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Não é a Caixa de Pandora, mas o Baú da Corrupção foi aberto e liberou todo tipo de maldição sobre o Brasil! O Senador Carlos Viana deu uma aula de como o sistema "blinda" os poderosos enquanto o dinheiro dos velhinhos voa mais rápido que desenho animado sentindo cheiro de torta. Ele revelou os bastidores da guerra política na CPMI do INSS, onde o relatório foi pro lixo e o luxo foi os 7 bilhões roubados. Quer entender por que tem gente do "alto escalão" rindo à toa enquanto o aposentado chora no caixa eletrônico? Assista à íntegra e não corra o risco de ter que explicar “O Mecanismo" para o seu tio no próximo churrasco!

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Diversão
Transcrição
00:00É!
00:01Programa de hoje, o homem que é um parlamentar de respeito.
00:05O cara já foi premiado como um dos melhores senadores do país.
00:09Agora o governo está devolvendo dinheiro com os impostos que nós pagamos.
00:13Eu pago, você paga. Aqueles que geram emprego pagam e não é correto.
00:18Coloca, coloca, me deixa.
00:19De Minas Gerais para o mundo, o homem que presidiu a CPMI do INSS.
00:27Mas é bom lembrar que na condição de testemunha, qualquer um que minta esta comissão está sujeito a voz de
00:34prisão.
00:36Palmas para o senador Carlos Viana.
00:40Olha o Viana aí, uma salva de palmas para o senador. Obrigado.
00:44Como é que está a saúde, senador? Isso é importante. Está bem? Tranquilo? Resolvido?
00:48Dando sequência no tratamento.
00:50É isso aí.
00:51Junho aí, se Deus quiser, a gente vira essa página.
00:53E você fez lá, trabalhou, trabalhou firme ali, mesmo adoecido, mesmo ali.
00:59Pô, parabéns, cara.
01:01Obrigado, obrigado.
01:01Em primeiro lugar, eu queria estar tão bonito quanto essa foto que apareceu minha aí.
01:05Ah, é? Estava tão bonito?
01:06Aquele gente é artificial.
01:08Fiquei bem ali, mas foi um período bem difícil.
01:11Porque quando eu descobri a doença, em março do ano passado, o tumor estava muito grande.
01:16Então, eu tinha que esperar a medicação fazer efeito, reduzir.
01:20E quando chegou setembro, que eu fui escolhido para CPMI, eu me vi numa situação complicada.
01:26Ou eu parava para operar, ou eu seguia com os trabalhos.
01:29E tive uma equipe médica muito boa também, lá de Brasília, que me acompanharam, em Belo Horizonte.
01:35E decidi levar até o final, dentro da programação, de levarmos a CPMI até dezembro, pararmos em dezembro.
01:42Aí eu saí da CPMI na quinta e operei no sábado.
01:45Sim.
01:45E já começamos a fazer todo o parte.
01:48E graças a Deus, superamos isso aí.
01:51Que legal, que legal.
01:52E conseguimos terminar a missão até o final, né, gente?
01:55O que vocês viram, não foi fácil.
01:57Foi uma guerra, uma guerra partidária, ideológica, política.
02:02Mas eu digo com muita tranquilidade, nós cumprimos com a nossa missão ali.
02:06Eu e o relator Alfredo Gaspar.
02:07Eu quero saber, efetivamente, o que a gente descobriu, o que vai acontecer com isso aí?
02:14Porque o Lulinha, quando apareceu o Lulinha, já blindaram ali.
02:19Deve ter aparecido mais coisa ali, aí acabou a CPMI.
02:24Olha, Emílio, e quem está nos assistindo, não se deve confundir o fim da CPMI, da comissão, com o fim
02:31das apurações.
02:33Porque tudo que nós fizemos foi, juntamente com a Polícia Federal e com o Supremo Tribunal Federal, na pessoa do
02:41ministro André Mendonça.
02:42Então, mas é isso que o Supremo falou.
02:43Falou que aquilo é política, que a Polícia Federal que está...
02:47Mas isso aqui não vai aparecer.
02:48Não vai chegar para a audiência.
02:50Vai, vai aparecer.
02:52Eu tenho muita tranquilidade de que essa apuração vai levar ainda muita gente para a cadeia e para a condenação.
02:59porque nós expusemos ao Brasil o que aconteceu, Emílio.
03:02Porque o relatório, ele foi barrado, mas a verdade não.
03:06Nós chegamos a ter 800 mil pessoas assistindo a CPMI.
03:09Eu lembro.
03:10800 mil.
03:11Impressionante.
03:11Olha, para o descrédito que a política tem no Brasil, gente...
03:15Olha, é um descrédito, porque, olha, ninguém é santo na política, todo mundo tem suas dificuldades e a população reclama
03:21muito.
03:21Nós chegamos a ter quase um milhão de pessoas confiando no trabalho, hoje é impossível você evitar que essa verdade
03:30não esteja na boca das pessoas.
03:31Mas quem traiu os velhinhos para a gente anotar?
03:33Vou escrever no caderninho...
03:34Na boca do sapo.
03:36Nós vamos botar na boca do sapo aí para o inferno.
03:38Ficou muito claro...
03:40Quem traiu?
03:40E quando nós chegamos próximos a nomes importantes, ligados à própria presidência da República, a parlamentares que estão comigo no
03:50Senado, na Câmara Federal, assessores que receberam dinheiro em conta, aí as dificuldades começaram a aparecer.
03:56Um habeas corpus atrás do outro, uma decisão do Supremo atrás da outra, as pessoas já recorriam para não comparecer,
04:05criou-se uma discussão sobre investigado e testemunha,
04:08que dividiu o próprio Supremo Tribunal Federal em relação a isso, e eles tentaram, de todas as maneiras, impedir que
04:15nós seguíssemos nessa organização, que eu vou lhe falar, foi um método muito cruel de roubar os aposentados, muito cruel.
04:24Gente que tinha tecnologia, tinha capacidade, conhecimento, tinha influência política, roubaram pessoas, sabe, na cama, gente vulnerável no Brasil.
04:33Eles não podem aceitar isso, não.
04:34O Brasil não pode aceitar isso.
04:36Nós terminamos a parte política.
04:39Agora, é papel da justiça condenar as pessoas que nós entregamos lá as provas todas, porque o relatório pode não
04:47ter sido aprovado, mas ele serve como investigação para todas as autoridades, inclusive o próprio Supremo.
04:53E você acha que vai dar alguma coisa, vai ficar por isso mesmo, como sempre ficou, e a gente com
04:57cara de trouxa aqui?
