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Parlamentares reagiram ao veto integral do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL) afirmou que a decisão "escancara o ódio que a esquerda tem dos patriotas", enquanto Paulinho da Força (Solidariedade) declarou que o presidente "rasgou a bandeira da paz". O Congresso Nacional ainda deve analisar a decisão presidencial. Reportagem: André Anelli.

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Transcrição
00:00Com o veto do presidente, parlamentares de oposição reagiram à decisão de Lula.
00:05André Anelli chegando no nosso 3 em 1 e vai nos dizer, de acordo com a oposição,
00:10o presidente desconsiderou todo o trabalho do Congresso, Anelli.
00:13Eles estão entendendo isso como um desrespeito ao parlamento? É isso? Bem-vindo. Boa tarde.
00:21É isso mesmo, Kobayashi. Muito obrigado. Boa tarde a você também e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:26O líder da oposição do PL, melhor dizendo, na Câmara dos Deputados, o deputado federal Sostenes Cavalcante,
00:34publicou um vídeo nas redes sociais fazendo duras críticas ao governo do presidente Lula,
00:39especificamente ao presidente da República, por conta de ter usado a cerimônia relativa aos 3 anos dos atos do dia 8 de janeiro,
00:48no dia de hoje, aqui no Palácio do Planalto, para vetar, conforme já era previsto também,
00:54o projeto de lei da dosimetria, que foi aprovado em dezembro no Congresso Nacional,
00:59no último dia 10 pela Câmara dos Deputados, e no último dia 17 pelo Senado, com ampla maioria.
01:08Inclusive, mesmo assim, o presidente Lula acabou assinando o veto antes mesmo do término do prazo,
01:14que era o dia 11 de janeiro, uma vez que esse prazo levava em consideração justamente, então,
01:21a aprovação na última casa no Senado.
01:24Sostenes Cavalcante afirmou que o presidente Lula acabou agindo com ódio diante daquilo que ele considera,
01:31Sostenes Cavalcante, como injustiças que foram praticadas contra os participantes dos atos de vandalismo,
01:38que tiveram penas desproporcionais.
01:41O veto escancara o ódio que a esquerda tem dos patriotas, de quem é de direita e dos conservadores.
01:50Já era previsto esse veto.
01:53É mais do mesmo.
01:54Não há o que se esperar de um governo com tanto ódio.
01:58Mas eu tenho convicção que, pelo acordo de líderes da Casa,
02:03nós vamos derrubar este veto na primeira sessão do Congresso Nacional.
02:11E por falar em derrubada do veto, agora há pouco,
02:15uma manifestação do líder da oposição na Câmara, o deputado federal Cabo Gilberto,
02:21convoca os parlamentares para que, na primeira sessão conjunta do ano,
02:26façam, então, a análise desse veto para que possam fazer a derrubada.
02:30A gente destaca que são necessários 257 votos na Câmara dos Deputados,
02:36a maioria mais um do total de 513 parlamentares e 41 votos no Senado,
02:42a maioria mais um, então, do total de 81 senadores.
02:46Relembrando que, justamente, então, esses números foram facilmente superados
02:52nas duas casas, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei foi aprovado com mais de 300 votos
02:57e no Senado foram 48 votos, portanto, então, a oposição deve ter facilidade
03:04na derrubada desse veto presidencial.
03:07Kobayashi.
03:08Muito bem, Anel, e um outro que se manifestou aí foi o relator na Câmara dos Deputados,
03:13o deputado Paulinho da Força, inclusive um dos autores dessa mudança de rumo do PL, né,
03:17que era de anistia, passou a ser de dosimetria.
03:20O que ele falou, hein?
03:20Isso mesmo, Kobayashi, o relator do projeto na Câmara, Paulinho da Força,
03:29disse que o governo federal desconsiderou qualquer tipo de articulação
03:32que envolveu, então, a construção do parecer, justamente, então, desse projeto de lei
03:39da dosimetria, que, como você disse antes, era, sim, de uma anistia ampla, geral e restrita,
03:45como queria a oposição ao governo federal.
03:47Conversando, então, com alguns membros do centro político, o relator passou para um
03:53projeto de lei da dosimetria, apenas reduzindo as penas aos condenados pelos atos de 8 de
03:59janeiro, podendo beneficiar, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o núcleo em torno dele.
04:05Então, Paulinho da Força afirmou que o governo Lula, diante do veto integral do texto,
04:11como aconteceu na manhã de hoje, rasgou, colocou fogo numa bandeira de paz que, segundo ele,
04:17havia sido formulada, erguida pelo Congresso Nacional.
04:21O Congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula.
04:25Sabe o que ele fez? Rasgou e tocou fogo nela.
