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Terraviva DBO na TV apresenta análises detalhadas de notícias e situações relevantes para o setor agropecuário, além de entrevistas com personalidades da área. O programa também oferece informações sobre preços e tendências dos principais insumos utilizados por criadores, invernistas, confinadores e produtores de leite.

Outro destaque é a análise abrangente da evolução do preço do boi gordo em 32 praças, antecipando tendências e os rumos do mercado nacional. Com consistência e credibilidade, o programa adota uma linguagem acessível e despojada, transformando as notícias em ferramentas práticas e de uso imediato para o dia a dia do pecuarista brasileiro.

Exibido de segunda a sexta-feira, das 19h25 às 19h55, com reapresentação às 06h00

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#Terraviva #Agronegócio #DBOnaTV

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Transcrição
00:00Olá, boa noite! O Terra Viva DBO na TV está começando.
00:03Você confere a partir de agora as principais informações sobre o mercado da pecuária de corte e de leite.
00:10Abrimos o programa de hoje com o nosso quadro Conversa com Analista,
00:13onde os amigos fazendeiros podem tirar dúvidas com os especialistas da Scott Consultoria.
00:18Acompanhe!
00:20Olá a todos que nos acompanham.
00:22Sou Pedro Gonçalves, engenheiro agrônomo, analista de mercado da Scott Consultoria.
00:26Estamos aqui no finalzinho de 2025.
00:30Já nos perguntando como será o ano seguinte para o nosso pecuária de corte,
00:34bovinocultura de corte do nosso país.
00:37Bom, mas para isso a gente precisa entender um pouco do que foi esses últimos anos,
00:41como está sendo 2025 e o que a gente já está preparando aí,
00:45pelo menos para os primeiros passos para 2026 e o que a gente espera ao longo do ano como um todo.
00:51Bom, 2025 foi um ano de abates recordes.
00:55Nós estamos falando aí de um volume muito próximo a 40 milhões de cabeças abatidas,
00:59superior ao que foi 2024, com 39 milhões de cabeças abatidas aproximadamente.
01:05Ou seja, o cenário de oferta foi bastante positivo.
01:09Porém, a cotação da rouba do boi gordo, ela não se enfraqueceu mesmo com essa oferta maior.
01:14Isso porque as demandas foram bastante sustentadas ao longo do ano, principalmente exportação.
01:21Estamos falando de 2025, que foi o ano recorde de exportação de carne bovina.
01:26Superou, inclusive, em volume desde novembro, o ano de 2024, o recorde anterior,
01:31em faturamento desde outubro.
01:32Isso porque os preços pagos vieram em alta, refletindo aquele cenário pós-2022,
01:38quando os preços se aproximavam de 5 mil até 6 mil dólares a tonelada aproximadamente,
01:44que foi justamente o que a gente viu para 2025.
01:47Os preços muito próximos a 5.600 dólares, com volumes de exportação extremamente altos.
01:53Pela primeira vez, passamos os volumes de 300 mil toneladas mensais exportadas.
01:59Tivemos aí dois meses que foram os recordes, primeiro e segundo lugar,
02:04em questão de volume histórico exportado do nosso país.
02:08E estamos caminhando para mais recorde ainda.
02:11Finalizando dezembro, teremos aí a possibilidade de ver qual será esse volume recorde
02:16para a nossa exportação, que deve ficar muito próximo das 3,9 milhões de toneladas
02:21de carne bovina exportadas in natura pelo nosso país,
02:25segundo até mesmo os dados do GST.
02:27E o que a gente aponta para 2026 nesse compasso do que a gente está vendo para 2025?
02:34Bom, participação de fêmeas, ela deve começar aumentando nos primeiros meses,
02:38tendo em vista a estação de monta passada aqui em outubro de 2025.
02:42A participação de fêmeas, ela costuma crescer para esses próximos meses,
02:46porém, deve ser em um volume bem menor do que o observado para 2025.
02:50Talvez não tão menor assim, mas ainda assim uma participação razoavelmente menor
02:55do que foi para esse ano.
02:57Isso porque a reposição começa a se valorizar para esse momento.
03:01Os preços estão mais altos, está valendo a pena em fazer o investimento da reposição,
03:05por isso o produtor tem de segurar as fêmeas dentro da sua propriedade
03:09para justamente fazer a produção desses bezerros para os próximos anos.
