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NotíciasTranscrição
00:00Agosto Dourado. O momento é de falar sobre amamentação.
00:06Poucas coisas no mundo são mais fortes do que a conexão entre mães e filhos.
00:12A fase da amamentação é um dos fatores que mais conecta a mãe ao seu bebê.
00:16Amamentar ajuda não somente no fornecimento dos nutrientes necessários para a criança,
00:22mas também cria vínculo, afeto, proteção e muito amor materno.
00:27Esse é um dos processos mais importantes na formação e no desenvolvimento da vida humana.
00:34No Check-Up de hoje, o Dr. Cláudio Lothenberg conversa com a pediatra Mariana Nudelman,
00:39que explica a importância do alimento materno nos primeiros anos de vida de uma criança.
00:45Qual a importância da amamentação para o bebê?
00:47A idade ideal para realizar o desmame?
00:50Quais os cuidados com a saúde da mãe?
00:53Fique ligado que o Check-Up está no ar!
00:57Check-Up Jovem Pan
01:01Condutor Cláudio Lothenberg
01:03Mariana, seja muito bem-vinda aqui no nosso Check-Up.
01:08Obrigada, Cláudio. É um prazer estar aqui nesse mês tão especial, Agosto Dourado.
01:15Eu não sei se você sabe por que chama Agosto Dourado.
01:17Não.
01:18Não sabe?
01:18Conta pra gente.
01:19Porque o leite materno, ele é o padrão ouro para alimentar os bebês.
01:23Então, sendo o padrão ouro, virou o Agosto Dourado, em homenagem à amamentação.
01:27Mas olha que interessante. Você partiu de um ponto que é um mito, né?
01:32Porque as pessoas discutem muito a questão da alimentação.
01:36Você fala que a alimentação é o padrão dourado.
01:39Alguma coisa substitui o leite materno? O leite materno, de fato, é insubstituível?
01:45O leite materno é insubstituível. Eu posso dizer que ele é insubstituível.
01:51Porque o leite materno não existe nada igual em termos de composição, a proteção que ele gera para esses bebês.
01:59Desde o nascimento, ele é rico em carboidratos, em proteínas, enzimas, imunoglobulinas que protegem contra infecções, alergias.
02:08Ele é tão poderoso que ele tem esse poder até de evitar diabetes, hipertensão, obesidade.
02:18Ele não só protege o bebê, ele protege a mãe, porque ele protege contra câncer de mama, câncer de ovário.
02:23Ele tem todos esses fatores muito especiais.
02:26Você falando isso, eu lembro que quando eu estudava medicina lá atrás,
02:31as pessoas diziam, pode amamentar durante os dois anos de vida.
02:34E o resto passa a ser o resto. Isso é realmente algo verdadeiro?
02:39Sim. A sociedade brasileira de pediatria, paulista de pediatria americana,
02:46se incentiva leitamento exclusivo até os seis meses de idade e depois continua até os dois anos.
02:52Mas isso vai também depender muito da mãe, da criança, quando que a mãe tem que retornar ao trabalho.
02:58Se ela tem ajuda com essa criança, são muitos fatores.
03:01A mãe não está sozinha nessa jornada. Isso é muito importante.
03:04a gente apoiar essas mães na amamentação.
03:06E por isso que existe o mês de agosto dourado, para a gente incentivar a importância da amamentação,
03:11dar apoio para essas mães, fazer todo esse movimento para essa nutrição desse bebê que é tão importante.
03:18A gente pode dizer, portanto, que é uma questão de cultura.
03:22E para isso, a gente tem que fortalecer, inclusive, o entendimento familiar.
03:26Você citou algo que, para mim, foi realmente bastante significativo.
03:33A importância da amamentação para a mãe.
03:36Fala um pouquinho sobre isso.
03:38Exatamente. Para a mãe é muito importante.
03:40Não só para ela, desde sempre, criar esse vínculo com o bebê.
03:43A gente já ouviu falar, alguns já ouviram falar sobre depressão pós-parto.