04:58Olha, nós temos 14 presos, e gente milionária preso, gente que roubou muito dinheiro.
05:04Esses 14 foram presos dentro de 21 que nós pedimos logo no começo da CPMI.
05:10Foi a CPMI que mais prendeu pessoas.
05:12Eu dei voz de prisão para um líder de uma dessas associações que roubou milhões de aposentados.
05:18Esse homem saiu pela porta do fundo, numa decisão da justiça que deu a ele o pagamento de fiança.
05:24Até hoje ele está foragido.
05:26Se naquele momento a gente tivesse mantido o sujeito na cadeia, seria o décimo quinto.
05:32Olha, nós temos 3 bilhões e meio de reais apreendidos.
05:353 bilhões, gente.
05:37Nós não estamos falando.
05:38Mas quanto foi roubado?
05:397 bilhões.
05:413 e meio voltou, metade.
05:43Olha, eu posso dizer com tranquilidade.
05:45O que nós pudemos fazer, nós fizemos.
05:48Tem avião apreendido, avião de 40, 50 milhões.
05:51Tem fazenda, tem apartamento, tem casa.
05:53O careca, do careca.
05:55O careca era o chefe.
05:57De parlamentar.
05:58Quem era o chefe?
05:59Divulgados.
06:00Pera lá, pera lá, vamos saber quem era o chefe.
06:02Olha, começou com um núcleo lá no governo Temer.
06:07É bom a gente dar essa característica histórica.
06:09Lá no Temer, havia lá um ex-deputado que se tornou dono do INSS.
06:15E ali se começou a trabalhar com servidores corrompidos.
06:19Quatro deles de carreira, dois procuradores e outros dois, que inclusive um foi ministro,
06:25que está aí com tornozeleira eletrônica.
06:27Esse pessoal, eles montaram um esquema dentro do INSS de facilitação das associações.
06:34Então começaram a vir sindicatos, entidades, associações fantasmas.
06:39Já no governo Bolsonaro, se criou a questão dos clubes de desconto.
06:44E no governo Lula, esse negócio explodiu em bilhões.
06:47É isso que aconteceu.
06:49E as quadrilhas.
06:50Esse que está aí, que é conhecido como careca do INSS, foi o mais sofisticado.
06:55O sujeito que criou um esquema impressionante de call center do crime.
07:00A pessoa reclamava, eles resolviam um caso ou outro no varejo, mas roubavam em massa da população.
07:07Nós temos um outro, que é o Maurício Camisotti, que é muito rico, inclusive, que entrou nesse esquema,
07:13está preso, deve fazer delação, que é a expectativa.
07:16E eles foram se desdobrando em dezenas de associações.
07:20No Ceará, em Sergipe, em Minas Gerais, no Amazonas, de pesca.
07:26E isso virou um problema no país todo, gente.
07:29Senador.
07:30Foi um trabalho bacana, né?
07:32Você ficou chateado que o Supremo falou que era só política, que você estava fazendo.
07:37Vocês devem ter ficado chateados, né, senador?
07:40Decisão judicial, Emílio, a gente cumpre.
07:43Não está aqui quem queira colocar fogo no país e dizer que nós temos que desrespeitar o Supremo.
07:48Nada disso.
07:48Agora, que nós precisamos, como parlamentares, isso aqui é um assunto...
07:52Nós precisamos rediscutir as prerrogativas do parlamento, isso eu não tenho dúvida.
07:57O parlamento tem que ter vergonha na cara de poder se levantar e rediscutir com o próprio Supremo o seguinte.
08:03Nós podemos investigar ou não?
08:05Por que não pode?
08:05É, pois é. Por que que não pode?
08:07A investigação é muito clara.
08:09Está lá na Constituição que nós temos o dever constitucional de investigar.
08:13Aí, de repente, nós não podemos trazer uma pessoa porque nós quebramos o sigilo dela e ela é investigada.
08:19Tem que mudar a lei.
08:20Aí, o parlamento é que tem que mudar a lei.
08:23Então, hoje, eu falo para vocês com muita tranquilidade.
08:27Os chefes, aqueles que são os donos mesmo dos líderes de grupos, mostraram muita má vontade com a CPMI
08:34porque envolvia gente importante da política, assessores que foram pegos com dinheiro em conta.
08:40E eles não queriam.
08:41Tanto que o centrão e a esquerda se juntaram para derrubar o relatório.
08:45Isso que a gente chama, que a maioria das pessoas chama de sistema, esse que é o sistema, que é
08:52algo que é difícil ser derrubado, que é o que interessa para um outro Brasil.
08:58Tem o Brasil que a gente paga a conta e tem esse brasa.
09:02É o brasa, né?
09:03É o brasa.
09:03Vai brasa.
09:04Mas você é senador, você está lá no... você está no sistema.
09:08Lá é Blue Label.
09:09O Senado é Blue Label.
09:11Elite.
09:11Sim.
09:11Você tem poder.
09:12Macallan.
09:13É Macallan.
09:13Mas isso é uma coisa que tem que acabar, né, senador?
09:16Porra, isso é uma coisa que, porra, é uma vergonha, não é?
09:19O que está acontecendo, nós saindo dessa... a CPMI é um exemplo interessante.
09:23A gente precisa de uma reforma política.
09:25Perfeito.
09:26Porque hoje, as leis que nós fazemos no Brasil são só para beneficiar os que já estão na política.
09:31É.
09:32Os partidos, eles se organizam, e eu sou testemunho e tenho falado isso, os partidos se organizam para que quem
09:38já está na política se perpetue.
09:40Exatamente.
09:41Aí a pessoa fica lá oito mandatos de senador, fica lá dez mandatos de deputado.
09:45Uma verba milionária.
09:47É difícil você renovar esse esquema.
09:49E esse sistema, o Emílio, ele envolve poder político, ele envolve advogados com escritórios milionários, ele envolve ressorts, ele envolve
10:00aviões, favores, pessoas que chegam a cargos indicadas e têm votações internas.
10:07Que toda indicação, seja para a agência, para o Supremo, ela é uma indicação política.
10:12Sim.
10:12Então essa é uma outra mudança que a gente precisa fazer.
10:14A forma de indicar ministros do Supremo.
10:17Perfeito.
10:18A gente tem que mudar isso.
10:19Que é copiado do americano.
10:20Mas, por exemplo, que nem agora o Alexandre Moraes, que nem apareceu aí, casas dele, dinheiro, que apareceu.
10:27Imóveis.
10:28266% de...
10:30Você acha que ele vai explicar isso?
10:33Ou você acha que vai deixar, vai ficar...
10:37Porque ele não explicou nada.
10:38Mas ele acha que ele vai...
10:39Não, não sei.
10:40Perguntando para o senador.
10:42Pois não, excelência.
10:44Não é nada.
10:45Excelência.
10:46O país precisa de uma resposta.
10:49Eu não tenho medo nenhum de dizer para vocês, estou sendo assim, perseguido de uma maneira
10:54absurda, politicamente, pessoalmente, porque qualquer país sério do mundo, o ministro
11:01Alexandre Moraes estaria afastado da Suprema Corte até uma investigação provar se ele tem
11:06ou não tem responsabilidade.
11:07Porque é uma dúvida, né?
11:08É uma dúvida que está aí na...
11:10É coerente.
11:11Qual foi uma decisão dele logo depois do fim da CPMI?
11:15Restringir as quebras de sigilo a investigações formais.
11:18Ou seja, ele limitou mais uma vez a possibilidade de mais uma blindagem em cima do parlamento.
11:23E o mais assustador que você colocou aqui é a relação dos escritórios de advocacias com os ministros.
11:30Isso tem que acabar no Brasil.
11:31Isso é vergonhoso.
11:32Isso é vergonhoso.
11:33É conflito de interesse ou não?
11:34Concordo.
11:35Se a sua esposa tem um escritório de advocacia e ela vai advogar no caso que está sendo
11:39investigado, alguma coisa vai ter lá naquele lugar.
11:43Todos os ministros, a maioria deles, a gente usa aqui supostamente, mas é verdade, foi
11:48feito aqui.
11:49Todos os ministros têm parentes relacionados a escritórios de advocacias.
11:52Ou é o filho, ou é a mulher, ou é a esposa.
11:55Isso é um absurdo.
11:56Olha, ontem, na Assembleia Legislativa aqui de São Paulo, o ministro André Mendonça
12:01fez um pronunciamento espetacular.
12:03Nós precisamos de uma justiça que não trate os casos como amigos ou como inimigos.
12:09Nós precisamos de uma justiça que não tenha relações particulares que comprometam
12:14as decisões.
12:15Senador, mas isso você acredita?
12:17Não, pera lá.
12:19Senador, senador, você acha que a justiça vai tratar Emílio, Samidana e o Gordo como
12:31trata quem está lá?
12:34Mas nunca, mas nunca.
12:36Isso é sonho.
12:37Isso é sonho, é delírio.
12:39Concordo plenamente.
12:39A não ser que você tenha algum lugar lá dentro.
12:41Não, não, não.
12:42É impossível.
12:43É impossível.
12:44Não, eu concordo.
12:44Mas olha aqui, gente.
12:45Isso é delírio.
12:46Existe o mundo que a gente quer viver e o mundo que a gente vive.
12:49A gente tem que ter o pé no chão.
12:51Agora a gente não pode deixar de olhar o mundo que a gente quer, senão a gente desanima.
12:55Se a gente desanimar...
12:57Olha, se fosse para desanimar, quando eu peguei essa CPMI junto com o relator, que nós
13:01começamos a olhar o tamanho do escândalo que nós tínhamos nas mãos.
13:05Quando a gente começou a perceber a importância dos advogados, os valores que chegavam lá
13:10para poder conversar com a gente.
13:12Quando nós começamos a perceber os nomes, você falou, Alfredo, nós estamos numa guerra.
13:18Ou a gente leva isso aqui até o fim, acreditando que a gente vai fazer o nosso trabalho, então
13:22a gente tem que desistir agora.
13:23Perfeito.
13:24É o que eu penso.
13:25Não é nós tirarmos do Supremo Tribunal Federal o poder deles.
13:29Não, a gente precisa de uma justiça independente.
13:31Agora, nós precisamos rever como essas pessoas chegam lá.
13:36Outra coisa, mandato para eles.
13:38Eu defendi isso aqui na outra entrevista.
13:40A gente precisa colocá-los lá por 10 anos, depois trocar, arejar isso, as ideias novas.
13:45Mas a gente precisa discutir com responsabilidade, com pensamento no futuro do país.
13:51Mas é um papel do parlamento.
13:53Enquanto nós tivemos um parlamento subserviente com pessoas que têm processo na justiça,
13:59cada operação da Polícia Federal aparece o nome de determinado.
14:03Aí, meu amigo.
14:04Nem todo mundo, né?
14:05Tá envolvido.
14:06A gente só falou da CPMDNSS, mas dentro da CPMDNSS tem uma ficando.
14:10Eu fiquei triste, cara.
14:11Lógico.
14:11Eu fiquei triste, porque todo dia a gente falava aqui, pô, e os velhinhos?
14:15Como é que tá os velhinhos?
14:16A gente passava um trecho da CPMI, a gente mostrava que tava ficando.
14:20Quando vê aquele lá que falou, puta, foi oito a dois, eu fiquei triste.
14:24Eu falei, pô, a gente não vai ficar sabendo quem traiu os velhinhos.
14:30Vai ser mais uma coisa que vão jogar embaixo da CPMI.
14:33E aí apareceu o Banco Master.
14:37Que a gente achava que o pior já tinha vindo, veio o Banco Master.
14:40Mas, senador C, eu lembro da sua voz de prisão, né?
14:44Acho que teve até um momento emblemático com aquele famoso advogado, Nelson Williams,
14:48que não foi preso, né?
14:50Não foi preso.
14:51Ele chegou com habeas corpus, né?
14:53Sim, mas como que tá essa situação?
14:56Porque eu entendo que conseguiram prender algumas pessoas,
14:58mas outras que vocês tinham, pelo menos, indicado a prisão,
15:05ou o senhor tinha dado voz de prisão, acabaram não seguindo, né?
15:08Olha, dos 21 que nós pedimos a prisão, um tá foragido e 14 estão presos.
15:14E os outros...
15:14Olha, vamos fazer um balanço aqui da CPMI.
15:18CPMI, porque o que passa muitas vezes é que acabou a CPMI, relatório foi votado.
15:23Olha, a verdade foi exposta.
15:25Nós mostramos as quadrilhas, como elas agiam, quanto elas roubaram,
15:29onde foi parar o dinheiro, que é o que mais interessa.
15:32A gente tem que saber onde é que está o dinheiro de toda essa história.
15:35Parte desse dinheiro já foi apreendida.
15:37Então, hoje, o aposentado que nos assiste, em qualquer lugar do Brasil,
15:41sabe o que aconteceu no INSS.
15:43E o mais importante, Emílio, e olha, nós temos hoje uma nova lei que foi assinada
15:50debaixo da CPMI, que proíbe os descontos dos aposentados.