03:13E isso deve direcionar o que a gente tem de preços para a rouba do boi gordo.
03:17Por quê?
03:172026 deve ser um ano que a demanda também deve vir bastante forte.
03:22Estamos falando de um cenário internacional de uma menor disponibilidade de carne bovina
03:26do que foi até mesmo para 2025,
03:28tendo em vista que os maiores produtores de carne bovina passam pelo mesmo momento do ciclo pecuário,
03:33onde nós devemos ter aí uma redução da oferta de boiadas para 2026,
03:39ou seja, uma produção um pouco mais leve.
03:41Porém, a demanda, ela deve permanecer bastante firme para esse momento.
03:46Estamos falando aí de países como Estados Unidos e China,
03:49que tem seu apetite para carne bovina crescendo nesses últimos anos
03:53e não deve ser diferente para 2026.
03:56Porém, uma menor oferta de boiados, uma menor oferta de carne bovina para o cenário internacional
04:00deve trazer uma competição de preços bastante interessante.
04:04Também para o mercado interno do Brasil, que a gente não pode destacar,
04:07tendo em vista que a nossa produção é absorvida por 60% aproximadamente do nosso mercado interno,
04:13a gente tem um cenário de 2026 bastante positivo.
04:16É um cenário que teremos dois estímulos econômicos,
04:19estamos falando aí de eleições, período que acaba movimentando bastante a economia do nosso país,
04:24e também a questão da isenção de imposto de renda para pessoas que recebem até 5 mil reais.
04:30E também teremos em 2026 um estímulo cultural, que a gente chama aqui,
04:34que seria justamente a Copa do Mundo,
04:36que vai acontecer nos países México, Estados Unidos e Canadá.
04:40Então, a Copa do Mundo nesses três países, porque o churrasco não deve ser brasileiro.
04:44Então, o que estamos desenhando para 2026 é um cenário de menor oferta de boiadas,
04:50uma menor produção de carne, mas com demandas aquecidas que devem trazer sustentação e preços firmes,
04:55tanto para a cotação da rouba do bergordo, quanto para a cotação dos bovinos de reposição.
05:00Bom, pessoal, o que eu tinha que trazer hoje era isso.
05:02Mais uma vez, muito obrigado a todos.
05:04Boa saúde, boas festas e um ótimo 2026 para todos nós.
05:08E olha, se você tiver alguma dúvida que requer a resposta de um especialista,
05:13a gente está à disposição para te ajudar.
05:15Aponta a câmera do seu celular para esse QR Code que está aparecendo na sua televisão
05:18e ele vai te direcionar direto para o nosso WhatsApp.
05:21Manda uma mensagem lá para a gente no número 119-4174-0716.
05:27Eu vou repetir, 119-4174-0716.
05:32E olha, no próximo bloco, a gente vai fazer um rápido intervalo,
05:36mas no próximo bloco você vai rever uma entrevista que eu fiz com o Hélio Moro
05:40para falar aí de problemas parasitários com o rebanho.
05:43Terra Viva, DBO na TV, volta já. Não sai daí.
05:48Impresso ou digital?
05:50Se você quer o melhor conteúdo para a pecuária, fique com os dois.
05:55Tenha sempre seus exemplares da DBO à disposição,
05:58no escritório, na caminhonete ou ao alcance de seus colaboradores na fazenda.
06:04DBO é fonte de conhecimento, reportagens de campo, matérias, artigos e análises de mercado.
06:11Entre lá na nossa loja, no portal DBO e faça sua assinatura,
06:15impressa e digital ou só digital.
06:18Impresso ou digital?
06:20Se você quer o melhor conteúdo para a pecuária, fique com os dois.
06:24Com a chegada do período das águas, aumenta também a pressão parasitária sobre os rebanhos.
06:54Entre os principais desafios está a mosca dos chifres,
06:57responsável por prejuízos bilionários e quedas significativas no desempenho reprodutivo dos animais.
07:04A adoção de estratégias preventivas torna-se decisiva para proteger o gado
07:09e garantir a eficiência nas fazendas.
