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Em meio às movimentações no Congresso Nacional, a equipe econômica de Fernando Haddad está com receio de que o ambiente mais agitado possa afetar o andamento da reforma do Imposto de Renda, que indica uma isenção para quem recebe até R$ 5 mil.

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Transcrição
00:00A equipe econômica está com receio que o ambiente mais agitado no Congresso Nacional afete o andamento da reforma e também o imposto de renda,
00:12que indica ali uma isenção para quem recebe até cinco mil reais mensais.
00:18Essa avaliação é que a discussão desta matéria acaba tendo uma dificuldade,
00:23de um ritmo mais acelerado por conta da falta de um clima sobre a insatisfação com o governo.
00:30Quero iniciar essa rodada com o Cristiano Beraldo.
00:33Essa foi um compromisso de campanha do governo, inclusive, lá na campanha eleitoral,
00:39dizendo que, se caso eleito, aquele que recebia até cinco mil reais ficaria isento do imposto de renda.
00:46Somente agora, numa final de gestão, já no final do governo atual, é que esse assunto começa a chegar no Congresso Nacional.
00:56Chegaram a escolher Arthur Lira, que já tem um ritmo acelerado para conseguir articular.
01:02Nem mesmo assim, Arthur Lira não conseguiu emplacar uma vitória para o governo.
01:08Isso, se caso for aceito, se conseguir uma vitória, já é considerado como algo eleitoreiro a essa altura do campeonato?
01:18Cristiano Beraldo.
01:20O governo, ele quer, de qualquer forma, entregar essa promessa da isenção de cinco mil reais.
01:28E olha, o que me impressiona sempre é o nível das coisas que a gente discute no Brasil.
01:34Cinco mil reais é menos de mil dólares por mês.
01:38A gente está falando de menos de 12 mil dólares por ano.
01:42Em qualquer país minimamente desenvolvido, esse nível de salário nem existe mais.
01:49Porque as pessoas já estão, a economia anda, ferve, dinheiro gira, a riqueza é gerada,
01:56e as pessoas vão se aplicando, trabalhando e ganhando mais dinheiro.
02:00Mas no Brasil, fala de ganhar cinco mil reais como se estivesse, assim, dando um benefício maravilhoso.
02:09Não.
02:10A pessoa que ganha cinco mil reais hoje no Brasil está lutando para ter uma vida decente,
02:17porque o Estado não entrega nada com qualidade.
02:20A pessoa vai buscar um tratamento de saúde, muitas vezes fica lá na fila, vendo um parente morrer.
02:28Aí ele tem que ter um dinheiro para poder, eventualmente, procurar ali um atendimento numa clínica privada, um médico privado.
02:35Aí a escola, pô, a escola é uma porcaria.
02:38Aí ele vai ter que se virar, arrumar uma escola decente, que ele vai ter que pagar lá uma mensalidade.
02:44Aí ele tem preocupação disso, preocupação daquilo e tal.
02:46O que sobra?
02:48Uma pessoa que ganha cinco mil reais quer fazer uma faculdade de qualidade.
02:53Não consegue.
02:55Então, a gente vê que essa discussão é num nível de absoluta mediocridade no Brasil,
03:00e nem isso o governo entrega.
03:02A gente vê que, como isso foi utilizado na campanha, o governo é refém dessa promessa.
03:09E aqueles que comandam ali o centrão no Congresso Nacional vão fazendo o governo que bem entendem.
03:17E o governo vai ter que ceder, ceder, ceder, ceder, até ver isso aprovado.
03:21Porque, como você disse, convenhamos que Arthur Lira, ele é um grande conhecedor e articulador na Câmara dos Deputados.
03:30Se ele tivesse efetivamente empenhado em fazer esse projeto andar, esse projeto teria andado.
03:38Se não andou, foi de propósito.
03:40Foi algum entendimento ali que não foi feito com o governo federal.
03:46Só que o governo federal, como ele gasta muito e gasta mal, ele também não consegue aumentar a sua arrecadação.
03:54Ele só aumenta a arrecadação se ele, como diz o boné do Dávila, enfia a mão no nosso bolso de forma mais funda.
04:02E aí, como é que você entrega essa redução da arrecadação no imposto de renda,
04:08que vai ter que ser compensado com a cobrança de pessoas que têm uma renda maior,
04:15que já estão pagando pela energia elétrica, que agora vai ter lá energia elétrica de graça
04:21para determinado tipo de consumo.