15:55Então, hoje, a gente não vai ter mais a chance deles roubarem outra vez os aposentados.
15:59Isso já é um avanço.
15:59Que era aquele negócio do Bolsonaro.
16:01O Bolsonaro tentou fazer isso.
16:03O Bolsonaro tentou, o Bolsonaro tentou, na época...
16:06Lembra que a gente deu a notícia, o Bolsonaro queria fazer essa lei,
16:10aí falaram, não, você quer mexer nos velhinhos, quer tirar a vantagem dos velhinhos.
16:15É isso aí.
16:15O pessoal do Rio de Janeiro, né?
16:17O canhoteiro.
16:18Foi no debate político.
16:19Nos sindicatos.
16:20Os sindicatos é que entraram pra poder fazer uma mudança e não perderem os descontos que eles tinham.
16:25Hoje acabou tudo.
16:27Hoje não se desconta mais de aposentados.
16:29Isso é uma vitória.
16:29Agora, o relatório encerrado, a justiça é que tem que fazer o papel dela.
16:35Os nomes estão lá, as provas estão lá, o aposentado sabe quem roubou, como roubou,
16:40e a gente tem que cobrar.
16:41Porque o que mais as pessoas querem, gente, é que esse assunto caia no silêncio.
16:45Lógico.
16:46E na obscuridade.
16:47Então, mas o senhor acha que as pessoas cobraram?
16:50Não cobraram muito esse final de dar...
16:53Porque foi pedido mais 120 dias.
16:55Foi pedido.
16:55Foi pedido mais 120 dias.
16:56Sim.
16:56Só não, não tem mais 120 dias e tem um processo lá que dura sete anos.
17:01Sim.
17:02Né?
17:02A mesma pessoa que tem o processo há sete anos, não deu 120 dias pra isso.
17:06Não teve muito.
17:07Porque eu acho também que a imprensa, a grande...
17:10Aqui é pequeno.
17:11Esse programa aqui é uma porcaria, viu?
17:13Eu, se eu sou o senhor, eu nem viria.
17:15Vem aqui, porque você veio.
17:16Puta, vem aqui, é perder tempo.
17:18Ele veio porque ele é amigo.
17:20Quinta categoria.
17:20Mas a grande imprensa, eu tô falando, pô, os grandes jornais e tal, eles não ficaram
17:25muito, não encheram muito o saco do...
17:28Né?
17:28Ficou meio...
17:30O...
17:30O...
17:30O...
17:30Ficou meio o interesse pra...
17:32Pra...
17:32Pra ficar embaixo dos panos, né?
17:35Olha, essa...
17:35É...
17:36Politicamente, eu acredito que nós teremos consequências.
17:40Outubro está aí, as eleições vão chegar.
17:42As pessoas estão cansadas da corrupção.
17:45Então, nós mostramos claramente que há uma ligação muito profunda dos esquemas
17:50políticos com essas quadrilhas que roubaram o INSS.
17:55Eu acredito de coração que a gente vai ter uma renovação muito grande em outubro
18:00e a gente vai dar uma mudança de rumo.
18:02Nós vamos resolver o problema da corrupção?
18:04Não.
18:05A corrupção existe no mundo todo.
18:07Até nos Estados Unidos.
18:08Só que cada povo trata isso de uma maneira mais séria e o outro não.
18:12A gente não pode admitir a corrupção.
18:14Mas, senador, puta, pega o Brasil.
18:18Na época do Collor, você também já é veinho.
18:22Era a Fiat Elba.
18:24Já estamos depois de 60.
18:24Era uma Elba.
18:25E hoje?
18:26Não é?
18:26É.
18:26Era uma época.
18:27Hoje é bi.
18:30Né?
18:30Bilhão.
18:31É bi hoje.
18:32Hoje é bi.
18:33Dólar.
18:33É 140 milhões.
18:35É 30 milhões.
18:36É 30 milhões.
18:37É bi.
18:38É o cara fazer aquelas festas.
18:39Pô, o cara foi na Itália com o Andréa Bocelli.
18:43É muito play.
18:44É cold play, pô.
18:45Deixa eu fazer uma pergunta sobre as festas.
18:46É muito louco.
18:47Cold play.
18:47É muito louco.
18:48Qual é a relação que você apurou do Banco Master, do Daniel Vorcaro, com a CPMI do
18:54INSS?
18:54Por que eu te faço essa pergunta?
18:55Porque ele ia ser ouvido e acabou não indo.
18:57Exato.
18:58O que nós temos do Vorcaro?
18:59Olha, a nossa CPMI do INSS tinha um objetivo claro, que era investigar os descontos irregulares.
19:07A relação do Banco Master com o mercado financeiro não era a nossa atribuição.
19:11A CPMI, ela tem um objeto definido em relação a isso.
19:15O Vorcaro, ele tinha aproximadamente 320 mil contratos do INSS, 240 mil sem nenhuma comprovação.
19:25Não é que não seriam verdadeiros, mas não tinham.
19:27E ele mostrou o seguinte, o que nós queríamos ouvir dele?
19:30Como é que ele conseguiu esses contratos?
19:32Quem que ele comprou isso?
19:34Por que que quando esses contratos vieram para a Previdência, nenhuma auditoria foi feita?
19:39Só foi feita depois que a CPMI anunciou que nós íamos chamar os consignados, os bancos,
19:44e aí o INSS começou a se desdobrar e descobriu que eles não tinham cumprido a regra.
19:49Só depois que a gente deu transparência, ou seja, politicamente tinha por trás dessa
19:55história alguma influência.
19:56Nós queríamos ouvir dele.
19:57Como ele conseguiu os contratos?
19:58Como ele conseguiu isso?
19:59Porque não era de graça.
20:01Alguma coisa tinha ali no entorno e era para ele na CPMI falar sobre isso.
20:05Sim, a delação do Vorcaro.
20:07O que que legalmente, para explicar para todos nós e para a audiência,
20:11o que que falta para acontecer essa delação do Vorcaro?
20:16Olha, delação, para ela ser aceita, ela precisa trazer fatos novos.
20:21Quando a Polícia Federal chega até pedir a prisão de uma determinada pessoa, é porque
20:27geralmente a investigação já andou e há uma série de indícios ou provas que levam,
20:34aí a polícia só confirma.
20:36E se ele quiser fazer uma delação, e eu conheço o ministro André Mendonça pessoalmente,
20:40sei, vou falar para você, do que ouvir, somente se ele de fato trouxer todas as informações.
20:48Aí a delação é aceita.