04:29O projeto da dosimetria, que eu tive a responsabilidade de relatar, foi construído com diálogo,
04:33com responsabilidade, com todos os partidos, lideranças e personalidades do Brasil.
04:38Aprovado pela Câmara, aprovado pelo Senado, reconhecido até pelos Estados Unidos, que
04:43elogiaram publicamente o projeto e, logo depois, suspenderam sanções contra o Brasil.
04:48Foi um recado para o mundo. O Brasil buscava estabilidade, pacificação e maturidade institucional.
04:54Mas o Lula decidiu fazer o contrário. Foi ao terreno já pacificado e jogou gasolina.
04:59Preferiu o confronto ao diálogo. Preferiu a tensão ao entendimento.
05:03O governo federal promete uma mobilização para manter esse veto do presidente Lula de pé
05:17e isso a gente traz daqui a pouco aqui em uma nova participação no 3 em 1, Kobayashi.
05:23Combinado, você volta então, André Anelli, nesta edição ainda.
05:26Por aqui, vamos lá, Fábio Piperno. Frase forte ali do Paulinho da Força, hein?
05:30O presidente Lula rasgou a bandeira da paz. Está resolvendo a crise com gasolina.
05:36Esse projeto voltou a dar a ele uns 15 minutos de fama que ele havia perdido nos últimos anos
05:44da sua carreira política, né? Ele andou entrando aí em rebarba de votos.
05:51Ele era um parlamentar que no passado tinha eleições tranquilas, nos últimos anos não.
05:58Ele chegou a perder a eleição, entrar como suplente e tal.
06:02Mas agora é possível que ele tenha de novo alguma projeção.
06:07Ele faz algumas relações aí que são pra lá, enfim, de discutíveis, mas também normais.
06:17Ele era o pai da criança, hein? Então é natural que ele defenda o projeto dele.
06:22Então é uma forma que ele diz que o presidente da República rasgou uma decisão do Congresso
06:29e ele tem todo o direito de ter esse tipo de avaliação.
06:34Amanhã depois alguém pode argumentar que o Congresso havia rasgado a decisão do STF.
06:40São interpretações e, repito, cada um tem o direito de tê-las, está tudo certo.
06:45Em relação aos sócios, o deputado sócios, Cavalcante, que aliás não anda em grande fase,
06:50ele também é o que se espera dele como líder do PL.
06:56Críticas ao governo.
06:58É absolutamente normal todo esse pronunciamento dele.
07:02Ô, Kringner, você acha que essa manifestação da oposição,
07:05que na primeira sessão já vai se derrubar o veto,
07:08é mais esperança ou é uma possibilidade de fato?
07:11Olha, eu acho que é mais esperança, viu, Koba?
07:14Porque no momento em que você teve a aprovação do PL da dosimetria,
07:18o contexto, o cenário era um.
07:21Hoje nós tivemos algumas mudanças, né?
07:24Inclusive o anúncio da candidatura do Flávio Bolsonaro,
07:27algumas outras mudanças que podem ter mexido em algumas configurações.
07:32E aí eu não estou nem falando da esquerda,
07:34porque a esquerda é contra e votou contra, ponto final.
07:37Agora eu estou falando do Centrão.
07:38Onde é que o Centrão está nessa?
07:40Porque alguns do Centrão que antes estavam num bloco mais coeso,
07:44agora estão dizendo que já vão lançar candidaturas próprias à presidência da República.
07:50Será que isso afeta no posicionamento da dosimetria ou não?
07:53Na população, eu não vejo uma mudança.
07:56Agora, lá dentro, aí sim.
07:59Essa é uma questão boa, Gani,
08:01porque aparentemente o que se falou por alguns analistas
08:05foi de que a dosimetria passou e avançou rapidamente,
08:08inclusive na Câmara e no Senado,
08:10porque isso fazia parte de um grande acordo
08:12para que os interesses do Centrão fossem atendidos no quê?
08:16Na escolha, na participação da construção do nome que disputaria as eleições.
08:20Aparentemente o nome de Tarcísio era a grande aposta, né?
08:24E com o movimento do Jair Bolsonaro de ungir o próprio filho,
08:28você acha que isso mexe nessa configuração aí?
08:31Pode atrapalhar uma derrubada de veto?
08:34Em termos, pelo seguinte, também o fato de Jair Bolsonaro ter lançado o próprio filho
08:40significa que ele fez uma espécie de um seguro,
08:44para usar um termo aqui do mercado financeiro, um RED.
08:47Ele elevou o preço da negociação.
