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Rodrigo Loureiro analisou a acusação da Rússia de que a Ucrânia teria lançado 91 drones contra uma residência de Vladimir Putin. O ataque foi contestado por Kiev, enquanto Moscou sinalizou revisão nas negociações de paz. 

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Transcrição
00:00Vou continuar no noticiário internacional porque a Rússia acusou a Ucrânia de lançar 91 drones
00:06contra uma das residências de Vladimir Putin.
00:10O suposto alvo seria ali na região de Novogord, alertando que, diante disso,
00:17Moscou precisa revisar a sua posição nas negociações para resolver o conflito com o país vizinho.
00:25A informação do ataque foi contestada por Kiev.
00:31De acordo com nota no ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, no Telegram,
00:37o ataque ocorreu durante a noite.
00:39Chanceler alertou para retaliação e afirmou que a posição de negociação de Moscou por um fim da guerra será revisada.
00:47Em Kiev, Volodymyr Zelensky rejeitou a acusação de ataque lançada por Moscou.
00:53O presidente ucraniano chamou o anúncio como mais uma mentira da Federação russa.
00:58Durante conversa virtual com jornalistas, o presidente ucraniano destacou que Moscou preparava com a notícia
01:04o terreno para ataques, provavelmente contra a capital e, possivelmente, contra prédios do governo.
01:11Mais cedo, nessa segunda, o Kremlin tinha afirmado que concordava com o presidente dos Estados Unidos,
01:17Donald Trump, de que as negociações para acabar com o conflito na Ucrânia estavam, na fase final,
01:21após uma reunião no domingo, na Flórida, com Zelensky,
01:25o magnata afirmou que um acordo para encerrar o conflito estava mais perto do que nunca.
01:31Questionado por jornalistas se concordava com a declaração,
01:34o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, tinha respondido de forma sucinta.
01:40Claro.
01:42Rodrigo Loureiro, quando a gente estuda relações internacionais e os históricos de guerra,
01:46acho que tem uma frase, que ela tem um teor filosófico, mas ela serve como uma luva nessa situação aqui, né?
01:53Quando existe uma guerra, a primeira vítima é sempre a verdade.
01:56Aqui a gente tem uma situação em que a disputa, ela sai do campo de batalha e entra na retórica.
02:02A Rússia diz que uma das residências, obviamente o presidente tem várias residências,
02:07residência oficial, residência de campo, residência de veraneio,
02:10que uma das residências do Vladimir Putin teria sido atacada por 91 drones,
02:16quer dizer, um enxame aí bastante considerável, seria considerado um ataque bastante agressivo.
02:22Ponto.
02:23Não coincidentemente, isto acontece, essa declaração do Kremlin,
02:27acontece em meio às negociações de paz com o Zelensky,
02:33tendo se encontrado com o Donald Trump nos Estados Unidos,
02:37e agora faltava a contrapartida russa para dizer se aceitava.
02:43É obviamente que diante de uma acusação dessa, a Rússia dá um passo atrás e diz,
02:49as negociações não podem avançar neste momento para a surpresa de zero pessoas,
02:56porque ao longo dos últimos quatro anos, o Vladimir Putin usou esses artifícios de
03:00vou me aproximar de um acordo de paz, agora recuo.
03:04E a gente entende nas entrelinhas que o desgaste da Ucrânia é muito favorável
03:10à campanha militar do Vladimir Putin.
03:14Eu não quero tirar a presunção de inocência do presidente da Rússia,
03:18mas que está estranha essa história, está olhando para os negócios,
03:21ou seja, a gente continua com aquele clima de instabilidade militar,
03:26instabilidade de segurança na Europa Oriental,
03:29isso mexe com o preço de grãos, de petróleo, de gás, de frete marítimo e de fertilizantes,
03:37onde bate aqui na nossa porta diretamente.
03:40Rodrigo Loureiro, eu fiz essa salada, agora você divide os ingredientes aí.
03:44Não, eu achei sensacional a sua explicação, Favali.
03:47E aquela, essa coisa de, olha só, eu vou enfraquecer a Ucrânia enquanto eu puder,
03:52porque para o presidente russo, para Vladimir Putin, quanto mais tempo essa guerra durar,
03:59mais a Ucrânia vai ficar enfraquecida.
04:01E aí, no futuro, daqui um, dois, três, cinco anos,
04:05a Ucrânia vai ter que negociar esse acordo de paz,
04:08porque não dá para ficar em guerra, não dá para viver uma guerra de 100 anos,
04:11não dá para viver uma guerra eterna.
04:13A Ucrânia vai ter que negociar esse acordo de paz.
04:15Só que quanto mais tempo se passa, a Ucrânia vai ficando com uma posição cada vez mais fraca,
04:20cada vez mais enfraquecida.
04:22E aí, é exatamente o que a Rússia quer.
04:24A Rússia quer cada vez mais territórios da Ucrânia,
04:27quer cada vez mais sanções contra o governo ucraniano.
04:31Quanto mais tempo se passa, melhor para a Rússia.
04:34Esse argumento, é claro, eu vou também defender essa questão de que, olha,
04:39a gente não pode falar quem é que está mentindo, quem é que está falando a verdade.
04:42Mas, Vladimir Putin, ele joga contra esse cessar-fogo,
04:45ele joga contra esse acordo de paz quando ele faz essa declaração.
04:49Se houve ou não esse ataque, a gente ainda não sabe.
04:52E a gente sabe que as informações que muitas vezes vêm do Kremlin,
04:56nem sempre são muito confiáveis.
04:58De qualquer forma, é um acontecimento que coloca ali esse acordo de paz para subir no telhado.
05:05Dificilmente vamos ter um acordo de paz nas próximas semanas,
05:08e dirá até nos próximos meses.
05:10Enquanto isso não acontece, o preço do petróleo volta a subir.
05:15O preço do petróleo, nesse momento, com uma alta de 1%.
05:18Tensão entre Rússia e Ucrânia faz o preço do petróleo subir.
05:22Mesmo com a questão da Venezuela, que poderia também afetar,
05:25o preço do petróleo na Rússia e Ucrânia está subindo.
05:28Então, enquanto não tivermos paz, o mercado vai ficar todo em guerra.
05:33É isso mesmo, ótima comparação.
05:36Neste apagar de luzes de 2025, eu falei do conflito envolvendo gás,
05:41petróleo, grãos, fertilizantes, ou matéria-prima para fertilizantes.
05:46Eu deixei aqui por último, de propósito, para ficar com aquele gostinho
05:49de cenas do próximo capítulo, porque nós vamos falar disso muito em 2026,
05:54terras raras.
05:55Esse conflito agora também envolve os grandes metais fundamentais
05:59para a tecnologia do século XXI.
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