00:00A gente está aqui na casa da Bárbara, que foi a mulher que fez a denúncia, né?
00:04Ela que aparece nas imagens aí com as duas crianças, né?
00:08O filho de 9 anos, que tem microcefalia, e a filhinha, como você falou, ela tem 1 ano e 10 meses.
00:13E aí a confusão aconteceu por quê?
00:15Porque eles estavam separados há 3 meses, eles estão separados há 3 meses, né?
00:20Houve essa separação por conta de que ele conheceu uma mulher na clínica de reabilitação onde ele estava.
00:26Segundo a Bárbara, que não vai dar entrevista agora porque ela está muito abalada, mas a gente vai conversar com a advogada dela.
00:32Segundo a Bárbara, ele estava numa clínica de reabilitação porque ele era dependente químico.
00:36Nessa clínica de reabilitação, ele conheceu essa mulher que é a atual dele.
00:40E aí a Bárbara disse, olha, eu não quero que ela venha por aqui, pelo menos por enquanto.
00:43A gente está numa reconfiguração familiar, as crianças estão muito abaladas,
00:47a gente está precisando entender tudo o que está acontecendo e eu não quero que ela venha aqui.
00:51Mas ele insistiu e trouxe, veio aqui ontem à tarde, trouxe a atual mulher, ela estava no carro.
00:57A Bárbara não gostou, eles discutiram.
00:59Como a gente pode ver nas imagens aí, ela foi no carro, a Bárbara, e aí ele puxou o cabelo da Bárbara e deu início às agressões.
01:04Os três começaram aí a brigar, teve gente que chegou para apartar.
01:08Depois, enfim, a solução foi ele ir embora, né?
01:12As imagens mostram aí da parte externa do prédio, ele entrando no carro junto com a atual e indo embora.
01:17Mas aí, como você falou, gerou o boletim de ocorrência, o caso foi denunciado.
01:21E a gente vai conversar agora com a advogada da Bárbara, que é a Maria Alice.
01:26Ela está aqui com a gente, como eu digo, dentro do apartamento da Bárbara,
01:29e ela vai falar para a gente um pouco do que está acontecendo.
01:32Bárbara, o Arthur, ele quer saber, primeiro de tudo, o que é que se fez depois disso?
01:36Foi feito o boletim de ocorrência e agora?
01:39Pronto, bom dia a todos.
01:41Foi feito o boletim de ocorrência e agora foi concedida as medidas protetivas, né?
01:46Então, ele não pode se aproximar da Bárbara, ele não pode entrar em contato com ela.
01:51Então, todo o contato que o Moab vai ter com a Bárbara agora vai ter que ser intermediado por terceiros,
01:56até porque eles têm três filhos e precisam resolver as coisas dos três filhos, né?
02:01Mas, por enquanto, por hora, é isso que a gente tem de ciência.
02:05E vamos trabalhar para que talvez essas medidas também sejam estendidas para os filhos,
02:11porque ele pode estar num momento de instabilidade emocional e pode até se prejudiciar para as crianças,
02:18até porque a Bárbara não sabe nem quem é essa atual companheira.
02:21Como você pontuou, são três meses só que eles estão separados, que essa pessoa apareceu,
02:26então ela não sente segurança por hora de deixar as crianças terem esse contato, né?
02:32Certo. Agora, o que impressiona a gente nas imagens é que ontem ele veio pegar o filho de nove anos,
02:38que tem microcefalia, para ir para a fisioterapia, né?
02:41Que a gente conversou aqui em off sobre isso, a Bárbara passou esses dados para a gente.
02:45Mas o que impressiona é que ele estava com a bebezinha de um ano e dez meses no braço
02:51enquanto realizava as agressões, enquanto participava da briga.
02:54Para a polícia, isso traz alguma coisa a mais na questão de uma possível coordenação
03:00ou de alguma medida protetiva? O que é que isso configura para a polícia?
03:03Sim, há um agravamento, né? Porque todo tipo de agressão contra a mulher já é algo que é punível com mais rigidez.