07:12Para falar sobre esse assunto, eu conversei com um médico veterinário,
07:16aqui no nosso estúdio, Hélio Moro, que é gerente de serviços técnicos da Zoetes,
07:21especialista em saúde animal e referência em manejo parasitário no país.
07:26Vamos rever essa entrevista.
07:28Hélio, muito obrigado. Seja bem-vindo mais uma vez.
07:31Aqui é o Terra Viva DBO na TV. Sempre um prazer.
07:33Boa noite. Boa noite a todos que estão nos acompanhando no Terra Viva DBO na TV.
07:38E é um prazer estar aqui com vocês hoje.
07:40Prazer é nosso. Hélio, então comece te perguntando,
07:42por que esse período, o período das águas,
07:44cria condições tão favoráveis para esse aumento da mosca dos chifres?
07:49Bom, primeiro a gente tem que considerar que o Brasil é um país tropical, né?
07:54E todas as áreas tropicais são favoráveis para o desenvolvimento de muitos parasitas.
08:00E temos duas condições importantíssimas para a grande proliferação de alguns parasitas,
08:05inclusive a mosca do chifre, que é temperatura acima de 25 graus, por exemplo,
08:10e umidade relativa do ar acima de 75%.
08:14Então, esses dois fatores são fundamentais para a reprodução,
08:18perpetuação e proliferação da mosca do chifre, entre outros parasitas, né?
08:22Então, com o início das águas, nós vamos ter essas duas condições muito claras,
08:27na maior parte do Brasil, e isso favorece, então, o desenvolvimento e a proliferação da mosca do chifre.
08:34É, por isso que é importante ter cuidado nessa época do ano,
08:37porque pode impactar a produtividade, né?
08:39Representando aí números. Qual que é o impacto disso?
08:42Bom, os últimos trabalhos que foram publicados na área aí apontam um prejuízo da ordem de 2,5 bilhões de dólares por ano.
08:52Esses prejuízos, eles estão muito relacionados com o estresse que a mosca do chifre causa nos animais.
08:59Os animais, então, não conseguem se alimentar direito, não conseguem ruminar direito, não conseguem descansar direito.
09:05Isso tem um impacto direto na produtividade dos animais.
09:07E mais, hoje, tem trabalhos novos que estão prestes a serem publicados aí de algumas universidades do Brasil,
09:16mostrando que ela tem uma interferência significativa também na área, não só na área produtiva, mas na área reprodutiva.
09:24Alguns autores vão mostrar isso claramente, que a mosca do chifre pode impactar até 12, 15% na taxa de prejuízo dessas vacas
09:34com essa infestação na mosca do chifre.
09:36É, e tratar é sempre mais difícil, mais caro, né? Do que prevenir, né?
09:41Quais são as medidas de prevenção que o pecuarista pode adotar que vai fazer a diferença no bolso e na saúde do animal?
09:47É, hoje o Brasil dispõe de diversas tecnologias, né?
09:51Que o produtor pode utilizar para controlar a mosca do chifre, tá?
09:54Essas tecnologias aí, na verdade, são produtos inseticidas, que vão desde pulverização, purom, brincos mosquicidas, né?
10:05Tem várias alternativas que o produtor pode usar para controlar a mosca do chifre.
10:11Cada uma delas, obviamente, tem seus pontos positivos e seus pontos, digamos assim, mais trabalhosos, né?
10:20Mas o Brasil dispõe de muitas tecnologias que o produtor pode usar.
10:24Agora, é importante o produtor ficar de olho, por quê?
10:27Como nós começamos a nossa conversa aqui, né?
10:30Agora começa o período das águas, né?
10:32Provavelmente, muitos produtores já estão vendo isso no Brasil.
10:35Que é onde já começou a chover, o produtor já deve estar vendo aí aumentar a infestação da mosca do chifre.
10:42Ou seja, não dá para esperar. O momento então é agora.
10:44Não dá para esperar.
10:45Quanto antes o produtor começar o controle da mosca do chifre, melhor a infestação, teoricamente, ele vai ter para frente.
10:51Porque nessa época que nós falamos aí, né, Isaac, a própria reprodução da mosca é muito acelerada.
10:59Então, só para você ter uma ideia, de ovo a mosca nova é em torno de 10 dias nessa época das águas.
11:06É muito rápido.
