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  • há 3 meses
Transcrição
00:00O Banco Central vai colocar no ar oficialmente o PIX parcelado.
00:06O novo recurso promete impactar a vida de milhões de brasileiros,
00:11mas ainda há muitas dúvidas em torno da novidade.
00:15E para esclarecer algumas delas, vamos receber agora Ivo Mosca,
00:20que é diretor de inovação da Federação Brasileira de Bancos, a FEBRABAN.
00:26Vamos lá, deixa eu colocar o Ivo aqui na nossa tela
00:30para conversar com ele um pouquinho sobre o PIX parcelado.
00:34Olá, boa noite, Ivo Mosca.
00:37Muitíssimo obrigada por participar aqui conosco no Olhar Digital News.
00:42Boa noite, Marisa. Boa noite a todas e a todos que estão nos assistindo.
00:47Ivo, eu queria começar falando com você sobre as várias novidades
00:51que são previstas para o PIX, talvez a principal delas seja justamente o PIX parcelado,
00:58que inclusive já é até ofertado por alguns bancos, mas que ainda não tem uma regulamentação.
01:05Inclusive, as regras podem até ser formalizadas nesta semana.
01:09Como que está sendo o diálogo entre o Banco Central e o que o consumidor pode esperar
01:15dessa nova modalidade de PIX?
01:18Perfeito. Primeiro, é importante lembrar que o PIX parcelado
01:23ele é o resultado já de um trabalho conjunto entre as instituições financeiras e o Banco Central
01:29buscando desenhar um produto que levasse ao PIX a possibilidade de uma transação
01:35ou de uma compra parcelada.
01:37O PIX, então, parcelado, ele nasce sem nenhuma regulação
01:41e é um grande sucesso já de aceitação por parte dos clientes.
01:46As instituições que ofereceram testaram diversas modalidades de como melhor atrair o cliente
01:53a esta oportunidade e hoje o cliente tem preferido muito utilizar o PIX parcelado
02:00junto com as transações de cartão de crédito, onde ele consegue acompanhar o seu limite
02:06e fazer o pagamento da sua fatura de forma tranquila e acompanhando o seu orçamento mensal.
02:12O PIX parcelado promete ser uma grande evolução ainda, ele ainda está em fases iniciais de adoção,
02:21mas as pesquisas e o resultado já mostram que o cliente gostou do novo produto,
02:28tem efetuado parcelamentos de forma consciente.
02:32Hoje, na média, o cliente parcela cerca de três vezes,
02:35então tem sido realmente um ponto muito bacana de desenvolvimento
02:39e esperamos que o Banco Central, em breve, elabore junto com as instituições
02:46após receber todas as condições de contorno que as instituições financeiras entenderam como adequadas para o produto,
02:53que o Banco Central apresente agora uma regulação para enquadrar esse produto
02:58e padronizar assim como ele fez com todos os outros serviços atrelados ao PIX.
03:04Agora, Ivo, a decisão até do Banco Central de adiar a implementação do PIX parcelado
03:10veio após falhas de segurança e desvios recentes registrados no sistema financeiro.
03:16Quais são, na sua opinião, os maiores desafios do setor financeiro brasileiro
03:20quando o assunto é cibersegurança?
03:23Olha, acho que primeiro é importante a gente entender que o adiamento da regulação do PIX parcelado
03:30não se deu especificamente porque o produto traria algum risco maior para o PIX ou para o setor.
03:37Na verdade, esse atraso acabou vindo porque foi necessário que o Banco Central
03:43olhasse agora para o setor financeiro e mapeasse quais eram todas as fragilidades
03:49ou oportunidades de evolução regulatórias para garantir que nosso sistema financeiro nacional
03:54estivesse mais uma vez adequado à segurança e à resiliência a qual ele sempre foi conhecido.
04:01Então, a gente vê que nos últimos dois meses, por exemplo,
04:05o Banco Central publicou cerca de 26 medidas novas
04:10para aumentar a segurança de todo o ecossistema financeiro, incluindo o PIX.
04:15Então, hoje, o maior desafio que nós temos nesse setor
04:19é entender todas as fragilidades que foram apresentadas
04:24com a criatividade dos atacantes, dos hackers e dos fraudadores e golpistas
04:31que exploraram a cadeia de suprimentos do setor financeiro
04:36para encontrar fragilidades e caminhos para ter acesso às reservas do setor financeiro.
04:44Esse problema, hoje, está contido, mas ainda há uma série de avanços
04:50na qual o Banco Central e as instituições financeiras,
04:53junto com as associações de representatividade de classe,
04:57estão atuando para tentar avançar ainda mais
05:00e garantir que toda a inovação que vem para o setor
05:04seja acompanhada de plena segurança e resiliência.
05:07Agora, Ivo, então, a gente até mostrou agora há pouco uma reportagem
05:11falando até desse aumento, digamos assim, de golpes envolvendo o PIX
05:17e até com valores cada vez maiores.
05:20Que ações, especificamente até para esse PIX parcelado,
05:24foram criadas ações diferentes para que esse problema
05:28não se repercuta mais ainda, principalmente nas redes sociais,
05:33mas, enfim, com essa engenharia social que a gente tem percebido
05:36com o passar dos dias, né?
05:39É, quando a gente fala de golpes e engenharia social,
05:44a gente, infelizmente, vê a criatividade sendo utilizada
05:48para um caminho muito ruim.
