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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afastou boatos de que teria deixado o país após supostamente sumir por seis dias. O líder venezuelano reapareceu neste domingo (30) na TV estatal, negando a fuga em meio à tensão com os Estados Unidos. Reportagem: Eliseu Caetano.

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Transcrição
00:00Eu quero mudar um pouquinho de assunto, Nicolás Maduro fez ontem sua primeira aparição pública em dias
00:04e encerrou os boatos de que ele teria deixado o país em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos.
00:10Vou conversar com o nosso Eliseu Caetano, que vai trazer as informações pra gente agora.
00:14E ele chegou a falar sobre essa tensão com o país norte-americano, hein? Eliseu, bem-vindo!
00:21Salve, salve, Evandro Cine! Muito boa tarde pra você, pros nossos colegas debatedores aí no estúdio,
00:26e claro, pra todo mundo que acompanha o 3 em 1 aqui na programação da Jovem Pan,
00:30a gente fala ao vivo direto dos Estados Unidos porque estamos acompanhando aí
00:33o aumento da escalada da tensão entre Estados Unidos e Venezuela.
00:38O presidente venezuelano, líder do regime Nicolás Maduro, ficou desaparecido, digamos assim,
00:43por algo em torno de seis dias.
00:46Mas ontem, finalmente, ele apareceu e foi numa transmissão ao vivo da VTV, a TV venezuelana estatal.
00:53Ele afirmou, andando pelos jardins, pelos corredores do palácio onde vive,
01:00em Caracas, que nunca saiu do país.
01:03Que está trabalhando, como sempre, que boatos eram falsos e sempre sem base com relação
01:12ao possível saída dele do país.
01:14Que se tratava de uma campanha suja para demovê-lo de seu cargo.
01:21Nicolás Maduro também ironizou os rumores,
01:23algo que ele costuma fazer quando quer diminuir um buraco, um boato, perdão.
01:29Maduro não disse as palavras Estados Unidos,
01:33mas quem conhece o discurso chavista sabe exatamente o que ele quis dizer.
01:37Ele afirmou o seguinte,
01:38Forças estrangeiras estavam criando rumores para gerar desestabilização no país,
01:43que havia uma operação psicológica contra o país,
01:47que inimigos externos queriam desmoralizar o governo dele
01:51e que ele não permitiria que isso aconteceria.
01:55Agora, por que ele não citou diretamente os Estados Unidos?
01:58É uma pergunta que por aqui, por exemplo, muita gente também se faz.
02:02Porque citar os Estados Unidos nominalmente, segundo os analistas,
02:06seria reconhecer o conflito de uma maneira frontal.
02:10E o governo venezuelano muitas vezes prefere manter o discurso no campo genérico.
02:16Por isso, inimigo estrangeiro para ele soa um pouco melhor.
02:20Mas a referência é óbvia, né?
02:23A tensão atual com os Estados Unidos segue numa crescente ao longo das últimas horas.
02:28Nessa manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
02:31esteve reunido com funcionários do alto escalão na Casa Branca,
02:35numa agenda que não foi confirmada oficialmente,
02:37que não constava naquela do dia.
02:41Ou seja, não havia uma previsão para que isso acontecesse.
02:46E isso também não havia sido avisado para a imprensa.
02:49Mas fontes lá nos bastidores do poder em Washington
02:52dão conta de que Donald Trump, sim,
02:54se encontrou com altos funcionários do governo americano hoje de manhã
02:58e que, em pauta, o assunto foi a Venezuela.
03:02Aliás, hoje de manhã, sim, nós publicamos na nossa coluna,
03:06no site da Jovem Pan, com exclusividade,
03:09adiantamos essa informação para o Brasil,
03:12além, obviamente, da aparição de Nicolás Maduro em plena Venezuela,
03:16algo que chama muita atenção por si só,
03:19dado aí as muitas informações de movimentações de aeronaves
03:23envolvendo Venezuela, Brasil, Venezuela e outros países aliados do regime de Maduro.
03:29Hoje de manhã, nós fizemos uma análise na nossa coluna lá no site da Jovem Pan.
03:33Como eu disse e repito com exclusividade,
03:37adiantamos aí algumas informações,
03:38inclusive de que Jorge Rodrigues,
03:41o ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela,
03:43elevou o tom contra os Estados Unidos
03:46e acusou o país de estar fazendo uma patranha.
03:50O que é isso?
03:50Uma mentira estruturada para justificar essas ações militares
03:54sob o argumento de combate ao narcotráfico.
03:57Rodrigues afirmou em uma nota que nós tivemos acesso
04:00que não existe guerra declarada entre os dois países,
04:04mas que a atuação militar americana em águas caribenhas
04:07e próxima ao território venezuelano tem, sim, características de um conflito formal.
04:13Ele disse ainda que o discurso antidrogas por si só não se sustenta
04:16e que a suposta campanha contra tráfico serve apenas e tão somente
04:21como cobertura para pressões políticas mais amplas.
04:26O parlamentar ainda foi além, viu,
04:28questionando diretamente a eficácia da narrativa americana.