03:46Então, a mãe criar, desde sempre, esse vínculo com o bebê quando nasce.
03:51Você sabe, Cláudio, que nas maternidades, a gente incentiva muito a golden hour.
03:58Golden hour é a primeira hora pós-parto do bebê que a gente tem que colocar esse bebê,
04:03enquanto está incentivado a colocar o bebê no colo da mãe.
04:06Mesmo que ela tenha passado por um parto cesárea,
04:09assim que possível, o bebê é colocado em contato com a mãe para sugar.
04:13Não é com uma ideia de nutrir o bebê, mas com a ideia de formar esse vínculo,
04:17de formar essas conexões desde sempre.
04:20E para a mãe isso é muito importante.
04:22Então, como eu falei, o aleitamento materno, ele ajuda a mãe a prevenir os cânceres
04:26porque ele diminui o nível de estrogênio liberado pelo corpo
04:29e isso diminui alguns cânceres também na mãe.
04:31E quando o leite não é suficiente, é de pouca quantidade,
04:35você pode fazer com que haja estímulo para a produção do leite materno para a mãe?
04:40Sim. É muito importante nessa fase.
04:42a mãe ter ajuda, porque a mãe precisa descansar,
04:45ela precisa se alimentar adequadamente,
04:47tudo isso para favorecer a produção do leite para esse bebê.
04:51Uma mãe sozinha, infelizmente, é difícil dar conta.
04:56Existem também situações em que o bebê nasce
04:58e a mãe às vezes encontra-se impossibilitada de amamentar.
05:01Ou porque ela teve alguma intercorrência pós-parto,
05:04ela está internada em uma unidade semi-intensiva,
05:06ou infelizmente a mãe foi a óbito.
05:09E a gente precisa fornecer o leite humano para esse bebê,
05:12não necessariamente da mãe, mas o leite humano.
05:14E existem os bancos de leite, existem mais de 200 bancos de leite.
05:18Então, a mãe pode recorrer à situação.
05:21O próprio hospital, na verdade, vai recorrer a esses bancos.
05:23Não é qualquer mãe, qualquer bebê que tem direito a receber esse leite.
05:28Mas sim os internados, hospitalizados, bebês prematuros,
05:31têm direito a receber esse leite.
05:33O banco de leite é um sistema de apoio para as mães e para os bebês.
05:39O doutor Cláudio Lothenberg foi até o banco de leite do Hospital Israelita Albert Einstein
05:45para uma conversa com a nutricionista sênior do setor materno-infantil Vanessa Ramiz
05:50e com o gerente médico do setor materno-infantil Albert Busso.
05:54Entenda como funciona e qual a sua importância.
05:59Vanessa, como funciona um banco de leite no dia a dia?
06:03Então, um banco de leite que pertence à rede global de bancos de leite humano,
06:07ele funciona captando doação de leite externo daquelas mães que estão em casa
06:13e que elas têm um excedente e gostariam de doar.
06:16E esse leite vai principalmente para os prematuros de uma UTI neonatal.
06:19E tem todo um cuidado com esse leite, então a gente precisa ter as sorologias dessas mães,
06:24dessas doadoras, sorologias de HIV, hepatite B, C, HTLV.
06:30Esse leite é processado, então ele vai ser pasteurizado,
06:33onde a gente elimina as bactérias, vírus, para então poder ser doado para um bebê.
06:39Então, os bancos controlam tanto as doadoras quanto o controle microbiológico do leite.
06:44Você que é um pediata que tem experiência e que vive a realidade dentro de um grande hospital, Albert,
06:49você sente que as mães estão mais sensíveis quanto a oportunidade de doar o seu excedente?
06:55Com certeza, Cláudio. As mães estão muito envolvidas, muito engajadas nisso.
07:00É um ato de amor, é um ato que dá um benefício enorme para os prematuros
07:06e ele só tem a ganhar com isso uma alimentação muito mais apropriada,
07:11muito mais adequada para esses bebês prematuros que têm um leite específico melhor,
07:17mais direcionado para o bebê.
