Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O professor Rossandro Ramos, especialista da UNIRIO, detalha a geopolítica dos minerais críticos, como as terras raras. Ele alerta que a dependência desses materiais essenciais para tecnologias de celulares a mísseis coloca em risco a cadeia de produção global.

A China detém o domínio da matéria-prima e de seu refino, podendo manipular o mercado.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/pBeLKDqpW0s

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#JornalJovemPan

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Aquele impasse do aumento das tarifas aqui no Brasil, impostas pelos Estados Unidos,
00:06inclusive o governo americano, demonstrou um interesse bem peculiar em cima do nosso país,
00:11que são aqueles minerais estratégicos, chamados de terras raras.
00:15É sobre esse assunto que a gente vai conversar agora ao vivo com o professor,
00:19que é uma referência na área de estratégia da inovação da Unirio, Rossandro Ramos.
00:25Bem-vindo, boa tarde.
00:26Boa tarde, é um prazer estar aqui na Tavipan.
00:32É um tema realmente que tem provocado muito interesse, né?
00:36Mas para entender esse debate, é importante compreender qual é a lógica que está por trás do desenvolvimento tecnológico.
00:45Existem quatro, cinco padrões de desenvolvimento tecnológico, intensidade tecnológica.
00:50Alto, médio e baixa intensidade tecnológica, média alta e média baixa.
00:56Onde estão a complexidade econômica, a produção de bens com álcool agregado?
01:03Na alta intensidade tecnológica e na média intensidade tecnológica.
01:07Exatamente onde estão os Estados Unidos.
01:09É aí que eles produzem a indústria de defesa, eletrônica, fotônica, automóveis, farmacêutica, os países ricos.
01:18Isso desperta uma necessidade tremenda em cima dos chamados minerais críticos e estratégicos.
01:25Dentre eles, as terras raras.
01:27Por que minerais críticos?
01:28Porque coloca em risco a cadeia de suprimento de produção de algumas balanças globais.
01:38É fundamental entender que crítico coloca em risco a produção de um país.
01:42Enquanto que estratégico tem a ver com a capacidade de gerar receita para esse país.
01:48As terras raras.
01:49Quem são as terras raras?
01:51Através da periódica é um shopping fantástico de conhecimento.
01:55Ela tem quatro grupos de elementos químicos.
01:58Que você, quando começa a estudar a complexidade da química, você vai ver os subníveis.
02:03S, P, D, F.
02:05E se você avança nesses subníveis, você vai aumentando a intensidade de energia.
02:12O campo magnético torna maior.
02:14As terras raras são exatamente 17 elementos químicos que têm subnível F
02:19e que têm uma capacidade fantástica de algumas propriedades.
02:23Propriedades tipo magnéticas, propriedades luminosciência,
02:30propriedades catalíticas e propriedades elétricas.
02:41Isso é fundamental.
02:42Eu gostaria só de fazer uma pergunta em relação a como que o Brasil está nesse cenário de terras raras.
02:49Realmente é algo muito importante para nós.
02:51Como nós produzimos, revendemos isso.
02:55O nosso mercado está aquecido nessa área.
02:57E realmente pode ser uma moeda de troca do Lula nesse momento, lá na Ásia,
03:03numa negociação com o Trump?
03:05Nós somos a segunda reserva global.
03:08A China é a primeira com 44 milhões, que representa mais ou menos 49% do mundo, da reserva mundial.
03:17O Brasil está em segundo lugar com a quantidade de 22 milhões, o que é mais ou menos 23%.
03:22Só que, de reserva a fazer a transformação disso em óculos de terras raras, nós estamos muito distantes.
03:30A China, ela consegue produzir hoje 270 mil toneladas no ano passado.
03:35O Brasil não chega nem sequer a 1%.
03:38É muito pouco.
03:40Então, nós temos, então, uma grande capacidade de produzir, mas nos falta ainda esta capacidade, que nós temos uma matéria-prima.
03:49Quando você vai para a China, ela tem uma capacidade de refino de imãs acima de 85%.
03:54Imãs de terras raras, acima de 90% a China tem.
04:01Então, a China tem uma capacidade fantástica.
04:03O Brasil tem que pensar, agora, como vai se inserir nesse jogo?
04:07Nós sempre exprimamos, por uma diplomacia, neutralidade positiva.
04:13É fundamental o Brasil saber jogar esse jogo com sabedoria, tirando proveito tanto que há nesse campo da diplomacia.
04:21Talvez esse demorou um momento de se pensar, porque o que se projeta neste mercado de terras raras é algo em torno de 10 bilhões por ano.
04:30Mas a China tem o domínio desse processo.
04:34A China pode, em qualquer momento, desequilibrar o jogo.
04:37Ela pode mexer com preços.
04:39Porque são duas forças que comandam esse processo.
04:42A demanda e a oferta.
04:45A China consegue fortemente jogar com a oferta muito facilmente.
04:53Isso pode trazer um problema sério para que o preço esteja investindo.
04:57Então, é importante saber como o Brasil quer se posicionar nesse jogo.
05:00É fundamental.
05:01Porque há um espaço, sim, para agregar valor nessas terras raras.
05:06Mas é importante pensar como vamos fazer isso.
05:09É fundamental.
05:12Guilherme?
05:13Professor Rossando, o senhor colocou a possibilidade de oferta de terras raras pelo governo chinês.
05:19E, por outro lado, também a China como um dos grandes consumidores,
05:23na medida em que, como o senhor colocou, eles também são produtores de equipamentos de alta tecnologia.
05:29Como é que o Brasil pode se inserir nesse jogo sem, sobretudo, abrir mão?
05:33Primeiro, da sua soberania e da sua riqueza, não sendo simplesmente um exportador de commodities.
05:38Como é que o senhor entende a participação das terras raras dentro de um processo produtivo de tecnologia nacional
05:46ou de tecnologia nacional em escala global?
05:49Temos que buscar parcerias.
05:52É fundamental atrair investimento para o Brasil, para que a produção se dê dentro do país.
05:58Foi esse o modelo que a China seguiu, o modelo de eventos.
06:01É fundamental.
06:02A gente pode atrair capital, pode atrair transferência de tecnologia.
06:06O Brasil tem condições de avançar nisso.
06:08Mas é importante ter uma política clara de o que nós queremos.
06:13Ainda falta isso muito claramente.
06:15Os países do Norte já têm uma política mineral bem avançada.
06:20Os Estados Unidos já têm a sua política.
06:23A Europa tem a sua política.
06:25O Brasil está ainda com essa dificuldade.
06:27Está no Congresso PL 2780, que ganhou o caráter de urgência, urgentíssimo agora, para ser votado, até a COP.
06:33Mas ainda não temos certeza se vai ser votado esse projeto.
06:37Então, assim, é fundamental...
06:40Professor Rossandro, a gente está com a conexão ruim com o senhor,
06:47mas agradeço muito a sua entrevista aqui na Jovem Pan.
06:51Foi muito esclarecedor.
06:52A gente espera realmente que agora esses minerais sejam utilizados pelo nosso país,
06:57pelo nosso governo, da melhor forma possível.
07:02Agora...
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado