00:00O João passou a utilizar o sensor com oito anos e seis meses, quando ele foi diagnosticado com diabetes tipo 1.
00:10Logo na primeira consulta com a endocrinologista, quando ela diagnosticou que ele estava com diabetes,
00:17ainda não sabíamos o tipo, mas ela já nos apresentou o quanto o sensor, ele é uma ferramenta preciosa no tratamento e no controle do diabético.
00:36Então, nesses dois anos e meio de diagnóstico, o Miguel usa interruptamente o sensor, né?
00:49Antes ele usava o sensor tipo 1, que ele tinha duração de 14 dias, né?
00:56Então, significa que o portador de diabetes, normalmente, ele vai usar dois sensores por mês, né?
01:06E esse sensor, o que ele vem trazer na rotina do diabético?
01:13Ele vem te fazer conhecer o impacto de cada alimento, né?
01:17Tu vai poder ter esse controle, esse conhecimento, que vai te facilitar nas dosagens séculos e insulinas, né?
01:26Porque não basta simplesmente você saber a quantidade que cada alimento tem de carboidrato,
01:36porque ele não vai ter sempre o mesmo impacto.
01:38Hoje você pode comer um pãozinho careca e você vai aplicar uma quantidade de insulina, ela vai corresponder, né?
01:47Mas amanhã, você come aquele mesmo careca e ele vai te dar um outro impacto.
01:56Então, você passa a conhecer esses impactos através do controle constante do sensor.
02:03Daqui a cada 5 minutos, ele vai atualizando como está a glicemia no teu organismo.
02:08Isso te faz, te possibilita esse controle mais assistivo no tratamento do diabético.
02:20A rotina do diabético muda tudo, né?
02:24E o sensor, ele vai dar para o diabético a possibilidade de não se fechar para os alimentos, né?
02:36Como você passa a conhecer os impactos do alimento através dessa verificação constante, você pode se permitir.
02:46Até porque no sensor, ele vai te indicar sempre quando a tua glicemia está subindo, se ela está estável ou se ela está em queda.
02:57Então, no dia a dia do João Miguel, o sensor é um facilitador.
03:00Por exemplo, o Miguel está na escola e nós, pais, nós temos o controle de como está a glicemia dele no colégio.
03:09Porque, do mesmo jeito que chega para o celular dele, chega no meu, chega no do meu esposo.
03:15Então, a gente tem esse controle.
03:16Se porventura, ele não está podendo visualizar, porque agora tem o problema de não poder usar o celular na sala de aula.
03:23Apesar que, eu já conversei com a coordenação e ele tem a liberdade de usar, mas ele não se sente confortável.
03:31Porque nem todo mundo entende, nem todo mundo sabe o que é o aparelhinho no braço dele.
03:36Então, mas quando o celular está próximo dele, ele consegue captar ainda assim as informações do sensor.
03:45E chega para a gente.
03:46Então, às vezes, ela está subindo.
03:49E aí, eu ligo para a coordenação da escola, falo com ela, digo que é para chamar ele para ele fazer a correção.
03:56Então, isso nos traz mais tranquilidade.
04:01Antes, logo no início do diagnóstico, quando também nós não entendíamos tudo,
04:06foi um dos maiores medos da gente.
04:08Como é que ele vai ficar longe da gente?
04:11Como é que a gente vai ter esse controle?
04:13E aí, o sensor veio e ele traz essa possibilidade, principalmente para crianças e jovens,
04:19para que os pais se sintam tranquilos.
04:22Então, assim, o sensor, ele não é um luxo para quem tem diabetes.
04:26Ele é essencial para o tratamento.
04:29Ele é essencial para o controle do tratamento dela.
04:32Para que não só você tenha aquela possibilidade de entender o teu organismo com relação ao alimento,
04:45mas ele também dá a segurança, no caso das crianças que ainda não têm essa autonomia,
04:51de que elas possam viver normalmente com diabetes,
04:57tendo esse controle em conjunto com seus pais.
05:00que a gente vai conversando com ele, filho, está assim, faça isso, faça a correção dessa forma.