07:20Melhor leite para eles.
07:21Na verdade, a gente está falando muito sobre isso,
07:24porque existe como que fosse uma competição da indústria,
07:29no sentido de ter um discurso que muitas vezes leva a entender o contrário.
07:33Por isso que eu acho que é importante para a gente poder mostrar essa realidade
07:37e o próximo passo é a gente mostrar o dia a dia como é dentro da estrutura do próprio banco de leite.
07:43Vamos lá?
07:44Vamos nessa.
07:44Vamos.
07:47Bom, vamos entrar agora aqui,
07:49essa estrutura do banco de leite aqui no Hospital Isarito Albert Einstein.
07:53Vanessa, que é nutricionista especializada no assunto,
07:56doutora Albert, que é o diretor da área,
07:58e, portanto, aqui é uma oportunidade de você aprender que este gesto pode mudar a realidade de muitas crianças
08:05que precisam em muito.
08:07Lembrando que o leite materno, certamente aquilo que há de melhor,
08:11alguns dizem até em cerca de dois primeiros anos de vida de cada um dos que são.
08:15Legenda Adriana Zanotto
08:45Legenda Adriana Zanotto
09:15E a gente mostra como é que funciona a coleta de leite através da bomba, né?
09:20Então, até para a mãe não ficar assustada, né?
09:22Porque ela tem a expectativa de amamentar diretamente o seu bebê.
09:25Mas essa é a forma que ela tem de ajudar o seu filho, o filho de outras mães,
09:29através da extração mecânica.
09:31Então, ela recebe a orientação de como massagear a mão, engenhar as mãos,
09:35e aí utilizar uma bomba de extração ou mesmo uma coleta manual também é possível.
09:41Simples, né, Albert?
09:42Gestos simples de enorme valor.
09:46Agrega muito e salva vidas.
09:48Isso mesmo.
09:48Salva vidas, nossa responsabilidade.
09:50O sistema de bancos de leite humano é um apoio fundamental para mamães e bebês.
09:5810 ml desse leite podem amamentar até 10 bebês.
10:02De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, existem mais de 200 unidades de bancos de leite.
10:08E a doação pode ser feita em uma dessas unidades por qualquer mulher saudável
10:13e que não esteja sob uso de medicamentos que possam interferir na amamentação.
10:19O que você pode dizer a respeito do aleitamento materno e alergias?
10:24Então, o aleitamento materno, o leite materno, o leite humano, ele tem propriedades muito importantes.
10:29Então, um dos fatores mais importantes que a gente pode citar do leite materno é a EGA secretora,
10:34que é uma imunoglobulina que ela vai proteger toda a mucosa do intestino, desde a cavidade oral.
10:39Então, a gente tem a mucosa que é o que reveste todo, desde a boca até o intestino.
10:44E o bebê, a gente sabe que ele realmente está muito suscetível da parte oral,
10:48porque ele tem contato tanto com a pele das pessoas, ele tem contato com a própria mãozinha,
10:53tem contato com chupetas, eventualmente, bicos de mamadeira.
10:57Isso deixa o bebê muito suscetível.
10:59Então, a EGA secretora e outras enzimas que contêm no leite materno vão trazer essa proteção para o bebê.
11:04Além desses fatores, existem também prebióticos e probióticos que já estão, que fazem parte do leite humano.
11:12Então, são carboidratos que são prebióticos, probióticos, por exemplo, a gente pode citar bifidobactérias,
11:18lactobacilos, que são termos que a gente escuta bastante hoje em dia, né?
11:22E eles formam toda a microbiota intestinal.
11:24A microbiota intestinal, tendo toda essa proteção, isso protege contra infecções, contra alergias,
11:30todos esses fatores externos que podem trazer desvantagens para o bebê.
11:34Agora, a gente fala da alimentação, fala dos primeiros meses, seis meses, dois anos.
