O convidado em Pânico nesta sexta (26) não é musse, mas também deixa todos (os assanhados) com água na boca! Paulo Muzy, o rato de academia, vai dar um recado importante aos frangos da nossa audiência: o bicho vai pegar no zoológico da musculação! O homem puxa tanto ferro, que até o Fuzil está com medo de segurarem na sua barra! É o maior médico ortopedista/traumatologista do Brasil no estúdio para falar sobre o maior problema de saúde do país: a obesidade. Ele desmistificou os "remédios milagrosos" como o Ozempic, imitando atriz de filme adulto ao revelar como o buraco é mais embaixo. O influenciador também analisou a psicologia da fome, a dificuldade em levar uma vida saudável em meio ao caos de São Paulo, e soltou o verbo contra os médicos que acabam esquecendo do paciente. Mas tem que ter muita paciência mesmo, viu?! Assista à íntegra da entrevista com esta aula do homem que não é vídeo viral mas vai te deixar totalmente bombado!
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DiversãoTranscrição
00:00A pergunta de hoje, a força a serviço da medicina.
00:04A posição é quando o sujeito ele tem uma incapacidade de produzir um hormônio.
00:07O brocha.
00:08Sim.
00:09O cara é ortopedista, traumatologista e um dos maiores médicos do esporte do Brasil.
00:17Ah, é da manga.
00:19Palmas para Paulo Muzi.
00:22Ô Muzi aí, ó.
00:23Pionni.
00:24Pionni.
00:25Muzi, você sabe que eu fiquei feliz.
00:27Eu tava treinando aqui, eu tava treinando aqui na academia outro dia e eu sou velho, né?
00:36Velhinho na academia lá fazendo coisa só pra não ficar aquela teta caída, pra dar uma...
00:42Não pra ficar fortão, você sabe o que eu tô falando.
00:44Pra poder ficar velho, subir escada, ter uma velhice normal.
00:49Aí eu tava lá, chegou um cara, chegou um cara, um sujeito.
00:53Oi, ô Emílio, tudo bem?
00:54Treina aqui.
00:55Eu falei, eu treino, tô aqui todo dia e tal.
00:57Ele falou, é, eu tenho, sei lá, 53 anos, eu fiz o exame e deu baixo.
01:03Deve ser testosterona, deve ser alguma coisa.
01:05Fui no Muzi, foi difícil arrumar uma consulta.
01:11Se você é consulta com você, é difícil.
01:13Foi consulta, mas consegui, cara, ele mandou fazer uma porrada de exame.
01:18Tô tomando os negócios, você não sabe o que a minha vida melhorou.
01:23Só um depoimento assim, do nada.
01:25Tem muita gente zoada assim?
01:29Eu acho que é o problema das grandes cidades e das vidas com grande demanda, né?
01:33Desde que a gente criou formas de sermos alcançados em situações onde normalmente a nossa caneta caía às 5 da tarde,
01:41a gente conseguia almoçar em casa, a gente acordava às 7 da manhã.
01:44Quando a vida mudou, a demanda que veio sobre cada um de nós, ela se virou uma sobrecarga.
01:49E a sobrecarga, ela cobra um preço.
01:51Você tem efeitos agudos, tardios e crônicos da sobrecarga.
01:56Agudos.
01:56Você dormiu mal essa noite, amanhã você acorda mais ou menos, faz as coisas meio empurrado, mas você sobrevive.
02:02O tardio.
02:03Você faz isso uma semana, você chega no final de semana, você não aguenta sentar pra assistir televisão.
02:07Você quer deitar, dormir e ficar quebrado.
02:09E o crônico?
02:10O crônico é a doença.
02:11É a hora que você começa a ter modificação da sua função fisiológica, porque você nem capaz de se recuperar, mas é.
02:18Agora, o que é importante?
02:20Importante é sempre fazer diagnóstico.
02:22As pessoas, elas estão sem diagnóstico ultimamente, Amílio.
02:25E o meu interesse, por exemplo, em falar pro pessoal sobre essa questão de saúde, não se trata sem um diagnóstico.
02:33Se a pessoa tem, por exemplo, baixa testosterona, você tem que saber de onde vem isso.
02:36Porque senão você corre o risco de mudar um número no exame de sangue.
02:40E não trazer qualidade de vida pra pessoa, compreende?
02:43Então, mas esse cara fez um monte de exame.
02:45O que é esse monte de exame que tem que fazer que você exigiu dele?
02:48Eu acho que, na verdade, as pessoas, elas estão acostumadas assim.
02:51Ah, vou ver uma coisa pontual.
02:54Mas quando você tem um problema de fonte fisiológica, quando aparece o sintoma, o diagnóstico já é tardio.
