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Diversos municípios do Brasil anunciaram reajustes nas tarifas do transporte público. Temendo uma inflação mais alta, especialistas avaliam que a pressão inflacionária não será grande, mas o aumento de preço representa uma diferença na rotina da população.
Reportagem: Soraya Lauand


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Transcrição
00:00Vários municípios brasileiros anunciaram reajustes nas tarifas do transporte público.
00:06Muita gente se preocupou, evidentemente, com a inflação.
00:10Especialistas, no entanto, avaliam que a pressão inflacionária não será grande.
00:15Mas o aumento de preços representa uma diferença sensível no dia a dia da população.
00:20Vamos acompanhar agora a reportagem da Soraya Lawandi.
00:24Janeiro mal começou e o brasileiro já tem mais uma despesa para encarar.
00:29O transporte público ficou mais caro em diversas capitais do país.
00:34Os reajustes variam de cidade para cidade.
00:37Em Florianópolis, a passagem de ônibus subiu mais de 11%.
00:41No Rio de Janeiro, o aumento foi de 6,38%.
00:45Em Belo Horizonte, o reajuste passa de 8%.
00:49Já a Fortaleza teve o maior aumento entre as capitais analisadas, 20%.
00:55Em São Paulo, o governo municipal confirmou o reajuste de 6% nas tarifas de ônibus.
01:01Metrô e trens terão aumento de 3,85%.
01:06Mas do ponto de vista estatístico, o impacto na inflação da capital deve ser limitado,
01:12como explica André Galhardo, economista-chefe na análise econômica.
01:17O ajuste de preços dos ônibus, metrôs e trens em São Paulo não deve trazer grandes impactos estatísticos para a cidade.
01:26Segundo o próprio IBGE, de acordo com os aumentos anunciados pelo governo do estado,
01:32pelo governo municipal, de 3,85% para trens e metrô e de 6% para ônibus,
01:39deve produzir um efeito de apenas 0,05% sobre o índice de preços da cidade de São Paulo.
01:45Mas o fato de o impacto ser pequeno nos índices não significa que ele não seja sentido no dia a dia da população.
01:546% de ajuste nas tarifas de ônibus é bastante forte, muito acima do IPCA desse ano,
02:00deve encerrar abaixo de 4,5% do IPCA de 2025,
02:04mesmo que tenha ressalva de que foram 4 anos praticamente sem ajuste em função da pandemia
02:11e de lá para cá se acumular o resultado fica bem menor do que a inflação do período,
02:16ainda assim, considerando apenas o ano de 2025, o impacto é forte sobre o bolso dos consumidores.
02:22André Galhardo explica ainda que além do impacto direto,
02:26o aumento do transporte público em diferentes regiões do país
02:30também pode gerar um efeito em cadeia na economia, principalmente no setor de serviços.
02:36Quem oferece, quem oferta serviços, precisa pagar as suas próprias contas
02:42e se as contas sobem, eles acabam encontrando um caminho de mitigar esses impactos.
02:48E uma forma de mitigar esses impactos é aumentando os preços daquilo que se vende.
02:52Mesmo com a alta das tarifas em várias capitais,
02:55o especialista avalia que não há motivo para alarme inflacionário.
03:00Isso porque os reajustes de transporte fazem parte da dinâmica anual de preços regulados.
03:06Todos os anos, salvo raríssimas exceções, existem reajustes de preços de ônibus,
03:13metrôs e trens, táxis, preços que são regulados pelo governo,
03:18pelo governo estadual, pelo governo municipal.
03:21No bolso do consumidor é óbvio que pesa 6% de aumento no preço das passagens de ônibus.
03:27É bastante significativa em que pese a ausência de aumentos nos anos anteriores.
03:33Além do transporte, o início do ano costuma concentrar outros reajustes importantes,
03:39como mensalidades escolares, por exemplo,
03:41o que explica a pressão maior nos primeiros meses do ano.
03:45Existe toda uma dinâmica sazonal.
03:48Esses preços, esses aumentos de preços dos transportes públicos já eram amplamente esperados
03:52e não devem produzir outros efeitos de expectativas, por exemplo, dos agentes econômicos para 2026.
04:00Por hora, a gente segue com um cenário de inflação bastante comportado,
04:04com os preços convergindo para níveis cada vez mais baixos.
04:07Em todo o país, o aumento do transporte público deve pesar no bolso do consumidor,
04:13mas sem comprometer o controle da inflação.
04:16Para 2026, o desafio segue sendo equilibrar o custo dos serviços essenciais
04:21com a manutenção do poder de compra da população.
04:25Então, vamos lá.
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