00:00A Alemanha e a Espanha estão pressionando a União Europeia para avançar com um acordo de livre comércio com o Mercosul.
00:07Luca Bassani chega ao vivo direto da Europa com os detalhes pra gente. Oi Luca, bom dia pra você.
00:13Bom dia também a você Soraya, a Ononato, a todos que nos acompanham nesta sexta-feira.
00:19Após o anúncio da Comissão Europeia de que o acordo, a assinatura do acordo foi postergada para janeiro
00:26depois do movimento contrário tanto da Itália quanto da França, Alemanha e Espanha que encabeçam essa ala
00:34que acha que exatamente o acordo deva ser atingido o mais rápido possível, continuam pressionando os seus pares,
00:43os seus demais países europeus para que façam aquilo que seja necessário para que a Europa retome o protagonismo econômico.
00:51De acordo com a Alemanha e a Espanha, seja através do chanceler Metz ou através do primeiro-ministro Pedro Santos,
00:58esse acordo é fundamental para que os produtos industrializados europeus cheguem a milhões e milhões de pessoas.
01:05Lembrando que esse acordo busca criar a maior zona de livre comércio do mundo,
01:09com 722 milhões de pessoas em ambos os lados do Atlântico,
01:13e que esses entraves colocados pelo protecionismo do agronegócio acabam não olhando ao longo prazo,
01:20não olhando a imagem maior que é exatamente reinserir a Europa nas grandes cadeias de produção e consumo globais,
01:28assim como os seus aliados ou até mesmo inimigos têm feito durante os últimos anos.
01:35Apesar dessa pressão do país mais importante do bloco, da Alemanha,
01:39tudo indica que essas novas conversas ficaram, então, postergadas para o mês de janeiro,
01:47quando a Itália pretende rever essas políticas.
01:50Vale lembrar aqui, para que o acordo fosse barrado,
01:53e essas foram as condições encontradas dentro do Conselho Europeu,
01:57quatro países, pelo menos, com ao menos 35% da população,
02:02tinham que ser contrários exatamente o que aconteceu.
02:06Itália, França, Polônia e Hungria, somados juntos,
02:0939% da população europeia conseguiram impedir com que o Conselho Europeu aprovasse essa medida
02:15e passasse a questão ao Parlamento Europeu para o ano que vem.
02:20Tudo indica que isso pode ser retomado.
02:22O presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,
02:24deixou claro que isso não significa que o acordo foi enterrado ou simplesmente esquecido,
02:30mas apenas mais uma pedra neste caminho de mais de 25 anos
02:34que são sempre discutidos esses acordos com muitos interesses pessoais
02:39de cada um dos países entrando em jogo.
02:42Óbvio que a gente vai ficar de olho nessas tratativas
02:45e como que a diplomacia, o agronegócio, os economistas brasileiros
02:49vão lidar para tentar convencer principalmente a Itália,
02:51que nesta reta final foi o fiel da balança
02:55para que o acordo não saísse do papel até o final de 2025.
02:59O assunto deve ser retomado no final de semana com a cúpula do Mercosul.
03:03A gente vai seguir acompanhando.
03:04Luca, obrigada pelas suas informações.
03:07Primeiro assunto aqui da nossa análise no Jornal da Manhã de hoje.
03:10Hoje conosco, Jess Peixoto e também Roberto Mota.
03:14Bom dia para vocês.
03:15Jess, quem mais é que perde com, de novo, esse acordo sendo adiado?
03:21E se, na sua avaliação, esse acordo de livre comércio
03:24seria o caminho para um crescimento econômico?
03:27Bom dia, então.
03:28Quem perde é o consumidor das duas partes.
03:31Por quê?
03:32Esse acordo traria vários benefícios para os europeus,
03:35principalmente uma comida mais barata,
03:38uma qualidade de vida maior relacionada a isso,
03:40tendo em vista que o nosso agro tem o potencial de entrega,
03:45entrega muito na Europa,
03:47muito além do que os próprios produtores europeus conseguem.
03:51E é esse o grande ponto das divergências desse acordo.
03:55O protecionismo em relação ao potente e maravilhoso agronegócio brasileiro
03:59de países como França e Itália,
04:02que tiveram fortes protestos em relação a agricultores dessas regiões.
04:07E, por outro lado, sim, seria positivo que tivéssemos livre comércio
04:12em áreas industriais também, compartilhamento de tecnologia e tantas outras coisas.
04:17Mas, de fato, não vale a pena para o Brasil tirar, num futuro,
04:21os aspectos que podem vir a ser colocados por França em relação ao nosso agro,
04:27restrições que usam essa falsa ideia de questões ambientais
04:31para, na verdade, proteger o seu próprio mercado.
04:34Então, os dois lados perdem, mas nós não devemos ceder as pressões
04:38para prejudicar o nosso agronegócio.
04:41Roberto Mota, como é que você vê essa discussão toda,
04:43à medida em que faz mais de duas décadas que isso é pensado,
04:47essa tentativa de acordo?
04:48A gente teve, recentemente, o tarifaço do Donald Trump,
04:51gerando um pouco mais de protecionismo pró-Estados Unidos,
04:54e aí os outros mercados precisando se abrir mais.
04:57Qual é a tua avaliação desse travamento agora,
05:00coisa ficando só para dois mil e vinte e seis,
05:02quando parecia que rolaria uma assinatura, Mota?
05:06Muito complicado.
05:08Bom dia, Soraya, Jesse, Nonato.
05:11Bom dia, nossa querida audiência.
05:13Vinte e cinco anos para negociar um acordo.
05:16É muito tempo.
05:18Parece que existe um conflito essencial de interesses impedindo o avanço.
05:23Esse conflito envolve o agronegócio.
05:26O agro brasileiro é dos mais avançados do mundo.
05:32O agro da Europa não fica muito confortável com a nossa concorrência.
05:38Se na era do livre comércio o acordo não saiu,
05:43será que vai sair agora, justamente quando essa era de livre comércio
05:48passa por uma crise?
05:50O governador...
05:52O governador...
Comentários