03:03Vou te dar um exemplo.
03:03Quando o sujeito, ele tem um sintoma de hipotiroidismo, é porque ele tá hipotiroide há muito tempo.
03:08A gente vê isso muito no esporte, por quê?
03:10Supostamente, a pessoa fala assim, ah, eu treino, eu sou saudável.
03:13Ou então, se eu treinar, ficarei saudável.
03:16Se você é doente, não.
03:17Você ficará mais doente.
03:18Porque você tá pegando, é como se você pegasse o carro sem pneu e com pneu gás se fosse correr.
03:23Então, o exercício também tem isso.
03:25A clínica do médico do esporte, ela é muito rica, porque, na verdade, o que você tem com exercício
03:31é uma exacerbação do sintoma que faz você fazer um diagnóstico, talvez, mais precoce.
03:35Só que o que as pessoas, talvez elas não tenham uma conexão muito grande, é que tudo
03:42tá conectado no seu corpo.
03:44Por exemplo, o paciente chega com uma ginecomastia, desenvolve mama.
03:49O homem desenvolve mama.
03:50Então, gordura na mama, às vezes desenvolve glândula.
03:53Ah, tá bom.
03:54Vou no cirurgião e vou operar.
03:56Tá bom.
03:56Mas por que que você teve isso?
03:59Tem situações que estão relacionadas a hormônios sexuais, então, alterações de testosterona,
04:03alterações de estradiol.
04:04Tem situações que estão relacionadas, por exemplo, a alterações de tireoide.
04:07Tireoide, por exemplo, ela muda o que é a sensibilidade ao androgênio.
04:11Então, às vezes, o cara tem um problema de tireoide, não tem problema nenhum de testosterona,
04:14só que ele desenvolve uma ginecomastia.
04:17Isso é o estilo de vida do cara?
04:21É o estilo de vida que faz com que você desenvolva isso?
04:24A gente não vem com um manual de rusticidade, ou quanto você aguenta de pancada.
04:32Então, quando a gente fala de estilo de vida, tem pessoas que aguentam uma demanda muito grande.
04:37Outras têm sintomas muito precocemente.
04:40Então, isso é a sensibilidade de cada um, mas eu acho que a gente tem que se esforçar
04:45para sair daquele grande jargão do, ah, isso é estresse.
04:48Porque quando você fala, isso é estresse, primeira coisa, você aceita aquele quadro de doença
04:53como uma situação normal.
04:54É normal, né?
04:55Não, não é.
04:56Não é normal.
04:57Você tem que resolver isso.
04:59Segunda coisa, você não está dando nome para o problema.
05:01E o pior inimigo da saúde é aquele que você não vê.
05:04Sim.
05:05Se você sabe que você tem um problema, por exemplo, é você não ter diagnóstico.
05:08Então, existem situações terríveis na medicina
05:12que vão levar sintomas que são, às vezes, incipientes, mas que têm um diagnóstico muito terrível.
05:20Vou dar um exemplo.
05:21Na década de 90, 2000, começou a ter um exagero de uso de inibidor de bomba de próton,
05:27de remédio para o estômago.
05:28Sim.
05:28Tá?
05:29Então, aqueles que são os prazóis da vida.
05:32Quanto o prazol...
05:33Mas para que isso?
05:34O meprasol...
05:34Porque, pessoal...
05:35Bom, a gente está falando nisso dos anos 90 e 2000,
05:38a gente começa a falar também da abundância de alimentação e fast food.
05:43Tá.
05:43As pessoas comiam mal, tinham maus hábitos,
05:46obviamente, desenvolviam o problema do estômago.
05:48Na década de 80, era pior.
05:50Você não tinha remédio nenhum.
05:51Quando o cara tinha uma úlcera, o que ele fazia?
05:53Tinha que operar.
05:54Aí veio o primeiro estimulador H2, que foi a simetidina, e mudou.
05:59Todo mundo que operava úlcera não precisou mais, a gente tratava.
06:03Só que em 1990, 2000, começou a popularizar os prazóis.
06:07E aí, o que começou a acontecer?
06:09Você não vai no médico, você vai na farmácia.
06:10Já pegou o meprasol, já era.
06:12O que começou a acontecer com o jovem?
06:14Um tipo de linfoma chamado linfoma tipo malte.
06:17Então, usava aquela droga.
06:19Aquela droga diminuía o que era a acidez do estômago.
06:21Você tinha proliferação de bactéria.
06:23A H. pylori era uma dessas.
06:26Você tinha modificação da função de toda a rede de defesa que fica em volta do estômago.
06:31E você fazia um linfoma, que é um câncer.
06:33Olha o perigo.