11:40Existe uma idade limite em que você tem que introduzir algum outro tipo de alimentação?
11:46Até onde você pode só amamentar? No limite.
11:49Até seis meses, o leite materno, ele é suficiente para subir todas as necessidades nutricionais do bebê,
11:55exceto pela vitamina D.
11:57A vitamina D, a gente já tem que começar a suplementar a partir do sétimo dia de vida,
12:01porque ela não tem uma quantidade suficiente no leite materno.
12:04Fora isso, a partir dos seis meses, a gente começa a introdução de sólidos na alimentação do bebê.
12:10O que são sólidos?
12:11São frutas, legumes, verduras, carboidratos e proteína.
12:15Porque a gente sabe que todos os estoques de todos esses macro e micronutrientes no leite materno,
12:21eles já vão diminuindo cada vez mais e não vão conseguir suprir o bebê a partir de seis meses de idade.
12:26Existem condições do lado da mãe.
12:29A mãe tem algum tipo de quadro infeccioso?
12:32A mãe tem alguma alteração sanguínea?
12:36Alguma doença que a impossibilite de amamentar?
12:39Sim.
12:40A mãe infectada pelo HIV.
12:42A mãe infectada pelo HIV, se ela não faz uso de medicação contra o vírus HIV,
12:47ela tem uma carga viral muito elevada no corpo e ela pode passar esse vírus para o bebê.
12:52Então, essa é uma condição que a mãe está impossibilitada de amamentar.
12:57E uma criança que é prematura, para ela também o leite materno é o suficiente?
13:03Pode não ser o suficiente naquele momento, por quê?
13:05O bebê prematuro, principalmente o bebê que é muito baixo peso ou baixo peso,
13:10abaixo de 1.500 gramas, ele não tem força suficiente para sugar aquele leite.
13:14Ou, às vezes, a mama da mãe é muito volumosa e o bebê tem a cavidade oral muito pequena,
13:18então fica difícil esse processo de sucção.
13:20Então, o que a gente incentiva é que a mãe ofereça esse colostro.
13:25Então, a maternidade que estiver em questão com o bebê prematuro vai oferecer esse colostro
13:30ou por uma sondinha, ou por um copinho, ou por seringa,
13:33mas é importante a mãe oferecer, sempre a gente incentivar essa mãe a oferecer o colostro,
13:38que é esse primeiro leite pós-parto.
13:39E o bebê, então, vai ser nutrido de uma outra forma, ou pelo banco de leite da própria maternidade,
13:46ou, eventualmente, uma fórmula infantil adequada para a idade dele.
13:50Eu vi que teve uma publicação no Ministério da Saúde que fala do desenvolvimento neuropsicomotor
13:56e alguns levam limite até à inteligência.
13:59Você teria alguma coisa para falar disso?
14:01Sim.
14:01O aleitamento materno, ele não só pelo leite, pelo padrão ouro,
14:06mas pelo contato com a mãe, esse vínculo que faz,
14:10ele ajuda, estimula o bebê na parte cognitiva,
14:14porque ele libera ocitocinas no bebê.
14:16Então, isso estimula conexões nervosas, a sinapses,
14:21tudo isso gera no bebê um desenvolvimento cognitivo muito importante.
14:25E, realmente, existe um estudo grande aqui no Brasil,
14:28na Universidade Federal de Pelotas, que eles analisaram,
14:32inicialmente, começaram a acompanhar 6 mil bebês,
14:35mas, no fim, por 30 anos.
14:38Então, no resultado final, foram mais de 3 mil pessoas.
14:43Eles dividiram esses bebês em cinco grupos,
14:46pelo tempo de amamentação, pelo tempo que foram amamentados.
14:50E eles viram que o grupo que foi amamentado por 12 meses,
14:53esses bebês tiveram, em uma análise de QI, de coeficiente de inteligência,
14:58tiveram 3 pontos a mais do que os outros bebês.