11:07Então, você imagine isso, moscas fazendo postura todo dia.
11:12Cada mosca faz uma postura aí, vive em torno de 3 a 7 semanas, faz postura de até 200, 300 ovos.
11:19Então, imagine todo dia isso, moscas fazendo postura nas festas e surgindo novas moscas, né?
11:25Você pode ter uma proliferação muito alta, uma infestação muito alta.
11:29Então, manejo preventivo.
11:31Ou seja, quando começar o período das águas, começam a aparecer as moscas, é a hora do produtor começar a se preocupar e fazer o manejo preventivo.
11:39A gente sabe que é sempre importante consultar um médico veterinário, sempre que necessário.
11:43Mas, além de não consultar, quais são os erros mais comuns aí nesse tipo de tratamento?
11:48Olha, os erros mais comuns que a gente vê, Zé, que é, primeiro, produtor usando produtos que conhecidamente já são resistentes.
11:58O que significa isso?
11:59Que a mosca já não, que esse produto, essa inseticida, já não mata mais aquela mosca.
12:04Devido ao processo de uso prolongado, etc.
12:08O segundo erro muito comum que a gente vê é subdosagem.
12:13Então, por exemplo, pulverização.
12:16O produto vai ser diluído e precisa aplicar, por exemplo, 3 litros de cauda por animal.
12:22A gente vê que, a gente sabe que não é isso.
12:25Então, isso diminui a eficiência no controle.
12:30E também esses produtos, de forma geral, pulverização, puron, eles têm um período de proteção muito curto.
12:39Então, você aplica, ele, por exemplo, mata as moscas, passa o efeito, o animal tem uma nova infestação.
12:45E, às vezes, o produtor demora demais para fazer um retratamento.
12:51Então, entre os tratamentos, o intervalo entre os tratamentos, às vezes o animal fica com uma infestação muito alta e isso traz prejuízo no ganho de peso, produção de leite, qualidade do couro, etc.
13:03Olha, você já falou um pouquinho, mas qual que é o papel, então, das tecnologias de longa duração, né?
13:08Como brincos dentro de um programa estratégico de controle.
13:12Então, os brincos, os brincos moscicidas, eles são uma tecnologia que usa como matriz, né?
13:20Um poliuretano impregnado com um inseticida.
13:23No caso, pode ser diazinon ou outros inseticidas.
13:27E, quando você aplica o brinco no animal, esse inseticida, ele vai sendo liberado lentamente.
13:34E ele vai, então, proporcionar uma proteção contra a mosca do chifre, considerando que ela seja sensível a esse princípio ativo,
13:46de quatro, cinco, até seis meses, às vezes, dependendo do brinco que está sendo usado.
13:53Ainda a mosca do chifre, então, é um problema muito sério, que afeta muito a produtividade da nossa pecuária?
13:59A mosca do chifre, eu diria que é um dos principais parasitas que causa prejuízo significativo para a pecuária,
14:08tanto de corte quanto de leite.
14:10A gente não pode esquecer que a mosca do chifre, ele é um parasita hematófago, ou seja, ele se alimenta de sangue.
14:16E, alguns estudos falam que a mosca, cada mosca pica o animal em torno de 20, 30, 40 vezes por dia.
14:25Então, você imagina um animal com 100, 200, 300, 400, 500 moscas, o incômodo, o estresse.
14:31Todas as pessoas que viram um animal infestado por mosca do chifre conseguem ver o incômodo que ela causa para o animal.
14:39O animal deixa de beber água, deixa de se alimentar, deixa de ruminar e fica tentando se livrar dessa mosca.
14:46Então, ele gasta energia para se livrar da mosca, ele não se alimenta direito e isso tem um impacto direto.
14:53Esse estresse causa um impacto direto no bem-estar animal e, consequentemente, na produtividade dos animais.
15:01Perfeito. E tem também aquela questão da carência zero para a carne e para a leite, que é um diferencial importante.
15:07Explica para a gente o que é essa carência zero e de que forma, então, ela contribui para a gestão da propriedade.
15:12O brinco, o mosquicida, pelo menos o top tag, ele tem um período de carência zero.
15:18O que significa isso?
15:19Significa que você pode aplicar o brinco hoje e, se daqui a três meses ou quatro meses, o animal já atingiu, por exemplo, o peso de abate,
15:29você pode mandar o animal para o abate sem problema nenhum.
