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A Enel Brasil informou oficialmente que não pretende vender sua concessão de distribuição de energia em São Paulo. A declaração ocorre após um período de intensa pressão política e popular devido aos apagões recorrentes na capital paulista e na região metropolitana.

O CEO global da companhia reforçou que o Brasil continua sendo um mercado estratégico e que o foco agora é cumprir o plano de investimentos para garantir a renovação do contrato, que vence em 2028.

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Transcrição
00:00A Enel informou ao Ministério de Minas e Energia que a distribuidora não vai vender o controle da concessão aqui em São Paulo.
00:09A medida seria uma saída para a situação da empresa, alvo de críticas, por causa da má gestão em apagões aqui na região metropolitana.
00:17O comunicado já teria sido feito às autoridades em Brasília.
00:21O contrato da Enel aqui em São Paulo vence em 2028, entretanto a distribuidora pediu a renovação antecipada.
00:29Técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica indicaram que a companhia tem condições de obter o aval e continuar operando.
00:37Nos últimos anos, a grande São Paulo enfrentou ao menos cinco apagões e milhares de residências e estabelecimentos comerciais ficaram por dias às escuras.
00:48Meu caro Cristiano Vilela, a situação da Enel aqui é muito complicada, porque ao que tudo indica a concessão vai ser renovada e até antecipadamente.
00:57Enquanto isso, a situação dos moradores aqui da região metropolitana de São Paulo, a agonia continua, Vilela.
01:04Em 2026, as cenas vão se repetir de pessoas escuras por dias.
01:12Pois é, Thiago, tem coisa que não muda.
01:14O ano muda, mas tem práticas que não têm mudado.
01:17E essa tem sido uma constante, especialmente nesses períodos de maior volume de chuvas.
01:23Há anos a gente trata desse assunto aqui na Jovem Pan.
01:26Eu imagino que nesse momento agora a gente possa ter tido um certo avanço à medida em que município, estado e prefeitura parecem ter adotado um discurso uníssono.
01:39E estamos chegando aí, entrando num ano importante do calendário eleitoral.
01:43Talvez isso acabe movimentando, motivando as três esferas de poder a atuar no sentido de rever esse contrato e de promover alguma mudança que seja oportuna para o cidadão de São Paulo de uma forma geral.
01:58Agora, infelizmente, a gente percebe que é um contrato de concessão antiquado, mal feito, que não estabeleceu as amarras necessárias para que o poder público pudesse garantir uma melhor qualidade na prestação de serviços.
02:13E que acaba gerando danos e onde o poder público acaba não vendo soluções, ou pelo menos dizendo não encontrar uma solução de curto prazo.
02:23E aí, nesse sentido, a gente vê uma parcela expressiva da sociedade sendo prejudicada, entra ano, sai ano, entra chuva, sai chuva.
02:33A gente vê o cidadão sendo lesado e o que é pior, com a expectativa de poder haver uma renovação de contrato.
02:41Isso a gente não consegue convencer ninguém como pode estar havendo uma situação que além da dificuldade na rescisão do contrato,
02:50se tem, inclusive, uma expectativa de haver uma renovação desse contrato tão ruim para todos nós.
02:57É, e só mais um ponto. A gente viu nesses últimos dias, com essa crise nova aqui em São Paulo,
03:03inúmeros especialistas falando. É claro que a situação da Enel é muito complicada, não há estrutura, apesar de eles terem investido.
03:11Mas o problema é quem fará o papel da Enel.
03:15Essa é a grande questão. Quem que vai substituir? Qual a estrutura dessa outra empresa?
03:20A gente sabe que São Paulo é uma cidade muito complexa, mas, claro, longe de defender a Enel, né?
03:26Exatamente. Por essas e outras, Tiago, que o poder público, e aí nos contratos de concessão mais modernos,
03:34eles estabelecem alguns mecanismos onde o poder público possa assumir efetivamente o controle das estruturas existentes
03:43e aí promover um outro tipo de gestão, mas dentro de uma estrutura que já exista.
03:48E é esse o formato mais adequado nesse sentido.
03:52Eu vejo que o poder público, ele tem condição, o governo federal, a Enel, de uma forma geral,
03:59ela tem condição de promover uma medida nesse sentido,
04:02onde o Estado vem eventualmente a assumir, em caráter emergencial,
04:08enquanto não se realiza uma nova concessão para, aí sim, o ente privado,
04:13que é quem tem maior expertise, maior condição de prestar esse tipo de serviço, ele possa prestar.
04:19Isso não quer dizer que o papel fiscalizatório e o papel de uma tomada de medida emergencial
04:26para isso, mantendo ali uma estrutura de acompanhamento permanente,
04:30não seja um papel importante ao Estado,
04:32para que em situações como essa, em situações excepcionais como essa,
04:37o Estado possa garantir a execução de um bom serviço a toda a sociedade.
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