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Ministros e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), devem se reunir nesta quarta-feira (29) para discutir novas medidas após a operação mais letal da história do estado. Uma das primeiras ações será a transferência de presos perigosos para presídios federais.

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Transcrição
00:00Ministros e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, devem se reunir ainda hoje
00:05para discutir novas medidas após a operação mais letal da história do Estado.
00:10Uma das primeiras ações será a transferência de presos perigosos para presídios federais.
00:16O André Anelli tem os detalhes.
00:18Ao longo da terça-feira, o governo federal realizou pelo menos duas reuniões de emergência em Brasília
00:25para debater a operação policial no Rio de Janeiro, que terminou com pelo menos 64 mortos,
00:32sendo quatro agentes da Segurança Pública do Estado.
00:35O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, recebeu os ministros da Casa Civil, Rui Costa,
00:41e da SECOM, Sidônio Palmeira, no prédio do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.
00:46Horas depois, a segunda reunião aconteceu aqui no Palácio do Planalto, com a Casa Civil solicitando uma nova conversa.
00:54Além de Alckmin, participou ainda a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
01:01Os ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública foram representados por técnicos,
01:07já que Ricardo Lewandowski, por exemplo, estava em viagem oficial ao Ceará.
01:13Após os dois encontros, ficou decidido que haverá uma reunião do governo federal
01:18com o governador do Rio, Cláudio Castro, na quarta-feira.
01:22O governo federal também colocou vagas em presídios federais à disposição do governo do Rio.
01:28Até o momento, dez presos já tiveram as transferências autorizadas após pedido de Cláudio Castro.
01:35Dez vagas para esses criminosos, para que saiam do Rio de Janeiro, saiam do convívio dessa criminalidade.
01:44Segurança Pública se faz com diálogo e com integração.
01:47Ainda durante as reuniões de emergência aqui em Brasília, as autoridades do governo federal
01:52debateram cenários a serem apresentados ao presidente Lula,
01:56que recém retornou da viagem de uma semana ao continente asiático.
02:01O próprio Lula não foi consultado e não participou antes dessas reuniões de emergência
02:07simplesmente porque o avião presidencial não tem internet.
02:10Sem comunicação com o chefe do executivo, o governo federal passou várias horas
02:16sangrando junto à opinião pública nas redes sociais
02:20após as acusações do governo do Rio de Janeiro, especificamente vindas do governador Cláudio Castro,
02:27de que o Palácio Guanabara estava combatendo o crime sem qualquer tipo de apoio do Planalto.
02:33Uma das críticas mais duras veio também do senador pelo Rio, Flávio Bolsonaro.
02:38A informação que eu tenho é que foram várias vezes seguidas que as nossas Forças de Segurança do Rio de Janeiro
02:45pediram algum suporte, algum apoio logístico para o governo federal, para o governo Lula
02:50e eles foram ignorados com relação a disponibilizar minhas dados, a disponibilizar tecnologia.
02:59Então o que o governo Lula está fazendo para combater esses crimes que ultrapassam as fronteiras do Rio de Janeiro?
03:04A primeira manifestação oficial na esfera federal só ocorreu no fim da tarde,
03:09quando Lewandowski negou ter recebido qualquer pedido de ajuda de Cláudio Castro,
03:15afirmação reiterada em nota oficial do Planalto.
03:18As afirmações foram dadas durante a visita do ministro à Assembleia Legislativa do Ceará.
03:24Na ocasião, Lewandowski ainda provocou Cláudio Castro, dizendo que,
03:28se o governador sentir que não tem condições de retomar o controle da segurança pública no Estado,
03:35ele tem que jogar a toalha e pedir uma intervenção federal ou garantia da lei e da ordem.
03:42Recentemente, no começo desse ano, o governador Cláudio Castro esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública
03:48pedindo a transferência de líderes das facções criminosas para as penitenciárias federais de segurança máxima.
03:56foi atendido, nenhum pedido foi negado.
03:59Agora, a responsabilidade é, sim, exclusivamente dos governadores no que diz respeito à segurança pública,
04:08à segurança dos respectivos Estados.
04:10Apesar das restrições, Lewandowski colocou o Ministério da Justiça à disposição do governo do Rio de Janeiro,
04:17mas deu a entender que faltou planejamento à operação.
04:21Segundo a pasta, só em 2025 foram realizadas pela Polícia Federal 178 operações no Rio,
04:28sendo 24 delas relacionadas a tráfico de drogas e armas.
04:33Ao todo, foram 210 prisões efetuadas, das quais 60 estão diretamente relacionadas
04:40a investigações sobre o tráfico de drogas e de armas.
04:43A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma postagem nas redes sociais
04:49em que diz que os violentos episódios ocorridos no Rio
04:53ressaltam a urgência da aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional.
04:59A ministra defendeu que a medida é uma grande articulação com os governos estaduais
05:05em que o crime sairá perdendo.
05:07Nos bastidores, ela também disse ter conversado por telefone com Cláudio Castro,
05:13que teria negado a ela qualquer intenção de criticar o governo federal.
05:18Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos,
05:24partiu para o ataque direto.
05:26Ele lembrou que Castro foi contra a PEC da Segurança Pública
05:29e afirmou que o governador faz politicagem e pirotecnia com sangue.