04:24Aí tem só a BNES, aí tem o pé de meia, aí tem isso.
04:28Você só tem um grupo na sociedade pagando essa conta.
04:32Vai chegar uma hora que ninguém mais aguenta pagar.
04:34Então, a dinâmica que se criou no Brasil hoje é a dinâmica da pobreza,
04:40da limitação e da esmola para comprar voto.
04:42Não tem dinâmica de crescimento, de ampliação da riqueza e de prosperidade.
04:48Eu vou dar réplica ao Luiz Felipe Dávila para seguir o regimento interno aqui dos pingos nos rios
04:54para não ficar em falta com ninguém, Dávila.
04:57E aí a gente vê que cinco mil reais é considerado ali um valor que o governo coloca para ser isento.
05:05Mas, ao mesmo tempo, coloca que cinquenta mil reais é super rico.
05:10A gente vê que a inflação está muito alta e eu estava numa discussão da Câmara dos Deputados,
05:17que o relator estava colocando em discussão com alguns segmentos e disse,
05:21Ora, se ficar com o super rico, daqui a pouco, com vários impostos, vai ter o super pobre com esses impostos.
05:29É com essa linha também que nós estamos chegando do super pobre e o super rico,
05:36se aumentar tanto assim uma taxação, enxergando aqueles que recebem cinquenta mil como um super salário?
05:43É... Sabe o que acontece? A retórica muda quando o governo precisa de dinheiro.
05:51E esse governo precisa desesperadamente de dinheiro.
05:55Aliás, é o governo que já está no cheque especial, Bruno, há muito tempo.
06:00Gasta muito acima do que tem dinheiro na conta.
06:03Por isso que a dívida pública explodiu, por isso que nós temos a taxa de juros mais elevada do mundo,
06:08por isso que nós, brasileiros, já pagamos a maior carga tributária entre todos os países emergentes.
06:17Na verdade, esta isenção de cinco mil reais no imposto de renda
06:22é mais um rombo que vai ser financiado ou por nós pagadores de impostos
06:28ou vai agravar o aumento da dívida pública e, portanto, agravar aumento da taxa de juros,
06:34vai fazer com que aqueles inadimplentes não consigam mais mesmo sair da inadimplência.
06:40No fundo, a gente poderia chamar esse dinheiro?
06:43Nós temos o fundo eleitoral, temos o fundo partidário,
06:46agora nós temos um fundo da campanha do presidente Lula, que vai ser esse dinheiro.
06:51Esse dinheiro é para ser despejado em ano eleitoral,
06:54fazer com que a economia movimente,
06:57que as pessoas tenham um pouco mais de dinheiro para gastar e saiam gastando
07:00e isso deu uma sensação de que as coisas estão melhores
07:04e isso se traduz em votos em dois mil e vinte e seis.
07:09Esta é a jogada.
07:10Agora, o ponto é o seguinte,
07:13a oposição vai atuar como oposição e vetar esse dinheiro?
07:20Porque isso vai impactar o bolso do brasileiro.
07:23Ou a oposição vai se render a isso porque acha que
07:25é muito difícil explicar para o eleitor que essa isenção teria que ser vetada.
07:33Essa é a grande questão,
07:35porque se a oposição aprovar isso,
07:38ela está contribuindo de maneira efetiva
07:41para o fundo eleitoral do presidente Lula em dois mil e vinte e seis.
07:47E aí, não adianta chorar lá.
07:51Se chorar, vai ter que descobrir um outro jeito para justificar
07:55por que encher o bolso da campanha do governo
07:59enquanto a oposição vai ter que pagar a conta
08:02e fazer com que a população não consiga compreender
08:07por que nós estamos cada vez com inflação em alta,
08:12juros em alta e inadimplência crescente
08:15que tira o sono de mais de oitenta milhões de brasileiros.
08:20E se de um lado alguns estão chorando,
08:23do outro já tem gente vendendo o lenço, né, Roberto Mota?
08:27A gente vê que o discurso é justamente eles contra nós,
08:32dizendo que o super rico é necessário aumentar o imposto ali para um outro lado.