08:49Ele falou, olha, ok, eu quero ter uma garantia formal
08:52de que o PL da dosimetria vai passar,
08:55o Congresso vai derrubar,
08:58o STF vai chancelar,
09:00porque provavelmente vai ser judicializado,
09:03e se este cenário se concretizar,
09:06a dosimetria para os envolvidos no dia 8 de janeiro
09:10e também para Jair Bolsonaro ter a sua pena
09:13drasticamente reduzida
09:15para praticamente 2, 3 anos,
09:17aí o Flávio Bolsonaro
09:20retira a sua candidatura
09:22e passa o bastão para Tarcísio de Freitas.
09:26Não sei se isso vai acontecer,
09:28mas é uma possibilidade.
09:29Interessante, seria uma troca de mão da nota promissória,
09:32vai para o outro lado.
09:33O outro lado é que fica com a dívida.
09:35E aí, Piperno, como é que você vê essa análise?
09:38Eu acho que a análise que o Kriegner fez,
09:41ela é muito real.
09:43O cabo de guerra lá nos bastidores,
09:46ele é muito intenso.
09:48E vejam,
09:49há algumas mudanças,
09:51não só nessa configuração,
09:54mas também na correlação de forças.
09:56quando surgiu a pré-candidatura do Flávio Bolsonaro,
10:01imaginava-se que ele estava lá só para negociar
10:04e naquele primeiro final de semana,
10:07ele falou mesmo em negociação.
10:09Só que foi um nome que acabou ganhando alguma atração.
10:14As pesquisas mostram isso.
10:16Mostram que, inclusive,
10:17em simulações em que ele aparece,
10:19junto com o governador Tarcísio,
10:21ele surge à frente.
10:22Vejam,
10:24me parece que o capital político
10:27do sobrenome Bolsonaro
10:29não está mais à venda.
10:31Eu sempre faço o seguinte cálculo
10:32que eu já disse aqui.
10:34O presidente Lula,
10:35poucos dias depois da eleição desse ano,
10:37ele vai completar 81 anos.
10:39Daqui até os 81 anos,
10:42Flávio Bolsonaro poderá disputar 10 eleições.
10:46Vejam,
10:47ele sendo candidato agora,
10:49mesmo que não vença,
10:51ele nacionaliza ainda mais o nome dele,
10:54ele ganha musculatura
10:57e certamente seria um nome
10:59muito mais forte
11:01em 2030,
11:03quando o presidente Lula
11:04não vai mais poder ser candidato.
11:06E, ao que parece,
11:08a esquerda não tem,
11:09ainda não fez um nome tão forte.
11:12Então, eu acho que é uma aposta,
11:14sim, de médio prazo
11:15e eu não creio
11:16que ele vá abrir mão da candidatura dele.
11:19Até porque, vamos imaginar o seguinte,
11:21o governador Tarcísio escandate agora e vença.
11:25Aí, provavelmente, vai ser candidato
11:27a reeleição.
11:29Em oito anos,
11:31está dissipado o capital político
11:33do sobrenome Bolsonaro.
11:35Cria-se um novo polo à direita.
11:38Então, não interessa isso
11:40à família Bolsonaro.
11:42Crigno, pra fechar em um minuto,
11:45você acha que pode ter começado
11:46com essa estratégia aí do Gani
11:47de criar um seguro,
11:48uma espécie de amarra
11:49pra que todo o acordo
11:51seja, de fato, cumprido?
11:53E, no meio do caminho,
11:54alguém pode ter olhado
11:55o número das pesquisas,
11:57a projeção,
11:58a ascensão
11:59de uma pesquisa pra outra
12:00do nome do Flávio Bolsonaro?
12:02E aí, aquilo que era um seguro
12:03vira, de fato,
12:04uma aposta
12:05do Flávio Bolsonaro
12:06ser, de fato, o candidato?
12:08É, com certeza.
12:09Eu acho que agora
12:09o Congresso está chegando mais
12:12tomando corpo
12:13nessas diferentes movimentações
12:15daqueles que vão abraçar
12:17e dizer, tá bom,
12:17vamos lá, vamos seguir.
12:19E aqueles que vão dizer,
12:20não, não, nós vamos construir
12:21um caminho próprio,
12:22ainda que não dê certo,
12:23mas nós vamos construir
12:24um caminho próprio.
12:25Eu acho que um exemplo disso
12:26é a União Brasil,
12:27que tinha feito aquela bravata
12:29contra o governo,
12:29dizendo, olha, nós não queremos
12:31ninguém mais no governo,
12:32tiraram o ministro,
12:33mas depois indicaram
12:34o substituto do próprio
12:35ministro que saiu
12:36por punição, né,
12:38que foi expulso
12:39por punição,
12:40por ter permanecido
12:42quando o partido
12:42disse pra ir embora.
12:43Então, eu acho que isso
12:45é um exemplo também
12:46de como as peças
12:47estão se movimentando
12:48ainda dentro do Congresso
12:49pra tomar esse corpo.
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