20:50O que está faltando é isso, é ele parar de querer fazer uma seleção.
20:54Olha, eu vou entregar essa parte aqui, mas essa parte eu vou proteger.
20:58Isso não vai colar.
20:58Tem que ser completa, porque a gente está num ano eleitoral e tem interesses políticos.
21:02Isso que acontece.
21:03E isso, Emílio, bate com o que você falou do Fiat Elba, do Collor.
21:07O problema não foi o carro na época, o problema foi o contexto político.
21:12O sistema político...
21:13Sim, foi uma eleição descasada, né?
21:15Exatamente.
21:16Ele não tinha mais força no...
21:18Não tinha.
21:18E isso você tem que saber lidar na política.
21:21Se você não souber lidar na política com isso, você está fora.
21:24Então, mas o que as pessoas...
21:26As pessoas se apaixonaram pelos políticos.
21:29Virou esse negócio de...
21:30Virou futebol.
21:31Então, mas...
21:32É torcida.
21:32Mas quer saber, isso é até bom.
21:34Sim, porque divulga.
21:35Porque...
21:36As pessoas não têm interesse.
21:37Porque antigamente, ninguém ligava para a política, o horário político era o que ninguém assistia.
21:44E agora há um interesse das pessoas.
21:47Só que as pessoas, elas não entendem como é que funciona o partido e elas se apaixonam por um ou
21:54por outro que é aquele líder, que é o bolsonarismo e o lulismo, né?
21:59Que é o PT e as direitas.
22:03E aí, a gente está aprendendo como é que funciona o esquema.
22:07Só que o esquema da política, ele é danado.
22:11Porque ele não pode ser o bonzinho.
22:14Ele é o que é possível, o que se dá para fazer e é até onde a gente vai, né?
22:20E é muito de Maquiavel, né?
22:21É claro.
22:22É claro.
22:23É muito de Maquiavel.
22:24Olha, você na política é obrigado a conviver e há momentos que você tem que fazer concessão.
22:31Você não pode fazer concessões naquilo que você fere os seus princípios.
22:36Agora, tem horas que você, infelizmente, tem que engolir e falar, não, eu tenho que...
22:40Porque o partido, ele vai tomar uma posição e não adianta.
22:43Eu, por exemplo, troquei várias vezes de partido.
22:46Isso é um erro que eu cometi por inexperiência.
22:48Hoje eu já descobri uma coisa, não adianta nada.
22:50São todos ruins iguais.
22:51Todos iguais.
22:52Você vai para todo lugar, todo lugar que você chegar, você vai ter que ter um processado.
22:57Você vai ter que, infelizmente, uma hora dar um voto em desacordo, senão você não é aceito.
23:02A questão são os seus princípios em relação ao que você acredita ou não.
23:08E isso você tem que ter muito claro.
23:09Mas a convivência política exige, muitas vezes, que você se acomode.
23:14Na CPMI, aconteceu um problema.
23:17E aqui eu vou falar para vocês, os bastidores dessa escola...
23:20Tem muita gente preocupada?
23:21É.
23:22O meu gabinete passou a ser um desfile de ex-senadores, senadores, deputados.
23:28Eu nunca vi tanta gente para defender banco.
23:31Olha, é uma coisa impressionante, defender banco.
23:35Para que, não, não pode chamar banco aqui, tem que chamar aqui a federação que representa.
23:39Não, mas se vier aqui, não vai explicar para a gente por que o contrato tal não funcionou.
23:43Desde a Lava Jato, nenhum banco foi pego em esquema nenhum.
23:48O que não dá para garantir, mas é muito provável que tenha algum banco envolvido.
23:53Você acha que isso aí não ia ter banco?
23:55É.
23:55O INSS?
23:56Agora, a Paulinha acabou de me mandar aqui, nossa diretora,
23:59que o tribunal americano autorizou o rastreio de bens do Banco Master no exterior.
24:03Você não acha que esse é um caminho?
24:05Eu, seu economista, eu sempre gosto de olhar o dinheiro.
24:10Para onde foi o dinheiro?
24:12E isso, normalmente, você acaba descobrindo rotas e outros crimes.
24:17Você não acha que, às vezes, a gente fica muito em alguns fatos e deixa de rastrear o dinheiro?
24:21Até porque o Brasil tem colaboração com outros países e poderia fazer um projeto nesse sentido.
24:25Olha, a justiça americana, ela é muito mais severa nessa questão de crimes financeiros,
24:30porque dinheiro para eles é tudo, né?
24:32Exato.
24:32Eles sabem que pegar o dinheiro e pagar o cara.
24:34E o que acontece é assim, nós, no nosso caso, o nosso rastreio foi em cima do dinheiro roubado dos
24:40aposentados.
24:41A nossa obrigação era dizer onde foi parar os bilhões tirados das viúvas, dos órfãos,
24:48daqueles que, infelizmente, não sabiam que estavam sendo roubados.
24:50Que ia para o sindicato e o sindicato tinha os políticos e associações.
24:54E por aí foi montando esquemas de desvio, o dinheiro chegava de manhã na conta,
24:58de tarde já tinha pix para Deus e o mundo.
25:01Escritório de advocacia, de tecnologia.
25:03Que gostoso, hein?
25:04E eram milhões de reais.
25:06E rouba pouquinho, rouba pouquinho de um monte.
25:09Conta aí os bastidores, que eu fiquei curioso agora.
25:13Só uma coisa, no caso do Master, quando nós levantamos a questão dos bancos no INSS,
25:19as auditorias aconteceram.
25:21Então, nós tivemos várias instituições financeiras que foram suspensas,
25:25porque não estavam respeitando as regras.
25:28Então, a CPMI mostrou.
25:31Então, antes que chegasse na comissão, o próprio governo agiu para poder limpar a barra.
25:37Já defendemos os aposentados em relação a isso.
25:39Agora, nos bastidores, o grande problema era esse.
25:44Você recebia gente de partidos, presidente, ligações.
25:48Olha, não chama fulana, não chama ciclano, por favor.
25:51Mas falava o porquê ou dava um miguezinho?
25:53Dava só um miguezinho.
25:54Ninguém veio direto e falou assim, ô, dá uma segurada aí.
25:56Não, olha, fulano, podia fazer um favor, não chamar fulano, vai expor muito fulano.
26:01Olha, eu não lamento.
26:02Desnecessário.
26:03Chegou a ponto de você, por exemplo, nessa questão de discussão de partidos,
26:08de chegarem para mim e falarem assim, olha, ou você tira isso, isso, isso do relatório,
26:13ou você não vai ter partido para se candidatar.
