00:00Doutora Patrícia, conforme amplamente divulgado pela mídia, ainda em junho de 23, em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social,
00:08presidido pelo então-ministro Carlos Lupe, a conselheira Tônia Galetti solicitou que fosse incluída na pauta a discussão sobre os acordos de cooperação técnica das entidades que realizavam descontos indevidos junto ao INSS.
00:23O pedido da conselheira, porém, foi negado na ocasião. Conforme registros da DPU, em 23, já havia sinais de alerta sobre o aumento das reclamações relativas a descontos indevidos.
00:36Já em maio de 24, sob a coordenação da senhora, a Defensoria Pública demandava formalmente a suspensão de todos os descontos associativos.
00:45Portanto, nós podemos afirmar que, desde junho de 23, o então-ministro da Previdência foi formalmente alertado sobre esse problema.
00:55Isso significa que, há mais de dois anos, o governo tinha um alerta formal e estruturado sobre a fraude massiva e sistemática que estava em curso.
01:04Então, pergunto, senhora defensora, a senhora confirma essa cronologia e a gravidade do alerta inicial realizado pela Defensoria?
01:11Os alertas foram feitos e estão relatados nas memórias de reunião do Comitê, do Grupo Institucional de Trabalho.
01:22Os alertas foram feitos, os apontamentos foram feitos, estão todos documentados.
01:26Ofícios foram expedidos, providências foram tomadas, medidas foram adotadas, tanto no âmbito judicial quanto no âmbito extrajudicial dentro deste GTI.
01:38As autoridades estavam cientes.
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