05:35De Brasília, André Anelli.
05:38E ainda no tema, a comentarista Dora Kramer fala sobre o medo que ainda toma conta do Rio de Janeiro
05:45pela incapacidade do poder público estadual e federal de pôr um fim à atuação do crime organizado.
05:51Acompanhe.
05:53Bom dia a vocês no estúdio, bom dia a nossa audiência.
05:57O clima aqui no Rio ainda é de muito medo porque o cenário ontem foi mesmo de guerra.
06:03Dezenas de mortos, postos de saúde fechados, ruas interditadas, ônibus sequestrados,
06:11aulas suspensas, milhares de pessoas afetadas, enfim, uma cidade aterrorizada.
06:19Diante disso, os governos estadual e federal trocando acusações
06:25e se mostrando absolutamente atordoados e repetitivos sobre a responsabilidade de cada um
06:33nesse assunto de segurança pública.
06:35E talvez o mais correto fosse falar sobre a irresponsabilidade do poder público em geral
06:43que não consegue combater com eficácia uma situação que só faz piorar.
06:49O que aconteceu ontem no Rio pode ter sido inédito em número de mortos.
06:56Mas não é uma novidade, nem um caso isolado.
06:59Até porque outros parecidos vão continuar a acontecer.
07:04Os presos do Comando Vermelho vão ser substituídos por outros traficantes,
07:09as milícias vão seguir infernizando comunidades inteiras
07:14e a criminalidade vai prosseguir se alastrando enquanto o poder público
07:20se mostrar hesitante, preso a questões políticas e desorganizado
07:26frente ao poder agressivo do crime organizado.
07:31Bem, nas redes sociais, parlamentares de diferentes partidos
07:34se manifestaram sobre a operação considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.
07:39Acompanhe com o Lucas Martins.
07:41A mega-operação nos complexos do Alemão e da Penha,
07:45considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro,
07:48gerou reações entre parlamentares de diferentes partidos.
07:53Nas redes sociais, eles se manifestaram sobre a ação classificada por Cláudio Castro,
07:58governador do Rio de Janeiro, como a maior ação de segurança pública dos últimos 15 anos.
08:05O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco,
08:09culpou o governo Lula após, segundo ele,
08:13Cláudio Castro ter pedido apoio das Forças Armadas
08:16para combater o crime organizado, sem ter tido resposta.
08:20Ele também afirmou que oposicionistas se solidarizam com os policiais mortos na ação
08:26e também com toda a população do Estado.
08:29Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal na Câmara,
08:34publicou em uma rede social o pedido feito ao governo para a atuação das Forças Armadas.
08:40O texto solicita cooperação, apoio logístico e veículos blindados
08:46para contribuir em operações das áreas conflagradas por facções criminosas.
08:51O deputado federal e secretário de Segurança Pública de São Paulo,
08:56Guilherme Derrite, afirmou que os criminosos envolvidos nos confrontos
09:01devem ser tratados como terroristas
09:03e defendeu o projeto de lei que classifica facções criminosas como organizações terroristas.
09:09Que esses criminosos têm que ser tratados como terroristas.
09:14E um dos motivos de eu estar aqui em Brasília hoje é discutir projeto de lei
09:18que visa classificar organizações criminosas como organizações terroristas.
09:22Aliás, quem lança granadas nas tropas policiais não tem outra classificação
09:27a não ser classificá-los como terroristas.
09:30Outro para desmentir essa afirmação de que, olha, o governador Cláudio Castro
09:36ele se posicionou contra a PEC da Segurança Pública.
09:39Essa PEC vai resolver o problema desses territórios dominados.
09:43Ledo o engano, na verdade, chega a ser desonestidade intelectual.
09:46A PEC não ataca em nada das organizações criminosas,
09:49só traz centralização de poder para o governo federal.
09:52O que o governo federal tem que fazer é classificar criminosos como terroristas.
09:57Coisas que eles tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram.
09:59E não classificar os traficantes como vítimas,
10:03como a gente viu recentemente, lamentavelmente.
10:05Já aliados do Planalto criticaram a postura do governador do Rio, Cláudio Castro.
10:11Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara,
10:14afirmou que o governo do Estado tem uma postura vergonhosa
10:18e tem que vir a público explicar o porquê de se posicionar
10:22contra o projeto de emenda à Constituição da Segurança,
10:25que, de acordo com ele, dará força à ação de inteligência
10:30e integração dos diferentes órgãos de segurança da União, Estado e Municípios.
10:36Ele também disse que, com a PEC, a Polícia Federal terá garantia
10:41sobre sua atuação em ações contra organizações criminosas e milícias privadas
10:47que tenham repercussão interestadual ou internacional.
10:51Já líder do PSOL na Câmara, deputada Talíria Petroni, disse que, abre aspas,
10:57as operações policiais de Cláudio Castro têm um verniz de combate ao crime organizado
11:03com muita visibilidade na mídia.
11:06O que isso esconde?
11:07Escolas fechadas, prejuízo ao comércio local,
11:10moradores sendo atingidos e sem poderem ir ao trabalho
11:15e esconde, acima de tudo, a opção do governador,
11:19similar à de Tarcísio, em São Paulo,
11:22por não combater os que, de fato, comandam as organizações.
11:27Fecha aspas.
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