05:08Então, o sensor para a gente é uma ferramenta chave no tratamento do João Miguel.
05:15E nos cuidados diários, ele está também com o seu papel fundamental,
05:21que é o que possibilita saber se ele está apto para começar a natação.
05:29Se durante a natação, ele às vezes sentir alguma coisa,
05:33ele vai se certificar se realmente tem a ver com a glicemia,
05:37porque eu estou ali só monitorando, estou vendo as informações chegarem.
05:42Um dos medos maiores dos pais e mães pâncreas, que são chamados os pais que têm diabetes tipo,
05:53é a parte noturna, quando a criança dorme,
05:58onde pode haver uma hipoglicemia, que vai levar essa criança às vezes até a óbito,
06:04se não for percebida.
06:06E o sensor, ele com ele tem a questão dos alarmes,
06:10avisando quando tem a hiper ou a hipo.
06:13Então, quando está em queda, ele começa a sinalizar,
06:17então os pais vão até lá, fazem o que é necessário.
06:21Então, o sensor, ele está em tudo que tem a ver com a qualidade de vida de quem tem diabetes.
06:28Então, ele é verdadeiramente uma ferramenta importantíssima.
06:32E para quem não tem diabetes também,
06:36que é saber com relação ao impacto, por exemplo,
06:40nós que não temos o diagnóstico de diabetes,
06:46isso não nos impossibilita de utilizar,
06:49até mesmo para a gente conhecer o impacto dos alimentos,
06:54qual é aqueles que dão o maior pico glicêmico,
06:59para que você também passe a evitar.
07:00porque assim você passa a saber o que impacta mais e menos
07:06e você aí pode fazer um controle alimentar muito melhor.
07:09Então, o sensor, ele não serve somente para quem tem diabetes,
07:13mas para quem também quer conhecer melhor como os alimentos se comportam dentro do seu organismo
07:23e o que você pode, ainda mais se você for um pré-diabético,
07:26você pode aí começar realmente a ter mais cautela em consumir e consumir de forma consciente, sem excessos.
07:35Então, o sensor é importantíssimo para realmente nós conhecermos bem melhor o que consumimos.
07:43Então, os cuidados essenciais para o diabetes estão muito relacionados à alimentação,
07:48à atividade física, ao cuidado emocional.
07:52No caso do João Miguel,
07:54a gente já é preocupado com a questão do diagnóstico,
08:01o que traz para ele,
08:03o que for dizer que você tem que ter essa consciência,
08:07não só porque você tem diabetes,
08:09mas você como pessoa,
08:10a gente tem que buscar ter uma alimentação mais saudável,
08:13nós precisamos de atividade física.
08:15Então, o João Miguel,
08:18a gente se preocupa também com o emocional dele,
08:21já que ele tem esse diagnóstico.
08:23Então, ele também precisa do cuidado psicológico.
08:26Então, ele faz acompanhamento com a psicóloga,
08:29que dentro do contexto do diabetes também é essencial,
08:32até para que você não veja aquilo ali como um peso,
08:37não veja você se achar uma pessoa doente,
08:40porque tem esse tipo de diagnóstico,
08:42não, ela não é o que você é,
08:44ela faz parte de você.
08:48Então, a questão de você ter o uso do sensor,
08:56é essencial para o dia a dia do Miguel,
08:59como falei anteriormente,
09:00para que a gente tenha esse controle,
09:03para que ele amanhã não venha ter nenhuma complicação
09:07que o diabetes pode trazer para a vida dele.
09:10Então, a gente conversa muito com ele
09:13sobre a doença,
09:16ele tenha total conhecimento do que ela pode trazer,
09:20do que ele pode buscar para ele trazer essa qualidade de vida.
09:25então, a gente busca ter todos esses cuidados e todos os aspectos do Miguel, né, filho?
09:32E o Miguel, assim, ele é uma criança,
09:37mas ele come somente o que realmente a gente diz para ele,
09:43não, meu filho dá, né,
09:45então ele é bem consciente com relação aos cuidados que ele deve ter com ele,
09:50para que ele cresça saudavelmente,
09:53para que o diabetes jamais traga algo negativo para a vida dele.
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