15:01E eles, atualmente, na vida atual deles,
15:05eles estão mais bem colocados no mercado de trabalho,
15:08com uma renda maior, também comparados aos outros.
15:11Você está falando, e eu começo, realmente, a imaginar,
15:14quem está assistindo sai com uma mensagem muito clara,
15:17amamentar, amamentar, amamentar.
15:19Mas a gente sabe que os períodos de trabalho,
15:22período de férias, de afastamento, ele é limitado.
15:26Ele não é por toda essa fase.
15:27E, por vezes, essa relação familiar acaba não acontecendo.
15:31Você não leva a criança.
15:32O leite materno, ele pode ser armazenado em casa?
15:35A mãe pode deixar guardado?
15:38E alguém dar o leite materno dela para a criança?
15:40Sim, pode sim.
15:42Então, a mãe que tem que voltar ao trabalho,
15:44que a licença pode durar de 4 a 6 meses,
15:47se, às vezes, tem mãe que acaba emendando com férias,
15:50que é muito interessante.
15:51Algumas empresas até incentivam isso,
15:53que a mãe amamenta por esses 6 meses.
15:55Então, perto do período dela retornar ao trabalho,
15:58é muito interessante que ela comece a estocar esse leite.
16:01Então, vamos dizer, uns 15 dias antes,
16:03ela pode começar a estocar esse leite até antes,
16:05mas o ideal é que ele fique em freezer um mês.
16:09Em geladeira, pode ficar até 12 horas,
16:1224 horas no máximo.
16:14Mas ela pode, sim, estocando e congelando,
16:16e depois, quando ela voltar ao trabalho,
16:18juntamente com a introdução alimentar,
16:20alguém pode ir dando esse leite,
16:21ofertando para a criança o leite materno.
16:23E a partir do sétimo dia,
16:24é importante a gente administrar também vitamina D.
16:28Algum outro tipo de suplemento,
16:30no correr desses dois anos,
16:32mesmo que com o leite materno, ininterruptamente?
16:36Sim, em alguns casos,
16:37a gente tem que suplementar ferro.
16:39Tem mães que tiveram anemia na gravidez,
16:42ou elas têm um estoque de ferro baixo,
16:43isso a gente vai monitorando junto com a obstetra.
16:46Porque até os seis meses,
16:47a gente sabe que a mãe consegue suprir
16:49as necessidades de ferro daquela criança.
16:51Mas a partir disso,
16:53a gente vai acompanhando a introdução dos sólidos,
16:56para ver se a gente necessita ou não
16:58introduzir o ferro para essas crianças.
17:00Você vai falando, a impressão que eu tenho,
17:02quer dizer, é uma aumentação muito boa,
17:04mas chega o momento do desmame.
17:06Como é que a gente faz para fazer o desmame?
17:09Então, o desmame, como eu falei anteriormente,
17:11é um vínculo muito grande, né?
17:13Que a mãe tem com esse bebê
17:15e esse bebê com a sua mãe.
17:17E a mãe que amamenta exclusivamente,
17:18a cada três horas, imagina,
17:20é um vínculo muito especial.
17:22Ele não pode ser quebrado tão abruptamente, né?
17:24Então, o desmame,
17:26a gente explica para as mães,
17:27tem que ser gradual, tem que ser lento.
17:29Ela vai escolher uma mamada do dia
17:30que ela pode ordenhar e alguém ofertar.
17:33E ela vai gradualmente,
17:35ela vai deixando de amamentar alguns momentos do dia.
17:38Mas não que ela precise não ofertar o leite dela.
17:40Alguém pode ofertar o leite dela.
17:42E ela vai cada vez mais reduzindo
17:44para esse vínculo ser um quebrado.
17:47Mas para ele ser mais, assim,
17:49ameno possível, né?
17:50Essa quebra desse vínculo, né?
17:52Que é um relacionamento, né?
17:53Simplesmente uma nutrição, na verdade.
