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Um violento tornado atingiu a região Centro-Sul do Paraná, principalmente o município de Rio Bonito do Iguaçu, deixando um rastro de destruição, com seis mortes confirmadas e centenas de feridos.

O fenômeno meteorológico, classificado como F3 (com ventos que ultrapassaram 250 km/h), foi gerado por um ciclone extratropical e levou o governo a decretar luto oficial.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/DAFzReoRcww

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Transcrição
00:00Bom, o sábado de tragédia no sul do Brasil, tornado de nível 3 que atingiu o estado do Paraná,
00:07deixou um rastro de destruição.
00:09O repórter Matheus Dias chega com as últimas informações, o que já se sabe,
00:14quantas mortes até agora, os balanços que estão sendo feitos pela defesa civil do estado
00:19e também pelo governo do Paraná.
00:21Bem-vindo, Matheus, boa noite pra você.
00:26Tiago, boa noite pra você, boa noite a quem nos acompanha aqui no Jornal Jovem Pan.
00:29Como você disse, uma tragédia quase sem precedentes passa pelo Paraná, um ciclone extra-tropical.
00:35Ontem passou principalmente pela cidade de Rio Bonito do Iguaçu.
00:39A gente fala de 90% da cidade destruída.
00:43É um panorama quase que inacreditável, né, Tiago?
00:46A gente pensar que de todas as edificações, edifícios, casas da cidade, 90% foram destruídos.
00:53A gente fala de mais de 700 pessoas feridas e pelo menos 6 mortes.
00:58Essa é a última informação do governo do Paraná, que lá tiveram, além do ciclone extra-tropical,
01:05vários mini-tornados que acabaram invadindo as cidades ali e causando bastante destruição.
01:11Esse tornado que subiu ao país já, passou inclusive aqui por São Paulo na madrugada,
01:16claro, com bem menos força, bem menos potência do que atingiu o estado do Paraná.
01:21E continua subindo ao país, pelo que a Defesa Civil prospecta, ele passa agora por Minas Gerais.
01:28Pode causar aí alguns eventos climáticos ao redor do país, como fortes ventanias e também chuvas e tempestades.
01:34Só que nada parecido com o que aconteceu no Paraná desde ontem, né, Tiago?
01:37A Defesa Civil, tanto do Rio Grande do Sul, quanto do Paraná, quanto de Santa Catarina, em tremendo alerta.
01:44E como você disse, o governador do estado do Paraná, Ratinho Júnior, inclusive, declarou o estado de calamidade.
01:51Ele compareceu hoje ao local onde os trabalhos são feitos e deu um panorama ali sobre como foram feitos os trabalhos
02:00para tentar receber e cuidar dos desalojados, dos desabrigados.
02:06E agora o trabalho para conseguir reconstruir tudo o que foi destruído. Vamos ouvir.
02:10As equipes que já estão vindo de Beltrão e de Cascavel da Coapar, que vai começar a fazer essa análise das casas, né?
02:23Quais casas têm que ser reconstruídas, quais que teve perda total, qual pode ser reformada.
02:28Isso tudo junto com o CREA. Nós acabamos de falar com a equipe do CREA, que vai nos encaminhar engenheiros a partir de amanhã também,
02:35para que possa fazer esse levantamento, para aí sim, começar a acomodar as pessoas e achar uma solução financeira
02:43que o estado tem, através do Fundo de Calamidade Pública, para poder dar esse atendimento.
02:48Eu já decretei o estado de calamidade para a região.
02:53Isso nos facilita, de forma rápida e sem burocracia, de fazer o atendimento necessário
02:58para atender os prefeitos da região e automaticamente a gente poder ir reconstruir.
03:03Pois é, Tiago, uma tragédia sem precedentes.
03:09Ao mesmo tempo, o governo do Paraná também pode receber apoio federal.
03:15Isso porque hoje a ministra das Relações Institucionais, Glaise Hoffman,
03:19ela conversou, inclusive, com o Ratinho Júnior e disse em depoimento que o governo federal
03:26pretende liberar as pessoas que moram ali no Paraná, as pessoas que foram afetadas
03:30e que são beneficiárias do INSS, liberar que eles tenham os benefícios adiantados
03:36para conseguir serem socorridos neste momento.
03:39Essas ações sempre são feitas em tragédias como essa, assim como as enchentes no Rio Grande do Sul
03:44e agora não será diferente.
03:46Segundo a ministra Glaise Hoffman, a ideia é o adiantamento do saque do FGTS,
03:51assim como é feito no saque aniversário, agora será disponibilizado para as vítimas
03:55dessa tragédia na tentativa de conseguir recuperarem ali os bens, as casas e também até a dignidade, né Tiago?
04:04Sem dúvida. E é bom lembrar que na tragédia do Rio Grande do Sul no ano passado,
04:08o governo também liberou o FGTS.
04:10É normal que os governos façam isso para tentar, pelo menos, liberar um recurso mais imediato
04:16para as pessoas que perderam, nesse caso, absolutamente tudo.
04:19O Matheus Dias volta daqui a pouquinho com outras informações.
04:22A gente vai falar muito, claro, sobre essa tragédia no sul do país,
04:26as previsões meteorológicas e também com autoridades do Paraná.
04:30Vou chamar o nosso comentarista já aqui com a gente, o Diego Tavares.