05:50E, como colocado nesse próprio estudo apresentado,
05:54todo golpe, ele vem seguido de algum apelo sentimental,
06:00seja uma oportunidade única que está sendo apresentada
06:04ou, então, uma situação de risco que exige que o cliente
06:07tome alguma decisão rápida.
06:09E é em cima dessa engenharia social que, infelizmente,
06:12os golpistas têm conseguido prejudicar o setor financeiro
06:17e os seus clientes.
06:18E, aqui, a melhor forma de combate é o letramento,
06:22é a educação financeira,
06:24é a educação sobre os principais golpes
06:29e a forma de atuação desses golpistas.
06:31E, pensando nisso, é que nós fazemos recorrentes ações
06:36para tentar buscar o maior letramento
06:39e o preparo da população de forma geral.
06:42Então, nós tivemos, ao longo dos últimos anos,
06:44uma série de eventos e uma série de campanhas
06:47para evitar...
06:49Então, nós temos, por exemplo, a campanha
06:51que ficou muito conhecida,
06:53chamada Se é golpe, tem contra-golpe,
06:56que é a mais recente,
06:57resultado de um trabalho que nasceu de uma campanha
07:00onde nós, inclusive, trouxemos o Fábio Pochá
07:03e no qual nós dizíamos,
07:05capricha no não que não tem golpe.
07:07E, agora, a gente vai para fases ainda mais avançadas
07:11com parceria da FEBRABAN, inclusive com a Meta,
07:15onde nós lançaremos, agora, uma nova fase chamada de
07:19Diga não aos golpes.
07:20A sua segurança é coisa séria.
07:23E isto é resultado de uma conscientização,
07:27inclusive do setor privado,
07:28sobre a situação pandêmica que nós estamos.
07:31Então, a gente faz um convite, inclusive,
07:33a outros setores que puderem investir nesse letramento
07:36é muito importante,
07:37porque, enquanto a engenharia social
07:39é só o preparo da população.
07:42Tá certo.
07:42Agora, eu queria aproveitar a sua presença aqui até
07:45para tocar no assunto sobre o DREX.
07:49Faz até um tempinho que a gente não fala sobre o DREX.
07:51O projeto de moeda digital brasileira
07:54tem previsão de lançamento para 2026,
07:57ou seja, está chegando.
07:59O assunto até foi muito discutido na FEBRABANTEC
08:03que aconteceu agora, no mês de junho.
08:06O que o setor de bancos espera dessa novidade?
08:09E mais, como que o DREX, junto, somado ao PIX,
08:14mudam o perfil de pagamentos e operações financeiras
08:18aqui no país?
08:20Olha, acho que primeiro é importante a gente colocar
08:23que o DREX ainda é uma expectativa muito maior
08:26do que a realidade pode entregar para 2026.
08:32O DREX, ele nasce com um conceito,
08:36com uma democratização da informação,
08:38do sistema totalmente descentralizado,
08:42que traria a representação da nossa moeda
08:45de forma digital,
08:47mas acontece que um projeto de tamanha grandeza
08:50precisa superar uma série de desafios.
08:53E um dos desafios que a tecnologia ainda não conseguiu superar
08:58para ter a representação de uma moeda oficial
09:01foi a questão da privacidade.
09:04Então, depois da FEBRABANTEC,
09:06houve o resultado da segunda fase do piloto do DREX
09:09e houve, então, uma percepção por parte do Banco Central
09:13de que ainda há muitos desafios a serem superados.
09:16Então, a gente não deve ver o DREX nascer em 2026, infelizmente,
09:22mas é um estudo que continua avançando
09:25e o Banco Central começa a olhar para os outros benefícios
09:30que o DREX traria e começa a investir nesses benefícios,
09:34como, por exemplo, uma central de garantias de crédito
09:38onde você poderia rapidamente vincular essa garantia
09:43a operações de crédito e isso depois vai ajudar a fundamentar o DREX
09:48quando a gente tiver a capacidade de implementar
09:50essa representação da nossa moeda de forma digital.
09:53Ou seja, então, até para resumir para o pessoal
09:56que já estava ouvindo falar sobre o DREX até aqui no Olhar Digital,
09:59então, ano que vem, 2026, é pouquíssimo provável,
10:03zero a probabilidade de termos uma experiência de DREX
10:07num primeiro momento, é isso?
10:08Exatamente, Marisa. Infelizmente, não veremos o DREX nascer em 2026
10:13como uma representação da nossa moeda.
10:16Tá certo. Bom, então, Ivo Mosca, vamos recebê-lo em outras situações também
10:20para nos atualizar sobre esse cenário financeiro do país.
10:24Agradeço muito a sua participação aqui hoje e o seu tempo também.
10:27Espero encontrá-lo em breve.
10:30Será um prazer, Marisa, e voltamos a nos falar.
10:33Uma boa noite a todos.
10:35Para você também. Muito obrigada, Ivo.
10:36Tá aí, pessoal, uma entrevista super bacana para vocês
10:40com o Ivo Mosca, que é o diretor de inovação
10:44da Federação Brasileira de Bancos, a FEBRABAN.
10:47Bom, estamos agora atualizadíssimos sobre o PIX parcelado
10:51e também sobre o DREX.
10:53E aí, vamos lá.
10:55E aí, vamos lá.
10:55E aí, vamos lá.
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