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O endocrinologista Dr. Filippo Pedrinola esclarece por que a reposição hormonal na menopausa ainda causa polêmica e mostra o que mudou desde o famoso estudo WHI, de 2002. Ele explica as diferenças entre os hormônios usados naquela época e os atuais, os riscos reais, as indicações e contraindicações.

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Transcrição
00:00Olá, amigos da Jovem Pan, sou Filipe Pedrinola, médico endocrinologista.
00:05E no dia a dia da minha clínica eu escuto sempre essa frase
00:09Doutor, entrei na menopausa, estou com uma série de sintomas,
00:13mas o meu médico diz que é contra a reposição hormonal.
00:18Eu quero dizer para vocês que não existe essa história de ser contra ou a favor.
00:22Isso não é jogo de futebol, não é flaflu, né?
00:25Então a gente tem que saber que se basear sempre em evidências científicas.
00:29Agora, por que alguns médicos ainda falam isso?
00:33Porque é um resíduo que ficou de um estudo publicado em 2002 chamado de WHI nos Estados Unidos.
00:40Esse estudo, que analisou milhares de mulheres que faziam reposição hormonal
00:45usando um tipo de estrogênio extraído de urina de égua prenha com um progestágeno
00:51ou uma progestina não natural, mostrou de fato.
00:54Era um estudo para ser acompanhado por 10 anos e foi interrompido após 5 anos
00:59porque se notou, se registrou um aumento de casos de infarto, do miocárdio e também de câncer de mama.
01:07Então é daí que veio todo esse alerta.
01:09Porém, a análise detalhada desse estudo mostrou que a inclusão dos pacientes no estudo
01:14era bastante errônea porque eram, na média, mulheres acima dos 63 anos de idade
01:20e que já estavam na menopausa há mais de 10 anos, muitas delas já com doença arteriosclerótica.
01:27Ou seja, justamente aquelas pacientes que hoje nos consensos internacionais,
01:31assim como no brasileiro, são contraindicação para fazer reposição hormonal.
01:35E hoje em dia não se usam mais esses hormônios que eram usados naquela época.
01:41Então hoje a reposição é feita com os estrogênios naturais ou chamados também de bioidênticos,
01:49feitos pela pele, de forma transcutânea ou por adesivos ou até por implantes,
01:55de forma então a devolver para a mulher aquilo que ela mesma produzia
01:59e não estrogênios derivados de urina de água prenha.
02:01Assim como o que se usa hoje são progesteronas ou progesterona natural ou progestinas
02:08que não têm também esse aumento de risco do câncer de mama.
02:11Então, na verdade, isso se trata muito de uma desatualização, infelizmente,
02:17ou uma falta de conhecimento do que hoje está sendo publicado.
02:21Porque nesses mais de 10 anos depois desse estudo, muito evoluiu.
02:25E os consensos médicos mostram que a reposição hormonal,
02:28desde que bem indicada, bem acompanhada, é claro que não é para todo mundo.
02:32Existem as contraindicações.
02:35Mas não aumenta ou aumenta muito pouco o risco do câncer de mama.
02:40Aumenta muito mais a pessoa estar com sobrepeso, obesidade, ou a poluição,
02:45ou se alimenta mal, ou estresse, ou cigarro, álcool,
02:50muito mais do que a própria reposição hormonal.
02:53Então vamos perder um pouco esse medo da reposição hormonal.
02:56É importante, claro, que se tenha muito bom senso,
03:00tanto do médico como do paciente,
03:02para entender os prós e contras em cada caso.
03:06Então está dado aí o recado.
03:07Um abraço.
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