08:37E até ouvi de um líder do governo lá no Congresso
08:41dizendo que quando chega no segundo andar da economia
08:46a oposição se incomoda,
08:48dizendo que é necessário aumentar esse governo
08:51até mesmo entre os aliados, os eleitores,
08:54é necessário aumentar o imposto
08:56porque se aumentar o imposto
08:58vai aumentar essa arrecadação
09:00e vai ter a distribuição de renda.
09:02Mas aí a gente entra numa outra esfera
09:05sobre a responsabilidade fiscal.
09:08Não adianta nada arrecadar, mas não ter uma responsabilidade, né, Mota?
09:12Nenhum país do mundo se desenvolveu cobrando imposto, Bruno.
09:20O que existe nesse governo,
09:23o que existe no meio dos políticos de esquerda
09:26é uma combinação de ignorância,
09:31preconceito ideológico contra a riqueza e a propriedade privada
09:35e hipocrisia.
09:38A gente poderia listar os nomes desses maiores defensores.
09:43Daria uma boa planilha.
09:44Numa coluna, os nomes de todos esses defensores de impostos.
09:50E na outra coluna, o valor do patrimônio de cada um deles.
09:56Aí as pessoas iam ver o que está por trás.
09:58Eu acho que é muito interessante essa preocupação do governo
10:04com a tensão no Congresso.
10:08O que deveria preocupar o governo é a tensão no país.
10:13Porque a sensação de que muitas pessoas têm
10:15é de que o país está caminhando para a beira do abismo.
10:20Em relação a impostos, as pessoas estão sufocadas
10:25com a sensação de que vem mais coisa por aí.
10:28Vira e mexe, algum político fala do imposto sobre grandes fortunas.
10:34Grandes fortunas é qualquer pessoa que tenha mais de 100 mil reais guardado.
10:39O imposto sobre heranças.
10:41Nós já ouvimos políticos dizendo
10:44que quando a pessoa morre, o patrimônio dela,
10:48tudo aquilo que ela juntou na vida,
10:49aquela casa que ela levou 30 anos pagando,
10:53tudo isso deveria ficar para o Estado.
10:55porque não é justo que os filhos herdem esse patrimônio.
11:00A maioria das pessoas não consegue compreender o que está acontecendo.
11:06Pare uma pessoa aleatória na rua
11:09e peça que ela explique a reforma tributária.
11:13As poucas coisas que as pessoas conseguem entender,
11:17elas rejeitam.
11:19E não é que a opinião da população
11:21pareça ter qualquer importância.
11:23Pelo contrário.
11:24A impressão que a gente tem
11:27é que tanto o governo quanto o Estado brasileiro
11:30seguem a sua vida de boa.
11:34E aí, de vez em quando,
11:36fazem uma pesquisa de opinião
11:39para dizer que está tudo bem.
11:41Olha, veja os resultados da pesquisa.
11:43Mas a verdadeira pesquisa de opinião
11:46que muitos desses defensores do Estado e do governo
11:50não conseguem mais fazer
11:52é dar uma volta no quarteirão
11:55sem segurança,
11:57sem nenhum acompanhamento.
11:59Vai lá, anda no meio do povo,
12:02deixa eles darem para você
12:04a opinião sobre o que eles pensam
12:07do que está acontecendo no Brasil.
12:08Estamos repercutindo aqui
12:11justamente essa isenção do imposto de renda
12:14para quem recebe até cinco mil reais
12:16a equipe da ala econômica
12:18do Ministério da Fazenda.
12:20Todo esse material já está fechado,
12:22as amarrações,
12:24mas não existe esse clima
12:25dentro do Congresso Nacional.
12:28Quero ouvir, só para a gente arrematar
12:30esse assunto do Cristiano Beraldo,
12:33se é uma falta de articulação
12:35de Artulira ou já é uma falta de força
12:38do ministro Fernando Haddad
12:40dentro do Congresso Nacional
12:42que não está conseguindo convencer
12:45os parlamentares
12:46sobre essa relatoria de Artulira
12:50sobre a importância do imposto de renda
12:53para quem recebe até cinco mil reais
12:55ficar isento?
12:58Olha, Bruno, não há força do ministro.
13:01O ministro Haddad nunca foi forte.
13:03porque se nós observarmos
13:05a condução da economia,
13:07a condução das contas públicas,
13:10nós vamos ver que o ministro,
13:12por mais bem intencionado que seja,
13:14não estou nem acreditando a ele
13:15a autoria desse absurdo
13:18que se formou no Brasil na área econômica,
13:21mas ele é forçado a praticar
13:24determinadas, colocar em prática
13:27determinadas orientações
13:29do presidente da República
13:31que tornam a situação fiscal do Brasil
13:36absolutamente insustentável.