06:34O que o cara sentia?
06:35O cara sentia uma dor do estômago.
06:36Chegava no hospital com câncer de estômago.
06:38Então, é claro que isso é uma forma dendótica de a gente alertar as pessoas.
06:43Porque o objetivo do médico nunca é causar medo.
06:45É falar, ó, estamos aqui para você precisar.
06:47Mas a ideia é falar, estamos aqui.
06:49Se você tem um problema, você tem que resolver.
06:50Você tem que saber o que está acontecendo.
06:52Mas o uso de um meprasol regular assim, ele é ruim?
06:55Se você está usando alguma coisa que tem que baixar o que é a acidez do seu estômago,
07:00a gente tem que entender porque ela está aumentada.
07:02Se você tem uma ferida no seu estômago, que é a acidez normal, está causando estrago,
07:06você tem que saber o que você está fazendo.
07:08Porque tem gente que fala assim, ah, estou com enjoo, que nem você falou, ah, não vai no médico.
07:13Ela está com enjoo porque comeu alguma coisa, manda o meprasol para dentro.
07:16É ruim isso constante, então?
07:18Eu acho muito ruim a automedicação, né?
07:20A gente estava brincando falando de tireoide.
07:22Tem 250 medicações que você vende na farmácia sem receita médica que fazem lesão de tireoide.
07:27Então, quer dizer, a chance de você...
07:29Sabe, remédio, ele é um veneno.
07:31Não é uma coisa que é muito simples, não é balinha.
07:35E precisa ter um estudo, aproveitando até a polêmica sobre medicação, né?
07:38Você viu a declaração do Donald Trump em relação ao Tilenol para as grávidas não tomarem Tilenol?
07:44Não sei se você acompanhou.
07:45E aí, só para abordar esse assunto, sempre tem um estudo, né?
07:49Então, tiveram alguns estudos relacionados a isso, mas a gente acaba não entendendo.
07:53Sabe, Dani, eu acho que as pessoas, elas têm uma dificuldade imensa em ler estudo científico.
07:59Então, tem muita gente que lê um artigo, não entende o que ele está falando
08:02e não sabe utilizar a ciência como a ciência deve ser feita.
08:06E usa a ciência para o planfletarismo, usa a ciência para a política.
08:09Isso é uma coisa que não é parte daquilo que é a comunidade científica.
08:13Então, é muito difícil você explicar para as pessoas que o artigo não é interpretado.
08:20Ele é objetivo.
08:21E como é que você lê um artigo científico?
08:23A primeira coisa que você tem que ter é que você tem que ter conhecimento.
08:26Por quê?
08:27E por que você tem que ter conhecimento e ser uma pessoa inteligente?
08:30Porque o que faz o artigo ser válido ou não é o método.
08:34Vou te dar um exemplo.
08:35Eu não gosto de barco, eu quero fazer um artigo científico que fala que barco é um meio de transporte ruim.
08:42Eu pego, ponho um barco no meio da Avenida Paulista e fico olhando o mês para ver se ele vai para algum lugar.
08:47Aí, qual que é a conclusão do meu trabalho científico?
08:51Depois de 30 dias de observação, meu barco no céu do lugar é um péssimo meio de transporte.
08:55Sim.
08:55Você que tem conhecimento, você olha e fala
08:57Paulo, mas o barco não é na rua, o barco é no mar.
09:00Ah, não. Então vamos pôr um barco, um carro no mar e vamos ver se o carro no mar funciona.
09:03E na internet tem um monte de especialistas.
09:04Porque os caras, eles não olham a metodologia.
09:06Quando você olha a metodologia, você tem que saber o que são os vieses que aquele artigo tem.
09:11Por quê?
09:11Porque se você entende quais são os vieses, você sabe para onde que ele pode estar puxando.
09:16Porque existem as linhas de pensamento.
09:18O mundo científico é feito por pessoas.
09:21Que são os especialistas.
09:22Eu falo, tem especialista aqui, mas depende...
09:24Os especialistas sem nome, é muito fácil.
09:27Mas até os com nomes nos confundem.
09:29É o especialista.
09:31É que a gente nunca sabe o que é a agenda das pessoas.
09:34Exato. O interesse.
09:36O grande problema para mim, Dani, é isso.
09:38Eu acho que tinha que ter algumas coisas, na minha opinião, médicas, sabe?
09:43Que fariam bem a saúde mental das pessoas.
09:46O cara tinha que aprender na escola.
09:47Estamos falando de colégio, tá?
09:49Colégio. O cara tinha que ter direito.
09:51Tinha que ter direito.
09:52Um cara que não sabe os deveres e as obrigações, não pode brigar pelos direitos dele.