03:12E quando a presença da criança, ainda mais de uma criança com uma deficiência,
03:17Então, até pelos olhos do Estatuto da Criança e do Adolescente, isso é visto com outros olhos pela Justiça.
03:24Então, ele pode ter um agravamento na situação dele pela presença das crianças nessa situação, sim.
03:30Entendi. A gente também conversava aqui, antes de entrar ao vivo,
03:33que a Bárbara, a única rede de apoio que ela tinha aqui em Recife seria ele, né?
03:37Ele veio, inclusive, ontem, nos vídeos que a gente vê, ele estava vindo buscar o filho, né?
03:42Que tem microcefalia para ir para a fisioterapia, né?
03:44São quatro vezes na semana que isso acontece.
03:48Se essa medida protetiva se estender também para as crianças,
03:50como é que fica o apoio, principalmente, para a criança de nove anos?
03:55Pronto, então, aí isso vai mais para um viés do direito de família, né?
04:01Então, a gente vai ter que ver como a gente pode fazer, incluir terceiros nessa relação, né?
04:08Já que eles não estão conseguindo se entender, eles dois, como pais dos menores.
04:13Então, vão ter que ter terceiros intermediando.
04:16E até a contratação de uma pessoa, de uma enfermeira, para ajudar nas atividades diárias.
04:21Até porque, vale pontuar, que a dona Bárbara, ela não trabalha, então ela vive em prol dos filhos.
04:27Então, ela passa o dia com os filhos, tomando conta da casa.
04:32É assim por 16 anos, que é o tempo que durou a relação deles.
04:36Então, hoje, ela não tem perspectiva de retorno para o mercado.
04:40Então, ele pode até contribuir com a pensão para a própria dona Bárbara,
04:46para ela se manter e pagar as despesas de casa, né?
04:50Entendi.
04:51Arthur, a situação é difícil, porque, como eu falei, a Bárbara não tem apoio,
04:57uma rede de apoio aqui em Recife.
04:59E a gente conversava também em off, antes de entrar ao vivo,
05:01que, se as coisas se agravarem, a ponto das crianças também serem envolvidas nessa questão do medo da protetiva,
05:06ela teria que voltar para Caruaru, que foi de onde ela veio.
05:10Deixa eu pontuar algumas coisas para você.
05:11Primeiro, a Bárbara falou para a gente que eles tiveram um relacionamento de 16 anos.
05:16Conversava com o advogado antes de entrar ao vivo também,
05:18e ela contou que eles sempre foram um casal exemplo, né?
05:22Inclusive, por conta do filho que tem microcefalia,
05:24eles participavam de uma organização, que o nome é União de Mães de Anjos, né?
05:30E a advogada falou para a gente que eles eram um casal exemplo, né?
05:33Para todo mundo na sociedade, eles não tinham histórico de brigas,
05:37eles eram respeitados por todo mundo, todo mundo tinha eles como referência,
05:41e que, de repente, isso aconteceu.
05:42O que chama atenção também é que o Moab Henrique, que é o nome dele, a Bárbara deu esse nome para a gente,
05:47o Moab, ele era dependente químico e ele estava numa clínica de reabilitação,
05:51então isso também agrava a situação, a gente já pode meio que perfilar a situação e o contexto onde isso se enquadra.
05:58E a gente fica com a denúncia e a revolta, né?
06:02Porque é, mais uma vez, violência contra a mulher, a gente sempre vem aqui,
06:06de vez em quando, pelo menos uma vez por semana, a gente traz uma pauta dessa em vários jornais,
06:10falando sobre agressão à mulher, é uma coisa que ainda acontece, infelizmente,
06:13e que precisa ser mudada.
06:14A Bárbara fez muito bem em denunciar, a gente vai continuar acompanhando esse caso de perto,
06:19sempre que a gente tiver mais novidades, mais informações sobre esse caso,
06:22a gente vai trazer na programação da TV Tribuna.
06:25Voltamos com você, Arthur.