17:56Agora, no sentido de a gente posicionar o bebê,
18:00alguma posição específica que é mais confortável
18:02para que isso possa acontecer
18:04de uma maneira até como que fisiológica?
18:07Sim, isso vai depender muito da mãe.
18:08Tem mãe que prefere a posição tradicional, né?
18:11A cabecinha do bebê aqui no braço,
18:13o corpinho aqui.
18:14O que é mais importante
18:16é a gente ter o contato barriga com barriga,
18:18a cabecinha sempre voltada de frente para o seio
18:21e os lábios têm que estar invertidos.
18:23Então, o bebê, a gente tem que sempre observar a pega.
18:26Porque uma pega errada,
18:28ela pode gerar fissura mamária,
18:29dor para amamentar,
18:31o que é bem desagradável.
18:33É incômodo, né?
18:34Muito incômodo.
18:35E existe algum tipo de alerta
18:38que a mãe que está amamentando
18:39pode perceber em relação a ela?
18:42Algo que possa, de fato,
18:44traduzir que ela tem que interromper?
18:45Ou algum sinal que ela pode perceber
18:47de que aquilo não está sendo suficiente
18:50e está causando algum incômodo para o seu filho?
18:52Sim.
18:53Então, a mãe que sente muita dor para amamentar,
18:56é um bebê que chora muito,
18:58é um bebê que não consegue fazer
18:59essas sonecas durante as mamadas,
19:01a gente começa a ter sinais
19:03de que esse bebê não está sendo bem alimentado.
19:05Então, por isso que é importante
19:06ter o acompanhamento do pediatra,
19:08observar ganho de peso,
19:10o pediatra orientar essa mamada,
19:12como que está sendo,
19:14e eventualmente até
19:15uma consultora de amamentação é importante
19:17para avaliar essa mama dessa paciente,
19:19ver se ela está tendo dúvidas,
19:21se a criança,
19:23a bebê está fazendo a pega correta.
19:24Porque como você perguntou de posições,
19:26essa é a posição tradicional.
19:28Também existem posições
19:29que a gente fala que é invertida,
19:30as perninhas para trás,
19:31a cabecinha desse jeito.
19:33Existe também a posição do bebê,
19:35ele sentar sobre a perna da mãe,
19:36mamar de frente também.
19:39Então, existem várias outras posições
19:41que a gente pode ir mudando
19:43para machucar menos essa mama.
19:46Manuela Rezende,
19:47advogada, mamãe e paciente
19:49da doutora Mariana,
19:51conta como está sendo
19:52o processo de amamentação,
19:54além da importância do apoio familiar
19:56e de especialistas da área.
19:59As pessoas sempre têm
20:00essa ideia de que a amamentação
20:03é um bicho de sete cabeças.
20:05Eu confesso que o começo
20:06foi, sim, um bicho de sete cabeças.
20:09Para mim, é muito assustador.
20:11Depois do parto,
20:13tudo é muito novo,
20:14tem puerpério,
20:16tem várias questões acontecendo.
20:18E a amamentação,
20:19que é algo muito novo também.
20:20Você está conhecendo o bebê,
20:22o bebê está aprendendo a mamar.
20:24Então, o começo é, sim,
20:29mais complicado,
20:31mas à medida em que as coisas vão
20:33se adequando,
20:35você vai conhecendo o bebê,
20:37o bebê te conhece,
20:38vai ficando cada vez mais leve.
20:40Para todas as mães,
20:41eu diria que amamentar
20:42é uma das maiores experiências da vida.
20:46Não é nem só...
20:47Gestar já é uma experiência
20:48muito maravilhosa.
20:50Tem lá seus percalços
20:52durante a gestação,
20:54mas a amamentação
20:56é uma conexão com o bebê,
20:58é uma coisa sua ali
20:59com o bebê.
21:01E você sabe que esse momento,
21:03para ela,
21:03é a coisa mais importante
21:04na vida dela.
21:05Ela depende disso
21:06para crescer e viver.
