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  • há 3 meses
Muitas vezes silenciosa, a diabetes é caracterizada pelo alto nível de glicose no sangue, que pode resultar em graves complicações ao corpo humano, como dores, infartos, amputações e outros problemas. Dessa forma, as pessoas com diagnóstico de diabetes devem tomar cuidados com a saúde, como alimentação mais saudável e a prática de exercícios. É o caso da estudante Isabelly Magalhães, de 20 anos, que precisou mudar toda a sua rotina.

REPORTAGEM: BRUNO ROBERTO (ESPECIAL)
IMAGENS: CARMEM HELENA

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Transcrição
00:00O meu diagnóstico foi em 2022, eu tinha 17 anos, eu precisava ficar internada para fazer uma cirurgia
00:05e eles iam verificando minha glicose todo dia no hospital.
00:08Eu comecei a me sentir muito cansada, me senti muito exausta, alguns apagões na visão.
00:14E um dia eles perceberam pela recorrência, minha glicose estava muito alta, chegava a 400,
00:18geralmente o normal era entre 90 e 100.
00:21Eles perceberam que eu estava começando a entrar num caso de diabetes
00:24e aí começou toda uma missão para descobrir qual era o tipo.
00:26E aí depois de muitos erros, porque eu tinha muita falta de informação, eu comecei a tomar remédio errado.
00:34E aí quando a gente finalmente descobriu qual era diabética de bom, foi que eu consegui iniciar meu tratamento da maneira adequada.
00:39Mudou muita coisa, mudou muita coisa porque eu não conhecia, ninguém da minha família sabia direito como tratar diabetes.
00:46A gente tinha um ideário muito de que só pessoas mais velhas tinham diabetes, só pessoas obesas teriam diabetes.
00:52E eu com 17 anos, com o caso de diabetes, o primeiro caso na família, foi uma coisa assim diferente.
00:58Então eu tive que mudar a alimentação, tive que começar a entender melhor o meu corpo,
01:02pensar mais em atividade física, pensar que eu tinha que me movimentar.
01:06Comecei a entender, por exemplo, que a diabetes também não era só ter glicose alta, eu ia ter glicose baixa também.
01:11Então eu comecei a mudar toda a minha rotina, a falar para as pessoas ao meu redor que eu tinha diabetes,
01:16para que meus amigos me ajudassem também, caso eu passasse mal, alguma coisa acontecesse.
01:20Então foi uma mudança de hábito completamente, ter disciplina para tomar a insulina direito,
01:25ter disciplina para me privar de comer algumas coisas.
01:29Então eu precisei me reorganizar, me reeducar, para saber que a partir de então minha vida seria assim.
01:35Atualmente eu tomo dois tipos de insulina.
01:37Porque por ser diabética tipo 1, eu preciso tomar uma insulina lenta e uma insulina rápida.
01:41Então a lenta eu tomo uma vez ao dia e ela vai sendo disparada no meu corpo durante o dia,
01:46enquanto a rápida é antes de cada refeição.
01:48Então 15 minutos antes de cada refeição, tenho que parar, aplico a insulina, espero ela fazer efeito e aí eu como.
01:54Então meus cuidados, o basilar mesmo, é a insulina.
01:58Inclusive eu pego ela pelo SUS, eu tenho esse acesso no SUS.
02:01E é o que me salva, porque não é um medicamento barato.
02:04Então isso é para verificar a glicose também.
02:06Preferencialmente em jejum, uma vez ao dia, é o mínimo que precisa.
02:12E aí durante o dia caso eu sinto alguma coisa, ou a pós-pandrial, que a gente fala que ela é duas horas depois de se alimentar.
02:19Para eu ter, sempre está sabendo, porque quando você descobre a diabetes, você ainda passa uma fase de lua de mel.
02:24O seu corpo está começando, o seu pâncreas está começando a parar.
02:28Então você ainda vive, você ainda tem produção de insulina.
02:31E aí quando de fato para, enfim, que começa um outro, parece que é uma segunda descoberta da diabetes.
02:36Então tem que estar sempre monitorando, para você mudar e sempre indo no médico, procurando ter atendimento pelo SUS,
02:42para eu conseguir pelo menos uma vez ao ano, que é o mínimo mesmo, para caso precise mudar, ajustar a quantidade de insulina.
02:50Então tem que sempre estar monitorando.
02:53Bom, o glicosímetro, ele é o medidor de glicose.
02:56Então quando eu descobri a diabetes, foi uma das primeiras coisas que me orientaram, que eu precisava ter ele comigo.
03:02Tanto para em caso de emergência, quando, por mais que eu conheça muito o meu corpo,
03:05é uma coisa que acho que todo diabético acaba tendo, a gente conhece mesmo o nosso corpo muito bem.
03:09Então eu já sei mais ou menos o que, estou sentindo até o número mesmo que vai dar na glicose.
03:13Em caso de emergência é importante a gente ter com a gente.
03:16Então foi a primeira coisa que eu precisei adquirir.
03:19Inclusive também é algo que é doado pelo governo, eu retiro as fitas todos os meses para conseguir medir com essa recorrência.
03:25Então eu sempre verifico ela em jejum, para conseguir verificar a minha glicose e saber como vai estar o meu dia.
03:32Então, às vezes eu tenho uma noite ruim, eu já sei se a minha glicose está mais alta.
03:37É uma coisa que é da rotina, é necessário.
03:40Às vezes, no máximo, eu me perco um pouco de tentar economizar fita.
03:44A gente sempre dá um jeitinho, acaba passando um pouco do limite de não fazer isso todos os dias, não fazer toda hora.
03:49Alguns diabéticos têm o sensor que substitui, mas como é algo um pouco mais fora do alcance, ele é menos democrático, o glicosímetro é o ideal.
03:59Então, tem na fita, tem as lancetas, uma caneta lancetadora, a gente fura o dedo, coisa muito rápida.
04:05Geralmente as pessoas dizem que não aguentariam fazer isso, mas enfim, quem é diabético não tem muito essa opção.
04:10A gente verifica a glicose, a gente já tem a estimativa de se está alta, se está muito baixa, precisa de uma correção com açúcar.
04:17Então, enfim, essa é a recorrência.
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