09:56Ele tem que saber primeiro o que ele tem que fazer.
09:58O cara não sabe fazer culpa demais, querido.
09:59Então, mas vamos falar do hipotético.
10:02Ah, sim.
10:02Vamos falar do hipotético.
10:03Eu gostaria.
10:04Eu queria saber um monte de coisa.
10:05O que eu acho?
10:06Eu acho que tinha que ter direito.
10:07Eu acho que tinha que ter nutrição.
10:08O cara sai da escola multiplicando tangente, mas não sabe o que comer na hora do almoço.
10:12É, exato.
10:13E aí, a gente tem doença, pô, tem uma estatística que 60% da população brasileira está de
10:19sobrepeso, né?
10:20Quer dizer, quanto que isso custa quando a gente fala de saúde pública?
10:23E eu queria perguntar disso.
10:24Das doenças que são evitáveis.
10:25Pois não?
10:25Tem uma questão que até o Morgado fala, não, não vou tomar o Zempic, não vou tomar
10:29Monjara, porque pode ter consequências.
10:33E tem gente que fala, ah, perde visão, tem gente que fala que perde cabelo, e tem coisa
10:37que também é recente.
10:37Só que, no meu modo de ver, ter sobrepeso também tem consequências.
10:44E aí, eu te pergunto, doutor.
10:48Magro cego ou gordo enxergando?
10:50Não, o que que pesa mais?
10:53Gordo careiro.
10:53O que que seria pior?
10:55Eu peso mais.
10:55O que seria pior?
10:56Você se manter em sobrepeso, como consequências, ou sofrer as consequências, as eventuais e possíveis
11:05sequelas dos remédios?
11:07Eu vou pegar a frase do Rogério, porque você também pode estar com excesso de peso e
11:10cego, né?
11:11Pois é.
11:11Se você tiver uma doença metabólica, você tem hiperglicemia, você tem diabetes, se
11:15você tiver diabetes, você vai ter ataque no olho, no coração e nos rins.
11:19São os três, e cérebro também, né?
11:20São os órgãos principais, né?
11:22Então, quer dizer, o problema é que a gente tem uma doença que precisa ser tratada.
11:26Só que todas essas, as terapias medicamentosas atuais, elas vieram numa condição onde
11:32a gente tem uma estrutura que chama multidisciplinaridade.
11:35Então, o que que é o maior erro das pessoas?
11:38Ah, chegou o análogo de LP1.
11:39Então, chegou desde o Victosa lá, antigo, primeira geração.
11:43Que eram legos, né?
11:44Ah, exato.
11:45Era um remédio para...
11:46Exatamente.
11:47Diabetes.
11:48Diabetes.
11:49Então, desde essa época, né?
11:51O que que acontece?
11:52O pessoal começou a substituir a equipe por esse remédio.
11:55Ah, eu tô tomando...
11:56Por exemplo.
11:56Ah, eu vou tomar tirzepatida, eu não preciso de nutricionista.
11:59Cara, se você tá tomando tirzepatida, você precisa urgentemente de um nutricionista.
12:05Porque senão, você pode fazer até um desvio hedônico.
12:07É que com a tirzepatida é um pouco mais difícil.
12:09Mas o que que acontecia com o sujeito que tomava o Zenpig por conta própria?
12:12Ele não conseguia sentar e comer um prato de arroz, feijão e carne.
12:15Então, o que que ele comia?
12:16Coxinha, bolacha, pastel.
12:18Olha lá.
12:19Aí não adianta.
12:19Aí piora.
12:20Quer dizer, exato.
12:21Então, você não tinha a resolução do que é a fome hedônica.
12:24O cara não comia a comida que ele precisaria se alimentar.
12:27E na cabeça dele é assim.
12:28Eu preciso comer.
12:30Se eu não consigo comer arroz, feijão e salada, eu vou comer bolacha de pacote.
12:34Eu vou comer biscoito.
12:35Eu vou comer coitinho.
12:36Gostoso, hein?
12:36É lógico.
12:37Gostoso, sorventinho.
12:39Se você tá sem fome, a única coisa que você consegue comer tende a ser o hiperpalatável.
12:44Então, o que que é importante a gente entender?
12:46Que todas essas medicações, elas vieram numa situação de multidisciplinaridade.
12:50Isso quer dizer que a medicação, ela é parte de um tratamento.
12:54Então, hoje, a gente leva a obesidade muito a sério, a ponto de entender que uma pessoa
12:59só não resolve, né?
13:01Eu vou te dar um exemplo.
13:02Na clínica, a gente tem psicólogo, tem nutricionista, tem pessoas que vão fazer um
13:06acompanhamento e a área, por exemplo, que a minha esposa trabalha, ela trabalha em
13:10transtornos alimentares, que é a área da nutrição que mata, né?