21:08A amamentação,
21:09o começo, principalmente,
21:11para a mãe de primeira viagem,
21:13como eu, por exemplo,
21:13é tudo muito novo.
21:15Eu tive ajuda,
21:17eu tive consultoria também,
21:19para me ajudar de alguma forma
21:20a entender o que estava acontecendo
21:22e como eu poderia melhorar
21:24a amamentação, enfim.
21:25E a ajuda dos familiares
21:26e dos amigos
21:27é indispensável,
21:28porque por ser um momento
21:31de muita,
21:31de muita medicação,
21:34você, mulher, mãe,
21:36medica de muito da sua vida
21:38para você estar ali
21:38com a sua filha
21:39e poder dar o melhor
21:41para ela, realmente.
21:42e acaba que as pessoas
21:44ao redor, assim,
21:45a amamentação, infelizmente,
21:47tem ficado descanteio, né?
21:49As pessoas não valorizam tanto,
21:51até porque também tem outras formas
21:53de amamentar o filho
21:54e está tudo bem,
21:56e está tudo certo.
21:56Mas, assim,
21:57o aleitamento materno,
21:59ele é trabalhoso,
22:01mas ele é tão gratificante
22:04e tão maravilhoso
22:06você poder saber
22:07saber que você está
22:08ajudando a sua filha mesmo ali,
22:11é parte de você
22:13que está fazendo aquilo, sabe?
22:15E ter pessoas ao redor
22:16ajudando
22:17e te incentivando
22:19e de alguma forma
22:20te possibilitando
22:22que a amamentação aconteça, sabe?
22:24Porque o exterior
22:26que você não tem como
22:28controlar realmente,
22:30de alguma forma,
22:31você tem esse apoio
22:32e as pessoas te ajudando
22:33a não ficar tão estressada,
22:35a ficar em um ambiente
22:36mais tranquilo,
22:37a amamentação flui
22:38tranquilamente.
22:39Mas se eu pudesse dar um recado,
22:41sem sombra de dúvidas,
22:42não desista,
22:43porque não é uma tarefa fácil,
22:46você vai ter vontade
22:48de desistir várias vezes
22:49e de seguir com outros métodos,
22:52para alimentar o bebê,
22:55mas persista,
22:57confia que vai dar certo,
22:59o seu leite não está secando,
23:01às vezes é um dia ruim só,
23:04e é isso,
23:05o seu bebê vai crescer bem,
23:06você vai estar dando
23:07o melhor que você tem para ele,
23:10e continue no caminho,
23:12a amamentação é maravilhoso.
23:15A gente conversa,
23:18convive,
23:18vê muita pressão da indústria,
23:20propagandas,
23:20e a gente às vezes acaba
23:23imaginando um cenário
23:25no qual a questão das dietas
23:27que acompanham essa faixa etária
23:30serem mais importantes
23:31que a própria mamada,
23:33assim como mitos
23:34que envolvem a questão
23:35do próprio parto cesárea,
23:37e a gente sabe hoje
23:38que o parto normal
23:39é inclusive um indicador
23:40de segurança
23:41dos sistemas de saúde.
23:43Como é que o Brasil
23:44está nesse processo
23:45de esclarecimento
23:46da amamentação?
23:48Estamos bem,
23:49as pessoas começam a entender
23:50e aprender,
23:51ou a indústria prevalece
23:52com a sua pressão?
23:53Olha, Cláudia,
23:54eu, assim,
23:55as mães,
23:56elas têm muita dificuldade
23:57em amamentar.
23:59Não é um processo,
24:00apesar de parecer instintivo,
24:02o bebê vem para o peito,
24:03não é fácil.
24:05As mães precisam muito
24:06de apoio,
24:07de incentivo da família,
24:08incentivo dos pediatras,
24:10dos obstetras.
24:11Eu acho que,
24:12realmente,
24:12cada vez mais
24:13a gente tem que esclarecer
24:14como o leite materno
24:16é importante para esse bebê
24:17e que vai suprir
24:17todas as necessidades
24:19desse bebê
24:19até os seis meses.
