CVV realiza atendimento 24 horas, de forma anônima e individual, para pessoas que precisam de escuta e apoio emocional. -------------------------------------- Notícias relacionadas:
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00:00Olha, você sabia que existe um atendimento voluntário e anônimo que pode salvar a vida de pessoas que passam por algum problema emocional?
00:09É o Centro de Valorização da Vida, o CVV. Acompanhe comigo agora na reportagem.
00:15Acompanhe comigo agora na reportagem.
00:45Acompanhe agora em dezembro que a procura pelo CVV, o Centro de Valorização da Vida, aumenta cerca de 15%.
00:53Para muita gente, este período desperta gatilhos, memórias dolorosas e uma sensação intensa de solidão.
01:05O CVV é o Centro de Valorização da Vida, é uma organização não governamental que dá apoio emocional
01:14às pessoas que querem desabafar, às pessoas que não têm com quem conversar e estão precisando de receber esse apoio.
01:23Então, elas procuram o CVV para esse desabafo, para ter um amigo temporário.
01:28O CVV funciona como um pronto-socorro emocional, atendendo 24 horas por dia, inclusive nos feriados.
01:37As ligações são gratuitas, sigilosas e anônimas.
01:43Do outro lado da linha, voluntários se revezam em jornadas, oferecendo acolhimento, escutativa e muitas vezes uma companhia necessária naquele momento de desespero.
01:55As pessoas ligam para a gente pelo 188, elas sabem que elas não precisam se identificar.
02:03Também a gente faz por chat e também por e-mail.
02:08Então, o telefone é 188, é um telefone gratuito que funciona 24 horas.
02:14O chat é só entrar no site do CVV, cvv.org.br e pelo e-mail, é só colocar apoio emocional, arroba cvv.org.br.
02:27E o CVV precisa de ajuda.
02:30E é aí que entra o trabalho voluntário.
02:33Para se voluntariar, basta ter mais de 18 anos, disponibilidade e vontade de acolher.
02:40O voluntário do CVV é qualquer pessoa com 18 anos a mais, que tenha disponibilidade de tempo, de calor humano, uma disponibilidade para se conhecer.
02:53Ela precisa de fazer um curso de seleção e treinamento e estar sempre disponível para poder prestar esse serviço.
03:01E é bem aqui no CVV que os voluntários ficam 24 horas por dia com o objetivo de prestar apoio para aqueles que precisam.
03:11Ainda mais agora, nesse período das festas de fim de ano, onde a mente trabalha de uma forma um pouco mais complicada.
03:19Os pensamentos ficam confusos, a frustração, o medo do que não deu tempo de fazer, o medo do que vai acontecer.
03:28E é nesse momento que o CVV está bem aqui.
03:32É só uma ligação para poder ter toda a ajuda que você precisa.
03:39A fotógrafa Luísa, de 28 anos, está em tratamento para a depressão.
03:45Fez acompanhamento psiquiátrico por 5 anos, está finalizando o desmame da medicação e começou a terapia há cerca de um ano e meio.
03:56O diagnóstico veio na vida adulta, mas os sinais começaram ainda na adolescência.
04:03Mais ou menos um ano e meio atrás, eu, por indicação de uma amiga, iniciei com a minha psicóloga.
04:09E ela tem até uma vertente que eu não conhecia, mas que encaixou muito bem comigo, com o que eu acredito, né?
04:15E aí, de fato, a gente iniciou o tratamento.
04:18E aí, na época, ela até falou para mim, olha, você estava só controlando os seus sentimentos, mas você não estava tratando o que estava rolando dentro de você, né?
04:27Luísa lembra que, por muitas vezes, o fim de ano era um gatilho.
04:31A pausa da rotina fazia as reflexões parecerem mais pesadas.
04:35O que ela viveu, o que não conseguiu realizar, aquilo que gostaria de ter feito diferente.
04:43Um período que já foi difícil, mas que hoje é enfrentado com mais leveza.
04:48Eu acho que a gente tem que focar no nosso processo.
04:51Vai ser difícil, às vezes você vai se sentir sozinho, mas tenta trabalhar também a sua companhia,
04:57porque às vezes a gente sofre por algo que nem é nosso, assim.
05:00Às vezes a gente nem tem esse costume, só porque o mundo está dizendo que você tem que celebrar daquela forma.
05:05A terapia, o autocuidado e o apoio da família ajudam Luísa a manter o equilíbrio.
05:15Ela sabe que ainda tem desafios, mas também reconhece que não precisa enfrentá-lo sozinha.
05:22E o que eu mais aprendi com a terapia é ir atrás do que realmente eu sou, do que realmente me faz bem, do que realmente me preenche, vamos dizer assim.
05:35Porque se a gente fica focado muito na vida do outro, a gente acha que é tudo perfeito, e não é.
05:43Histórias como a da Luísa se multiplicam no fim do ano.
05:46Uma época bonita, mas que também pode ser sensível.
05:50E o CVV existe para lembrar que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é sinal de coragem.
05:59Mas a minha melhora só veio quando eu tratei o meu interior e o meu mental.
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