26:15Caramba.
26:16Assim, olha.
26:17Ameaça.
26:17É uma máfia.
26:18É uma máfia.
26:19E eu vim, assim, enfrentando tudo isso, já sabendo que lá no final nós teríamos que
26:24bater com gente muito poderosa.
26:26tanto que o governo, por exemplo, tirou um ministro do cargo para ir votar contra o relatório
26:32no dia, ou seja, o tanto que nós incomodamos.
26:35Mas, senador, dentro do seu exemplo mesmo, a máfia se protege.
26:39Qual que é o agente que vai desafiar a máfia?
26:42Vai acontecer o seguinte, eu vou dizer para você, essa investigação vai até o fim.
26:48Eu tenho muita tranquilidade que o ministro vai levar a investigação até apresentar lá
26:54no grupo.
26:55Daí para frente, a coisa pode ser diferente.
26:58Lembre da Lava Jato.
27:00A Lava Jato se estruturou, o Brasil é diferente dos Estados Unidos.
27:04Estados Unidos é a chamada common law.
27:06Lá o juiz é que assume a investigação com o Ministério Público e a polícia.
27:09Aqui não.
27:10Aqui é uma pirâmide que você vai construindo no processo.
27:14Então, se chegar lá embaixo, você tirar uma parte da investigação, cai tudo.
27:18Foi o que aconteceu com a Lava Jato.
27:20A preocupação dos vazamentos que nós tínhamos do Vorcaro era exatamente invalidar as provas
27:26que pudessem levá-lo à condenação.
27:28Tanto que eu determinei que fosse para a sala cofre, depois de uma conversa muito séria
27:33com a Polícia Federal e com o próprio Supremo.
27:35Olha, se continuar vazando, nós vamos prejudicar a investigação futura e a condenação no caso
27:41do que for apurado.
27:43Aí coloquei na sala cofre.
27:45Houve um protesto muito grande da própria imprensa.
27:47Mas os bastidores eram esses.
27:50Quando eles viram que nós não tiraríamos e que o Alfredo teria liberdade de trabalhar
27:54do jeito que teve, o Alfredo fez um relatório.
27:57O Alfredo Gaspar fez um relatório espetacular.
28:00É um homem que tem 25 anos de combate ao crime organizado.
28:03Ele fez o relatório na liberdade da investigação, das provas.
28:07E nós, quando apresentamos, virou o que vocês viram lá no último dia
28:11até nós sermos derrotados, infelizmente.
28:15Teve comemoração lá.
28:16Que coisa mais ridícula.
28:18Teve comemoração.
28:19Teve que lembrar os nomes.
28:20Teve comemoração dos felins.
28:21A nossa salvação na nossa cara.
28:23É assustador.
28:23Isso foi muito triste.
28:24É que eu não vou falar, não vou dar o nome aqui.
28:26Mas tinha que falar.
28:27Eu devia dar.
28:28Não, não é X9, não.
28:29Isso aí servem a utilidade pública.
28:32Não, não.
28:32Não sou X9.
28:32Vai no Google.
28:35O tribunal, o tribunal lá de Carapicuiba não aceita o X9.
28:39Não aceita o X9.
28:40Não.
28:40O X9, não.
28:43Mas você que vai votar agora, vai ter eleição agora.
28:47Joga no Google.
28:48Corre lá atrás e vê quem traiu os velhinhos.
28:50Tem como você encontrar na internet aí.
28:52Pergunta pra ele.
28:53E foi muito claro o voto contrário.
28:57Blindagem.
28:58Blindagem nas quebras de requerimentos.
29:01Sigilo bancário.
29:02Sigilo bancário.
29:03Nos relatórios do COAF.
29:05Blindagem na convocação das pessoas.
29:07Não convocar a pessoa.
29:09Blindagem absoluta de todo.
29:11Foi só chegar perto dos nomes.
29:14Infelizmente a resistência começou a acontecer.
29:17E nós conseguimos levar essa investigação de uma forma assim muito firme.
29:22Mesmo diante de toda essa tempestade.
29:24Uma coisa que é bom dizer.
29:26O debate político é parte do parlamento.
29:28Isso aí não tem jeito.
29:29Nós estamos num ano em que cada lado vai defender.
29:32Mas a investigação.
29:34Qual era a minha linha junto com o relator?
29:36Nós temos que levar essa investigação até o final.
29:39Nós não podemos decepcionar o país.
29:41Deixa o povo falar o que quiser.
29:43Então ficava um lado fazendo.
29:45Ah, foi o governo tal.
29:47O outro lado foi o governo tal.
29:49Mas a nossa firmeza era de chegarmos até...
29:52Chegar a verdade.
29:53Trabalho muito sério.
29:55E conseguimos expor a verdade.
29:57A Paulinha mandou aqui que ela entende muito desse assunto.
30:00Na verdade, ela mandou agora e saiu hoje, né Paulinha?
30:04Saiu agora que o TCU está investigando emendas de 6 milhões do relator da CPMI do INSS,
30:12que é o Alfredo Gaspar.
30:13Você acha que isso é uma espécie de retaliação?
30:15Você estava acompanhando isso?
30:17Porque a gente sabe que às vezes o sistema também pode oprimir com investigações, né?
30:22Olha, a denúncia contra o relator de estupro foi uma das coisas mais covardes e me perdoem.
30:29Mais canalhas que eu já vi em toda a minha vida.
30:32Fazer...
30:33As pessoas vão até a Polícia Federal, apresentam uma denúncia e depois dão entrevista em cima do que elas falaram.
30:39Isso não pode ficar impune.
30:41Essas investigações vão acontecer.
30:44Eu estou respondendo a uma investigação que há sete anos eu mando recursos para uma fundação que existe há 35
30:50anos.
30:52Tudo fundo a fundo, fiscalizado pelo Ministério Público, mas aí tem uma série de denúncias.
30:57Ah, você é amigo do pastor, não sei o quê.
31:00Isso tudo perseguição política, mas que faz parte do que nós fizemos.
31:04Claro, é o jogo.
31:05É o jogo.
31:06Nós vamos enfrentar, mas eu espero aquilo que você...
31:09Isenção.
31:10Um julgamento imparcial que leve em consideração as provas.
31:14Que é o mínimo que a gente pode exigir, né?
31:16É o mínimo que a gente espera nisso.
31:17Agora, que é uma retaliação política contra o relator, não tenho dúvida nenhuma, gente.
31:21O jogo é pesado.
31:22Ô, senador, mas você é um cara sério.
31:25Pois não, excelência.
31:25A gente gosta...