15:32Obviamente que você vai retirar o brinco lá na hora que estiver carregando os animais, não vai mandar para o frigorífico com o brinco, não é o ideal.
15:39Mas significa dizer que você pode tirar o brinco e mandar o animal para o abate sem nenhum problema de apresentar resíduo na carne.
15:46A mesma coisa o leite, quem mexe com pecuária de leite, utilizar essa tecnologia do brinco mosquicida, pode tirar o leite da vaca, aproveitar, comercializar,
15:55porque o brinco, esse inseticida, ele se dispersa no corpo do animal.
16:01Ele não é absorvido, então não vai para a carne e não vai para o leite.
16:04Significa dizer que você pode utilizar em vários momentos da sua atividade pecuária de corte ou de leite.
16:11E como que tem sido, então, Hélio, a adesão do produtor a essa tecnologia?
16:16De fato, ele tem conseguido ali integrar essas tecnologias, monitorar o rebanho de forma eficiente?
16:22Então, essa é uma situação bastante interessante, porque eu sempre falo que o produtor rural deveria ter,
16:29cada fazenda deveria ter um calendário sanitário muito bem desenhado, né?
16:33Para a atividade pecuária, para onde ele está localizado, que tipo se é gado de corte, gado de leite.
16:38E dentro desse calendário sanitário, ele poderia integrar várias tecnologias.
16:43Eu vou dar um exemplo.
16:45Normalmente, a reprodução, nossos rebanhos no Brasil, principalmente ATF, começa em novembro e dezembro,
16:53que é mais ou menos o mesmo período que começa a infestação da mosca do chifre.
16:58Então, você poderia integrar todas essas tecnologias, não só para controle de mosca de chifre,
17:04mas também, por exemplo, prevenção de doenças infecciosas.
17:06Quer dizer, naquele manejo, você poderia integrar várias tecnologias para garantir que o animal tenha melhor produtividade.
17:14Perfeito.
17:14Então, para a gente entender e deixar claro também para o pecuarista, se ele não adotar essas medidas
17:19e, de fato, acabar o animal tendo acesso a esse parasita, ficando doente, o tratamento é muito mais difícil?
17:27Como que seria o tratamento depois disso?
17:28A mosca do chifre, específica mosca do chifre, dificilmente o animal apresenta alguma sintomatologia de doença.
17:38A mosca do chifre causa um estresse muito grande e causa um impacto na produtividade.
17:44Então, se o produtor não fizer o tratamento, com certeza ele vai ter um animal que vai se desenvolver menos,
17:51um animal que vai ganhar menos peso.
17:53Aliás, alguns estudos no Brasil mostram que, em um período de cinco meses, o animal deixou de ganhar 20 quilos,
18:00por causa da mosca do chifre.
18:02Então, se ele não adotar essas tecnologias, você, consequentemente, tem um efeito direto na produtividade
18:09e, consequentemente, na lucratividade do teu negócio.
18:12Assim como outras doenças, por exemplo, as clostridiosas.
18:17Se você não faz a prevenção, aí sim o animal pode ficar doente, pode morrer e isso afeta de forma direta a produtividade das fazendas.
18:26Perfeito.
18:27Diante disso, então, para a gente fechar, qual que é a mensagem principal para o produtor que deseja reduzir as perdas
18:32e garantir bem-estar ao rebanho durante esse período de águas?
18:36Acho que uma dica que a gente poderia dar é que o produtor tenha um plano estratégico de controle dos principais parasitas
18:44que ocorrem nessa época do ano e na época das águas.
18:48Então, início das águas.
18:49É importantíssimo prevenir contra as verminoses, é importante prevenir contra carrapato,
18:57é importante prevenir contra a mosca do chifre, que são os principais parasitas que acometem os rebanhos bovinos nessa época.
19:06Então, se o produtor tiver um plano estratégico que prevê o uso preventivo,
19:13evitar que o animal apresente altas infestações ou fique doente, com certeza melhora demais
19:20não só o bem-estar dos animais, mas também a produtividade e a gente sabe que a produtividade está extremamente ligada com lucratividade.
19:30Perfeito. O recado está dado.
