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Em entrevista exclusiva para a Jovem Pan, o presidente de Israel, Isaac Herzog, conversou com o jornalista Henrique Krigner e comentou sobre o futuro na região de conflito entre Israel e Hamas. Durante a entrevista, Herzog afirmou estar "muito decepcionado com o Brasil".

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Transcrição
00:00Mas sabe o que pode ter piorado ainda mais essa situação?
00:03Vem comigo que eu vou explicar, porque teve uma entrevista exclusiva aqui pra Jovem Pan
00:07do presidente de Israel, Isaac Herzog.
00:10Ele conversou com o jornalista Henrique Kriegner e comentou sobre o futuro
00:14na região de conflito entre Israel e Hamas.
00:17E disse uma frase complexa, pra gente analisar já já com os nossos comentaristas,
00:22que estaria muito decepcionado com o Brasil. Vamos ver.
00:25Então acho que temos que ser muito cuidadosos em relação ao otimismo,
00:31porque temos que lembrar que a jihad islâmica em todo o mundo
00:36não pensa da mesma maneira que você e eu pensamos.
00:41Significa que eles acreditam que devem sacrificar suas vidas
00:45para aniquilar outras crenças, religiões, incluindo o islamismo moderado.
00:51É por isso que esta guerra não está apenas envolvendo Israel e seus vizinhos.
00:57Ela tem a ver com o mundo livre como tal.
01:00O mundo livre precisa se levantar contra o extremismo da jihad islâmica e dizer basta.
01:07Então você tem a capacidade de chegar ao próximo passo,
01:11o que significa que outra pessoa terá que administrar Gaza.
01:15Esse é o plano do presidente Trump.
01:17Este conselho deve incluir forças fortes,
01:21como o plano Marshall após a Segunda Guerra Mundial,
01:24que recuperou a Europa.
01:26O mesmo deve valer para Gaza,
01:29oferecendo paz, futuro e inclusão de Israel na região,
01:32como queríamos,
01:34o que permitiria a conectividade de Israel à Índia,
01:38da Europa, o Sudeste Asiático, da América Austrália,
01:43através do hemisfério oriental.
01:46Essa parte agora, ele ainda não falou especificamente sobre o Brasil,
01:51falou sobre a guerra, sobre o plano de Donald Trump,
01:54que tem que ser colocado ali em prática,
01:56que não dá realmente para continuar a situação como estava lá na faixa de Gaza.
02:01João Bellucci,
02:03essa análise que a gente faz dessa fala do presidente de Israel,
02:07ele acredita, eu sinto uma fala otimista,
02:10uma fala que acredita que os próximos passos vão vir realmente o mais breve possível
02:15para o fim desse conflito.
02:17É o que a gente espera, né, Marcia?
02:18Até porque o conflito já perdura há muito tempo.
02:20Tem a questão dos sequestrados,
02:22que talvez é a maior chaga para o povo israelense hoje,
02:25é a questão dos sequestrados.
02:27Não há uma clareza se estão vivos, se estão os mortos.
02:30Pelo próprio clero do judaísmo,
02:32há necessidade dos restos mortais,
02:35caso eles ainda estejam mortos,
02:36para que façam o sepultamento.
02:38Enfim, mas o presidente de Israel foi bastante claro nesse sentido,
02:41que a faixa de Gaza,
02:42ou ali como queira se chamar,
02:44não há instituições sólidas.
02:46Então, ainda que se faça uma remoção completa do Hamas,
02:50o que não aconteceu de forma alguma até o momento,
02:52você não teria instituições sólidas
02:54para que se possibilite uma transição de poder.
02:57E lembrando que o Hamas chegou,
02:58por meio de eleições, ao poder.
03:00Então, além de tudo,
03:01ele influencia muito culturalmente todo o ambiente.
03:05E há de se lembrar também que,
03:06em intervenções americanas,
03:07a gente tem um histórico não muito bom.
03:10Vamos lembrar do Iraque,
03:11do próprio Afeganistão,
03:12onde os Estados Unidos gastou bilhões,
03:14estima-se trilhões de dólares,
03:16estima-se pelo menos trilhão na questão do Afeganistão,
03:19e depois não conseguiu resolver a situação.