04:32Ele disse o seguinte,
04:33Se o objetivo é combater o narcotráfico,
04:36por que não há evidências de queda no consumo de drogas dentro dos Estados Unidos?
04:41E ele citou o fentanil.
04:44Essa fala fez parte de uma nota
04:48na qual nós, do jornalismo da Jovem Pan, tivemos acesso ao CINE
04:51e nós também trouxemos com exclusividade lá na nossa coluna hoje
04:55informações a respeito guerra à Rússia e Ucrânia.
04:58Vale muito a pena conferir.
04:59Eu volto com você no estudo.
05:00Muito obrigado pelas informações, Eliseu Caetano.
05:02Bruno, um abraço para você.
05:04Bruno Musa, a situação está ficando tão complexa na Venezuela
05:07e nessa escalada dos Estados Unidos
05:09que já começam a aparecer as desconfianças
05:15de que essa falta, essa ausência de Nicolás Maduro
05:20poderia ser inclusive talvez uma possibilidade de fuga,
05:23de deixar o país num temor de que o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos
05:28seja a queda do regime de Nicolás Maduro.
05:31Como é que você avalia a maneira como Donald Trump está conduzindo essa operação
05:36e a maneira como Nicolás Maduro tem se posicionado também no país?
05:40Veja, para mim, os dias de Maduro estão contados.
05:44A questão é como ficará o país e como esse gap ao longo desse processo de tirar o regime,
05:55entrará um regime?
05:56Conseguirão que Maria Corina Machado e Edmundo Gonçalves, que ganhou as eleições,
06:01consigam eles assumirem o governo?
06:03Ou, como tem falas do próprio Nicolás Maduro na semana passada,
06:07falando que o que eles chamam de coletivos,
06:09que a última vez que eu estive lá, em 2023, eu conheci bastante disso.
06:14Aliás, eu tenho falado bastante com gente lá da Venezuela, de todos os espectros sociais,
06:18e estão realmente vivendo ali aquela esperança novamente.
06:21Mas o grande ponto aqui é, se retira Maduro de uma vez,
06:25grande parte desses chamados coletivos, que seriam como as milícias que nós temos aqui,
06:30o crime organizado, todo o espectro chavista, que tem armas para isso,
06:36eles colocarem o país em uma anarquia, e uma anarquia, digamos, bélica mesmo.
06:41Tem mais ou menos, segundo o próprio Nicolás Maduro,
06:44280 pontos distribuídos com armas e com esses guerrilheiros espalhados por diversos pontos do país,
06:49prontos para atacar a cidade e instaurar essa eventual anarquia,
06:53caso o regime simplesmente caia do dia para a noite.
06:56Então, eu acho que a função dos Estados Unidos não é simplesmente só retirar,
06:59é o que vem depois, porque senão pode ser muito custoso,
07:02financeira e também politicamente para o governo de Donald Trump.
07:06Mas tem um ponto importante que eu não vi muito aqui mencionar,
07:09e que eu acho que vale a pena mencionar aqui.
07:13Por que é que o plano de paz entre Ucrânia e Rússia
07:17tem sido muito mais pró-Putin, apoiado pelo Trump?
07:21E o Putin apoia e serve a Venezuela com armas e com radares militares.
07:29É, é um parceiro, né?
07:30É um grande parceiro.
07:32Será que Putin está largando a mão da Venezuela
07:35num acordo onde o Trump chega e fala,
07:37Putin, fique aí do teu lado, eu meto menos o bedelho aí do teu lado,
07:42a Venezuela está aqui do nosso lado, você não mete e ele sai.
07:45Eu não sei se vocês viram, ontem saiu uma matéria em que o governo cubano
07:51ameaçando Nicolás Maduro com assassiná-lo se ele simplesmente deixar o poder.
07:57Caramba!
07:58Zé Maria Trindade, você avalia dessa mesma maneira e vê esse posicionamento da Rússia
08:03ao atingir o seu objetivo, ao conseguir aquilo que ela quer,
08:07ela poderia entregar a Venezuela de bandeja para os Estados Unidos?
08:09Pois é, me disseram aqui no Corpo Diplomático que nesse momento
08:15dessa redivisão geopolítico internacional,
08:19que a América do Sul está muito cobiçada por ser estrategicamente
08:25uma região muito importante.
08:28Eu até insisti numa pergunta que me persegue há anos, né?
08:34O porquê desse continente ser o mais atrasado e não ter desenvolvido,
08:38a Europa se desenvolveu e a América do Sul continua patinando ali,
08:43a Argentina teve um momento ali de glória, de grande desenvolvimento,
08:47mas caiu e tal, e a resposta é de gestão, problema de gestão daqui
08:53dos países da América do Sul, né?
08:57Mas esse é um momento que todos entendem aí pela estratégia,
09:00a Venezuela tem petróleo em abundância, um petróleo de boa qualidade,
09:05o que não tem credibilidade internacional para grandes empresas
09:09irem lá, explorarem, refinarem e tal.
09:12Se tivesse, seria um grande país, um país com muito capital
09:16para se desenvolver em outras áreas também, né?
09:19E está assim.
