46muito embora,
12:46um libertário,
12:47de certa forma,
12:48contido,
12:49ele tem dado
12:50todo esse espaço
12:51para que a iniciativa privada
12:52resgate a economia argentina.
12:54E aqui no Brasil
12:55nós precisamos ir
12:56pelo mesmo caminho.
12:58O Estado
12:58precisa sair das costas
13:00do setor produtivo
13:01com esses altos impostos,
13:03essa alta burocracia,
13:05essa dificuldade
13:06que o setor produtivo
13:07hoje tem para manter
13:08um contrato formal
13:09de trabalho
13:10e deixar que o setor produtivo
13:12produza riqueza.
13:13Eu sempre digo
13:14quando tenho oportunidade,
13:15a canetada
13:16dos burocratas de Brasília
13:18não produz um real
13:19para o nosso país.
13:20muito pelo contrário,
13:21muitas vezes
13:21até nos torna
13:22mais pobres,
13:23mas mais ricos
13:24não tem condição
13:25de deixar.
13:26Quem torna o país
13:27mais rico
13:27é a iniciativa privada.
13:29E aqui no Brasil
13:30nós precisamos ter
13:31a mesma liberdade
13:33que os argentinos
13:34que reconquistaram
13:35com o governo
13:36de Javier Milley.
13:38Exatamente, né, Mota?
13:39Na verdade,
13:40toda a economia,
13:41todo o ciclo aí,
13:42a gente observa
13:44que há uma certa questão
13:45até ideológica
13:47do governo atual
13:48de ser um indutor
13:49da economia
13:50quando deveria,
13:51evidentemente,
13:52chamar o setor privado.
13:54Afinal de contas,
13:54nós temos aí
13:55déficits de infraestrutura,
13:58logística,
13:59estradas,
13:59portos,
14:00aeroportos,
14:01hidrovias,
14:02ferrovias,
14:02nas cidades aí,
14:04metrôs,
14:04trens faltando.
14:05Enfim,
14:06a gente tem muita coisa
14:06que fazer,
14:07mas o Estado
14:08não pode ser o protagonista.
14:11É,
14:12mas infelizmente,
14:13Marcelo,
14:13essa é uma visão
14:14profundamente
14:16enraizada
14:17na nossa cultura,
14:19na nossa sociedade
14:20e ela casa muito bem
14:23com o desejo
14:24da maioria dos políticos
14:25por poder.
14:26Imagina você convencer
14:28um político brasileiro
14:29a cortar
14:30o equivalente
14:31a 4% do PIB
14:33em despesas,
14:34como o Dávila disse.
14:35Imagina,
14:36a primeira coisa
14:36que ele vai pensar é,
14:37ué,
14:37minhas emendas
14:38estão incluídas
14:39nisso aí?
14:40aquele cargo
14:41que o meu primo
14:42tem naquela autarquia,
14:44será que ele vai sair de lá?
14:45Então,
14:46é uma batalha
14:47muito difícil.
14:49Eu arrisco dizer
14:50que é uma batalha
14:51que está sendo perdida
14:53na maioria do Ocidente,
14:55porque predomina
14:56na maioria dos países,
14:57com raras exceções,
14:59essa visão keynesiana
15:01de que o Estado
15:02tem que cuidar de tudo.
15:04Quando você estuda
15:06um pouco mais
15:06perto isso,
15:08você vê uns absurdos,
15:09mas é possível
15:10a inflação.
15:10A inflação
15:11começa a aumentar,
15:13aí o Estado
15:13vai lá
15:14e aumenta os juros,
15:15através do Banco Central,
15:17para reduzir
15:18a inflação.
15:19Mas a inflação
15:20também não pode
15:21ficar baixa demais,
15:22porque os keynesianos
15:24acham
15:24que se a inflação
15:25ficar baixa demais
15:26e virar uma deflação,
15:28os preços
15:29começarem a cair
15:30em vez de aumentar,
15:32eles acham
15:32que isso faz mal
15:33para a economia,
15:35porque vai
15:35desestimular
15:36os investimentos.
15:37Então,
15:38é preciso sempre
15:39ter alguma inflação.
15:41É a tal
15:41da meta de inflação,
15:42que é a coisa
15:43mais absurda, né?
15:44Como é que você pode
15:44ter meta
15:45de uma coisa ruim?
15:47Como é que você pode
15:47ter uma meta
15:48para a desvalorização
15:49do dinheiro?
15:50É por causa
15:51dessa crença,
15:52de que a economia
15:53é como se fosse
15:54uma máquina
15:55cheia de botões.
15:57E é o governo
15:58que fica lá
15:58mexendo os botões
15:59para controlar tudo.
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