03:21Ali você tem um caldo cultural completamente diferente
03:24do que a gente tem nas chamadas democracias liberais.
03:26Então, uma questão que mistura muito
03:29a questão da religião com a questão do poder.
03:31Então, sem as instituições, não há como prosseguir.
03:34E aí, os Estados Unidos querem fazer essa interferência.
03:36Vou ajudar aqui nas instituições,
03:38depois faço uma passagem de poder.
03:39O histórico recente não é dos melhores, não.
03:42Zé, a gente vai continuar, inclusive,
03:46debatendo essa entrevista,
03:47porque o jornalista Henrique Kriegner
03:49conversou também sobre a situação diplomática do Brasil.
03:53E o presidente Isaac Herzog,
03:56com exclusividade, a Jovem Pan,
03:59falou que estaria muito decepcionado
04:00com o governo do nosso país.
04:02Vamos ouvir.
04:03Estou extremamente decepcionado
04:05que as relações israelense-brasileiras
04:08e as relações brasileiro-israelenses
04:11tenham se deteriorado devido à decisão do Brasil
04:15e de sua liderança.
04:16Eles deveriam ter feito o oposto.
04:19Eles deveriam ter sido mediadores honestos.
04:22Eles deveriam ter sido apoiadores da paz
04:25e combatentes contra o terror.
04:27Em vez disso, em muitas e muitas junções,
04:31eles optaram apenas por aceitar a narrativa palestina-ramaz,
04:36o que me decepcionou terrivelmente.
04:38E espero que haja mudanças.
04:40No início da guerra, há dois anos,
04:42encontrei-me com o presidente Lula
04:44e tivemos uma discussão franca e aberta.
04:47Também conversamos algumas vezes.
04:49Desde então, as relações pioraram drasticamente
04:52e esperamos que mudem,
04:54porque sei que a grande maioria da população brasileira
04:58deseja boas relações e apoia muito o Israel.
05:02Vamos comentar então com a Cássio Miranda essa fala.
05:06Cássio, não é difícil entender os motivos do presidente israelense,
05:10já que Lula tem se colocado muito à frente
05:13a outros líderes mundiais,
05:15dizendo que realmente quer a criação de um Estado palestino
05:17e ele fez duras críticas também à situação humanitária em Gaza.
05:21Essa situação não é de difícil compreensão,
05:25como você bem disse, Márcia,
05:27e destoa muito do posicionamento histórico do Brasil
05:30em termos de relações internacionais.
05:33Está na nossa Constituição que as nossas relações internacionais
05:38são pautadas pela capacidade do Brasil
05:41de diálogo com as diversas vertentes políticas,
05:45mundo afora,
05:45e com a capacidade do Brasil enquanto conciliador
05:50nos conflitos até aqui existentes.
05:53Por mais que esta guerra,
05:54que este conflito entre Israel e Hamas
05:57perdure há décadas,
05:58e a gente está vivendo a última etapa disso,
06:01o Brasil historicamente se prontificou
06:04a negociar,
06:06a se colocar na mesa como intermediário.
06:09É necessário nós lembrarmos, por exemplo,
06:12Oswaldo Aranha,
06:12que foi um grande diplomata brasileiro,
06:15que foi um dos responsáveis pela criação da ONU,
06:18foi um dos grandes responsáveis
06:20pela consolidação do Estado de Israel.
06:23Então é natural que Israel
06:25olhe para o comportamento do governo brasileiro
06:27com bastante ressalvas,
06:29e é importante que se frise.
06:31Esta não é só uma opinião de Israel.
06:35Existem diversos outros países no mundo,
06:38aliados históricos do Brasil,
06:40que neste momento tem o mesmo entendimento.
06:44Porque relações internacionais e ideologia
06:48não necessariamente combinam.
06:50Os interesses do Brasil e a paz mundial
06:53devem pautar qualquer discussão,
06:56antes de mais nada.
06:57Obrigada pelas análises.
06:59A gente volta com vocês já já.
07:01A gente volta com você já.

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