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  • há 2 meses
Em Belém, na 30ª Conferência das Nações Unidas pelo Clima (COP30), o mundo deleita a culinária e cultura paraense. Mas a capital não tem se destacado apenas como polo cultural e gastronômico, também se consolida como um polo científico e de boas ideias sustentáveis. Os vários espaços da conferência têm sido vitrines potentes de tecnologias e projetos concebidos por pesquisadores paraenses. São estudos que oferecem caminhos reais para um mundo melhor, com soluções que vão da energia renovável à descarbonização.

Repórter: Gabi Gutierrez
Repórter fotográfica: Carmem Helena

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Transcrição
00:00Sim, o Pio Lume, ele nasceu dentro da universidade, então a gente foca principalmente em resolver uma problemática muito grande.
00:08Milhões de pessoas não têm acesso à energia ou têm uma energia deficitária.
00:12E a gente criou uma tecnologia de baixo custo que se chama ATIAIA, que são postes feitos com canos de PVC e luminárias fotovoltaicas.
00:20Com esses postes a gente implementa ele nas comunidades remotas e também em diversas comunidades pelo Brasil
00:27e em outros países, como África do Sul e Suatini, e com ele a gente consegue levar energia limpa, acessível para as comunidades.
00:35Elas conseguem ter uma mobilidade melhor durante a noite, conseguem também transacionar e ter mais segurança.
00:42Um poste nosso custa R$ 850,00. Um poste convencional ele custa mais de R$ 6.000,00.
00:49Então, além de ser uma tecnologia acessível, é também uma tecnologia simples e de baixo custo.
00:55Nós desenvolvemos esse projeto há um ano e quatro meses.
00:58Nós tínhamos uma equipe formada por universitários de 50 pessoas.
01:02E com a COP, com toda certeza, a gente estava se preparando para a gente conseguir mostrar cada vez mais essas nossas tecnologias
01:08e conseguir conectá-las também com o restante do mundo.
01:12Então, a gente espera, assim, expandir a nossa tecnologia e continuar outras pesquisas do mesmo ramo
01:18para a gente conseguir criar novas tecnologias.
01:20Inclusive, nós temos outra, que é um totem de carregamento de celular movido também à energia solar,
01:26que nós estamos prototipando e, em breve, estará também nas comunidades.
01:30Nós temos 121 postes instalados.
01:33Diretamente são beneficiadas mais de 13 mil pessoas com esses postes.
01:37Regiões rebeirinhas, regiões remotas, não somente aqui da Amazônia.
01:41Nós já implementamos, por exemplo, em Porto Alegre, no Rio de Janeiro, em São Paulo e também em dois países,
01:48África do Sul e Suatínia.
01:49Como a gente trabalha com energia limpa, a gente faz uma transição energética.
01:53Então, muitas dessas comunidades, elas tinham geradores a diesel, movidos a diesel.
01:58E, atualmente, a gente consegue trocá-los por essa nossa tecnologia, que é de baixo custo.
02:04Então, com toda certeza, ela está altamente conectada às mudanças climáticas e a diversos ODS que a gente trabalha.
02:10A gente precisa de recursos financeiros para a gente continuar nossas pesquisas,
02:14continuar implementando e expandindo essas tecnologias.
02:17Então, a COP é uma oportunidade não somente de visibilidade,
02:21mas também da gente se conectar com parceiros que buscam os mesmos meios
02:25para a gente conseguir, assim, recursos financeiros e expandir os negócios.
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