31:26Não, a gente gosta de político sério.
31:29É isso.
31:29A gente já votou muito em Tiririca.
31:32Eu votei muito errado.
31:33Muito em Tiririca.
31:34Eu estou na quaresma.
31:35Manuel Gomes, hein?
31:36Eu estou na...
31:37É, agora vem o Manuel, o Caneta Azul lá, essas coisas.
31:40Eu acho que isso já passou da moda.
31:42Eu votei muito errado.
31:43Eu sei.
31:44Eu votei.
31:45E eu estou na quaresma.
31:47E a quaresma é aquele período que você...
31:50Você sai das trevas e vai para a luz.
31:53É, esse é o caminho.
31:55E eu vou mudar a maneira de votar agora.
31:58Pode ser que eu votei errado, mas na outra...
32:00Mas vai ser por outro motivo.
32:02Mas na outra...
32:03É difícil acertar aqui.
32:04Então, eu acho que as pessoas têm que fazer agora...
32:06Pensar direito em quem...
32:08Né?
32:09Em quem a gente fez os votos.
32:11Porque, porra, chegamos num ponto que...
32:13Porque sempre fica aquela esperança, né?
32:15Sim.
32:16Sempre fica...
32:16A gente sempre quer acreditar que vai ser melhor...
32:19Né?
32:20Agora vai.
32:21Porque agora vai.
32:22Mas aí, depois...
32:23A gente fica com essa cara de corno.
32:25E é muito triste...
32:27Tem cara de corno.
32:28Um homem que tem cara de corno...
32:29E não dá para...
32:29A audiência fala...
32:31Nossa, Emílio.
32:32Você estava com uma cara de corno.
32:34Eu falo...
32:35É verdade.
32:36Você entendeu, senador?
32:37É muito...
32:38Não dá para negar, cara.
32:40Ou com quem tomou um gol contra.
32:42Olha...
32:42O que eu digo para vocês é o seguinte...
32:45Não sei...
32:45Eu estou com 63 anos.
32:47Eu já vivi muita coisa.
32:48Meu pai da idade de mim.
32:51Fui militar na época da ditadura, né?
32:53Fiz o serviço militar.
32:55Então, eu conheço o Brasil...
32:56Opa!
32:56De diversas maneiras, né?
32:58Um país que fechava posto de gasolina sexta-feira para abrir segunda.
33:02Uma moeda a cada...
33:04Opa!
33:04A cada dois anos, uma moeda nova.
33:06Inflação.
33:06Uma moeda nova, inflação.
33:07Então, hoje nós temos uma certa estabilidade.
33:10Mas o que falta é nós entendermos que quem está lá no parlamento, como eu estou, não
33:16pagou ingresso.
33:17Essa pessoa foi eleita.
33:19E isso a população tem que começar a prestar atenção.
33:22É um trabalho simples no final... no outubro.
33:25Pensar no que deu fruto.
33:27É o que o próprio Jesus ensina.
33:28A árvore boa você conhece pelo fruto que ela dá.
33:31Sim.
33:31Não deu fruto nenhum.
33:32Agora, o esquema político que existe no Brasil, eu volto a dizer.
33:36Nós precisamos de uma reforma política que permita que o sistema fique arejado.
33:42Não adianta nada você... não sou contra puxadores de voto.
33:45Tenho nada contra, senão...
33:47Mas você pega um puxador de voto que elege 10 com ele.
33:51Só que ali tem verdadeiramente a representação popular.
33:55Por que deveria ser?
33:57Os mais votados.
33:58Acabou.
33:58Mas isso é coisa de partido, né?
34:00É isso.
34:01Não, é os caciques dos partidos, meus amigos.
34:04Nós temos que mudar isso.
34:05Assim como nós precisamos mudar essa relação com o judiciário.
34:09O Brasil precisa voltar a confiar no Supremo Tribunal Federal.
34:13Nós precisamos de uma Suprema Corte em que as pessoas possam dizer assim de novo, olha,
34:18essa Suprema Corte aí eu confio.
34:19Nós já tivemos assim.
34:20Então, mas...
34:21E não faz muito tempo.
34:22Não faz muito tempo.
34:23Não faz muito tempo que a gente respeitava o judiciário de uma maneira mais com esses escândalos.
34:30É um atrás do outro acontecendo agora e acontecendo em altíssima, né?
34:35Em uma escala, né?
34:37É, acontecendo...
34:37Então é uma coisa que pode...
34:39Mas aqui...
34:40Se a gente não acreditar na justiça, senador, que vamos acreditar em quem, né?
34:43Olha, eu vou te dar um diagnóstico rápido.
34:45Porque esse é um assunto pra se discutir muito.
34:47A Constituição de 88, ela olhou para 64, na época do regime militar.
34:53E criou um Supremo Tribunal Federal, acima de tudo e de todos.
34:58E existe um princípio chamado de freios e contrapesos.
35:02Ou seja, cada poder se respeita.
35:04O problema é que isso acabou.
35:06Desgastou essa borracha.
35:08Hoje o Supremo assumiu.
35:10E diante dos casos que nós temos, hoje, das suspeitas de se usar a toga em favor particular,
35:17em estar fazendo contrato, recebendo por escritório de mulher,
35:20nós não temos um mecanismo que controle isso.
35:23Isso tem que ser repensado.
35:25Seja por um código de ética do Supremo, seja por uma discussão do próprio parlamento,
35:30a gente precisa dar ao país...
35:31É uma experiência que nós estamos vivendo, nova,
35:33que precisa ser trazida para o debate com responsabilidade.
35:36Mas tem um outro fator também aí.
35:38Diga.
35:38Que é a imprensa.
35:40Perfeito.
35:40A imprensa, a partir do momento que ela começou a jogar politicamente, ferrou.
35:46Porque o papel da imprensa, se for pegar nessa história que a gente está falando aqui,
35:50foi duas matérias.
35:52É isso aí.
35:52Uma da G1 e a outra da Metrópolis.
35:55E do Estadão.
35:56Três matérias.
35:58Em jornalismo.
35:58Três matérias.
35:59Porque começou aquela história de você não poder criticar que você estava atacando as instituições.
36:04É isso.
36:04E aí atacava...
36:05A democracia.
36:07Aí, naturalmente, também atacaria a democracia.
36:09Então você não podia falar absolutamente nada.
36:12Você ainda não pode.
36:13Exato.
36:13Porque o inquérito continua aberto.
36:15Essa história começou lá no 8 de janeiro.
36:17E aqui eu não vou entrar...
36:20Começou lá no 8 de janeiro.