24:20Então, é importante
24:21esses movimentos
24:22de incentivar o aleitamento
24:24e dar suporte
24:24para essas mães.
24:26Mostrar para elas
24:27que elas podem, sim,
24:28ser aconselhadas,
24:29ajudadas,
24:30apoiadas.
24:31Isso é muito importante.
24:33Essa orientação,
24:34ela tem que ser feita
24:35pelo pediatra,
24:37pelo pediatra neonatologista
24:39ou pelo obstetra?
24:42Quem que deve começar
24:43esse discurso
24:45pela tua vivência
24:45enquanto médica pediatra?
24:47Olha, eu acho que o obstetra
24:49pode começar a plantar
24:50essa sementinha.
24:51porque geralmente
24:52os obstetras,
24:53eles têm obstetrizes
24:54que acompanham o parto,
24:55elas fazem essa parte
24:58de consultoria
24:59de amamentação.
25:00Então, acho que
25:00passar para essa paciente
25:01que assim que o bebê nascer
25:03a nossa obstetriz
25:04vai acompanhar uma mamada,
25:05vai orientar
25:06como é que tem que ser isso
25:07e assim,
25:08e durante esse processo
25:09de amamentação
25:10também ela pode acompanhar.
25:11E o pediatra
25:12em paralelo
25:13nas consultas
25:14é importante,
25:15eu gosto muito
25:15de observar mamadas
25:16durante a consulta.
25:18Quando a mãe,
25:18eu posso amamentar?
25:19Claro que pode,
25:20para mim vai ser
25:21um momento muito especial
25:23porque eu vou aproveitar
25:24e ver como está sendo
25:26essa pega
25:26e aí entrar em contato
25:27com essa consultora
25:28de amamentação,
25:29explicar que essa mãe
25:30precisa ser melhor orientada,
25:32tudo isso é muito importante,
25:33é uma equipe multidisciplinar.
25:35queria dizer para você
25:37que foi uma alegria,
25:38um prazer muito grande
25:39poder conversar com você,
25:41primeiro por se tratar de você
25:43e o carinho que eu tenho
25:44e tudo que você representa
25:45para mim,
25:45mas sobretudo pelo tema
25:47que é um tema
25:47bastante importante
25:50de impacto
25:51e significativo
25:52para a saúde
25:53no nosso país.
25:54Obrigado por estar aqui,
25:54Maiana.
25:55Obrigada, Cláudio,
25:56com certeza,
25:57muito importante sim
25:58a gente incentivar
25:59a amamentação.
26:01Muito obrigada
26:01pelo convite.
26:02O Check-Up recebeu hoje
26:03a doutora Mariana Nudelman.
26:05Mariana que é médica,
26:07pediatra
26:08e falou para nós
26:09e bastante
26:10a respeito
26:11de um capítulo
26:12bastante representativo
26:14que é o capítulo
26:15da amamentação,
26:17Agosto Dourado.
26:19Nós ficamos por aqui,
26:20o Check-Up volta
26:21semana que vem.
26:23Se você tem alguma dúvida,
26:24quer fazer alguma sugestão,
26:26simplesmente opinar,
26:28escreva para mim,
26:29doutorcláudio
26:29arroba jovempan.com
26:32No Check-Up de hoje,
26:35você viu
26:35a importância
26:36do aleitamento materno,
26:38os cuidados
26:39com o bebê
26:40nessa fase,
26:41como funcionam
26:42os bancos de leite
26:43e apoio
26:44para as mamães
26:45durante a amamentação.
26:52Check-Up Jovem Pan
26:53com o doutor
26:54Cláudio Lotenberg.
26:57A opinião
26:59dos nossos comentaristas
27:00não reflete
27:01necessariamente
27:02a opinião
27:03do Grupo Jovem Pan
27:04de Comunicação.
27:09Realização Jovem Pan
27:10do Grupo Jovem Pan
27:12do Grupo Jovem Pan
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