13:38Então, quando ele chega no Congresso,
13:40como é que ele vai justificar o injustificável?
13:42Não tem como.
13:44Ele, obviamente, já chega ali
13:46com a cabecinha baixa
13:47e dá declarações, às vezes,
13:50até cheias de energia e tal,
13:52quando não tem ninguém para rebater,
13:54porque no debate ele não tem argumento.
13:56Nós estamos observando
13:59essa forçação de barra
14:01para caracterizar quem tem um pouco
14:05mais de sucesso na vida
14:06como se fosse um vilão.
14:08O problema, Bruno,
14:10é que é graças a essas pessoas
14:12que estão tendo uma renda
14:14um pouco melhor
14:14que o Brasil minimamente
14:16está parando de pé,
14:18porque senão já tinha desmoronado.
14:21Ora, falar que você tem que
14:23distribuir a renda,
14:25eu distribuo renda.
14:27Eu trabalho, saí de casa
14:28com 21 anos de idade
14:29e fui à luta,
14:30com uma mão na frente
14:31e outra atrás.
14:34Estudei, trabalhei
14:35e distribuo renda
14:37dentro da minha casa
14:38e para as pessoas
14:39a quem eu dou emprego.
14:42Então, não venha com essa história
14:43de que eu tenho que me responsabilizar
14:45pelos demais.
14:47Quem tem que se responsabilizar
14:48pelos demais
14:49é o Estado brasileiro
14:50criando um ambiente econômico
14:52que permita aquelas pessoas
14:53a trabalharem,
14:55caminharem com as próprias pernas
14:56e progredirem.
14:58E principalmente
14:59algo que se perdeu no Brasil
15:00que é a vontade de progredir.
15:03O governo,
15:04neste quinto mandato,
15:07o governo,
15:08ele meticulosamente
15:10transformou o Brasil
15:12num país de medíocres.
15:15Transformou o Brasil
15:16nesse país
15:17em que as pessoas
15:18se acostumaram
15:19tomaram com a esmola
15:20do Bolsa Família,
15:22do Bolsa Isso,
15:23do Bolsa Aquilo,
15:24você vai oferecer um emprego
15:25e ninguém quer.
15:27Quantas e quantas histórias
15:28todos os dias
15:29eu ouço disso.
15:31Às vezes a pessoa quer
15:32corrigir alguma coisa em casa,
15:34pintar uma parede,
15:35não encontra a mão de obra.
15:37Porque é pleno emprego,
15:38não.
15:39Porque as pessoas
15:40estão atuadas
15:41à sua vida medíocre
15:42no país
15:44que não oferece
15:45oportunidade,
15:46que não oferece
15:48esse vento
15:49da prosperidade
15:50soprando na cara
15:51das pessoas
15:52para elas se darem conta
15:53de que há uma única direção
15:55para seguir,
15:56que é a direção
15:56do trabalho,
15:57da dedicação,
15:59para ter as coisas,
16:00para construir
16:00alguma coisa.
16:02Mas a gente não vê
16:03nada disso acontecer.
16:05A gente vê
16:06um país
16:06que foi destruindo
16:08a sua educação,
16:09que foi tentando
16:12formar
16:12e conseguiu formar
16:14uma massa
16:15de analfabetos
16:16funcionais,
16:17uma massa
16:18de pessoas
16:18que vai ali
16:20vivendo
16:20da esmola
16:22do governo,
16:23aí faz um bico
16:24aqui,
16:25outro acolá,
16:26ah, se fizer sol
16:27eu vou para a praia,
16:28se chover
16:28eu vou ali,
16:29ganho 100 reais aqui,
16:31vou fazer um Uber,
16:32vou fazer isso e aquilo.
16:33A dinâmica
16:34econômica do Brasil
16:35foi absolutamente
16:36destruída
16:37e o ministro
16:37Fernando Haddad,
16:39por mais que não
16:39seja autor
16:40eventualmente,
16:42mas ele tem
16:42a responsabilidade
16:44porque está sentado
16:45na cadeira
16:46que é hoje
16:47o grande problema
16:48brasileiro.
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