13:13Então, anorexia, bulimia, a pessoa pode morrer disso.
13:16Então, nutrição é uma profissão que tem uma robustez que o pessoal olha e acha
13:20assim, ah, vou fazer dieta pra ficar bonito.
13:22Não, não.
13:22Tem gente que a vida depende do nutricionista, né?
13:25E na área dela, a gente tem que vai desde o nutricionista até o psicólogo, o psiquiatra.
13:30Porque implantar um tratamento pra pessoa, não é simplesmente ele pegar um papel e
13:34falar assim, ó, faz isso daqui.
13:36Isso não existe, né?
13:38Principalmente porque hoje o conhecimento tá onde?
13:41Tá aqui, tá?
13:42Em qualquer lugar.
13:44O médico...
13:44Mas você é muito bom, né, Muzi?
13:47Você vê que ele tem um time, uma equipe.
13:48Você é bom porque você consegue, você consegue falar com facilidade e qualquer um tem...
13:54E isso é que a gente gosta na ciência do cara que fala, que tem a manha de explicar
14:00e explicar simples.
14:02Mas a ciência não pode ser traduzida onde tem interesse, né?
14:05Você chegou...
14:06Eu gosto muito do Nassim Taleb, ele escreveu aquele...
14:10Arriscando a Própria Pele, né?
14:12Não, é...
14:15Não sei qual que é.
14:16Sabe qual que é?
14:16Vou pegar aqui.
14:17Que o que ele discute é o seguinte.
14:20Existe uma corrente no meio científico que deixou de publicar pro crescimento do ser humano.
14:26Que começou a publicar pros seus pares.
14:29Não, não é antifrágil é o primeiro, é o segundo deles.
14:31É o skin in the game.
14:32É o skin in the game, é o salvo da própria pele.
14:34E o que ele quer dizer isso?
14:36Ele quer dizer isso, que mais ciência tem sido feita pra cientistas
14:40do que tem sido feita pra aplicações práticas.
14:43Então, às vezes você vê, por exemplo, um determinado tema
14:46e o que você vê é uma reafirmação de alguma coisa que já foi descoberta há muito tempo,
14:51que já foi reconhecida há muito tempo e não tem inovação.
14:55E não tem principalmente, Emílio, invenção.
14:58E na área da medicina precisa ter invenção.
15:01Diferença de invenção e inovação.
15:02Quando foi a corrida pro espaço, os americanos gastaram milhares de dólares
15:08pra desenvolver uma esferográfica que escrevesse em gravidade zero.
15:11Porque a esferográfica depende da gravidade, empurrar a tinta pra baixo pra você escrever.
15:15O russo pegou e fez um lápis.
15:17Quer dizer, o lápis é o quê?
15:19O que é invenção e o que é inovação?
15:21A invenção é a caneta que não existia.
15:22A inovação é o lápis que foi utilizado de forma diferente.
15:26Na medicina a gente precisa de duas coisas.
15:28A gente precisa inventar um remédio, por exemplo, que ajude a resolver o problema da obesidade.
15:33Que é cada vez mais a gente tem avançado.
15:35Ainda bem que a gente tem esse recurso.
15:37Mas isso não impede ou não limita o que é a necessidade da inovação do profissional trabalhar nessas novas condições.
15:46As duas coisas mudam.
15:47Ô Muzi, você tava falando aí das diversas áreas que tem dentro da nutrição.
15:54Você tava falando de obesidade agora.
15:55E sobre o fator psicológico ali daquela vontade de controlar a alimentação.
16:03Essa parte psicológica, né?
16:05Como é que é tratada?
16:06É a parte mais difícil?
16:08É mais difícil mesmo que a própria parte de física, de treino?
16:11A parte mais difícil de qualquer paciente é você ganhar a confiança dele pra ele te falar realmente o que tá acontecendo.
16:17Porque hoje o que que acontece?
16:18Duas coisas.
16:19Ou o paciente ele chega com uma receita pronta.
16:21Ó, quero tomar isso.
16:23Por quê?
16:23Porque o conhecimento já não é um monopólio do profissional de saúde.
16:26Viu na internet.
16:27O profissional de saúde, em certo sentido, ele virou um curador.
16:32Então a pessoa chega com aquele monte de informação misturado e você vai alinhar aquilo.
16:36Ou o que é mais comum e que é mais histórico nosso.
16:39O paciente ele não vem pra emagrecer.
16:41Ele vem pra ser emagrecido.
16:43Faz alguma coisa aí e me resolve.
16:44Então, até você conseguir ganhar a confiança do sujeito pra ele falar realmente o que tá acontecendo.