09:22Da mesma forma, um diplomata norte-americano me disse o seguinte,
09:27que ele esteve no Iraque, foi civil no Iraque, né?
09:30Ele é funcionário de carreira do Departamento de Estado norte-americano,
09:34agora, e que lá tem uma área verde, que se chama área verde,
09:38onde tudo funciona, mas saiu dali e a coisa muda de figura.
09:42Ou seja, a intervenção norte-americana no Iraque não deu certo,
09:46piorou para os Estados Unidos o preço do barril do petróleo,
09:50as negociações e assim por diante.
09:52se achava que, dominando o Iraque, se teria a possibilidade de extrair petróleo
09:58e seria bom comercialmente.
10:00É a mesma coisa na Venezuela.
10:02E o Bruno disse muito bem, se derrubaram o governo Maduro
10:07e empurraram a Venezuela para uma guerra entre facções,
10:11que são o governo lá, ele é mantido através de milícias
10:14e de investimentos internacionais.
10:17Tem muitas armas, muitas armas, muitos fuzis.
10:19Eles compraram muitos fuzis, carros de combate.
10:23O pessoal me diz o seguinte, que ninguém sabe qual é a situação de manutenção
10:27desses carros de combate, dos aviões, inclusive.
10:30Mas há notícias de que houve reequipamento dos aviões.
10:33Eles estavam com dificuldade de fazer manutenção dos aviões.
10:37Então, é um país armado e um país problema.
10:40E mais, o Hamilton Mourão me disse o seguinte,
10:43que uma coisa é bombardear pontos e tal, isso os Estados Unidos fazem.
10:47Agora, entrar com tropa na Venezuela, pé no chão,
10:52aí precisa uma força numérica muito maior e aí complica muito mais.
10:57Então, o Bruno tem razão.
10:58Se derrubar o governo...
11:00Olha, não tem nada mal que não possa piorar.
11:03Então, assim, derrubar o governo Maduro e não refazer ali um governo,
11:08vai piorar.
11:10Fala, Nelsinho.
11:11Olha, Cine, o argumento todo do presidente americano
11:16para promover esse receio no Nicolás Maduro
11:21de uma ação militar, de uma incursão terrestre, inclusive,
11:25são dois.
11:26Primeiro, o combate ao narcotráfico e ao narco-estado venezuelano.
11:30E segundo, o próprio regime ditatorial de Nicolás Maduro.
11:33Uma das intenções anunciadas aí, ou das mais comentadas,
11:38seria justamente a de acabar com o regime de Maduro.
11:41Mas, no fundo, tem muito a ver com o petróleo mesmo.
11:44O teresse no petróleo da Venezuela.
11:47E o modus operandi do presidente americano
11:49tem sido esse ao longo de toda a sua gestão, né?
11:52Coloca pressão, coloca calor.
11:55E, do ponto de vista da pressão,
11:58ele consegue atingir ali os seus objetivos de uma negociação.
12:02Há quem diga, a gente viu hoje, inclusive, aí no noticiário,
12:05a possibilidade de uma ligação entre o presidente americano
12:08e o Nicolás Maduro,
12:09e uma negociação se gerando a partir de tudo que tem acontecido.
12:15Eu não sei, gostaria de ter todo o otimismo do Bruno Musa,
12:19de uma mudança de regime,
12:21de o estabelecimento de uma democracia,
12:24de uma transição para a democracia no Estado venezuelano,
12:27mas eu não sei até que ponto, de fato,
12:29o Donald Trump está compromissado com esse interesse,
12:32se não é, de fato, o interesse para a economia americana,
12:36para o acesso ao petróleo venezuelano.
12:38E aí, essa correlação que foi feita com o que está acontecendo lá
12:43entre Rússia e Ucrânia é muito bem observada.
12:45Eu não tinha pensado nisso e, de fato, faz sentido
12:47quando a gente começa a entender aí tudo que está,
12:50como todas essas peças têm se movimentado
12:52nesse xadrez diplomático e até bélico aí americano
12:57em relação à Venezuela.
12:59Tomara que o regime de Maduro caia
13:01e que não seja só interesse no petróleo,
13:04no combustível e no tudo que pode ser gerado
13:07a partir do refinamento do petróleo venezuelano,
13:10que é, de fato, um interesse americano.
13:12Mas esteja também gerando frutos para o povo,
13:15que, no final das contas, é quem mais se prejudica
13:18com tudo que acontece na Venezuela nessas últimas décadas.
13:20Sim, fala, Musa, que foi?
13:21Não, Cobar, não necessariamente é otimismo, tá?
13:25Achar que os dias do Maduro estão contados
13:27não significa necessariamente que o país terá
13:30essa transição fácil para uma democracia.
13:33Aí são outros 500.
13:34Mas eu acho que é um caminho meio que inevitável.
13:36Mesmo do interesse dos Estados Unidos, de Trump, no petróleo,
13:40quando você tem um regime muito mais democrático
13:44ou linear ou estável,
13:45fica muito mais fácil para você ter relação com as empresas.
13:48Então eu começo a ficar mais otimista.
13:50não sei se no curto prazo, mas para o médio prazo.
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