36:21Quando eu cheguei em Brasília, tinha um lugar lá, um local da Polícia Federal,
36:25lotado de grávida, de idoso, de criança,
36:28que foram detidos num suposto golpe de Estado com pessoas que estavam em todo lugar.
36:33Ônibus que estavam em viagem.
36:35Quando nós começamos a falar sobre isso, a imprensa toda se levantou, em boa parte, contra a gente.
36:40Os golpistas.
36:40Eram os golpistas.
36:42Eu fui destratado numa entrevista por uma âncora que praticamente falou isso.
36:46O senhor está defendendo o golpismo.
36:48E não estava.
36:49Ele falou, olha, se a gente abrir uma exceção agora para esse momento que nós estamos vivendo,
36:54ninguém controla mais.
36:56É o que está acontecendo aí.
36:57Hoje, já se começa a perceber que o poder exacerbado, o limite entre a ditadura e a capacidade,
37:05é muito pequena de se defender a regra.
37:08Então, o que a gente está vivendo hoje é uma experiência que precisa ser discutida,
37:12precisa ser passada limpo.
37:13O país quer saber o seguinte, ministro da Suprema Corte,
37:16eles fizeram contratos ou não fizeram?
37:18Eles tiveram benefícios por fora usando parênteses ou não tiveram?
37:23É um direito nosso saber e é uma obrigação, na minha visão, do Senado de poder investigar isso.
37:30A questão é, quem preside o Senado hoje está disposto a fazer isso?
37:33Não dá nada.
37:34Até agora, totalmente calado.
37:36O Senado, porque todo mundo tem um interesse, né?
37:38Aliás, só para terminar por blindagem, você falou aqui que tem muita blindagem das investigações,
37:43como o teu trabalho foi muito sério.
37:44A história do Lulinha, ela vai até qual lugar, essa história do Lulinha?
37:48Porque teve uma blindagem de um ministro do STF, que é o Flávio Dino.
37:51Olha, o Lulinha está indiciado no relatório por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
37:59Ele está?
37:59Ele está no relatório, por quê?
38:01Todas as informações da Polícia Federal, inclusive,
38:05levam ao relacionamento dele com o careca do INSS.
38:09Se ele usou dinheiro do INSS nas questões, isso nós não conseguimos aprofundar,
38:16porque o governo blindou as investigações.
38:18Certo.
38:18Então, se você dizesse, hoje, ele é culpado ou ele é inocente?
38:21A justiça é quem vai tocar a investigação até o final,
38:24e nós queríamos que essa investigação acontecesse no âmbito da CPMI.
38:28Até para chegar lá na frente e falar, olha, não achamos nada.
38:31Que era a quebra de sigilo bancário que foi fundamental.
38:34Mas é o que eles falam que isso aí quer atingir o velho pai.
38:38Não, é o que a turma fala.
38:40O pai falou que foi se investigar.
38:42Não, não, eu sei, mas no ano da eleição...
38:45Aí você acreditou.
38:46Então, nossa, mas essa é a discussão.
38:49Essa foi a discussão, inclusive, do relatório.
38:52É.
38:52O governo...
38:53A robista que levou os treze anos.
38:55Não, e ela... e levou mesmo.
38:57Levou.
38:57Ali, tá, tem depósito em conta, tem transferências para a Espanha, para Portugal.
39:02Isso tudo está bem mapeado na investigação da Polícia Federal.
39:05Gente, tem quatorze inquéritos.
39:07São quatorze inquéritos.
39:09E eu volto a falar, vou colocar para vocês aqui.
39:12Hoje existem núcleos da Polícia Federal que trabalham separadamente, que não respondem
39:17à cúpula da Polícia Federal para evitar vazamentos e a influência política.
39:22Tá certíssimo.
39:23A Polícia Federal faz um trabalho excepcional.
39:29A Polícia Federal é uma instituição que a gente tem que respeitar.
39:32É uma das políticas sérias que merecem respeito.
39:35Mas dessa forma...
39:36Tem que respeitar muito a Polícia Federal.
39:37Então, esses inquéritos vão chegar.
39:40Eu tenho com muita tranquilidade que a gente vai ter isso exposto em uma investigação muito firme
39:45com relação à ligação do filho do presidente.
39:48Porque a relação dele com o Careca, com a Roberta Lux e com as publicitárias do PT
39:53está muito clara dentro de todas as provas que nós conseguimos desde o início e dos depoimentos.
39:59Nós temos testemunhas que foram claras em dizer sobre a mesada de 300 mil.
40:04Testemunha que nós não conseguimos levar na CPMI, porque também o requerimento foi blindado.
40:09É interminável, né?
40:10Você está animado para a eleição agora?
40:12Vamos, vamos trabalhar.
40:13Por a camisa do Vai Brasa?
40:14Vamos trabalhar.
40:15Vai de Vai Brasa?
40:16Olha, alguém tem que enfrentar isso.
40:19Já que eu estou na política, vamos enfrentar.
40:21Bom, eu fiquei feliz que o senhor está bem de saúde.
40:23Obrigado, Mili.
40:24Boa sorte lá em Brasília.
40:27A gente gosta do seu trabalho.
40:28A gente gosta dos...
40:30O programa é meio bagunçado, meio...
40:32Meio bosta, mas...
40:33Mas a gente gosta do político sério.
40:35Quando a gente vê um político sério, a gente fica um pouco mais animado.
40:39Gente, não vamos desistir do Brasil.
40:42Nós não podemos desistir.
40:44Os aposentados que confiaram na CPMI, nós demos cara, demos voz.
40:49E hoje eles foram representados e bem representados.
40:52É possível repetir esse trabalho em outras áreas.
40:55Ainda que as consequências sejam grandes.
40:57Investigação sobre emendas.
40:58Eu já estou pronto para tudo.
41:00Até para a polícia na minha porta, intimidação de família.
41:03Estou pronto.
41:04Mas a gente não pode desistir do país.
41:06Porque se isso tomar conta, se virar, generalizar esse sentimento, nós não vamos sair do lugar que nós estamos.
41:12Boa.
41:13Muito obrigado.
41:13Obrigado, senador.
41:15Obrigado, senador.
41:16Ó, vou passar aqui para você o Instagram do senador, para você seguir e acompanhar o trabalho.
41:20O senador é um cara bacana.
41:22Está aí, ó.
41:23Arroba Carlos Viana.
41:24Viana com N só.
41:26Um simples Viana, ó.
41:27Arroba Carlos Viana no Instagram.
41:30Está aí o canal.
41:31Tem um selinho azul para você não errar.
41:33Obrigado, senador.
41:34Fala.
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