16:50Porque é óbvio que ele não tá seguindo nenhuma rotina alimentar.
16:53Exato.
16:53E você tem que entender por que que ele não tá fazendo isso.
16:56Qual que é o caso mais comum?
16:57Você acha que o sujeito, ele quer ter uma série de problemas?
17:00Não, o problema mais comum é logística.
17:02A gente não se prepara pra se alimentar como a gente se prepara, por exemplo, pra se vestir.
17:06Pensa que pra se vestir a sua roupa, ela saiu do seu corpo, foi num seto de roupa suja, foi pra lavanderia, lavou, secou, passou, tá de novo no seu armário.
17:16Agora, quando você fala em comer, o que você tenta fazer?
17:19Puts, não fiz nada.
17:20Já sei, vou descer na cafeteria aqui e vou comer alguma coisa.
17:22Tá na mão.
17:23Então, cara, o problema é logística.
17:25Aí você fala, ah, tem que ter mais lojas que tenham comidas saudáveis.
17:28Aí eu te pergunto, o que você prefere comer?
17:30Um parmigiano aqui do lado no Lelis ou então um pedaço de alface com uma rodela de pepino?
17:36Ainda com a boa ideia, hein?
17:37Que pergunta.
17:38Sabe, as coisas têm essa necessidade da gente olhar pras coisas criticamente e saber o que é difícil, então.
17:44É ganhar a confiança do paciente, ele falar absolutamente tudo.
17:47Você perguntar aquilo com interesse, né?
17:50Porque hoje a gente tem uma coisa na medicina que é essa moda do empreendedorismo,
17:56que ela tomou a medicina de um jeito meio ruim.
17:59Porque o empreendedorismo do médico é captar conhecimento.
18:03Pra ele cada vez ter um raciocínio mais apurado, mais rápido e mais preciso.
18:07Então, tem uma frase que eu detesto, que é a coisa, ah, o high ticket.
18:11E eu tava conversando com umas pessoas e o cara falou, não, porque o paciente é high ticket.
18:14Eu virei pra ele e falei assim, cara, eu sou um paciente high ticket.
18:18O que é high ticket?
18:19Aí que tá.
18:20É a forma de tratar o paciente.
18:22E eu virei pra esse sujeito e falei assim, eu sou um paciente high ticket.
18:25Eu tenho a condição de ir no seu consultório, eu tenho a condição de pagar a sua consulta
18:30e eu tenho a condição de pagar o paciente, o tratamento que você me falar.
18:35Só que quando você me chama de high ticket, a pergunta que eu me faço é,
18:38será que eu tô lá pra ser tratado ou tô lá pra te dar dinheiro?
18:41Exatamente.
18:41Esse é o ponto.
18:42Vira uma indústria, né?
18:43Então, falar high ticket na medicina não é só cafona.
18:46É moralmente errado.
18:48É uma tolice isso.
18:49É raro algum médico que não olha assim.
18:52Eu acho que a maioria olha assim.
18:53Só que isso é uma...
18:55Não olha, Samy.
18:56Não olha.
18:57A gente se preocupa em custo, por exemplo.
18:59A gente quebra a cabeça pra conseguir encaixar o paciente no melhor hospital possível
19:04quando ele precisa de uma cirurgia.
19:07A gente procura soluções que não custem pra esse paciente, por exemplo,
19:11diante de um determinado tipo de intervenção que tem que ser feita.
19:14E o plano de saúde, em sua maioria, ele não é uma empresa de benfeitoria médica.
19:21Não.
19:21Ele não é uma empresa de cuidar de saúde.
19:23Não.
19:24Ele é uma empresa que visa lucro.
19:25Sim.
19:26E medicina é caro, meu amigo.
19:28Então, a gente sempre tem que lidar com uma situação que é,
19:32a gente não pode, a gente às vezes tem que utilizar o melhor método possível,
19:36mas esse método é caro o suficiente pro plano negar.
19:39Eu acabei de ter meu plano negado, eu precisava fazer uma infiltração na coluna,
19:42o meu plano negou.
19:42Falou, se você quiser fazer, faz, você faz pagando.
19:47Tudo bem, a gente ajusta isso depois.
19:49Mas, sabe, quando você entende que existe uma pressão econômica
19:54e que a medicina tem que ficar à parte disso,
19:57você começa a perceber que quando você vê essas novas medicações,
20:01quando você vê a forma que as pessoas falam,
20:04ela vem de uma forma que não é pra tratar a saúde,
20:07é pra tratar o bolso de quem tá fazendo aquilo.
20:10Sim, fora que existe um lobby, como a gente já viu em milhares de filmes,
20:13obrigado por fumar, da indústria farmacêutica.
