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O programa Jovem Pan Saúde desta semana contou com a participação do pós-graduado em endocrinologia feminina Júlio Zancaneli para analisar as principais complicações da menopausa, ressaltando a importância da reposição hormonal.

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Transcrição
00:00Vamos falar um pouquinho então de tratamento, doutor Júlio, a reposição hormonal, né?
00:06É o caminho? Toda mulher pode usar o hormônio?
00:10E tem mulheres que não querem, né? Optar por esse método de tratamento.
00:14Na verdade, não. Existe uma... a gente tem que avaliar sempre, assim, o risco-benefício da reposição hormonal.
00:21É o que eu costumo dizer. Primeiro a gente faz uma avaliação de risco
00:25pra ver se essa mulher, ela pode ou não fazer a reposição.
00:29Uma vez que ela tem a possibilidade de fazer, ela pode escolher em fazer ou não.
00:34Não é uma obrigação, né?
00:35E uma outra coisa que eu sempre comento com as pacientes é
00:38até quando que vai essa reposição? Até a próxima consulta.
00:41A gente vai sempre avaliando um período curto aí de como que esse organismo se comportou
00:47com a reposição, com a terapia hormonal.
00:50Mas, assim, de maneira geral, uma mulher tendo a possibilidade de fazer
00:54e optando por fazer a terapia de reposição,
00:57a gente precisa respeitar algumas questões.
01:00Uma delas é a janela de oportunidade,
01:03que seria o tempo que eu preciso, mínimo, máximo, né?
01:06Pra poder pensar e iniciar uma terapia nessa mulher já vivenciando a menopausa,
01:12que é uma janela de 10 anos.
01:13Ou seja, se a pessoa, se essa mulher, nesse primeiro momento,
01:17ela vai optar por não usar o hormônio,
01:20aí ela vai sentir todos os sintomas, né?
01:23Vai, claro, tratar com alimentação, atividade física,
01:26que a gente vai falar como opções, né?
01:28De um tratamento sem hormônios.
01:29Mas ela vê que o sintoma não tá passando.
01:31Ela fala, não, eu vou usar o hormônio agora,
01:33só que passou 10 anos.
01:35Vai ter a mesma funcionalidade?
01:37A questão, sim.
01:38O risco-benefício que talvez não.
01:40Aí a gente tem que avaliar.
01:42O benefício de fazer uma reposição pra uma mulher fora da janela.
01:46Aí a gente tem que discutir ponto a ponto.
01:47Então, por isso que é sempre muito importante, assim,
01:50essa discussão com os pacientes desde o primeiro momento.
01:53Olha, você tá entrando nesse período de menopausa,
01:55e aí a gente tem uma janela a ser respeitada,
01:58porque o benefício é interessante até tanto tempo,
02:01nesses 10 anos.
02:02A partir disso, o risco que a gente vai enfrentar são esses os riscos e tudo mais.
02:07Pra que ela tenha consciência de que,
02:10caso ela opte por fazer a questão da reposição,
02:13que tenha um tempo interessante pra isso.
02:16Não é que não vai funcionar.
02:18Pode ser que os sintomas não diminuam se ela usasse no começo?
02:25É.
02:25Por exemplo, uma mulher, pra gente entender melhor,
02:28o risco cardiovascular dela,
02:30que foi exposta a um período longo sem estradiol,
02:33lembrando que o estradiol, ele favorece e protege a questão do risco cardiovascular dessa mulher.
02:39Então, a gente considera que ela ficou exposta a um alto risco cardiovascular nesses 10 anos.
02:44E aí, entrar com um hormônio que tem uma função antioxidante, anti-inflamatória,
02:50poderia aumentar ainda mais esse risco de um infarto, AVC e tudo mais.
02:55Mas é uma série de outras questões que a gente discute com a paciente,
02:58mas pensando no risco-benefício mesmo.
03:01Não necessariamente da função, porque funcionaria,
03:03caso ela entrasse com a terapia depois.
03:05Porque a gente tem que entender também que a terapia hormonal,
03:09ela é diferente de um método contraceptivo.
03:13No caso de uma paciente que vai optar por fazer um método contraceptivo,
03:17você precisa usar uma dose alta pra poder bloquear esse eixo hormonal.
03:22Já no caso da terapia hormonal, a gente oferece pra paciente uma dose bioidêntica,
03:26equivalente a que esse organismo iria produzir pra manutenção aí da função cardiovascular,
03:33da proteção óssea, da questão da proteção neuronal e tudo mais.
03:37Que é diferente da questão da terapia mesmo contraceptiva.
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