19:32Hélio, quero te agradecer imensamente pela participação aqui no nosso programa.
19:35O Terra Viva DBO na TV sempre faz questão de chamar aqui os especialistas das OETs
19:40para tirar essas dúvidas que são tão importantes para os pecuaristas.
19:43Muito obrigado.
19:44Exato. Eu que agradeço. Obrigado pelo convite e estou à disposição de vocês aí.
19:48Boa noite para todo mundo.
19:50O Terra Viva DBO na TV volta dentro de três minutinhos. Não saia daí.
19:57A produção de carne no Brasil foi destaque num dia de reuniões na COP30.
20:02Especialistas debateram os desafios e as soluções da pecuária para reduzir as emissões de gases
20:07que contribuem para o efeito estufa.
20:15Em todos os biomas brasileiros tem criação de gado.
20:18E para todos tem uma estratégia para aumentar a produtividade e ajudar a diminuir os efeitos das mudanças climáticas.
20:27Daniel é da Embrapa do Acre e diz o que é feito no bioma amazônico.
20:31Na região amazônica nós temos o sistema guachupé, que compõe pastagens biodiversas.
20:36São pastos que têm gramíneas e leguminosas no mesmo ambiente.
20:40Esses pastos garantem maior resiliência, maior longevidade de pastagens e também produtividade.
20:46Nesses sistemas a gente consegue reduzir em até 36% os gases de efeito estufa emitidos a cada quilograma de carne produzida.
20:53Roberto, pesquisador da Embrapa Gado de Corte de Mato Grosso do Sul, fala do sistema que integra lavoura, pecuária e floresta numa mesma área.
21:03É a menina dos olhos quando se refere aos sistemas sustentáveis na produção de carnes no Brasil.
21:08E esses sistemas também, além de tudo isso, da melhor eficiência produtiva, de dar o maior retorno para o produtor,
21:14ele também contribui com a mitigação de gases de efeito estufa.
21:17São os sistemas que atuam mais fortemente nesse contexto.
21:22Pelo menos metade das propriedades rurais no Brasil tem criação de gado.
21:27Somados, são perto de 200 milhões de cabeças.
21:31É tanto que a pecuária é um dos setores do agro que mais preocupa quando se fala na emissão de gases do efeito estufa.
21:40O boi emite, sim, quando faz a digestão, mas os especialistas dizem que é preciso considerar um balanço.
21:47O trabalho feito hoje na alimentação do gado, na genética e também no ciclo de criação,
21:54tem mostrado que a pecuária brasileira pode aparecer como um dos principais setores que contribui para a redução na emissão dos gases de efeito estufa.
22:05Um documento elaborado por especialistas da Embrapa mostra o posicionamento da empresa sobre os desafios e as ações.
22:13A gente fala muito de emissão, a gente precisa começar a falar um pouco mais de balanço,
22:17porque da mesma forma que a pecuária é limite, o sistema produtivo tem capacidade de sequestrar carbono.
22:24Tecnologia e ciência são ferramentas que estão dentro da porteira e que o pecuarista aprendeu a usar,
22:30mas precisa ter recursos para investir mais.
22:33E é o tema principal da COP, a questão do financiamento, não só para o pecuário,
22:37mas para todas as alternativas que podem trabalhar a mitigação dos gases de efeito estufa.
22:43Por isso que esse tema é importante, porque o pecuário sabe que precisa ser feito.
22:46Agora, vai fazer na velocidade dele, no fluxo de caixa que ele tem.
22:49Se eu tiver um programa de financiamento com taxas atrativas, certamente essas mudanças vão correr mais rápido.
22:55O esforço nas ações, as evidências nas soluções baseadas na ciência e nas práticas no campo
23:01e a importância do setor para a segurança alimentar mostram a contribuição da pecuária brasileira
23:07para tornar o país líder na transição sustentável, defendem os especialistas.
23:13E não tem palco e melhor momento para mostrar isso para o mundo do que aqui e agora.
23:22Terra Viva, DBO na TV fica por aqui.
23:24Não deixe de nos acompanhar em todas as redes sociais e também pelo YouTube.
23:28Uma ótima noite a todos, quero te agradecer pela companhia
23:31e continue aqui no Terra Viva, cultivando o melhor do Brasil.
23:34Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau.

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