20:17Existe ou não essa situação e tem que tomar muito cuidado,
20:20porque quando tem um medicamento novo, ele precisa ser vendido.
20:23Exato.
20:23Você é um profissional que as pessoas vão procurar pra isso.
20:26Como se proteger dessa situação, porque a gente tá por trás desse lugar.
20:29É por isso que eu te falei, Dani, você tem que ter um médico de confiança.
20:32E assim, o cara que...
20:34O fundamental é o médico, cara.
20:38Você confia no profissional.
20:39Esse é que é o cara.
20:40E acho que a grande maioria dos médicos,
20:42ela não tá pensando no high ticket,
20:44a grande maioria dos médicos são pessoas diferenciadas.
20:48Quem tá na medicina,
20:50quem tá na medicina é diferenciado.
20:53Não tem conversa.
20:54O que eu posso te falar é que é uma graduação e uma pós-graduação
20:57na residência tão extenuante,
20:59que você fica condicionado a tratar primeiro da pessoa do que de você.
21:02Então, de fato, é uma pessoa que tem propósito.
21:04É isso aí.
21:05Um propósito muito forte.
21:06Mas, infelizmente, Emílio, a gente tem uma situação hoje
21:10que a medicina, ela tá perdendo cada vez mais prestígio,
21:13ela tá perdendo cada vez mais autoridade.
21:15E você tem que ver o Conselho Federal de Medicina, por exemplo,
21:18agir contra determinadas ações,
21:21que são, inclusive, contra a Constituição.
21:24Então, porra, não, tem coisa maluca, né?
21:27Que coisas que são privativas de médicos, né?
21:29Não tão...
21:31Interferindo no Conselho de Medicina.
21:34Isso interfere, cara.
21:35Interfere.
21:36Interfere-se naquilo que é o processo de educação médica, né?
21:39Residência é a coisa mais importante.
21:41O cara, sabe, quando o cara se forma,
21:43ele é um alunão com carimbo.
21:45É na residência que você vira médico.
21:46Porque aí, é o teu carimbo, é a tua pele,
21:49é a tua responsabilidade, é o teu paciente.
21:51Aluno de Medicina, cara, a melhor fase da minha vida,
21:55a fase que eu mais curti foi no quinto e sexto ano.
21:58Eu era aluno de Medicina, tinha um staff foda na Escola Paulista de Medicina,
22:02que era o médico que sabia de tudo,
22:05e eu atendia os caras com o cara lá do lado.
22:07Pô, o que mais que eu quero?
22:08Tava perfeito.
22:09Agora, quando você põe o seu na reta,
22:11e que você é obrigado a saber,
22:12você não estuda pra prova, porque você vai tirar nota baixa.
22:14Você estuda pra prova, senão você mata um, cara.
22:16E os caras, eles têm essa noção.
22:19E tá tendo toda uma movimentação hoje,
22:21tanto dos conselhos regionais, quanto do Conselho Federal,
22:24de ficar muito mais procurando saber o que que tá faltando pro médico,
22:29ser médico e só ser médico.
22:32Tudo bem, tem o cara que tem a ver empresarial, beleza, ótimo.
22:35Só que hoje, o que você vê de gente que tá procurando sair da fora da medicina,
22:39cara, isso não é bom pra ninguém, não é bom pro médico, não é bom pro paciente.
22:43Você tá falando, então, sentado com o médico que tá preocupado,
22:45por exemplo, se ele vai pagar o boleto,
22:46isso é uma das coisas que eu falo pros alunos que a gente tem na estratégia.
22:50Eu falei, cara, o que que é principal?
22:52O sujeito, ele entra na residência,
22:53começa a ganhar a bolsa de 3.200 reais,
22:55pra quem não ganhava nada, pagava, muitas vezes.
22:58Tô rico, o que que ele faz?
23:00Ele compra uma BNBW 320i.
23:03No boletinho.
23:05Só que aí, o que que acontece?
23:06Pô, tem que pagar, vou dar plantão.
23:09Só que aí, ele dá o plantão,
23:10no lugar ruim, sem condição,
23:12que muitas vezes não tem como atender uma situação,
23:15que isso chegue grave.
23:17Ele vai ir pro outro dia,
23:18cansado de trabalhar,
23:19ele não vai render cognitivamente.
23:22E aí, como que você faz com esses caras?
23:23Aí você reclama,
23:24pô, esse médico tá aqui na minha frente,
23:26não tá me atendendo direito,
23:26tá quase dormindo.
23:27Bom, uma das coisas é pressão financeira.
23:30Agora, hoje a coisa tá tão complicada,
23:32e São Paulo não é uma cidade perdoadora, né?