04:34Tudo bem, Diego? Boa noite para você, como sempre, bem-vindo.
04:37E é interessante, né? A gente sempre fala da maneira como o Brasil pode prevenir as catástrofes.
04:43Não é a primeira vez, tragédia serrana no Rio de Janeiro, a chuva no sul do país no ano passado.
04:48Agora, há um outro fator, né? Como que uma cidade consegue se prevenir de uma catástrofe como essa?
04:56Não só o ciclone, que era a previsão da defesa civil e também dos meteorologistas,
05:03mas também um ciclone. E agora, falando de tornado também, não tem cidade que resista a uma coisa como essa?
05:10Bem-vindo. Boa noite para você.
05:11Boa noite, meu amigo Tiago Berrache. Um grande prazer estar aqui com você no JJP
05:16e com a nossa qualificada audiência aqui da Jovem Pan News.
05:19E, Tiago, realmente, existem eventos climáticos extremos que nem a mais preparada cidade do mundo
05:25conseguiria proteger os seus habitantes.
05:28É o caso desse ciclone que passou pelo Paraná e, infelizmente,
05:33deixou seis mortos e mais de 750 pessoas feridas.
05:38Inclusive, por alguns registros, é o ciclone mais potente da já registrado que passou pela região.
05:47Mas isso também não pode servir de desculpa para que, de fato, em eventos climáticos menores,
05:52os dirigentes, tanto do Estado quanto das cidades, tal como da União Federal,
05:57se preparem para os eventos climáticos.
06:00Nós temos aquele problema que o Brasil sempre investe muito no remédio e muito pouco na prevenção.
06:05Por quê?
06:06Porque essas obras de infraestrutura capazes de proteger a população,
06:10não de um evento climático extremo como esse, mas de outros eventos,
06:13como as enchentes no Rio Grande do Sul, no ano de 2024, por exemplo,
06:17são obras que transcendem mandatos.
06:19Não é aquela obra que dá para o governante anunciar no início do seu mandato
06:23e cortar a fita da inauguração no final.
06:26Então, nós precisaríamos de um pouco mais de empenho deles nesse sentido.
06:30Certamente, isso poderia fazer com que outras catástrofes fossem previstas
06:35e tivessem os seus efeitos até abrandados em relação àquilo que se constatou
06:42após os seus acontecimentos.
06:44Mas o fato é que o governo federal também falha muito nesse sentido.
06:48A desastre do Rio Grande do Sul, por exemplo, a ajuda federal que foi prometida
06:53não chegou na sua completude até hoje.
06:55Anunciaram um valor bilionário e, segundo o próprio governador do Rio Grande do Sul,
07:00não chegou nem metade desse valor.
07:02Então, eu espero que isso não se repita, tal como nós repercutimos agora,
07:06que as palavras da ministra Glaze Hoffman se cumpram,
07:10mas, de fato, a ajuda federal chegue e chegue em tempo,
07:12porque o importante agora é socorrer essas pessoas que estão em situação de fragilidade.
07:16É, e só para a gente fechar essa nossa primeira conversa aqui, Diego,
07:21de que forma o próprio governo federal pode ajudar ainda mais nessa discussão
07:27para não só liberar recursos, porque o governo do estado,
07:32decretando calamidade numa cidade específica, ele tem mais acesso aos recursos.
07:37Agora, você liberar o FGTS é algo paliativo, né?
07:41E nem sempre todas as pessoas têm um fundo de garantia
07:44para, nesse momento, fazer com que os recursos sejam efetivados, né?
07:52Exatamente, Berraixo.
07:53Até porque esse tipo de evento climático,
07:56ele sempre tem um impacto maior sobre as pessoas mais pobres.
08:00E o mais pobre hoje, dado do IBGE, está trabalhando na informalidade.
08:04Possivelmente nem tem FGTS para sacar.
08:07Muitas vezes, ainda que tivesse direito, ainda que esteja trabalhando com carteira assinada,
08:12já fez o saque do FGTS por qualquer outra razão,
08:15seja por doença grave, seja para dar entrada no próprio imóvel,
08:20seja através do saque aniversário.
08:21Então, possivelmente, não dispõe desse recurso.
08:24A boa notícia é que, como disse o governador Ratinho Júnior,
08:26talvez ele não dependa de tanta ajuda financeira federal,
08:30porque tem um fundo próprio para esse atendimento.
08:32E como você disse muito bem,
08:34por intermédio do decreto de calamidade,
08:36algumas burocracias estatais em relação à utilização desse dinheiro,
08:41algumas etapas em relação à utilização desse dinheiro,
08:43podem ser puladas em razão da emergência.
08:46Mas é sempre bom lembrar que, nesses momentos,
08:49é necessária a união de todos os entes federativos.
08:52Então, a União Federal tem, sim, que chegar com a sua participação
08:57para o abrandamento, até porque o Estado do Paraná
08:59é um dos que mais colabora com o orçamento federal.
09:02Não é, como muitos estados do Brasil,
09:04um Estado deficitário que vive de repasses da União.
09:07É um Estado que ajuda a encher os cofres públicos da União Federal.
09:11Então, nada mais justo que agora o governo federal
09:14chegue, sim, com um aporte financeiro,
09:15além da liberação do saque do FGTS.
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