23:35Que pro cara conseguir sustentar,
23:37ele precisa dar dois, três, quatro plantões.
23:39Eu, quando me formei, por exemplo,
23:40tava na ortopedia,
23:41eu dava três plantões por semana,
23:42fora da faculdade,
23:43eu dormia quatro vezes por semana na minha casa.
23:46Às vezes eu pensava,
23:47pô, vou deixar as coisas no hospital,
23:48e eu só passo lá pra tomar banho e comer,
23:51eu durmo na sala,
23:52no conforto médico mesmo.
23:54Dane-se,
23:55eu fico mais fora do que dentro.
23:57Então,
23:57que não é o tema,
23:58né?
23:58Mas, por exemplo,
23:59existe um conluio de situações,
24:01que a gente tem que entender
24:02o que que tá acontecendo hoje em dia,
24:03que é a precarização da medicina no Brasil.
24:06A gente tem que procurar
24:07a forma de resolver isso,
24:09e a gente tem que entender
24:10o que que é o papel do médico,
24:11primeiro,
24:12quanto o cara que vai tratar as pessoas,
24:15e a segundo papel do médico,
24:16o cara que vai informar a população.
24:19Porque desde que a gente teve,
24:20por exemplo,
24:20a rede social,
24:21ainda bem,
24:22né?
24:23Porque é a única forma que a gente criou
24:24de fazer uma comunicação direta,
24:27e é uma forma de comunicar com a sociedade,
24:29a gente tem puxado pro médico o quê?
24:31Explica o que você faz.
24:32Fala como que é.
24:34Esclarece essa doença.
24:35A pessoa inadvertidamente ignorante é ruim.
24:39E a pessoa apavorada é pior.
24:41A pessoa apavorada vai lá na farmácia,
24:43ah, eu preciso emagrecer,
24:44senão eu vou morrer do coração.
24:45Antigamente,
24:46você não precisava de receita,
24:47comprava um ozenpique.
24:48Só que se o sujeito,
24:49por exemplo,
24:49tivesse muito peso,
24:50o que que ele fazia?
24:51Ia lá,
24:51rodava o negócio na dose máxima,
24:52e se aplicava.
24:53E aí?
24:54Ia parar no hospital.
24:56É, por isso que você sabe
24:57que é profissional.
24:58E você viu,
24:58e você tava falando agora
24:59do médico,
25:00você viu lá,
25:01a gente até deu essa notícia,
25:02acho que foi em Natal,
25:04que o cara trocou,
25:05ia fazer um transplante de,
25:07o cara trocou o,
25:09saiu agora essa notícia.
25:10Como é que era?
25:12O órgão,
25:12ele colocou na pessoa errada,
25:14perdeu o órgão,
25:15perdeu o órgão,
25:16uma notícia assustadora aí,
25:19que aconteceu agora,
25:19essa semana.
25:21Então, quer dizer,
25:21vai saber como é que tava o médico
25:23nesse momento,
25:24o que aconteceu naquele momento.
25:25O profissional.
25:26É isso aí, Emilio.
25:26É, pra acontecer.
25:28O hospital,
25:28um hospital errou o transplante
25:31após confusão com nomes parecidos.
25:32Com nomes parecidos.
25:33Isso.
25:34Aí foi,
25:35aconteceu isso aí.
25:36Aí perdeu,
25:36perdeu o órgão,
25:38putz,
25:38o cara também,
25:40o rim,
25:40o rim foi feito pro paciente errado
25:43e acabou perdendo.
25:44É incrível.
25:45Dr. Fritz.
25:46Ô, Muzi,
25:46eu quero agradecer,
25:47pô,
25:47você deu uma aula hoje aqui.
25:48Ele passou,
25:49o dia o professor.
25:51Diego Serafim mandou um abraço
25:52que ele passou um treino pro Serafim,
25:54o Serafim tá emagrecendo não aí.
25:55Tá vendo só?
25:56Diego Serafim.
25:56Tá fininho.
25:57Eu vou passar aqui,
25:58ó,
25:58o YouTube,
25:59arroba Paulo Muzi,
26:00Muzi é ZY,
26:02tá?
26:02Você que tá no rádio agora,
26:03Paulo Muzi ZY,
26:06pra você seguir aí o YouTube do Paulo Muzi.
26:08E nas redes sociais,
26:10o cara tem só oito milhões de seguidores.
26:13É pouca coisa.
26:13Você valeu com oito milhões.
26:14Show de bola.
26:15Muito obrigado por você ter vindo, cara.
26:17Muito prazer.
26:17Eu quero que você venha sempre aqui.
26:19Paulo Muzi,
26:19conversou com a gente.
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